10 de Março de 2020 archive

Subsídio aos cuidadores informais a partir de abril em 30 concelhos

A partir de dia 1 de abril, os cuidadores informais de 30 concelhos poderão pedir no serviço local de Segurança Social o reconhecimento do Estatuto do Cuidador Informal, que lhes dará direito a benefícios como um subsídio, apoio técnico e tempo de descanso. A portaria que abrange os 30 projetos-piloto já foi assinada pela Segurança Social, Saúde e Finanças. Para o resto do país, o estatuto só pode ser pedido a partir de julho.  Notícia aqui 

 

Sobre este assunto já fizemos duas publicações que podem complementar informação:

  • Publicação do dia 6/11/2019
  •  dia 17/12/2019:

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Se a Decisão For de Encerramento das Escolas…

… a partir de segunda-feira e até ao dia 27 de Março (último dia de aulas do segundo período) há muito trabalho que pode ser feito em casa nesta altura.

Prepação das avaliações do segundo período com adaptação dos critérios de avaliação aos instrumentos de avaliação usados até agora.

Elaboração das informações prova das provas a nível de escola e das provas de equivalência à frequência.

Elaboração das provas finais a nível de escola e das provas de equivalência à frequência.

E assim ficaria um terceiro período menos burocrático…

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Turma de escola da Maia em isolamento preventivo

Uma turma da Escola Básica 1/JI da Maia vai ficar em isolamento preventivo de vido a receio de contaminação de coronavírus.

Segundo apurou o JN, a medida, meramente preventiva, foi tomada depois de ter ficado a saber que o pai de uma aluna esteve junto de uma pessoa infetada com o Cocid-19.

In JN

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Plataforma – Adaptações na Realização de Provas e Exames no Ensino Básico e Secundário

Encontra-se aberta, de 9 a 26 de março de 2020, a Plataforma – Adaptações na Realização de Provas e Exames no Ensino Básico e Secundário – 2019/2020.

Fonte: DGE
NORMA 01/JNE/2020 – Instruções para a Inscrição nas Provas e Exames do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
Guia para Aplicação de Adaptações na Realização de Provas e Exames-2020

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Norma 1/JNE/2020

Foi publicada a Norma 1 do JNE para o ano 2020

 

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A falta de funcionários nas escolas continua… por Coimbra

 

 

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Antecipação das Férias da Páscoa decidida amanhã

Os adeptos desta medida aumentam a olhos vistos, até o primeiro ministro já a põe em cima da mesa, mas só depois de ouvidas as entidades responsáveis.

Coronavírus: primeiro-ministro admite antecipar férias da Páscoa nas escolas

Decisão deverá ser tomada esta quarta-feira pelo Conselho Nacional de Saúde Pública. Também os diretores escolares defendem a antecipação das férias da Páscoa para tentar conter a disseminação do novo coronavírus e garantem que os pais estão recetivos à mudança em nome do bem-estar dos alunos

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As doenças hereditárias da Escola Pública – José Batista

As doenças hereditárias da Escola Pública 

No tempo do Google e da Wikipédia, que oferecem de borla toda a informação de todos os manuais, os alunos, em vez de procurarem a informação que os estimula e desafia pelos seus próprios meios, continuam a ouvir a informação desatualizada pela voz débil de um professor formado num passado distante e sem perspetivas de futuro.
A carreira docente, outra doença hereditária, é um poderoso factor de resistência à mudança. O professor entra, instala-se e torna-se uma peça inamovível do sistema. Pode ser uma peça de alta qualidade ou uma peça defeituosa e ferrugenta. Depois de instalada, fica para toda a vida. Ninguém pode remover as peças defeituosas. Um ministério fraco e um sindicato forte determinam que os bons professores e os maus professores tenham as mesmas funções, os mesmos direitos, o mesmo salário, as mesmas garantias de vida eterna.
Esta acomodação dos professores numa carreira de onde não podem ser removidos é a carreira do mínimo esforço porque no fim do mês quem fez o mínimo tem o mesmo salário de quem fez o máximo. É a carreira da mediocridade que determina a degradação da profissão. O empenho e o profissionalismo dos melhores não são recompensados e o seu entusiasmo vai esmorecendo. A carreira docente não acrescenta qualquer melhoria e é um entrave à qualidade da EP. Será que a EP não funciona sem carreira docente?
Em 1995, numa visita de estudo à Dinamarca, pude observar e conhecer bem as escolas públicas, num modelo de organização descentralizada, autónoma, e que funcionava lindamente com professores sem qualquer vínculo a uma carreira. Conheci e convivi com muitos professores e diretores de escolas, assisti a um Conselho Pedagógico numa escola secundária (Gymnasium), e nunca tive a menor perceção de que os professores estivessem deprimidos por não estarem integrados numa carreira. A valorização e permanência dos professores define-se na escola pelo desempenho diário e pelos resultados do trabalho.
Na Dinamarca, os pais têm um peso muito grande na organização e funcionamento da escola. Sete representantes dos pais, dois professores e dois alunos, eleitos nas respetivas estruturas, compunham o Conselho de Escola na Educação Básica obrigatória. Não existe espaço para o corporativismo docente.
“A origem histórica das escolas na Dinamarca deve-se à iniciativa dos pais que se organizaram nas suas comunidades para resolver o problema da educação dos filhos. A memória coletiva desta origem atribui à escola neste país duas características fundamentais: a responsabilidade dos pais e do poder político local na gestão e administração da escola e uma grande autonomia administrativa e funcional de cada estabelecimento de ensino… A escola contrata e dispensa os professores e o pessoal não docente de acordo com as necessidades de funcionamento” (1).
O corporativismo docente é outra doença crónica que degrada e inquina a organização e funcionamento da EP. Os professores, consciente ou inconscientemente, organizam a escola de acordo com as suas conveniências. Os pais e os alunos são apenas “utentes” sujeitos às regras, orientações, projetos e programas definidos pelos professores, ao calendário e horário dos professores. A EP não é dos pais nem dos alunos, é dos professores, em estrita obediência às decisões do ME. Esta é a diferença entre uma democracia estável e avançada, que decretou a escolaridade obrigatória 150 anos antes de nós, e uma democracia principiante, apenas formal e ainda sem norte. Não há democracia quando os pais não têm o direito de definir nem de interferir na educação dos seus filhos.
Haverá aí alguém com a força e a perícia para libertar a Escola Pública de tantas doenças crónicas e hereditárias? Só o estado poderá fazê-lo quando tiver a educação e a inteligência suficientes para compreender as causas do nosso atraso e de tanta pobreza.
(1) Extrato do Relatório sobre a visita de estudo à Dinamarca em 1995

In Diário as Beiras

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