Salários dos professores – Queixa de Jorge Costa ao Parlamento Europeu

Colegas,

Como saberão, em 2009 fui o responsável pelas duas petições que vieram agitar as águas da inércia de governos e sindicatos perante o problema da precariedade docente. Elaborei duas petições, uma ao parlamento nacional e outra ao Parlamento Europeu, cujos desenvolvimentos dei conta em devido tempo. No primeiro caso consegui reunir as 4500 assinaturas necessárias para obrigar a uma discussão em plenário na AR. No segundo caso, fazendo com que as autoridades europeias pressionassem o governo português no sentido de vincular extraordinariamente os professores com mais de três anos de serviço.

Conseguiu-se assim que se realizassem alguns concursos extraordinários de vinculação embora não nas condições mais justas. Mas até aqui o governo português optou por uma autêntica fraude, vinculando só alguns e mantendo-os no quadro com salários iguais à situação anterior de contratados, situação que, em 2017, 3 e 4 anos após as vinculações extraordinárias, escandalosamente se mantém.

Existem centenas de professores atualmente nos quadros com mais de vinte anos de serviço, tendo ultrapassado bem mais de metade da carreira, permanecendo com um salário de 1.º escalão, como se cada dia fosse sempre o primeiro de uma profissão tão desgastante, tanto mais por terem permanecido durante anos e anos numa situação de escandalosa precariedade. Se há professores que merecem um reconhecimento acrescido por parte da tutela são os professores que passaram por todas estas agruras, os eternos esquecidos de uma classe profissional.

Num momento em que se avizinha a discussão do Orçamento de Estado 2018, decidi avançar com nova queixa ao Parlamento Europeu sobre mais este abuso do Estado, concretamente no que se refere à não integração na carreira no escalão correspondente aos anos de serviço de cada um destes professores que ingressaram nos quadros.

Como autor da referida petição ao Parlamento Europeu, tenho o privilégio de ter via aberta junto das autoridades europeias para dar seguimento célere a esta queixa que se junta e vem na sequência da queixa inicial. De facto, existe agora a vantagem de já em 2009 me ter queixado também sobre a diferença salarial entre efetivos e contratados, o que na altura gerou perplexidade das autoridades europeias com uma consequente pressão externa junto do governo de então com a indicação de que se o problema não fosse resolvido haveria uma queixa ao Tribunal Europeu, cuja decisão seria vinculativa.

Ora, com a esperteza saloia tão típica de uma certa classe política, o governo de então optou por dar uma esmola a estes docentes, aumentando-os do índice 151 para o índice 167. Como é obvio tal não passou de uma manada de areia atirada para os olhos das autoridades europeias para, de forma errónea, afirmar-se que os professores contratados tinham salários iguais aos dos docentes de carreira (só não se disse que se ficava pelo patamar mínimo, ou seja igual aos dos que se encontravam no 1.º escalão), não posicionando cada professor no escalão correspondente ao respetivo tempo de serviço.

Considerando esta autêntica fraude, decidi avançar com uma nova queixa junto do Parlamento Europeu, exigindo que o governo português altere esta situação a partir do da 1 de janeiro de 2018, reposicionando cada professor no respetivo escalão de acordo com o plasmado no ECD, ou seja respeitando os anos de serviço docente, claro que salvaguardando o tempo de congelamento da carreira para a generalidade dos professores dos quadros, de forma que docentes com igual tempo de serviço não sejam ultrapassados em termos de vencimento.

Vou só exigir justiça para estes colegas que tanto passaram na vida para chegarem até aqui!

Ou o governo corrige esta situação rapidamente ou ficará sujeito a pesadas sanções do Tribunal Europeu, porque, pela correspondência trocada até ao momento entre mim e a Comissão de Petições (CP), é muito claro que as autoridades europeias já perderam toda paciência com o Estado Português, que em todo este processo tentou por várias vezes traçar um quadro pintado com inverdades. Em vários momentos a Comissão de Petições, por achar estranhas essas respostas me pediu contrarrespostas, apercebendo-se assim da farsa do ME de Portugal.

Colegas, as vinculações extraordinárias não aconteceram por acaso… também o reposicionamento salarial irá avante, caso contrário o Estado Português arriscará a ter de indemnizar milhares de professores pela situação dos anos em que estiveram mal pagos, pois esta será uma das exigências da Comissão de Petições ao Tribunal Europeu.

Espero que os parceiros que sustentam o governo saibam exigir o cabimento financeiro no OE 2018 para a resolução desta tremenda injustiça sobre professores que tanto deram de si ao país.

 

Jorge Costa

 

 

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86 comentários

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    • Fernandes_f on 30 de Julho de 2017 at 12:11
    • Responder

    O grande problema resulta do facto da classe docente ter sido preterida e discriminada face à aposentação. Se o Governo tem optado por juntar os docentes ao pacote da GNR ficaria mais fácil. E nem sequer seria uma questão de sustentabilidade da segurança social, isso é mentira pois Vieira da SIlva ainda recentemente deu prémios a aposentados da Carris com o dinheiro da CGA. Viabilizar que um polícia ou um militar vão para casa aos 56 anos e deixar a aposentação dos docentes aos 67 está para lá de um erro, de facto sugere que há uma mão por detrás do arbusto a exigir punição aos professores. Ora, deixando os professores com mais de 60 anos no sistema a reposição de salários ficou muito mais complicada porque o montante realmente significativo está nesses docentes, pois uma vez desbloqueada a Carreira acederiam ao topo. Ai teríamos um impacto brutal nas contas públicas. Onde a tralha socrática nos tramou a todos foi na aposentação.

