Os Técnicos Superiores da Educação não são Mercadoria, para faturarem com o seu!!

 

Os Técnicos Superiores da Educação (TSE) Assistentes Sociais, Psicólogos, Animadores, Educadores Sociais, Terapeutas da Fala, Interpretes de Linguagem Gestual, entre outros mais, têm rosto, uma família e direito a um futuro condigno!

Não somos prisioneiros de políticas educacionais, temos direito á Mobilidade, a uma avaliação justa, a um reposicionamento condigno para ingressarmos no respetivo escalão, os pontos sobrantes em avaliações de biénios anteriores não se perdem ao contrario do que nos querem deixar transparcer eles somam aos biénios dos períodos seguintes !

Muitos nós estamos a 150km, 250km e 350km de casa, com familiares gravemente doentes, que precisam dos nossos cuidados e nós estamos exaustos! A maioria dos TSE já pediu mobilidade pela segunda e terceira vez, ela é um direito que vem descrito na LFTP no art.° 96 da alínea a) e b) da lei 35/2014. No entanto, a DGAE não está a respeitar a lei, quando o técnico superior pede mobilidade para outro agrupamento, decorridos 6 meses do primeiro pedido efetuado, na qual este dispensa do acordo do orgão ou serviço de origem para a mobilidade. Nos primeiros pedidos dos TSE, as direções das escolas de origem que tinham autorizado as mobilidades dos TSE, receberam telefonenas por parte do sr. Secretario de Estado a informa-los que a sua escola não podia substituir o técnico pois não iam autorizar a abertura de um concurso para os substituir. OS TSE desolados com a situação que se encontravam e com esta postura do Ministério da Educação tiveram que aguentar mais 6 meses para voltar a fazer novo pedido. Há segunda vez que voltaram a fazer novo pedido de mobilidade, este veio novamente negado, alegando a DGAE que não se aplica o art.° 92 a 100 da LTFP, apenas em orgãos ou serviços da administração direta ou indireta do estado.
Esta explicação não é verdadeira, o ministério da educação usa os TSE como seus prisioneiros, na escola que vincularam onde na sua maioria já não estavam há 3 anos, os TSE têm direitos no que diz respeito á sua mobiliadade, ela está consagrada no art.° 96 da LFTP da lei 35/2014. Os TSE têm direito a pedir mobilidade para outra escola ou outro orgão qualquer e aqui para ambos os sitios ao segundo ou terceiro pedido aplica-se o art.°96 da LTFP da lei 35/2014.
Graças á atitude do Ministério da Educação os TSE estão a despedir-se das escolas, porque não aguentam mais estar prisioneiros a um sistema que lhe retira direitos consagrados na lei e lhe impõe a precariedade!
Será que o que pretende o Ministério da Educação é que os TSE se despeçam em massa das Escolas para contratarem cerca de 900 novos precários que prevêem já para setembro?

Será que é este o plano que ME tem em mente para os TSE?

É este o agradecimento que os TSE recebem após a sua dedicação ás escolas onde trabalharam de norte a sul do país há 10 anos, 15 anos e até 20 anos de precariedade?

Sr. Ministro da Educação é desumano sacrificar a este ponto o futuro dos TSE a centenas de km de casa, com familiares gravemente doentes e também eles próprios doentes, desgastados pelas vossas políticas precárias e desumanas!
Se fosse o sr. Ministro da Educação gostava que o tratassem da mesma maneira, como uma mercadoria, sem direitos, onde o que interessa é o lucro do ME e não cumprir a lei?

TSE

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17 comentários

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    • Pensador on 5 de Julho de 2021 at 15:08
    • Responder

    ……………
    ………………………………..

    Os Técnicos Superiores da Educação (TSE) Assistentes Sociais, Psicólogos, Animadores, Educadores Sociais, Terapeutas da Fala, Interpretes de Linguagem Gestual

    Mas quem é esta gente????????

    Esta gente devia ser corrida imediatamente das Escolas para fora.

    No ensino Privado não existe esta gente que não faz rigorosamente nada numa Escola. Nas Escolas devem existir apenas os Professores para ensinar e os alunos para aprenderem. Tudo o resto é para CHULAR os Cofres do Estado (digo, os CONTRIBUINTES).

    ……………………..
    ……………………………………………..

      • A verdade a que temos direito on 5 de Julho de 2021 at 16:25
      • Responder

      Juntem-se a estes os chamados professores da educação especial e temos o ramalhete completo!

