Vamos precisar de mais professores e temos que os formar bem: não podem ser mercenários! – João Paiva

Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Vamos precisar de mais professores e temos que os formar bem: não podem ser mercenários!

 

 

Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Há seis anos, neste mesmo jornal, chamei à atenção para a necessidade de rejuvenescer as salas de professores das escolas portuguesas. De lá até hoje, a situação foi-se agudizando e tornou-se uma evidência insustentável. Entretanto, contas elementares apontam para uma necessidade incontornável de mais docentes. Mesmo com abaixamentos demográficos na população estudantil portuguesa, as aposentações em massa de um corpo vasto de professores adivinham carências significativas no curto e no médio prazo. As universidades portuguesas estão avisadas e começaram a trabalhar para reabrir e robustecer os cursos de formação de professores, num entrelaçado complexo de missão e estratégia (ainda assim tardia), à mistura com o ‘acordar para o mercado’ de estudantes interessados, futuros professores, que aí vem…

Importa refletir e agir para qualificar esta nova leva de formação de professores, mais ou menos explosiva. Nos anos 80, aconteceu-nos esta mesma necessidade de formar rapidamente e em massa (fazendo as contas, são agora estes professores que se vão aposentando). Foi, na altura, o possível, mas tal circunstância trouxe alguma insuficiência formativa, que explica algumas das fragilidades do sistema educativo.

Ainda que telegraficamente, alinho abaixo algumas ideias que poderiam ser tidas em conta pelas universidades, pelos potenciais candidatos, pela sociedade e pelas famílias, mas, de forma mais relevante, pelo Ministério da Educação.

1. Saber ensinar e saber a arte que se ensina

Há uma tensão longínqua, sempre inacabada, sobre as competências principais de um bom professor. É consensual, hoje em dia, que importa tanto saber a ciência ou os conteúdos que propomos, como as técnicas e envolvências para os saber verter no dinamismo de ensino-aprendizagem. O processo educativo tem hoje complexidades radicalmente porosas e abertas, que pedem aos futuros professores uma enorme robustez conceptual, mas, ao mesmo tempo, domínio das respetivas didáticas e amparos das ciências da educação. A maioria dos curricula em formação de professores já apresentam um equilíbrio razoável face a esta dicotomia, mas convém avaliar e monitorizar, para garantir tal equidade. Na escola, um professor que saiba muito bem a ciência que ensina estará bloqueado e infecundo se não a souber comunicar e articular com múltiplos fatores. Por outro lado, por mais bem formado que seja nos domínios pedagógicos, estará vazio de inteireza e igualmente inerte, o docente que não souber e não aprofundar a arte que ensina.

2. Estágios realmente escolares

É preciso voltar a criar condições nas escolas para um efetivo estágio pedagógico. Este é o ponto mais pragmático e mais decisivo para a requalificação da formação de professores e, carecendo de um investimento político e económico, implica mais e melhores recursos humanos. Hoje em dia, os estágios pedagógicos nas escolas não dão ao estudante-em-formação-futuro-professor condições reais de lecionação, autonomia e proatividade criativa. Ao contrário do que já aconteceu nos antigos modelos de formação de professores, os atuais estagiários não têm turmas a si atribuídas nem outras funções de dignidade pedagógica associadas. Participam, a espaços, em turmas do orientador cooperante (agora assim chamado e não orientador de estágio), mas têm obviamente que se sujeitar ao estilo didático do professor cooperante numa quase artificialidade educativa. Os ensaios didáticos são muito limitados. Mais grave ainda: o estímulo aos professores cooperantes é quase zero (não se reduzem dignamente as horas semanais no horário), deixando assim um vazio de candidatos a professores cooperantes motivados e competentes. E como é decisivo ter bons professores cooperantes! Só pode ter havido uma motivação de poupança económica para este definhamento do modelo e, em nome da qualidade mínima, é um aspeto a mudar urgentemente.

3. Horizontes largos…

O professor do século XXI não é monodisciplinar. Em particular, no caso dos professores das chamadas ciências exatas e experimentais, é fundamental uma ligação às Humanidades e ao todo cultural onde está e onde vai estar o aluno em formação. Este dinamismo “inter, trans e pluridisciplinar tem necessariamente que fazer parte dos horizontes do futuro professor e, como tal, dos planos formativos. Acrescem ainda algumas outras aptidões transferíveis e estratégia alargada, pois não há professorado realizado e realizável sem se ver mais além do que o curto prazo e do que a estreiteza da compartimentação. Há que valorizar o professor como cumpridor, mas livre-pensador, estimulante e estimulado diante da pergunta, da dúvida, da crítica e da construção colaborativa de um mundo melhor.