      • Elena on 30 de Julho de 2017 at 17:42
      • Responder

      O nosso problema é que a cada novo governo vem uma nova sentença…

        • Regina Traveira on 31 de Julho de 2017 at 12:10
        • Responder

        Esse aí tramou Portugal inteiro…se não tínhamos grande remédio ,depois dele ficou tudo “abrasadinho”.Em relação à nossa classe ninguém fala,porque a maioria até desconhece,nos colegas do 1º ciclo do antigo curso do Magistério Primário, curso a que tinham acesso com antigo 5º ano ,mais dois anos magistério,que continuam a aposentar-se sem grande penalização,dentro das regras do antigamente!!!Fez-se para eles uma lei especial ,com a justificação de que tinham sido prejudicados com a descolonização,pois depois de terem acabado o curso ficaram um ano em casa sem trabalhar!!!Acho muito bem que lhe tenham dado a reforma,apoio incondicionalmente!!!
        Mas há sempre um mas…então os colegas como eu ,que entraram para o Magistério Primário depois do 25 de Abril para o primeiro curso de 3 anos, com o 7º ano antigo,acabado em 1978 ,que posteriormente se licenciaram,noutras áreas,como eu, vão trabalhar até aos 66 anos e 4 meses agora?????Dar aulas????Neste caso o nosso infortúnio,não terá sido não estudar…foi estudar a mais.”Não estudasses!”

        • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:10
        • Responder

        È, cada governo traça uma nova sentença para o país, vê o estado das coisas sempre tudo a piorar…

    • Jorge Pereira on 30 de Julho de 2017 at 12:14
    • Responder

    E onde se pode apoiar esta petição?

      • Mariamorais on 30 de Julho de 2017 at 12:36
      • Responder

      Aquilo que está em causa é o incumprimento do disposto no ECD. Não estamos a falar de progressões ou descongelamentos, mas sim de um reposicionamento no escalão em função do tempo de serviço extra congelamento. Eu tenho 27 anos de serviço, sou QZP há dois, e continuo a ser abonada pelo mesmo escalão de contratada, vendo colegas, com o mesmo tempo de serviço, e até menos, a receberem muito mais pelo mesmo trabalho. Repito, trata-se, apenas, de cumprir o disposto no ECD, não de qualquer descongelamento.

        • Cristina on 30 de Julho de 2017 at 15:36
        • Responder

        Animadíssimo. EU ESTOU EM TUDO IGUAL SÓ QUE Com 24 anos de serviço e em QZP há 3 anos.Vamos apoiar esta queixa.onde se assina???

          • Cristina on 30 de Julho de 2017 at 15:37

          APOIADÍSSIMO ERA O QUE QUERIA ESCREVER

          • Maria on 30 de Julho de 2017 at 21:52

          .
          assinas numa pedra de gelo
          .

        • Joaquim on 30 de Julho de 2017 at 18:05
        • Responder

        não é possível reposicionar ninguém porque a progressão na carreira implica o preenchimento de várias condições existindo também quotas para aceder a determinados escalões.

        esse Jorge Costa é um lírico.

      • Célia Costa on 30 de Julho de 2017 at 14:26
      • Responder

      Colega, não se trata de uma petição mas um anexo a uma petição que já deu entrada em 2009 e que segue os trâmites do PE. Mas agradeço o interesse.

        • Jorge Pereira on 30 de Julho de 2017 at 17:08
        • Responder

        Obrigado.

          • Celinha on 30 de Julho de 2017 at 22:48

          afinal é um anexo….digo algo sem nexo

          de nada jorge. manda sempre

    • Isabel Pires on 30 de Julho de 2017 at 12:29
    • Responder

    Falta avançar com uma queixa junto do Parlamento Europeu, pela discriminação negativa dos concursos. Os professores de quadro não podem mudar de escola, só com horário zero. Com tantos concursos ficam longe de casa. Equidade? Onde? A graduação só interessa para alguns…

      • Teresa Novo on 30 de Julho de 2017 at 18:38
      • Responder

      Concordo plenamente.

    • violante on 30 de Julho de 2017 at 12:35
    • Responder

    Jorge,
    São pessoas como tu que ainda nos fazem ter esperança.
    Vais, mais uma vez, lutar contra as injustiças.
    Mesmo que não consigas ganhar esta batalha devemos-te um muito obrigada. A tua determinação e empenho merecem todo o nosso respeito!

    • António Jorge Fernandes Almeid on 30 de Julho de 2017 at 12:43
    • Responder

    Acho muito bem que esses colegas com vinte e tal anos de serviço sejam reposicionados, colegas que nunca quiseram sair de ao pé da sua casinha ( a maior parte deles ) e agora alguns que viram o rabo apertado sobretudo no grupo 110 onde fecharam milhares de escolas, graças a estes fantásticos concursos extraordinários conseguiram integrar um quadro sem nunca terem estado longe de casa e se for preciso agora metem o DCE como fizeram mais de um milhar de professores há 2 anos e neste concuros como passaram à frente de toda a gente já estão outra vez ao pé da sua casinha. Tenham vergonha e mais respeito pelos colegas como eu que são vinculados há mais de 10 anos e continuam bem longe de casa a fazer viagens diárias, enquanto aqueles que nunjca quiseram vincular sobretudo no grupo 110 tiveram este grande presente que foram este concursos extrordinários. É uma vergonha!!!