        • Toufartadisto on 5 de Julho de 2021 at 20:57
        • Responder

        Para um comentário desses, só faltava colocar nas escolas auxiliares de geriatria…

      • Sardão pró Pensador Pintelko on 5 de Julho de 2021 at 18:19
      • Responder

      Cumm caraças, ó Pensador, seu Pintelko, a sardoaria foi a valer este domingo. Estás mesmo contente, como de hábito e depois da mesma! Hoje é só postar, isso foi mesmo valente ontem!

      • Zoroastro on 6 de Julho de 2021 at 8:42
      • Responder

      Vejam os comentários que está criatura defeca por cá e constatarão que andamos a bater num penedo. Nem palavrões o homem sabe escrever. Ainda estes dias, procurando o insulto e o palavrão escreveu e passo a citar: “pissa”. Está tudo dito sobre ele, não está?
      Não sabe nade de educação, porque não tem educação.
      Não sabe nada sobre a escola, porque deve lá ter andado muito pouco tempo.

        • Luluzinha! on 6 de Julho de 2021 at 13:23
        • Responder

        Não se indigne tanto: os seus comentários estão ao mesmo nível!

          • Zoroastro on 6 de Julho de 2021 at 18:40

          Luluzinha, já viste como te chamam por aí? Os comentários “agradáveis” que te dedicaram logo na manhã do dia seguinte?
          Também pensei dedicar-te algum…
          “Mas deixo-te, os tempos estão maduros. Entre o crepúsculo e a aurora surgiu-me uma verdade nova.
          Não serei nem pastor nem coveiro.
          Nem sequer falarei mais contigo; foi a última vez que falei a um morto”.
          Assim falava Zaratustra

      • Luluzinha! on 6 de Julho de 2021 at 13:17
      • Responder

      Concordo plenamente.

      • Raquel on 7 de Julho de 2021 at 0:43
      • Responder

      Bem que lhe fez falta um psicólogo! Nota-se que teve essa falha na sua escola! Se tivesse tido o acompanhamento adequado por uma equipa multidisciplinar nunca seria assim azedo! Cromo!

    • Inconformado on 5 de Julho de 2021 at 20:01
    • Responder

    Os profissionais referidos são necessários. No entanto, o método de recrutamento e seleção, concurso, não é o mais adequado. Não percebo esta história da mobilidade, então os recrutadores não colocaram as cunhas onde elas queriam. Todos criticam o concurso dos professores, vejam bem como é feito o recrutamento destes Técnicos, é só à base da cunha. Mas parece que há docentes que defendem este modelo.

      • Cláudia Braga on 5 de Julho de 2021 at 22:00
      • Responder

      Sr. Inconformado,
      Agradeço o reconhecimento.
      A mobilidade está em debate, visto que estes profissionais não podem, ao contrário dos docentes, solicitar mobilidade para a zona de residência por motivos de doença. Ora, há técnicos que solicitaram a mobilidade por estas razões e essa foi negada. Há técnicos com questões familiares delicadas e necessitam dessa mobilidade. E poderia referir outros motivos. Aproveito para esclarecer que em alguns casos, o factor Cunha funcionou e continua a funcionar na contratação destes profissionais de forma precária. No entanto, a maioria dos técnicos são colocados pelo tempo de serviço e entrevista e nem sempre são escolhidas as cunhas, pois iria dar azo a reclamações. Há, de facto muitas situações injustas no que toca à contratação de profissionais de educação. sejam estes docentes ou não docentes.

        • Inconformado on 7 de Julho de 2021 at 20:37
        • Responder

        Sra. Cláudia,
        A questão da mobilidade entre escolas deveria ser permitido como é na GNR, atendendo ao tempo de serviço, por exemplo. Uma coisa é certa estes profissionais não são docentes e pena tenho que profissionais de várias áreas se façam valer da profissão de professor para valorizarem as suas.
        Referi a questão das cunhas, porque apenas isso pode justificar a contratação de professores entre outros profissionais como Assistentes Sociais, quando a formação de base não é em Serviço Social. E esses mesmos professores, por vezes, efetivarem pela norma travão. Num ponto concordamos estes profissionais são necessários, mas, infelizmente o compadrio e o fator C, não permitem que bons técnicos integrem as equipas, o que, infelizmente é transversal à tugalândia.
        Apenas uma opinião a Lei 35/2014 refere a mobilidade, se a escola para onde pretendem ser transferidos tem vaga e aceita o profissional, o que está a impedir que seja efetivada!!

