Junho 2017 archive

Exames de Prova de Exame Final Nacional de Português e Português 3º ciclo/ Desenho A, História A e B e Latim A

 

3º Ciclo

 

Português Língua Segunda
9.º Ano / 1.ª Fase

 

Português
9.º Ano / 1.ª Fase

 

Ensino Secundário

 

Desenho A
12.º Ano / 1.ª Fase

 

História A
12.º Ano / 1.ª Fase

 

História B
11.º Ano / 1.ª Fase

 

Latim A
11.º Ano / 1.ª Fase

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/exames-de-prova-de-exame-final-nacional-de-portugues-e-portugues-3o-ciclo-desenho-a-historia-a-e-b-e-latim-a/

IAVE – Esclarecimento sobre Prova de Exame Final Nacional de Português

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/comunicado_prova_639.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/iave-esclarecimento-sobre-prova-de-exame-final-nacional-de-portugues/

Greve de Zelo! Quem a faria?

 

A proposta do Alexandre Henriques agrada-me bastante. Uma Greve deste tipo seria uma forma de luta que se enquadraria bastante bem nos tempos que correm… A greve como a conhecemos deixou de ter o impacto que tinha noutros tempos.

O único problema será enquadra-la a nível legal na nossa profissão… E tínhamos os serviços mínimos…

 

Proponho uma GREVE de ZELO por tempo indeterminado.

Depois de uma greve q.b., julgo que está na altura de pensar diferente e fazer diferente. É claramente visível uma saturação entre os professores de greves de um dia e de manifestações. As greves de longa duração, apesar de muito aclamadas, não são viáveis, pois os ordenados dos professores não permitem certos “luxos” e os sindicatos não devolvem o dinheiro aos seus associados. Proponho por isso uma GREVE de ZELO, esta permitirá manter vencimentos e terá um impacto significativo.

O que é uma greve de zelo?

São a realização mais lenta de um serviço, podendo causar prejuízos ao empregador ou tendo como objetivo divulgar uma causa à população, quando o serviço é público.

Porquê uma greve de zelo?

Pelo simples motivo que os professores dão muito mais do que aquilo que recebem. Esqueçam fins de semana de trabalho, atendimento a pais fora das horas de expediente, trabalho de direção de turma além das horas previstas, preparação de aulas até às tantas, correção de testes enquanto a família relaxa, fichas, relatórios, atendimento a alunos, etc, etc…

Tudo isto e muito mais sai do “corpinho” do docente, acabar com o trabalho de bastidores irá afetar de forma direta todo o processo de ensino.

Mas a minha proposta não fica por aqui, continuo a dizer que é preciso juntar assistentes operacionais/administrativos à luta, e tentar… tentar… incluir os pais nas nossas reivindicações. Se juntar os assistentes operacionais/administrativos não deve ser difícil, incluir os pais é um desafio, mas a tentativa merece ser feita. E claro, os diretores deviam juntar-se à causa, bem como TODOS os sindicatos.

Já perceberam que proponho a força de um coletivo em detrimento das ações aleatórias e muitas delas inconsequentes.  A escola não pode ser defendida por vagas e apenas por alguns, defender a escola é defender professores, assistentes operacionais/administrativos, pais e alunos, defender a escola é reivindicar com inteligência e mostrar que todos estão de acordo no essencial. E não me venham dizer que é impossível… o que falta é vontade e capacidade de diálogo para chegar a um entendimento.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/greve-de-zelo-quem-a-faria/

Comunicado de Imprensa SDPA

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/017_CI_22Jun2017.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/comunicado-de-imprensa-sdpa/

Da Greve

Expresso | Sindicatos da Fenprof vão agir contra “violação do acórdão” de serviços mínimos

Fenprof. Greve fechou escolas e adiou reuniões, mas não afectou exames – Renascença

Educação – Fenprof levanta a greve nos concelhos afetados pelos incêndios

FNE diz que há “centenas de escolas encerradas” devido à greve > TVI24

Directores de escolas: “é feio” haver professores a acusar outros professores – PÚBLICO