      • Mariamorais on 30 de Julho de 2017 at 12:54
      • Responder

      Para si, o que interessa é saber há quanto tempo vincularam, é-se tão mais importante quanto o tempo de vinculação. No meu caso, vinculei quando consegui, pois sempre concorri a nível nacional, para esse efeito. Por acaso não sou do 110, mas se fosse era o mesmo. Continuo a fazer viagens de 250 km e a ganhar como contratada, apesar dos meus 27 anos de serviço.

      • anonimo on 30 de Julho de 2017 at 13:06
      • Responder

      Deve estar a falar dos amarelinho. Só pode, porque os professores da escola pública NÃO SE PODEM DAR A ESSE LUXO, caso contrário, nem teriam os 12 anos de serviço exigido nem os 5 contratos nos últimos 6 anos para poderem concorrer, percebeu?

      • Cristina on 30 de Julho de 2017 at 15:44
      • Responder

      Ó colega não seja”víbora” que lhe fica mal! Eu falo com conhecimento de causa,nunca estive ao pé de casinha,palmilhas muito quilómetro e nem sou do 110.É se fosse qual o seu problema.São “colegas” como você que dão má fama à classe!Ave agoirenta!

        • Cristina on 30 de Julho de 2017 at 15:45
        • Responder

        Palmilhei

          • Rita on 30 de Julho de 2017 at 22:24

          cheiras-me a Professora Primária ou Regente Escolar (as do Magistério Primário) ou a Babá (agora educadoras)
          Será que estou enganada?

      • Luis on 30 de Julho de 2017 at 22:54
      • Responder

      Fala assim porque não está a falar olhos nos olhos, se assim fosse não abria a boca, era mais provável cair um braço ao cristo-rei.

      • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:13
      • Responder

      VINCULASTE-TE LONGE DE CASA PORQUE QUISESTE. AGUENTA-TE.

    • Manuel Terrível on 30 de Julho de 2017 at 13:04
    • Responder

    Pois, pois, cantas bem mas não convences. E os outros que cá andam ainda tu não tinhas nascido?

    • Manuel Terrível on 30 de Julho de 2017 at 13:05
    • Responder

    “reposicionando cada professor no respetivo escalão de acordo com o plasmado no ECD, ou seja respeitando os anos de serviço docente, claro que salvaguardando o tempo de congelamento da carreira para a generalidade dos professores dos quadros, de forma que docentes com igual tempo de serviço não sejam ultrapassados em termos de vencimento.” Deves estar a brincar, não? Aguenta como os outros aguentaram e aguentam!

    • Nuno Ramos on 30 de Julho de 2017 at 14:09
    • Responder

    Outros continuam contratados. Com 14 anos com horarios completos e outros com horas extras em duas escolas. As vagas foram abertas para o extraordinário com o meu horário completo do ano anterior e depois fiquei de fora do concurso. Que palhaçada esta geringonça.
    Obrigado ao colega Jorge Costa ao Arlindo.
    Eu também gostava de apresentar a minha reclamação ao parlamento EU.

    • João on 30 de Julho de 2017 at 14:19
    • Responder

    Ao menos que se descongele no próximo ano e que seja mais fácil progredir nos primeiros escalões. Seria mais viável isso que passar 5000 professores para os últimos escalões. Falta capacidade de negociação dos sindicatos.

      • Manuel Terrível on 30 de Julho de 2017 at 14:27
      • Responder

      Pois eu estou no 7º escalão há 15 anos e tenho o direito de progredir também! Andamos a gozar com o pessoal ou quê?

      • Jorge Geraldes on 30 de Julho de 2017 at 17:14
      • Responder

      Cada um olha para o seu umbigo…

    • Nuno Costa on 30 de Julho de 2017 at 14:34
    • Responder

    Muito bem. Fazem falta mais pessoas assim, já que a maioria só serve para engrossar o rebanho.

    • rutra on 30 de Julho de 2017 at 14:46
    • Responder

    Obrigado, Jorge Costa, pela tua elevação profilática em prol de colegas injustiçados.

    • Laura on 30 de Julho de 2017 at 14:49
    • Responder

    São os 3600 que vincularam este ano e que tiveram nas escolas ao lado de casa com as horas que fossem (porque o me nem lhes exigiu horários completos para vinculação) a manifestarem-se. Não só querem entrar como querem subir aos escalões de topo de acordo com a idade. gente fina é outra coisa. Ainda ultrapassam todos e mais algum porque se esses anos fora de congelamento lhe contarem na integra passam os que perderam anos por isto ou aquilo neste e naquele escalão. É assim a justiça.

      • Cristina on 30 de Julho de 2017 at 15:50
      • Responder

      Laura,fala do que sabes! Se não sabes do que falas tá calada que calada incômodas menos!


      1. Cala.te tu, ainda não eras nascida quando comecei a trabalhar. Queres subir de escalão? Espera, que os outros também continuam
        à espera. Não querias mais nada!

      • Trocatintas on 31 de Julho de 2017 at 17:01
      • Responder

      A tua verborreia polui a janela do nosso computador.
      Faz-nos um favor: fica quieta, poupa as unhas de gel e vai dar uma volta até à praia para ver se derretes esse fel.