    • Cláudia Braga on 5 de Julho de 2021 at 21:54
    • Responder

    Sr. Pensador,
    Permita-me que lhe dê informações que pode usar para fazer jus à forma como se identifica aqui.
    Técnicos Superiores da Educação (TSE) – Assistentes Sociais, Psicólogos, Animadores, Educadores Sociais, Terapeutas da Fala, Intérpretes de Língua Gestual, Fisioterapeutas, entre outras profissões. Há ainda os Técnicos Especializados para a Formação que aguardam uma resposta por parte da tutela relativamente à vinculação por tempo indeterminado.

    Esta “gente” é profissional da educação que contribuem para a qualidade da educação em Portugal.

    Se esta “gente” fosse “corrida imediatamente das Escolas para fora”, não só perderiam os discentes, como os docentes e o restante pessoal não docentes, pais e mães, encarregados de educação, comunidade envolvente, a educação e o Futuro.

    De facto, há profissões acima referidas que garantidamente não existem no ensino privado. Se usar a forma verbal da forma como se identifica, perceberá que isto acontece porque quem está no ensino privado tem disponibilidade financeira para usufruir de algumas destas profissões em regime privado, logo as instituições não necessitam de recrutar estes trabalhadores e podem aumentar os seus lucros. Além disto, o acesso a estas instituições está barrado à maioria das crianças e jovens que necessitam de medidas seletivas ou adicionais, cujas necessidades são colmatadas, também, por estes profissionais.

    Permita-me discordar que “Nas Escolas devem existir apenas os Professores para ensinar e os alunos para aprenderem”, pois estamos em pleno século XXI e já se percebeu que se trata de um processo ensino-aprendizagem bidirecional. Os professores também aprendem e os alunos também ensinam. Processo esse que deve estar acessível a toda comunidade escolar. Este processo também ocorre nos tempos livres dos alunos, nas idas ao bar, ao refeitório, etc. Todas as pessoas que estão nas escolas, como na sociedade em geral, passam pelo processo de ensino-aprendizagem multidirecional.

    Lamento que tenha uma visão tão redutora destes profissionais. Espero que pense sobre o que escrevi.

    Ah! Em relação à frase “Tudo o resto é para CHULAR os Cofres do Estado (digo, os CONTRIBUINTES).”, prefiro ver esse “chulanço” como um investimento no futuro do país e da sociedade.
    PS: estou disponível para mais esclarecimentos.
    Cláudia Braga
    Técnica Superior da Educação (TSE)

      • Zoroastro on 6 de Julho de 2021 at 10:31
      • Responder

      Muito bem, Cláudia!
      Só me parece que exagerou muito quando tratou o penedo por senhor.

    • Matilde on 6 de Julho de 2021 at 6:24
    • Responder

    “Lamento que tenha uma visão tão redutora destes profissionais.”

    Muito bem, Cláudia Braga. Subscrevo.

    Lamentavelmente, o “orgulhosamente sós”, defendido no tempo da abominável Ditadura, parece ter deixado muitos “órfãos” e discípulos…

    A existência de (supostos) profissionais de educação que, em 2021, ainda o defendam evidencia bem o atraso intelectual existente ao nível da Educação…

    E quanto a isto: “Espero que pense sobre o que escrevi.”, não vale a pena esperar isso nem acalentar a esperança de que tal aconteça porque há criaturas que simplesmente NÃO PENSAM!

  1. O problema é que ninguém sabe ao certo o que milhares de “técnicos superiores” e “profs” de educação especial andam a fazer nas escolas. Custo/benefício : o custo é enormíssimo – só na EE são 6.000 almas, MAIS umas largas centenas nas substituições resultantes das recorrentes baixas médicas (ver RR) ; o benefício é mais que duvidoso – a sua ação é exercida na penumbra,sem escrutínio algum , sendo os próprios a “avaliarem-se”. O que se sabe é de bradar, relativamente a uns e a outros.

  2. Quem não sabe o que os Técnicos Superiores de Educação fazem no terreno num Agrupamento de Escolas, também não fazem ideia do que é a educação/realidade nos nossos dias, dos nossos alunos, famílias….
    Que tristeza!!…

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