CDS-PP diz que ministro da Educação se assumiu como incapaz na greve aos exames – PÚBLICO

PCP e BE ao lado dos professores em greve e contra serviços mínimos – PÚBLICO

CGTP acusa Ministério da Educação de promover monólogo – PÚBLICO

Exames decorrem “dentro da normalidade”, na Escola Secundária de Vila Viçosa, sem adesão dos professores à greve, diz Diretor do Agrupamento (c/som) – Rádio Campanário

Vila Verde. Greve dos professores deixa turmas do pré-escolar e primeiro ciclo sem aulas – Semanário V

Nacional – Exames em secundária de Braga decorrem “com normalidade”

DNotícias – Madeira – Provas e exames “realizaram-se com total normalidade apesar da greve”

DN – Greve dos professores não afetou exames na Madeira

DN – Exames decorrem com normalidade nas escolas dos Açores em dia de greve

Nacional – Prova de aferição na EB1 de Carlos Alberto, Porto, realizou-se, apesar da greve

Nacional – Exames nacionais decorrem com normalidade nas escolas do Algarve – sindicato

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/da-greve/

Mobilidade de pessoal docente – ano escolar 2017/2018 – Madeira

 

Apresentação de requerimentos até 27 de junho de 2017

Foi publicada a Portaria n.º 202/2017, de 16 de junho, que altera e republica a Portaria n.º 247/2016, de 29 de junho, que estabelece as normas para a concessão de mobilidade aos docentes das escolas da rede pública da Região Autónoma da Madeira.

Nestes termos e de acordo com o previsto no n.º 1 do artigo 4.º da supracitada portaria, informamos os potenciais interessados que se encontram abertos, até 27 de junho de 2017, os procedimentos com vista à mobilidade de docentes pelos seguintes motivos:

Mobilidade por deficiência ou doença incapacitante;
Mobilidade por filhos menores e gravidez;
Mobilidade mediante proposta do órgão de gestão;
Mobilidade externa.

 

Para mais informações, por favor consulte o ofício circular n.º 60/2017, de 20 de junho.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/mobilidade-de-pessoal-docente-ano-escolar-20172018-madeira/

Prova de Aferição de Matemática 2º ano Exames de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes

 

Matemática e Estudo do Meio 2º Ano
2.º Ano / Prova de Aferição

 

Secundário

 

Física e Química A
11.º Ano / 1.ª Fase

 

Geografia A
11.º Ano / 1.ª Fase

 

História da Cultura e das Artes
11.º Ano / 1.ª Fase

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/prova-de-afericao-de-matematica-2o-ano-exames-de-fisica-e-quimica-a-geografia-a-e-historia-da-cultura-e-das-artes/

Concurso Madeira – Lista Ordenada Provisória

 

Foi publicada a lista ordenada provisória de candidatos admitidos do concurso de afetação ao quadro de zona pedagógica.

O prazo de reclamações decorre entre 21 e 27 de junho.

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/ListaOrdenadaProvisoriaAfetacao20170620.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/concurso-madeira-lista-ordenada/

Demasiado Grave

Ministério Público investiga fuga de informação no exame nacional de Português

 

 

Dias antes do exame de Português do 12.º ano, realizado esta segunda-feira, circulou nas redes sociais e no WhatsApp uma gravação que revelava exatamente o que ia sair. E saiu mesmo. Segundo o áudio a que o Expresso teve acesso, a fuga partiu da “presidente de um sindicato de professores”. O Instituto de Avaliação Educativa abriu um inquérito e pediu ao Ministério Público para averiguar o caso.

 

 

“Ó malta, falei com uma amiga minha cuja explicadora é presidente do sindicato de professores, uma comuna, e diz que ela precisa mesmo, mesmo, mesmo e só de estudar Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. Ela sabe todos os anos o que sai e este ano inclusive. E pediu para ela treinar também uma composição sobre a importância da memória…”.

 

O ficheiro áudio está aqui – Record

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/demasiado-grave/

Ponto de Situação da Greve

Nos comentários deste artigo podem ir dando conta de como a greve de hoje está a afectar as vossas escolas.