    • José Bernardo on 30 de Julho de 2017 at 15:56
    • Responder

    …não se consegue nada sem luta ou à custa de sangue de inocentes! todos esses políticos portugueses desde o 24 de abril, e até antes, sempre se governaram em proveito próprio ou para sua satisfação pessoal: estão pouco se marimbando para a desgraça alheia! não deveria existir indivíduos desses, pois valem menos que lixo!

      • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:15
      • Responder

      NAO VOTES NELES, PORQUE VOTAS NUM ESTADO CRIMINOSO, OU SEMPRE NOS MESMOS?
      ACASO HA FALTA DE NEURÓNIOS?

    • Joana on 30 de Julho de 2017 at 16:15
    • Responder

    A diferença brutal entre os primeiros escalões e o topo tem que acabar. isso é que deveria estar em discussão para acabar com a desigualdade e não reposicionamentos. Ou seja se os mesmos de sempre recuperarem os direitos fica tudo bem. acho mal. O indice mais baixo deveria ser o 188.

      • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 17:57
      • Responder

      Porquê?
      Diz isso agora porque é nova.
      Quando chegar aos 30 anos de serviço, ou mais, vai ter cargos.
      Da maneira como as coisas se configuram, só devem ser atribuídos cargos aos mais aptos para os desempenhar.
      Há docentes que não têm perfil para liderar equipas nem para coordenação de outros docentes. Mas podem ter competências noutras áreas não docentes, igualmente do interesse do Agrupamento, e que estejam no âmbito do seu Contrato de Trabalho.
      E acho bem que só os mais competentes atinjam os escalões mais elevados, Mas isso implicaria fazer um investimento sério na avaliação da Classe Docente.
      Há Direitos de Carreira que não se devem tomar por garantidos, mas que devem ser conquistados por mérito próprio.

    • Anabela Martins on 30 de Julho de 2017 at 16:37
    • Responder

    Anabela Martins

    Ao Jorge Costa o meu agradecimento por ser alguém que luta pela justiça dos que foram lesados durante anos 🙂
    Que seja reposta a justiça 🙂 Bem Haja

    • Ricardo Ferreira on 30 de Julho de 2017 at 17:01
    • Responder

    Atenção aos professores das áreas técnicas. São contratados
    sem grupo de recrutamento, são profissionalizados, são diretores de turma, são
    diretores de curso, são docentes, são avaliados pelo ECD e continuam a receber pelo índice 151.

      • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 18:15
      • Responder

      Essa é outra injustiça que ninguém vê, ou faz por não ver!

      Há um conceito bastante perverso instalado na Classe Docente há décadas (provavelmente desde sempre), em que o docente mais novo, sendo o mais mal pago, era o que ficava com a carga horária mais desfavorável, os cargos que ninguém queria, e ainda se sujeitava a ouvir críticas dos colegas mais “experientes”, com horas de redução.

      Um dos aspectos positivos do “reino” da Milu foi tentar moralizar esta falta de vergonha dos professores mais velhos (com horas de redução, com índice remuneratório elevado, sem cargos, com privilégios na escolha das turmas…)

      É certo que muita da culpa é de quem faz a distribuição de serviço, ou seja, dos antigos Conselhos Directivos/Conselhos Executivos (da tal Gestão Democrática) e actualmente dos Directores. Aliado a isto, a cultura da sem-vergonhice oportunista do tuga.

      Voltando aos professores das Áreas Técnicas, só mesmo Direcções com muita falta de sensibilidade é que atribuem tantas funções a um docente nessa situação.
      Dos casos que conheço, os docentes das Áreas Técnicas são contratados apenas para a leccionação das disciplinas específicas dos Cursos Profissionais. Contudo, a estratégia de proposta de abertura de um Curso Profissional visa essencialmente garantir horário para docentes do Quadro do Agrupamento.

    • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 17:31
    • Responder

    E quando um professor é Quadro de Escola há mais de 20 anos, foi mal reposicionado no Escalão, no tempo da Milu, através de uma Circular Interna, e que até hoje continua no 2.º Escalão, enquanto outros em situação idêntica já estão no 3.º Escalão e, em alguns casos, 4.º Escalão, por questão de meses?
    E que, apesar das contestações junto de instâncias superiores do MEC, até hoje nunca lhe deram razão, apontando tão-somente para a dita circular interna de uma determinada Direcção Regional?
    E estamos a falar de um caso que é absolutamente inconstitucional, pois há efectivamente dupla penalização para o docente!

    E isto independentemente do congelamento da progressão, pois esse é outro assunto.

    • António on 30 de Julho de 2017 at 17:59
    • Responder

    .
    O Kamarada Jorge Costa esqueceu alguns pormenores, a saber:

    1º) O acesso aos 5º e 7º escalões depende da fixação anual das vagas (50% para acesso ao 5º escalão e 33% para acesso ao 7º escalão) que se aplicam apenas aos docentes avaliados com a menção qualitativa de Bom.

    2º) Cada escalão da carreira docente pressupõe a permanência no mesmo por um dado período de tempo. Só depois desse tempo preenchido e de outras condições é que se progride;

    3º) Reposicionar os docentes que agora acederam aos quadros e preterir os restantes é inconstitucional.

    (…)

      • Maria Otilia Afonso on 1 de Agosto de 2017 at 0:07
      • Responder

      Colega, quando entrou não foi colocado na carreira de acordo com o ECD?

