O ME Confinou-se

E se porventura existir o concurso interno em 2021 não haverá qualquer tempo para negociar a redução da dimensão dos QZP (que faz parte do programa do governo) e outras alterações necessárias no diploma de concursos.

 

Na Educação, um ano depois está tudo na mesma: Nem diálogo, nem negociação, nem problemas resolvidos!

 

Sobe amanhã (3 de novembro) a plenário da Assembleia da República a Petição entregue pela FENPROF em 12 de novembro de 2019 (há um ano, portanto), com o título: “Em defesa da sua dignidade profissional, os professores e educadores exigem respeito pelos seus direitos, justiça na carreira, melhores condições de trabalho”.

Ao tempo que passou entre a entrega e a subida a sessão plenária não é estranha a situação epidemiológica que o país tem vivido e as suas repercussões no normal funcionamento do Parlamento, mas, todo esse tempo, também permite perceber que a situação que se vivia há um ano não se alterou, pois o Ministério da Educação nada fez para dar resposta aos problemas que já então eram referidos: envelhecimento, horários de trabalho, necessidade de recompor a carreira docente, concursos, precariedade e, como via para dar resposta aos problemas, abertura ao diálogo e à negociação.

Nada, absolutamente nada foi feito para começar a dar passos no sentido do rejuvenescimento da profissão docente; nada, mesmo nada foi feito para resolver qualquer dos outros problemas que se apresentaram; nenhuma, absolutamente nenhuma abertura ao diálogo e à negociação teve lugar. E nem a situação epidemiológica do país pode justificar esse vazio, pois também em relação à mesma o Ministério da Educação decidiu impor as suas regras que, como é do conhecimento público, são insuficientes, tanto as prevenção (não há rastreios previstos), como de segurança sanitária.

Hoje, deve acrescentar-se, o Ministério da Educação não só se fechou sobre si mesmo, como viola procedimentos legais que constam da Lei 35/2014, seja não negociando matérias que são objeto de negociação coletiva, seja desrespeitando os procedimentos previstos na sequência da entrega de propostas fundamentadas por parte da FENPROF, decidindo, unilateralmente, serem ou não oportunas.

Espera a FENPROF que o debate desta Petição em sessão plenária seja a oportunidade para a Assembleia recomendar ao Governo, em particular ao Ministério da Educação, que altere a atitude que tem adotado e que está na origem do arrastamento e agravamento de velhos problemas e no surgimento de novos. Se os responsáveis do Ministério da Educação não alterarem a sua prática, estarão a reforçar as razões para que, no próximo dia 11, professores e educadores façam uma grande greve.

 

O Secretariado Nacional

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10 comentários

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    • Luis on 2 de Dezembro de 2020 at 23:00
    • Responder

    Uiiiii medo…

    1 dia de grande greve…

    O governo nem sabe o que fazer com esta BRUTAL agressão. Agarrem-me , agarrem-me senão vou-me a ele.

  1. O problema é as atuais condições de trabalho … brutal o que se está a viver nas escolas privadas e públicas. Existe falta de professores em todas as escolas, excesso de burocracia, falta de autonomia, de respeito . Estão a queimar a educação…

    • concursosdedocentes on 3 de Dezembro de 2020 at 1:53
    • Responder

    A haver um concurso em 2021, Isto é gozar com quem trabalha…
    O último concurso interno foi em 2018/2019 e de acordo com a legislação da altura e em vigor o concurso interno em 2021 está-se a incumprir o que estava e o que está na lei dos concursos: o concurso interno tem um regime quadrienal. Qual a razão para se mudarem as regras ao meio do jogo? Que brincadeira vem a ser esta!

      • Alecrom on 3 de Dezembro de 2020 at 16:32
      • Responder

      Sim, há concurso.

      Objetivos:
      1 – Colocar os colegas (onde me incluo) atualmente em MI, no QZP ou no QE do seu agrado;
      2 – Abrir vagas nos QZP 7 e 10 para quem te criticado os colegas que se socorriam da MI para poderem trabalhar onde querem e merecem.

      E se só fosse para o ano que vem, ainda seria mais assim, lol.

      😝😝😝😝😝😝😝😝

        • Alecrom on 3 de Dezembro de 2020 at 16:34
        • Responder

        quem tem*

    • concursosdedocentes on 3 de Dezembro de 2020 at 2:02
    • Responder

    A haver um concurso em 2021, Isto é gozar com quem trabalha…
    O último concurso interno foi em 2018/2019 e de acordo com a legislação da altura e ainda em vigor, a haver um concurso interno em 2021 está-se a incumprir o que estava e o que está na lei dos concursos: “o concurso interno tem um regime quadrienal”. Qual a razão para se mudarem as regras ao meio do jogo? Que brincadeira vem a ser esta!

    • Fernando, el peligroso de las verdades. A dar uma explicação de borla ao comentador anterior. Não precisas pagar, é só compreenderes e não ser cabeça dura. on 3 de Dezembro de 2020 at 2:28
    • Responder

    O último concurso foi em 2017. Mais 4 anos e dá, de novo, concurso em 2021.
    Esses do meio destes anos foi só para treinar foi só um extra para os bacanos, daí o extraordinário, que em nada altera o ordinário. Compreendeste, ó camarada?

    • João José Geraldes Santana Branco on 3 de Dezembro de 2020 at 8:39
    • Responder

    O ministro Tiago, claramente o menos capaz desde que há memória, faz-se de morto porque não sabe fazer melhor.

    • Truecolors on 3 de Dezembro de 2020 at 8:56
    • Responder

    Vai haver concurso em 2021 ou não?

    • Atento on 3 de Dezembro de 2020 at 14:54
    • Responder

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    Uma pergunta: – As OTÁRIAS e OTÁRIOS ainda pagam quotas sindicais para sustentar este ENERGUMENO?

    Grande Mário és o maior!….Comes de cebolada este conjunto de Otários tambem chamados de stôres.

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