Que plano de recuperação das aprendizagens? – Filipe do Paulo

O Plano de Recuperação das Aprendizagens recentemente apresentado pelo Governo enferma de uma perspetiva dirigista e centralista e parece não confiar nos professores, nas escolas e na sua desejável autonomia pedagógica e científica.

Que plano de recuperação das aprendizagens?

Pese embora o facto de a pandemia ter obrigado a dotar as escolas de mais funcionários e de mais alguns recursos digitais, o Plano 21/23 Escola +, Plano de Recuperação de Aprendizagens que o Governo recentemente apresentou para auscultação pública, não passa de mais um exercício algo idealista, demasiado genérico e impregnado de “eduquês”, porventura bem intencionado, mas que, de facto, está longe de assegurar uma melhoria substancial do processo de ensino-aprendizagem.

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6 comentários

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    • Helder Graça on 20 de Junho de 2021 at 19:25
    • Responder

    Caro colega,
    Se, quanto ao “eduquês” até posso concordar consigo, mas não há dúvida que ele veio para ficar por muitos e longos anos, já quanto à “desejável autonomia pedagógica e científica” estou totalmente em desacordo. Se há algo que, há mais de 25 anos, acho que subverte grandemente o ensino é essa autonomia, que é normalmente levada ao extremo. Por exemplo, nunca entendi o porquê de haver carga horária diferente, na mesma disciplina, entre escolas ao lado uma da outra e porque não está essa carga horária definida superiormente. Isso é uma prerrogativa que deveria estar estabelecida superiormente e não por escola, pois assim proporciona o indesejável “amiguismo”. Chamem-me Velho do Restelo, mas prefiro ter decisões centralizadas equitativas a ter decisões “autónomas” por conveniências…

      • Alarico on 21 de Junho de 2021 at 9:45
      • Responder

      Concordo plenamente, Helder.
      Essa autonomia é de facto uma forma de corrupção típica de Portugal.
      Não se justifica a existência de semelhantes diferenças num país tão pequeno e tão coeso. É apenas se faz para mais uma vez os prepotentes diretores beneficiarem os lambebotas ou os lobbyss que os colocam no trono.

      • maria on 21 de Junho de 2021 at 11:37
      • Responder

      Helder Graça

      Isso mesmo! O eduquês tornou-se num “dialecto” mais que rídiculo, muito justamente objecto de chacota – tanto para quem o concebeu como para quem , obsessivamente, o usa.
      Quanto à tão desejada autonomia : a autonomia é para quem a merece e tem discernimento e capacidade para a exercer. Ora – lamento dizer – com a incompetência e irresponsabilidade que abunda nas escolas ( designadamente por parte das “direções” e orgãos “intermédios”), colocar a “autonomia” nas mãos desta gente é como colocar nas mãos de uma criança uma caixa de fósforos. Lamento dizer, repito.

    1. Tem toda a razão… então se for para certas pessoas de certos grupos disciplinares não terem horário zero arranjam-se horas para tudo. Mas há outros grupos disciplinares que não importa o nº de horários zero!

      E horas para quem está em mobilidade interna? ?????Cargos que deveriam ser de quem é do quadro? É outra…da autonomia

    • Maria Clara de Matos Guerreiro on 20 de Junho de 2021 at 23:05
    • Responder

    Plano de recuperação de quê? Lecionei tudo o que estava programado nos 8º e 9º anos… estão a brincar?

    1. Falta saber se os alunos aprenderam alguma coisa.

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