    • José Ramos on 30 de Julho de 2017 at 18:15
    • Responder

    .
    Em qualquer Organização o sistema hierárquico corresponde a um pirâmide.

    Ao topo dessa pirâmide só chegam alguns (muito poucos).

    Pelos vistos na Carreira Docente chega tudo ao TOPO, ou seja, temos uma pirâmide invertida.

    Em nenhuma parte do Mundo ocorre uma situação deste tipo.

    Deve existir uma Carreira Hierarquizada em que poucos atingem o Topo.

    Os Professores ascendem todos ao ultimo escalão da carreira docente. Em empresa/organização nenhuma do Mundo isto ocorre.

    Se nas Empresas decalcassem o que se passa com os Professores em Portugal, eram todos Administradores.

    E vem o Comunista Jorge Costa defender uma Aberração!….

    Digam ao Jorge Costa que nem nos Países Comunistas tal ocorre.
    .
    .

      • José Ramos on 30 de Julho de 2017 at 18:30
      • Responder

      .
      Na Carreira (in)Docente em vez de termos uma Pirâmide Normal, temos uma Pirâmide Invertida…..ou seja, os Professores ascendem todos ao TOPO DA CARREIRA.
      .

      http://www.chuckpousson.com/wp-content/uploads/2015/04/business-pyramid-300×180.jpg

        • José Ramos on 30 de Julho de 2017 at 18:43
        • Responder

        .
        Na Carreira Docente Universitária não deviam existir Catedráticos, Associados e Auxiliares………………deviam ser todos Professores Catedráticos
        .

          • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:17

          E GANHAR COMO AUXILIARES, assim a coisa ja nao seria tao vergonhosa.

        • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 18:55
        • Responder

        Porque é que o meu caro acha que os comunistas insistem no paradigma da “gestão democrática” das escolas e tudo o que está implícito?

        Obviamente que nesse conceito anormal de “democracia”, que já vem de 1975, ou seja, as coisas começaram tortas desde aí, e é por isso que a Educação é o eterno “molho de brócolos” há mais de 40 anos, pois foi tomado de assalto pela Esquerda Ortodoxa. E nenhum governo tem ousado levantar a voz contra o Megafone!

        Convenhamos que a Classe Docente, é a classe profissional mais instruída do País, está vergonhosamente proletarizada e subalternizada, pois tem-lhe sido dado, em 40 anos, todas as mordomias e vícios para se abandonar no deixa-andar. É, aliás, uma estratégia inteligente de médio-longo prazo para domesticar e embrutecer esta Classe Profissional.

        O reverso da medalha é perverso: mais de três gerações de portugueses sem um ensino de qualidade, sem estabilidade educativa, uma classe profissional em perda de auto-estima, e as gerações que se vão sucedendo evidenciam notoriamente o que falhou na instrução pública dos seus educadores.

        Em termos de comparação, a Finlândia em 20 anos conseguiu evoluir de um país semi-rural para uma potência económica, graças, precisamente, ao investimento na Educação.

        Em Portugal, brincou-se este tempo todo. E ainda se brinca.

          • Ferreira on 30 de Julho de 2017 at 20:03

          ,
          Até nas Autarquias (Camaras Municipais) tem que existir vagas para os Técnicos Superiores poderem ascender na Carreira.

          Os professores são os únicos em que chegam todos ao topo da carreira.

          O que vale é que o ensino vai ser descentralizado e vai passar para a alçada das autarquias.
          ,

          • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 22:01

          Infelizmente, não acho que isso vá resolver o problema, pois é pouco viável.
          Os Directores têm de existir sempre. Quando muito, podem ter assento na Assembleia de Câmara.

          O problema de fundo é: quem está nas autarquias não sabe como funciona um Agrupamento de Escolas. Quem deve gerir recursos humanos escolares e as infraestruturas é o Director do Agrupamento.

          Há outro aspecto de relevância:
          Quantos autarcas há que nem licenciatura têm?
          Um presidente de câmara elegível deve ser licenciado e ter uma pós graduação em gestão de recursos humanos.
          Um vereador da Educação para ser respeitado tem de estar em pé de igualdade com os docentes, no mínimo com uma licenciatura (há docentes com mestrado e doutoramento).
          Não basta ter “cartão de partido” ou “armar-se aos cucos”.

          O Relvas terminou agora a licenciatura.
          Para bem dos cargos de liderança e para prestígio das instituições, a experiência em vereação pode dar traquejo político mas se não for acrescida de estudos académicos, o candidato é frágil, podendo advir daí problemas de comunicação.

          Os presidentes de junta nas assembleias de câmara por vezes são autênticas dores de cabeça.

          • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:22

          Se o serviço, nao for transparente e nacional,sintetizado por um simples programa, vai dar azo a que as chamas de maior corrupção destruam toda a educaço em portugal.

          • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:21

          Ui, se a corrupção ja existia, entao agora passamos a educaçao para a escala mais elevada da corrupçao, vai ser uma maravilha, muitas primas VERAS sem educaçao, vão fazer papeis faz de conta de docentes.

    • Teresa Novo on 30 de Julho de 2017 at 18:38
    • Responder

    Jorge,
    Porque se há -de olhar apenas para os colegas contratados? Fico muito contente que muitos colegas tenham entrado nos quadros, mas porquê nos concursos extraordinários em que as vagas eram vedados aos QA e QZP? Continuamos muito longe de casa sem conseguir aproximar. Porque não uma petição contra a forma e as INJUSTIÇAS dos concursos externos extraordinários, de forma a que consigamos (QA e QZP ) aproximar de casa?

