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7 de Maio de 2018 archive

A empatia e a paciência de um professor… num Mundo Brilhante

 

Um dia, mudou a minha vida. Uma professora. Disse-me que a empatia e a paciência eram as armas mais nobres que um professor podia usar.

Na altura, há muitos anos, não entendi. Eu pensava que era importante o conhecimento científico, a matéria e algum controlo do grupo. Hoje, depois de centenas de escolas visitadas, entendo um pouco melhor o que a professora quis dizer e tento colocar isso no trabalho nas escolas.

Tenho muita pena, de que alguns docentes já estejam rendidos. Infelizmente, terá sido mais forte do que eles. Há alguma desvalorização de uma profissão tão nobre e importante. Todos reconhecemos.

Mas, infelizmente, alguns dos que têm poder de decisão, não agem em conformidade. Tenho pena quando alguns docentes parecem não poder ouvir falar em empatia, e, muito menos, em paciência.

Eu próprio, tenho momentos difíceis. Perante grupos de alunos que não corresponderam como desejava. E é sempre uma professora a resgatar a minha esperança. Periodicamente, um pouco por acaso (será?) surgem nas sessões professoras capazes de me inspirar. E todas trazem nas palavras, ou nos gestos, um pouco das palavras dessa professora empática e persistente.

Cada aluno é uma realidade. Ouvir torna-se pouco. Ouvir torna-se vago. Cada realidade precisa de alguém capaz de escutar. Escutar com a cara, com o corpo, com o cérebro e, principalmente, com o coração.

Também os professores precisam de alguém que seja empático com eles. Mas na relação com os alunos, terão de ser eles a fazer esse papel. A tomar a iniciativa. A serem, no fundo, os adultos. E os profissionais.

Fica a reflexão para os educadores que ainda não desistiram. Ficam as perguntas que encontro para me dar força. Ficam as questões adaptadas do testemunho das professoras e professores que vão mudando a minha vida, num rasgo de nobreza, esperança e num sopro capaz de avançar este navio com vela triangular para águas mais transparentes.

  • A sua linguagem corporal, mostra que está a escutar?
  • Está com atenção à sua linguagem corporal?
  • Afetivo, cognitivo…tem tido atenção às componentes da empatia?
  • Tem lido sobre os neurónios espelho?
  • Tem estado com capacidade de focar numa questão?
  • Está a ler com atenção, ou para descobrir aqui no artigo algumas falhas?

Ser empático não é desculpar tudo. Nem perdoar atos graves. É seguir o exemplo dos melhores professores. Boa semana e obrigado por continuarem a inspirar. Já sabe, demasiadas queixinhas, desfocam da empatia e só vão atrair uma plateia de pessoas tristes. Ninguém quer saber de queixinhas (só os tristes). O mundo precisa dos empáticos e dos persistentes.

Alfredo Leite

 

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Estudo da OCDE – Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular

 

Resultados do estudo da OCDE no âmbito do Projeto de Autonomia e Flexibilidade Curricular

 

 

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