4. Orgulho em ser professor

Para as famílias e para a sociedade, ser professor tem que ser reabilitado no seu papel social. Lamento profundamente que o estatuto socioprofissional da atividade docente tenha caído tanto. O papel e potencial que tem na capacidade de mudar o mundo mereciam o contrário, precisamente a dignidade e revalorização docente. Muitos de nós reconhecemos, mesmo que criticamente, a (pseudo)promoção social e familiar que pode ter ‘um dos nossos em medicina’. Acontece que um olhar mais profundo reconhecerá que os alavancamentos mais prósperos numa qualquer sociedade se jogam no tabuleiro da educação e, por isso, na escola. Há que recuperar o orgulho social e familiar da profissão docente, com base no valor que merece esta verdadeira e nobre missão. Sem investimento (incluindo político e económico) proporcional, não se conseguirá nada.

Haver perspetivas de empregabilidade é estimulante, mas caberá aos decisores políticos e à gestão universitária realizar um filtro sábio de genuínas vocações. A educação é uma missão tão nobre quanto complexa e exigente
5. Instrumentalizar uma profissão como mero emprego

Preocupa-me sobremaneira um perigo iminente, que pode mimetizar pela negativa o processo de formação de professores em massa dos anos 80, no seu ângulo mais sombrio: o mercenarismo. Porque há emprego, então vamos ser todos professores… Pelo que escrevi acima, torna-se claro que esta não é, apesar de tudo, uma profissão para qualquer um. Haver perspetivas de empregabilidade é estimulante, mas caberá aos decisores políticos e à gestão universitária realizar um filtro sábio de genuínas vocações, à entrada e durante os cursos de especialização, tendo a coragem de efetivamente peneirar (e porventura excluir) candidatos de perfil mais duvidoso. A educação é uma missão tão nobre quanto complexa e exigente. É fascinante, mas precisa de uma vocação muito própria. Na escola, não há lugar para (novos?) mercenários!…

Opinião de João Paiva
Professor na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2021/06/vamos-precisar-de-mais-professores-e-temos-que-os-formar-bem-nao-podem-ser-mercenarios-joao-paiva/

26 comentários

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    • Professora _k on 14 de Junho de 2021 at 12:20
    • Responder

    Falta de professores??
    Ponto nº 1 , depende do grupo de recrutamento.
    Ponto nº 2, com a taxa de natalidade a cair como mostram os registos, não são as aposentações que irão justificar a abertura de concursos para novos professores.
    Ponto nº 3, pretenderão novos professores contratados para tapar os buracos dos horários incompletos!? É justo para eles?
    Encontro-me numa lista de ordenação e aguardo uma situação minimamente estável para ingressar no ensino. Essa situação ainda não chegou ao meu número.. Neste grupo de recrutamento não há falta de professores nem haverá tão cedo. Precisamos de renovação da classe de professores, mas não o façam sem as condições ideais, caso contrário haverão mais vidas frustradas por falta de vagas!

    1. Haverá?professora _k.
      Mas também não há vontade de reduzir o número de alunos por turma, nem a componente não letiva que, muitas vezes, não se distingue da componente letiva.

    • Nuno on 14 de Junho de 2021 at 12:50
    • Responder

    Também era preciso acabar com os 10 escalões de uma vez por todas.
    Venham os 3 escalões porra!

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 15 de Junho de 2021 at 1:04
      • Responder

      Cala o bico, não sabes o que dizes!

      1. Falas de barriga cheia, só podes.
        Olha que há muitos colegas teus que fazem mais do que tu durante o horário de trabalho e a ganhar menos que tu sabias?
        A frase “trabalho igual – Saário igual” deve incomodar-te muito não é?
        A palavra “comunismo” dá-te arrepios se calhar.
        Uma carreira com tantos escalões para quê?
        Para nos distrairem.
        Eu defendo a redução da carga letiva por tempo de serviço, mas quanto a indíces de vencimento, não estou de acordo com o atual sistema.
        E estou à vontade para falar porque nem à carreira pertenço pá!

          • Luluzinha! on 15 de Junho de 2021 at 13:06

          Cale-se. Não seja possidónio!

      • Professora _k on 15 de Junho de 2021 at 11:58
      • Responder

      Nuno e restantes colegas não misturem os temas sffv!

      Coloquem de uma vez por todas na cabeça que um professor contratado tem uma realidade completamente diferente de um professor “efetivo”!!!!

      Não vamos falar de escalões para professores que não estão inseridos na carreira!

    • Joaquim on 14 de Junho de 2021 at 14:12
    • Responder

    Prof. Dr. João Paiva, excelente!
    A visão objectiva daquilo que urge fazer-se.
    Ainda bem que no superior alguém sai do pedestal para enxergar o mundo real.