    • Contribuinte Indignado on 30 de Julho de 2017 at 18:53
    • Responder

    .
    .
    Portugal – Número Total de Nascimentos

    1960 = 213.895
    1970 = 180.690
    1980 = 158.309
    1990 = 116.321
    2000 = 120.008
    2001 = 112.774
    2002 = 114.383
    2003 = 112.515
    2004 = 109.298
    2005 = 109.399
    (…)
    2012 = 89.841
    2013 = 82.367
    2014 = 82.367
    2015 = 85.500
    2016 = 87.126

    Fonte: PORDATA

    http://www.pordata.pt/Portugal/Nados+vivos+de+m%C3%A3es+residentes+em+Portugal+total+e+fora+do+casamento-14

    Ó Jorge Costa ainda achas que são necessários mais Professores??????

    Ó Jorge Costa queres mais Vinculações Extraordinárias?????????

    O que tu queres Jorge Costa sei eu. Queres que ocorra aquilo que o Sócrates provocou no País que é a necessidade de um pedido de NOVO RESGATE ao FMI e à UE para que os CONTRIBUINTES paguem a fatura.
    .

    • s220 on 30 de Julho de 2017 at 18:58
    • Responder

    Caro colega, gosto especialmente da frase que inicia o segundo parágrafo, quando refere “concursos extraordinários de vinculação embora não nas condições mais justas”. Eu própria sou uma das vítimas desta VE que de justa nada teve, para quem como eu, se viu impedido de concorrer por não ter os 12 anos, mas que pela graduação, vinculava. Gostava eu que alguém, como o colega, se insurgisse também junto do Parlamento Europeu, para dar vós a quem se viu mais uma vez ultrapassado, pois já não bastava a norma-travão, que ainda inventaram mais um travão com 12 anos.

      • Mig110 on 30 de Julho de 2017 at 22:37
      • Responder

      e depois, quando entrares no quadro, também queres ser colocada no 10º escalão?
      Isto é à vontade do freguês…é só pedires que o Jorge Costa manda mais uma petição

    • Analista on 30 de Julho de 2017 at 19:00
    • Responder

    .
    Jorge Costa Vamos lá analisar estes indicadores (a fonte é a PORDATA)

    Divida Pública Portuguesa (em valor absoluto)

    2009 = 146,7 Mil Milhões de Euros
    2010 = 173,1 Mil Milhões de Euros
    2011 = 196,2 Mil Milhões de Euros
    2012 = 212,6 Mil Milhões de Euros
    2013 = 219,7 Mil Milhões de Euros
    2014 = 226,0 Mil Milhões de Euros
    2015 = 231,6 Mil Milhões de Euros
    2016 = 241,1 Mil Milhões de Euros

    Produto Interno Bruto (PIB) Português ( em valor absoluto) – Riqueza gerada pelo país durante um ano

    2009 = 175,4 Mil Milhões de Euros
    2010 = 179,9 Mil Milhões de Euros
    2011 = 176,2 Mil Milhões de Euros
    2012 = 168,4 Mil Milhões de Euros
    2013 = 170,3 Mil Milhões de Euros
    2014 = 173,0 Mil Milhões de Euros
    2015 = 179,5 Mil Milhões de Euros
    2016 = 184.9 Mil Milhões de Euros

    QUE TAL ó Jorge Costa????????…… Porreiro Pá…………….

    Face a isto que dizer dos REPOSICIONAMENTOS das PROGRESSÕES?
    .

      • Analista on 30 de Julho de 2017 at 19:03
      • Responder

      .
      Ó Jorge Costa falta acrescentar a Divida Privada (empresas+famílias)

      Ou seja, a dívida total de Portugal em Maio de 2016 era de 700 MIL MILHÕES DE EUROS.

      Sendo o PIB (Dezembro de 2015) português cerca de 179.409.600.000 euros, a dívida total de Portugal equivale a 390,7% do PIB. Isto é, em números redondos, a dívida nacional equivale a cerca de 4 vezes aquilo que o país produz num ano.

      Há mais algumas conclusões interessantes:

      – A Dívida Pública (42,3% da dívida total) tem vindo a crescer todos os anos, valendo em Maio de 2016 um pouco mais de 296 mil milhões de euros, ou seja, 165,2,% do PIB;
      – A dívida das empresas privadas (37,2% da dívida total) tem vindo a descer, valendo em Maio de 2016 cerca de 260 mil milhões de euros, ou seja, 145,1,% do PIB;
      – A dívida dos particulares (20,5% da dívida total), que inclui as famílias essencialmente, também tem vindo a descer, representando cerca de 144 mil milhões de euros o que equivale a 80,4% do PIB.

      É uma DIVIDA GIGANTESCA

      https://eco.pt/2016/10/20/quanto-deve-a-economia-portuguesa-7196-mil-milhoes-fora-os-bancos/

      E agora Jorge Costa? Que dizer?????