Os serviços mínimos estão a ser aplicados aos exames de Física-Química, Geografia e História da Cultura e das Artes, assim como à prova de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 2º Ano.

Hoje a larga maioria das escolas do 2º e 3º ciclos do ensino básico encontra-se em reuniões de avaliação onde não se aplicam estes serviços mínimos. A minha reunião das 8:20 foi adiada por haver 3 docentes em greve.

Nas provas de equivalência a frequência não se aplicam os serviços mínimos.

Também em funcionamento normal podem encontrar-se as turmas do pré-escolar, do 1º, 3º e 4º anos, mas muito provavelmente pela necessidade de haver professores vigilantes dessas turmas do 1º ciclo muitos alunos poderiam ter ficado sem aulas,

É possível nesta altura fazer-se um balanço do que se passa nas vossas escolas?

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/ponto-de-situacao-da-greve/

Resultados da Sondagem da Greve de Dia 21

No passado dia 15 lancei esta sondagem para perceber a intenção dos leitores do blogue em fazer a greve do dia de amanhã.

Os resultados entre o Não e o SIM não andavam muito distantes antes da marcação dos serviços mínimos, tendo aumentado o número de professores que disseram não aderir à greve após essa marcação.

Nessa altura ainda não estavam marcados os serviços mínimos e os resultados agora apresentados podem não representar a realidade do dia de amanhã.

Apesar dos serviços mínimos marcados os docentes podem efectuar greve a qualquer outro serviço que não se relacione com os exames nacionais e as provas de aferição.

 

Comunicação nº 6 do JNE/2017

 

E se fizerem greve a todo o restante serviço e tiverem de cumprir os serviços mínimos não deixarão de receber parte do vencimento desse dia pelo cumprimento dos serviços mínimos.

E de todas as reuniões realizadas hoje entre ME, FENPROF e FNE a única cedência do ME parece ter sido esta.

 

João Dias da Silva referiu que o Ministério apenas aceitou uma sugestão da FNE relacionada com a portaria que define os rácios do pessoal não docente.

 

 

 

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/resultados-da-sondagem-da-greve-de-dia-21/

FNE não desconvoca a greve de 21 de junho. Amanhã temos greve…

 

FNE mantém greve de professores

A Federação Nacional da Educação (FNE) decidiu esta terça-feira manter a greve dos professores marcada para quarta-feira, dia de exames nacionais, após uma reunião no Ministério da Educação, que não correspondeu às expectativas da estrutura sindical.

“Apresentámos oito sugestões, o Ministério da Educação acolheu uma, cinco totalmente rejeitadas e duas tiveram acolhimento parcial”, disse aos jornalistas o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva no final da reunião desta tarde.

Segundo o dirigente, não havia razões para continuar uma discussão que não estava a conduzir a um acordo, pelo que a FNE decidiu manter a greve de quarta-feira, dia de exames nacionais do secundário e provas de aferição do ensino básico.

João Dias da Silva referiu que o Ministério apenas aceitou uma sugestão da FNE relacionada com a portaria que define os rácios do pessoal não docente.

De acordo com a mesma fonte, não houve respostas satisfatórias por parte da tutela para questões que os sindicatos consideram fundamentais como mais concursos de vinculação extraordinária para professores contratados, um regime especial de aposentação e uma redefinição dos horários de trabalhos.

 

Lusa

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/fne-nao-desconvoca-a-greve-de-21-de-junho-amanha-temos-greve/

Propostas para um compromisso – FNE

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/Propostas_para_compromisso_fne_20jun2017.pdf”]

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/propostas-para-um-compromisso-fne/

Opinião – “Os compromissos do Ministério da Educação” – J.C. Campos

 

“Os compromissos do Ministério da Educação”

 

O Ministério da Educação emitiu um documento compromisso no qual relata, segundo a sua versão, o que foi assumido entre o Ministério da Educação e as estruturas sindicais. Nesse documento elenca um conjunto de medidas já implementadas. Por fim fala de um compromisso de medidas relativas à organização do calendário e do tempo de trabalho.