      • Professora _k on 15 de Junho de 2021 at 12:00
      • Responder

      Só é pena ser uma visão objectiva para os professores que estão inseridos na carreira

    • professor Karamba on 14 de Junho de 2021 at 15:23
    • Responder

    ………………………..
    ……………………………………………………………..

    Então!… não eram Vªs Exas. que diziam Haver FALTA DE PROFESSORES ????????

    Então!… agora afirmam que, NESTE CONCURSO, muitos dos candidatos vão parar ao DESEMPREGO????

    Em que ficamos?

    —————————————————

    Eu explico e até vos faço um desenho.

    Existe sim EXCESSO DE PROFESSORES que se manifesta nos 40.000 Tapa Buracos (Digo, professores CONTRATADOS)

    Estas 40.000 ALMAS só tem emprego porque ANUALMENTE existem mais de 12.000 BAIXAS MÉDICAS PERMANENTES. Existem situações pontuais de algumas horas letivas em diferentes Agrupamentos. Existem casos de eventuais saídas para aposentação…

    Estas 40.000 ALMAS alternam entre uma Horas Letivas e o Subsidio de Desemprego (que é um subsidio que só “recentemente” existe para os professores)

    Estas 40.000 ALMAS na sua maioria Nunca terão lugar nos Quadros por vários motivos, a saber:

    1º) Diminuição da Natalidade a nível nacional;

    2º) Redução acentuada do número de alunos na Rede Pública;

    3º) Necessidade de racionalização dos Recursos Humanos ao serviço das escolas publicas;

    Escusam de vir com a cantilena de que é necessário reduzir o número de alunos por turma para CRIAR EMPREGO ARTIFICIAL NA FUNÇÃO PUBLICA.

    Agora somem a estas 40.000 ALMAS (os chamados Tapa-Buracos) as pessoas que saem de Cursos Via Ensino e vejam o Buraco em que esta gente está metida.

    Vão-me dizer que há uma grande pressão para Criar Emprego Artificial na Função Publica (principalmente nas Escolas)…. como foi o caso do Bodo aos Pobres da abertura do Grupo 910 – Educação Especial em que 6.000 ALMAS aproveitaram (com Oportunismo e uns Cursos da Treta) para Vincularem á Função Publica. Mas…Tenham cuidado porque esta malta está sugeita a voltar á primeira forma….aliás já esteve quase para ocorrer…..Sim!…esta gente não são professores de Nada Coisa Nenhuma…..isto é uma Treta….

    Deixem de dizer que Há Falta de Professores, porque MUITOS estão DESEMPREGO e outros já se fizeram á Vidinha.

    Portugal, dada a Divida Publica acumulada (135% do PIB) não está em condições de Criar Emprego Publico Artificialmente. Aliás nem os CONTRIBUINTES admitiriam tal devaneio.

    ………………………….
    ………………………………………………………………………

      • lumi on 14 de Junho de 2021 at 17:09
      • Responder

      Assobia para o lado…caramba. Caramba outra avestruz. Lê as estatísticas… ninguém quer ser professor nos dias de hoje.

      • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 14 de Junho de 2021 at 23:25
      • Responder

      Chegou o professor karamba!
      Depois de alguns dias de ausência por motivo da sua sardoária, eis o mesmo, ele o Atento, o famoso Pintelko!
      Embora aqui queira dar opinião, a sua, a verdade é que ele é bom a levar e não a dar, porque não sabe!

      • Professora _k on 15 de Junho de 2021 at 12:08
      • Responder

      Nem mais professor Karamba! A maior parte dos professores que estão na carreira desconhece, ou não quer ver a realidade dos professores contratados.

      Acham que há poucos contratados à espera de uma oportunidade?
      @Dr, João Paiva, pode ir consultar as listas de contratados.

      Não existem alunos para tantos professores 🙁

        • Chiclet, mastiga, deita fora on 16 de Junho de 2021 at 0:52
        • Responder

        E culpa tem os efetivos da existência de contratados? Aliás são os efetivos que fazem greve para eles vincularem.
        Culpem os governos que estão a destruir a escola prepositadamente para perpetuar o elitismo para os seu filhos. A quem interessa a precariedade e os descartáveis a soldo. É precisamente aqueles que querem acabar com direitos laborais e aos defensores dos poderosos.

    • Joaquim Tavares on 14 de Junho de 2021 at 15:36
    • Responder

    Os Politécnicos, Universidades e Ensino Superior Privado (muito de duvidosa qualidade) estão a necessitar como de pão para a boca de abrir Vagas e ter candidatos a professores, porque necessitam de receitas e de lugares para os senhores professores doutores.

