Professor mal informado, vale por 3 ou 4 – Agostinho Silva

Professor mal informado, vale por 3 ou 4

Depois de fazer uma volta por quase todo o distrito da Guarda, num apelo à mobilização para a grande manifestação de professores a ter lugar no dia 23 de março de 2019, cabe-me concluir que: um professor mal informado vale por 3 ou 4.

Como saberão alguns, perante um “espalha brasas”; não é fácil haver que se consiga safar. O espalha brasas usa as palavras com astúcia e muitas vezes com maldade de tal forma que aquele que tentar repor verdades e factos, nunca o fará a metade do ritmo que o dito agilmente procede na sua arte.

Os INTRASIGENTES professores que não falam mais que em 942 (9 ano, 4 meses e 2 dias), vão e saem das reuniões com o Ministério da Educação (vá… leia-se com as secretarias de estado da educação e das finanças, porque o Ministro não tem a hombridade de aparecer)… nada se resolve, nada se avança.

Para Costa e até para SelfieMarcelo, é do melhor: professores intransigentes, perante um governo CORDATO e sempre disponível, bonzinho e assim como sempre numa qualquer outra história de Alice no país da Maravilhas.

Perante tal teimosia, só resta a este governo continuar na sua doce luta em favor dos professores, educadores, enfermeiros, policias e outros… e claro contra os diversos negociadores, mas sempre em favor dos milhares de trabalhadores atrás referidos.

Os Sindicatos (esses arruaceiros !! irresponsáveis, e em alguns casos criminosos) lá continuam a não deixar este governo, do país da ausência de austeridade, esses sindicatos, não deixam baixar a idade da reforma; não deixam adequar os horários ao bom exercício das profissões; não deixam combater o envelhecimento da profissão.

Admiram-se os sindicatos, que perante um governozinho tão bonzinho para com as profissões, admiram-se que os professores -neste caso – estejam aborrecidos, fartos e praticamente os odeiem.

Com respostas sempre por demais claras e esclarecedoras, este SÓCRETINO governo, lá vai espalhando a clareza nas suas respostas, quer às direcções dos agrupamentos, quer aos diversos serviços das estruturas sindicais. Tão claros, tão claros que só os professores, os enfermeiros, os Polícias, os oficiais de justiça e outros se negam a compreender, pois os sindicatos misturam tudo impedindo o esclarecimento.

“O Programa do XXI governo, como objectivo primordial aumentar o rendimento das famílias… através do descongelamento das carreiras a partir de 2018”… mais adiante, diz: questão diversa é o descongelamento das carreiras… e mais: repete SUSTENTABILIDADE e COMPATIBILIZAÇÃO com recursos disponíveis.. tudo dito.

Esses malvados Sindicatos ao não aceitarem no ano passado essa SÓCRATINA benesse dos 2 anos, 9 meses e 18 dias, impediram que os trabalhadores começassem logo a recuperar em 2018. O que os sindicatos não podiam fazer, era trocar todo o resto por isso. Mas estão disponíveis para negociar por aposentação; precaridade; ultrapassagens; horários mais equilibrados; rejuvenescimento das carreiras; ordem em sala de aula; respeito pelos docentes no geral.

A melhor coisa que pode acontecer ao um Governo (mais a um governo SÓCRETINO) é que as profissões se coloquem contra profissões; que os colegas discutam com colegas; que os directores sejam os inimigos dos súbditos, e que os sindicatos sejam os maus da fita.

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6 comentários

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    • Benvinda Branquinho on 25 de Março de 2019 at 14:15
    • Responder

    É a tal estória, aquela de que fala o provérbio : ” Casa onde não há pão , todos ralham e ninguém tem razão ” 🙂 🙂

    • Orquídea neves on 25 de Março de 2019 at 14:48
    • Responder

    A esmagadora maioria dos professores está perfeitamente consciente das intenções do governo apoiado pela esquerda. Não têm os olhos tapados e por isso não vejo a pertinência desta ironia. Que os sindicatos são necessários assim como seria necessária a ordem dos professores, também o reconheço. Mas tenho também a certeza que a maioria dos docentes estará consciente da falta de oportunidade dos sindicatos, da teimosia cega e, tal como o governo, da falta de flexibilidade. Mais haveria a acrescentar, para bom entendedor meia palavra basta. Medir forças não é oportuno. Uns manipulam outros são manipulados (os que deixam). Vivemos num clima difícil e, por isso, cada vez mais precisamos de utilizar a sensatez. Quanto aos diretores das escolas todos sabemos como dançam.

      • Francisco on 25 de Março de 2019 at 16:18
      • Responder

      Não sei se será como diz. Ainda há muita confusão e resistência e confusão nas prioridades.
      Veja-se o 1ª ciclo: o mais sacrificado mas o mais resistente a qualquer alteração à sua situação.
      Grevem e manifestem-se vocês que eu faço muita falta às familias. Ou o dia de ordenado faz-me falta ( faz a todos) sem olhar ao ganho com a recuperação do que nos querem roubar.
      A ironia do texto é pertinente e actual.

        • ferpin on 25 de Março de 2019 at 16:58
        • Responder

        Sensatez, para si, é aceitar os 2A9M18D caladinhos?

        É que os restantes trabalhadores das escolas já recuperaram 7 anos congelados desde 1/1/2018.
        E os professores da madeira e açores também vão recuperar de forma faseada.
        O governo amigo, podia dizer aos sindicatos que ia legislar o mesmo da madeira e açores. Aposto que os mauzões dos sindicatos aceitavam. O problema é que o governo amigo, aos professores, não quer dar nada. Ou quase nada.

      • ferpin on 25 de Março de 2019 at 16:59
      • Responder

      Sensatez, para si, é aceitar os 2A9M18D caladinhos?

      É que os restantes trabalhadores das escolas já recuperaram 7 anos congelados desde 1/1/2018.
      E os professores da madeira e açores também vão recuperar de forma faseada.
      O governo amigo, podia dizer aos sindicatos que ia legislar o mesmo da madeira e açores. Aposto que os mauzões dos sindicatos aceitavam. O problema é que o governo amigo, aos professores, não quer dar nada. Ou quase nada.

        • Orquídea neves on 25 de Março de 2019 at 18:09
        • Responder

        De todo. Não aceito a proposta do governo, não aceito as ultrapassagens e muitas outras coisas. Não concordo com intransigência mas existem fatores que não permitem que todas as nossas exigências sejam satisfeitas. Mas, para tudo há um limite. Para tudo existe um meio termo Os sindicatos erraram, tiveram uma ótima oportunidade e desperdiçaram. Desde 2018 que esta saga se arrasta. Não se devem extremar posições e é para isso que os consensos e as propostas e contrapropostas existem. A prudência manda ouvir, contapor e saber esperar sem alarido. Há que ter em conta o nosso interlocutor. Costuma-se dizer muita parra e pouca uva, é o que os sindicatos têm feito. Vamos esperar pelo dia 16 de Abril, vamos estar presentes na assembleia sem ruído, vamos ouvir e depois pensar e, se possível auscultar a opinião dos docente. Mais do que ninguém eles têm uma palavra a dar. E devem ser esclarecidos. É o dinheiro deles, não são enfermeiros.

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