      1. Mais outras conclusões interessantes:

        Ano de 2016 (dados supramencionados)
        Dívida pública=241,1 mil milhões
        Dívida privada=458,9 mil milhões… Hum… substancialmente maior que a pública, não?!
        (e, não deve ser das pequenas e médias empresas… que essas quase não têm tido acesso a empréstimos…)

        ai as dívidas soberanas, ai os juros “agiotas”, ai a recessão económica,…

        – que a dívida pública é elevada…é!
        Mas olhe que não se deve à “despesa” com funcionários do estado… (já agora, mas claro que é um pormenor de somenos o facto de servirem os cidadãos… escolas, hospitais, esquadras, tribunais – contacto directo com os cidadãos mas… acrescente em cada um dos serviços referidos uma densa hierarquia e proliferação de organismos/serviços de nível superior dentro de cada ministério…)…, meta-lhe as parcerias público-privadas, meta-lhe a banca falida assumida pelo estado, meta-lhe as incontáveis empresas públicas (a começar no nível autárquico…), meta-lhes os institutos públicos e as fundações subvencionadas pelo estado, meta-lhes as swap e outros derivados financeiros, meta-lhes os empréstimos do FMI e os seus juros, meta-lhes as privatizações de áreas e sectores (que poderiam ser lucrativas) a quem o estado fica a pagar rendas imorais, … meta-lhes os muitos políticos/ decisores/ escritórios amigos/negócios à maneira que se têm servido dos lugares em funções públicas… para servirem interesses que não os públicos,…

        Sendo que dívida pública seria, supostamente (não fora a “porcaria” de decisores e dirigentes), para servir o bem comum…
        que dizer, então, da privada???
        Representa, já agora, 57,7% da dívida total!

        Analista mas pouco… é mais… tipo…folhinha excel!

    • bolota on 30 de Julho de 2017 at 19:26
    • Responder

    MUITO MUITO MUITÍSSIMO OBRIGADO JORGE! MAIS UMA VEZ ÉS A ÚNICA PESSOA QUE FAZ ALGO DE CONCRETO EM BENEFÍCIO DOS PROFESSORES QUE FORAM VITIMAS DA PRECARIEDADE DURANTE LONGOS ANOS… BEM HAJA!!


    1. eu sou um porco….adoro ferrar em bolotas

      adoro-as….são gostosonas e muito abusadinhas….


  1. E eu que estou vai 10 anos no 1º escalão?

    Será que vou ser ultrapassada pelos que agora entraram? Será isso legal? Será isso legitimo?

      • Rui Silva on 30 de Julho de 2017 at 20:05
      • Responder

      eu à 12 anos que estou no 2º escalão e agora querem ultrapassagens á má fila?

      • Paulo Pereira on 30 de Julho de 2017 at 22:26
      • Responder

      Essa questão é bastante pertinente!
      Com os improvisos que se têm feito à margem da Lei, e sabendo como em Portugal tudo é atamancado, convém estar muito atento.

      Pessoalmente, conto fazer uma exposição ao Provedor de Justiça para ter uma base de referência.
      Se houver estas manhosices de ultrapassagem “à má fila”, isto vai a tribunal.

      Infelizmente desconfio do Estado Português.
      Como já fui vítima de alguns seus agentes, concluo que não parece ser idóneo e não me merece a confiança plena.
      A começar por políticos manhosos e sem vergonha que nos tomam por estúpidos, e a acabar em sindicalistas oportunistas, com agendas políticas ocultas, que dizem que nos representam.

    • Angelico on 30 de Julho de 2017 at 19:59
    • Responder


    Caros Professores do ENSINO SECUNDÁRIO

    De um total de 33 países da OCDE, a grande maioria (23 países!) detém um regime de vencimentos diferenciado em favor dos Professores do Secundário. Apenas oito países não registam diferenças salariais (Portugal e mais sete). Será que os outros 23 países é que estão errados? Penso que não! É de uma total injustiça colocar no mesmo “saco salarial” professores que têm uma complexidade de tarefas totalmente diferentes. É que volto à carga e não me canso de o afirmar: os docentes dos 2º e 3ºciclo e do secundário têm muito mais trabalho do que os docentes do 1º ciclo e pré-escolar, pelo que os regimes salariais deveriam ser totalmente diferentes.

    Ver aqui:

    http://maisumaaula.blogspot.pt/2012/11/dados-da-ocde-sobre-os-salarios-dos.html

    Os docentes dos 2º e 3ºciclo e do secundário são as GRANDES VITIMAS desta deriva ABRILISTA que colocou tudo no mesmo SACO e ainda beneficiou os menos qualificados (leia-se Professores Primários/Regentes Escolares e Babás) oferecendo APOSENTAÇÕES aos 50 anos e a mesma TABELA SALARIAL e a mesma CARREIRA.

      • Maria on 30 de Julho de 2017 at 22:35
      • Responder

      Todos os homens deveriam nascer com cérebro!!

        • Angelico on 30 de Julho de 2017 at 22:38
        • Responder

        Todas as mulheres deveriam morrer com ELE entalado!!!!

      • Salvador on 30 de Julho de 2017 at 22:44
      • Responder

      .
      a vontade divina sempre se cumpriu

      Amem
      .

    • Iluminado on 30 de Julho de 2017 at 21:37
    • Responder

    ,
    Isto está podre….é um cheiro fétido……a escola pública é uma latrina a céu aberto…….um esgoto…..

    agora este artista (Jorge das Costas) quer que os que chegaram agora ao quadro ultrapassem os que já se encontravam no quadro.

    Isto são alucinações!…Se não fosse verão diria que estas ideias eram fruto de uns fuminhos….mal fumados….