Debrucemo-nos mais sobre este último assunto e destaquemos:

A “Harmonização do calendário do pré-escolar – Alinhamento do calendário da educação pré-escolar com o calendário do 1.º ciclo do ensino básico. (JUN2017)”. Congratulo-me pela parcial reposição da justiça no calendário da educação pré-escolar, mas o calendário escolar do 1.º ciclo que, neste ano letivo, pela primeira, foi diferenciado do calendário do restante ensino básico e parece que é para manter no futuro. A lógica parece ser, quem tem maior carga horária, como “compensação” tem um calendário mais extenso. Mais uma injustiça para o 1.º ciclo. Quanto ao calendário escolar deveremos reivindicar um calendário igual para a Educação  Pré-Escolar e todo o Ensino Básico.

Passemos à “Consideração do intervalo dos docentes do 1.º ciclo do ensino básico na componente lectiva”. Aleluia, após uma legislatura completa de um governo com este ato injusto e discriminatório e após um de ano legislatura do atual governo, finalmente foi reposta a mais elementar justiça. Será caso para dizer “água mole em pedra dura tanto dá até que fura”. Mas sobre esta matéria ainda há muito por explicar. Há vários cenários hipotéticos como será a elaboração dos “tempos constantes da matriz, para que o total da componente letiva dos docentes incorpore o tempo inerente ao intervalo entre as atividades letivas, com exceção do período de almoço. (SET2017)”. Ter-se-á de aguardar pela emissão da tal circular sobre o OAL e sinceramente não faço qualquer vaticino sobre o que vai acontecer, preferindo parafrasear a frase famosa dum jogador de futebol “prognóstico, só no fim do jogo”. No entanto, fico um pouco apreensivo para a calendarização da “garantia de concretização por parte do Ministério da Educação” apontar para setembro, o que me parece ser já muito tardio, não dando hipóteses a eventuais reações e correcções.

No descongelamento de carreiras “promoverá a abertura de um processo negocial com vista à regulamentação do artigo 37.º do ECD – progressões ao 5.º e 7.º escalões. (NOV2017)”. O ME, no referido documento sobre os compromissos, confunde, propositadamente ou não, descongelamento da carreira com regulamentação do Artigo 37º do ECD. O ME deve comprometer-se com o descongelamento da carreira docente em simultâneo com as outras carreiras  da Administração Pública. Antecipadamente deverá o ME promover um processo negocial, com as organizações representativas dos docentes, para a regulamentação do Artigo 37º do ECD, bem como promover o reposicionamento de muitos docentes que indevidamente foram ultrapassados no 1º Escalão e assumir a resolução prévia de outros erros e ilegalidades que ainda persistam.

Relativamente à aposentação era expectável não haver alterações, já o afirmara António Costa na Assembleia da República, agora o que ele adiantou nesse debate na AR “…possa haver um conteúdo funcional distinto, em particular, relativamente àquelas situações onde há efectivamente discriminação, que tem a ver com situações de monodocência que não beneficiam de redução de horário” questiono se estará relacionado com o que aparece no documento do ME onde se pode ler, sobre este ponto “um acompanhamento próximo das soluções que, no plano setorial ou transversal a toda a Administração Pública, venham a equacionar-se, de forma a assegurar, para os trabalhadores docentes, o paralelismo de eventual tratamento diferenciado.” E sem apontar qualquer data de garantia de concretização. Enfim, muito vago e reconhecer que há discriminação com situações de monodocência e adiar para as calendas gregas a sua resolução, parece-me muito injusto e muito mau. E reafirmo um monodocente ter uma componente lectiva de 25h com 59 anos de idade e os seus pares terem menos 7h e ter 20h com 60 anos e os seus pares terem menos 6h acho muito injusto. Atenção, concordo com a redução que usufruem os pluridocentes e até já beneficiaram de mais horas de redução, agora reconhecerem que há discriminação com os monodocentes e manter “tudo como dantes no quartel de Abrantes”, isso não.

Há todo um caminho longo ainda a percorrer e que se afigura moroso, mas com determinação e persistência haveremos de lá chegar.