    Por isso, este senhor professor escreve este texto a clamar por Tacho. É natural

    “…não há lugar para (novos?) mercenários!…”

    Claro que a dita “Escola Pública” está infestada de Mercenários. Só agora repararam??????????

    • oximoro on 14 de Junho de 2021 at 16:14
    • Responder

    To late …agora nem os mercenários vão aparecer.

    • Nuno Costa on 14 de Junho de 2021 at 16:18
    • Responder

    Os mercenários escolhem profissões onde se ganha muito dinheiro (a classe médica está cheia deles). Quem quer ser mercenário no ensino a receber mil e poucos euros por mês? Só quem for doido. Ganhem juízo.

    • Zita on 14 de Junho de 2021 at 17:47
    • Responder

    Sou professora contratada do grupo 300 – Português. Estive a fazer uma substituição todo o 2º período e agora vou outra vez para o subsidio de desemprego.
    Faltam professores!

  1. E qual é o problema de haver professores mercenários (seja lá isso o que for)?
    Porque razão, no ensino privado, só contratam professores mercenários e se estão a defecar (desculpem o termo) para os professores missionários?
    Porque razão as Raquéis Varelas deste mundo incensam as “mercenárias” escolas privadas, enquanto maldizem as “missionárias” escolas públicas?
    Para quem não saiba, os professores missionários são aqueles professores muito cheios de si, que adoram promover atividadezinhas e projetinhos (que só servem para lhes encher o ego) e que distinguem, altivamente (e sem qualquer noção do ridículo), os professores-missão dos professores-profissão, os quais – na maioria das vezes e sem alardes de madreteresismo – fazem mais pela formação intelectual e pessoal dos alunos do que esses “dito cujos” professores-missão.
    Sinceramente, cada vez tenho menos pachorra para aguentar calado e estoico as baboseiras destes intelectuais (oportunistas?) da treta, desprovidos do mais elementar senso comum, convencidos que enganam toda a gente, o tempo todo. E para me fazer perder a paciência é preciso fazer coisas que até Deus duvida…
    Como diriam outros “comentadeiros”, que costumam escrever por aqui: VÃO BARDA…FAVA!!!!

  2. Percebe-se que o professor de economia não deve ser o gestor frustrado, o professor de biologia, não deve ser o médico falhado, tudo bem. Mercenários é um exagero e um equívoco, esses são bem pagos.

    • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 15 de Junho de 2021 at 1:00
    • Responder

    Mas quem é este João Paiva para se armar aos tordos?

      • maria on 15 de Junho de 2021 at 11:19
      • Responder

      Fernando

      Este nosso amigo é das “ciências” da educação do Porto, carago!
      Para quem não saiba, a maioria dos seus ilustres professores são professores primários .
      Ai João, João !

    • Fartinho desta gente on 15 de Junho de 2021 at 10:41
    • Responder

    No meio de tanto relambório, nem uma palavra sobre o estatuto remuneratório ou a progressão na carreira. Sim porque isto de ser professor é para missionários, não é para mercenários que só pensam em €….cambada que não quer fazer nenhum….

      • Professora _k on 15 de Junho de 2021 at 12:17
      • Responder

      @Fartinho desta gente e colegas parem de misturem os temas sffv!

      Não vamos falar de escalões para professores que não estão inseridos na carreira!!!!

      Não olhem só para o vosso umbigo!

      A progressão na carreira é outro tema a ser discutido noutro lugar.

        • Fartinho desta gente on 15 de Junho de 2021 at 12:39
        • Responder

        Quando se procura o acesso a uma profissão não interessam as condições que ela pode vir a oferecer? Acho que sim. A escolha de uma profissão implica sempre analisar a estrutura da carreira e as possibilidades de progressão. Portanto, o estimulo para entrar para a profissão deverá ter em conta o que ela me pode oferecer. Para mim, mas pode ser só para mim que não sou missionário, as duas coisas estão ligadas. Não ouvimos pelos quatro cantos: “Se soubesse o que sei hoje não tinha escolhido ser professor”?

    • Maria on 15 de Junho de 2021 at 16:37
    • Responder

    Alguns colegas contratados esquecem que os professores de quadro também já foram, e durante muitos anos , professores contratados. Penaram por esse país fora até encontrarem alguma estabilidade laboral.
    Os nossos colegas contratados parecem esquecer que os “velhos professores” só não se reformam porque a penalização é demasiado grande. Só como exemplo: um professor a dois anos da reforma vem com uma penalização de mais de 40%!.
    Como o Estado não é “pessoa de bem”, não cumpre com os contratos que assina com os professores. Sempre que lhe dá jeito rasga o contrato e “dita” outro, sem qual que tipo de negociação. Estão sempre a aumentar os anos de trabalho e as penalizações.
    Esta divisão só interessa ao Governo: dividir para reinar.

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