    A Abrilada transformou o Ensino numa BANDALHEIRA pegada.

    Eu se fosse ao Jorge das Costas fazia uma Petição para colocar todos os Professores no 10º Escalão.

    Tem Juízo que já tens idade….
    ,

      • Maria on 30 de Julho de 2017 at 22:38
      • Responder

      Um apoio ao nível da interpretação de textos, seria o mais adequado no seu caso. Revela grandes dificuldades ao nível da interpretação.

        • Iluminado on 30 de Julho de 2017 at 22:39
        • Responder

        ó Maria vai para a cozinha que fazes lá falta

    • Big pile on 30 de Julho de 2017 at 21:49
    • Responder

    .
    Todo o dinheiro disponível devia ser canalizado para o Sector da Saúde.

    O País não precisa de mais professorecas da treta.

    A Natalidade diminuiu, a Emigração continua a ser uma hemorragia….não há mais miudagem….acabou….terminou……O País tem é velhos…..

    __________________________________

    Ex-Presidente Jorge Sampaio alerta: SNS está “no limite”

    O Serviço Nacional de Saúde está “no limite das suas capacidades”. Este foi o alerta deixado pelo ex-Presidente da República no último Conselho de Estado, segundo o Expresso.

    http://www.sapo.pt/noticias/economia/ex-presidente-jorge-sampaio-alerta-sns-esta_597c9ece0d23a2ec31b5fc75#_swa_cname=sapo_share&_swa_cmedium=web&_swa_csource=facebook&utm_source=facebook&utm_medium=web&utm_campaign=sapo_share
    .

      • Joao Torres on 31 de Julho de 2017 at 16:26
      • Responder

      Aproveita, e fecha a merda chamada Portugal.

    • Emplastro(a) on 30 de Julho de 2017 at 22:18
    • Responder

    .
    Força Jorge dos 7 Costados

    Eu e todos os outros estamos contigo…tu és um dos nossos
    .
    http://asdcavir.com/wp-content/uploads/2015/02/emplastro-piadas-secas.jpg

      • Jorge das Meiguices on 30 de Julho de 2017 at 22:34
      • Responder

      Queres assinar o petisco….a petição do Jorge das Costas?

      Amanhã passas pela lavandaria e pedes lá para assinar….quantos mais melhor….a malta quer é painço (aquilo com que se compra os melões)

      dá gasonete nisso

    • Nuno Gonçalves on 31 de Julho de 2017 at 0:31
    • Responder

    Muito bem! Admiro – e agradeço profundamente – o seu esforço.

    • Nuno Meia-Onça on 31 de Julho de 2017 at 12:19
    • Responder

    Caro Jorge Costa, quero apenas manifestar a minha gratidão pessoal pelo seu empenho na reposição dos direitos de tantos, e tantos professores. É bom constatar que alguns, poucos, de nós se elevam do plano raso dos interesses individuais e dos comentários gratuitos e inócuos de blogs e redes sociais para operar a mudança. Fossemos todos como o Jorge e o ensino em Portugal seria bem diferença. Saibamos todos seguir o seu exemplo.

    • Ana Santos on 31 de Julho de 2017 at 17:35
    • Responder

    Obrigada pela iniciativa!

    • Santos Maria on 31 de Julho de 2017 at 18:52
    • Responder

    Olá, boa tarde.
    É vergonhosa e lastimável a situação dos colegas contratados sucessivamente há longos anos. E as injustiças/irregularidades atingem também alguns vinculados. É o meu caso.
    Tenho 19 anos de serviço docente – 1 ano a contrato + 10 anos QZP + 8 anos QA – aguardo desesperadamente pela minha avaliação de desempenho, cujo relatório crítico (era assim designado na altura) foi por mim entregue em junho de 2006.
    Até à presente data, e depois de muitas reclamações, exposições e recursos dirigidos às várias instâncias hierárquicas, não obtive qualquer tipo de resposta ou tomada de posição no sentido de repor a legalidade.
    Houve um congelamento das progressões na carreira, NÃO HOUVE UM CONGELAMENTO DA AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE!
    Em consequência desta não avaliação de desempenho, fiquei impedida de progredir de escalão até à presene data, mantendo-se o meu salário no índice 167!

      • Professor Contratado on 31 de Julho de 2017 at 22:31
      • Responder

      .
      1º Escalão – Índice 167 = 1.518,63 Euros

      achas pouco?

      Ganhas muito acima da média dos salários em Portugal. Devias dar-te por feliz.

      O salário mínimo em Portugal (em 2017) é de 557,00 Euros

      Ainda achas que ganhas mal?
      .


  2. Jorge,
    São pessoas como tu que ainda nos fazem ter esperança !
    Vais, mais uma vez, lutar contra as injustiças criadas pelos vários Ministros da Educação.
    A tua determinação e empenho merecem todo o nosso respeito! Em nome de todos um muito obrigado.

    • Nelson Sousa on 19 de Agosto de 2017 at 2:37
    • Responder

    Os professores aceitam prescindir de ordenados dignos e das suas carreiras já de si “miseráveis” para poderem sustentar a máfia dos incêndios todos os anos. São 400 milhões por ano para pagar ao Domingos Névoa. Façam as contas e acordem de uma vez por todas.


  1. […] Salários dos professores – Queixa de Jorge Costa ao Parlamento Europeu […]

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