José Carlos Campos

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/opiniao-os-compromissos-do-ministerio-da-educacao-j-c-campos/

Decima quinta hora – Reunião FNE/ME

 

Agendada reunião entre a FNE e o ME para as 15h do dia 20 de junho 2017

Na sequência da reunião de ontem e depois do envio de um novo documento negocial, o Ministro da Educação convocou a FNE para uma reunião hoje, dia 20, às 15h00.

O Ministério da Educação respondeu ao solicitado pela FNE para que até à véspera da greve, se esgotem todas as possibilidades para que possa ser encontrado um espaço negocial, que permita responder às justas exigências dos professores.

No final da reunião, o Secretário Geral da FNE prestará declarações sobre o posicionamento da FNE em relação a todas as questões que levaram à marcação desta greve, bem como ao resultado final desta reunião.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/decima-quinta-hora-reuniao-fneme/

Opinião – Reformas antecipadas, progressão nas carreiras e greve dos professores – Paulo Trigo Pereira

 

Reformas antecipadas, progressão nas carreiras e greve dos professores

Seria obviamente possível reduzir a idade de reforma, reduzindo simultaneamente o valor do pensão. Será que é isso que os portugueses desejam com os salários relativamente baixos que auferem?

1. O tribunal arbitral decidiu, e bem, em relação à anunciada greve de professores na quarta-feira, dia de exames nacionais do 11º ano (e de provas de aferição do 2º ano), que haverá serviços mínimos. Os sindicatos protestaram, mas sem razão. Existe um direito à greve, mas existe também um direito à educação (e avaliação) e em caso de conflito há mínimos que devem ser assegurados. Um exame nacional é algo bastante stressante para os estudantes e suas famílias. O exame do 11º ano conta para a média de entrada no ensino superior pelo que essa pressão ainda é maior e pode haver agora alunos do 12º a fazer melhoria de nota. Assim, a greves em dias de exames digo claramente: não obrigado! E estou convicto que essa é a opinião da esmagadora maioria dos portugueses.

As motivações para esta greve são sobretudo duas. Uma que os sindicatos sabem que não é exequível, mas que tem grande apoio na classe dos professores do básico e secundário (a antecipação da idade de reforma sem penalizações) e outra, que será objeto de negociação política aquando do Orçamento de Estado em Novembro, que é o das progressões nas carreiras.

Nos últimos anos tem havido várias petições para que se crie um regime de excepção de aposentação para os docentes do ensino não superior, a última, já deste ano 2017, (a 253/XIII/2), em processo de apreciação, com 19676 signatários solicitando um regime de excepção para docentes com 60 anos de idade e 36 de serviço. Em 2016 a FENPROF apresentou uma petição (32/XIII/1) com 27977 assinaturas, que levou a dois projetos de resolução de iniciativa do PEV e do PCP que não foram aprovados, tendo a oposição de PS, PSD e CDS.

Não deixa de ser curioso a forma “em silos” com que funciona a Assembleia da República. Como é aposentação de professores, é enviado à Comissão de Educação, como se a Comissão do Trabalho e Segurança Social (CTSS) e a Comissão de Orçamento e Finanças (COFMA) nada tivessem a ver. Logicamente são pedidos pareceres essencialmente a organizações de professores que, como seria de esperar, apoiam a medida. Não é de estranhar que quando se pergunta a um universo um pouco diferente, o sindicato dos quadros técnicos do Estado, a resposta já venha com uma nuance: nada a opor “no entanto consideramos desejável que a criação de um regime de aposentação mais justo para os docentes, ora peticionado, seja enquadrado num debate mais abrangente sobre os regimes de aposentação e reforma”. E se o pedido de parecer fosse feito a entidades do sector privado a resposta seria provavelmente diferente. É evidente que a discussão deve partir do geral para o particular e não iniciar-se e terminar no caso dos docentes.

