Pressa na mudança de regime deixa muitos alunos com necessidades especiais sem apoios

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E sabendo do que falo pergunto também para que é que servem determinados CRI -Centros de Recursos para a Inclusão, dado que os técnicos chegaram ao Agrupamento este ano com a conversa de treta que vão estar na retaguarda, que vão ser uma espécie de consultores e pensei para os meus botões:

“querem “mamar” o ordenado e não trabalhar com alunos!?”.

Aviso à navegação, o Manual de Apoio à Prática diz o seguinte na página 63 relativamente aos “Apoios Especializados em contexto escolar” (pelo CRI):

No quadro desta abordagem:

– a intervenção deve ter enfoque nos diferentes ambientes da escola nos quais é suposto o aluno participar, e na interação entre o aluno e esses ambientes, tendo como objetivo eliminar barreiras que dificultam ou impedem o acesso ao currículo e à participação na vida escolar;

– a intervenção dos profissionais dos CRI assume uma função eminentemente colaborativa, mediante a prestação de apoio de retaguarda aos professores, pais, pares e outros profissionais, transversal às diferentes fases de intervenção educativa (avaliação, planeamento e intervenção) e visando a capacitação da equipa educativa;

– a intervenção pode ainda assumir a forma de apoio em grupo, sempre que o desenvolvimento de competências passe pelo contributo dos pares, ou de apoio individual, quando o objetivo é desenvolver competências especificas a serem generalizadas;

 

E segue aqui uma mensagem para os Diretores de determinados CRI: a quantia que o Estado transfere para o CRI relativamente ao meu Agrupamento vai ser, na sua maioria, aplicado no 3.º ponto acima descrito:

“(…) apoio em grupo, sempre que o desenvolvimento de competências passe pelo contributo dos pares, ou de apoio individual, quando o objetivo é desenvolver competências especificas a serem generalizadas”

 

Meus caros estou-me pura e simplesmente borrifando para a conversa de treta do apoio de retaguarda do 2.º ponto onde vocês se estão a agarrar para não meterem os pés nas escolas e “mamarem” o dinheiro.

 

O que me leva a lançar esta pergunta?

Porque é que o Ministério da Educação não entrega o dinheiro que entrega ao CRI diretamente aos Agrupamentos e nós contratamos os técnicos?

Simples.

Ando nisto todos os anos a pedir por favor aos técnicos que façam o horário definitivo para virem intervir no Agrupamento?

Faço outra pergunta:

O dinheiro que o Estado transfere para os CRI é gasto todo a pagar as terapias ou os CRI pegam na quantia X que recebem diretamente do Estado  e subtraem Y para pagar despesas de funcionamento que não estão relacionadas com o trabalho dos terapeutas nos Agrupamentos?

Eu não tenho de andar a pagar o ordenado de cargos diretivos bem pagos e mordomias associadas. Os vícios estão aí todos.

Estou farto.

manual_de_apoio_a_pratica-1

PS:

Eu quero mais é que o David Rodrigues vá escrever poemas Haiku…

Nova lei do Ensino Especial? Escolas não estão preparadas, avisam os professores

 

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