2. Começar pelo geral é antes do mais reconhecer que Portugal é dos países europeus em que a idade estatutária de reforma é das mais elevadas, mas também onde o rácio da primeira pensão sobre o último salário é mais elevado. A sustentabilidade da segurança social, com o aumento da esperança de vida e do rácio de dependência dos idosos, exige um equilíbrio entre os vários parâmetros do sistema. Seria obviamente possível reduzir a idade de reforma, reduzindo simultaneamente aquele rácio, logo o valor do pensão. Será que é isso que os portugueses desejam com os salários relativamente baixos que auferem? Tudo indica que não pois houve em 2016 muito menos pessoas a solicitarem a aposentação do que previsto pelo governo. Uma das razões estará decerto na existência de simuladores de pensão para trabalhadores inscritos na CGA e na segurança social. Apesar de a partir de trinta anos de descontos e 55 anos de idade ser possível pedir a aposentação, o corte na pensão, devido à antecipação, é significativo e isto tem levado a cada vez mais pessoas trabalharem até à idade estatutária. A antecipação com corte a partir dos 55 é prática corrente noutros países (ver aqui o caso do Reino Unido).

Indo agora ao caso particular dos docentes, as razões de uma excepção ao regime geral, prendem-se, segundo os próprios, a um desgaste físico e psicológico excessivo a partir de certa idade e tempo de serviço. Outras profissões, decerto que poderão dizer o mesmo, em particular médicos ou enfermeiros que têm de fazer bancos de urgência. Porém, reconheço que docentes, em particular educadores de infância e professores em monodocência no primeiro ciclo do básico, seja muito complicado e extenuante lidar, em idade avançada, com crianças, sobretudo porque, ao contrário de professores de outros ciclos, não podem, ou é mais difícil, reduzir a carga lectiva com o tempo de serviço. Esta situação não é um problema especificamente nacional e devemos olhar para as melhores práticas internacionais. Flexibilidade, ajustamentos aos horários lectivos e mobilidade na função pública para outras funções, pode permitir responder senão total, parcialmente, a algumas das preocupações dos professores sem criar iniquidades e injustiças com outros trabalhadores em funções públicas e com os do privado.

Finalmente, para as progressões nas carreiras, é também uma questão que tem de ser discutida no quadro geral do descongelamento progressivo das carreiras na função pública e do envelope financeiro que a ele estará associado em sede de Orçamento de Estado. Não me parece existirem condições de definir com rigor qual será esse envelope financeiro pelo que me parece prematuro que haja compromissos financeiros entre Ministério da Educação e sindicatos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/opiniao-reformas-antecipadas-progressao-nas-carreiras-e-greve-dos-professores-paulo-trigo-pereira/

Os últimos esforços para o cancelamento da Greve de amanhã

 

 

A FENPROF entregou ao ME um “contra-compromisso” na tentativa de ver mais umas pretensões satisfeitas. A greve continua convocada para amanhã. (mas ainda pode ser desconvocada)

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/F-136_PROPOSTAS_DA_FENPROF_PARA_UM_COMPROMISSO.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/os-ultimos-esforcos-para-o-cancelamento-da-greve-de-amanha/

Parece Que Alguém Terá de Fazer Direta

… para que a greve possa ser desconvocada.

 

Fenprof anuncia que vai manter greve nesta quarta-feira, dia de exames nacionais

 

 

 

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) anunciou nesta segunda-feira à noite que vai manter a greve de docentes nesta quarta-feira, dia de exames nacionais. A informação foi prestada pelo secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, depois de uma nova reunião com o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues.

Segundo Mário Nogueira, a Fenprof vai ainda fazer chegar mais propostas ao ministério, mas a greve manter-se-á se não houver um compromisso em torno do descongelamento das carreiras, horários dos professores e criação de um regime especial de aposentação. “Até às 23h59 de terça-feira ainda pode ser desconvocada”, reiterou.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/parece-que-alguem-tera-de-fazer-direta/

As Provas/Exames de Hoje

1.º Ciclo do Ensino Básico

 

Português e Estudo do Meio 2º Ano-25
2.º Ano / Prova de Aferição

19.06.2017, 10:00

 

3.º Ciclo do Ensino Básico

 

PLNM-93
9.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 09:30

 

PLNM-94
9.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 09:30

 

Ensino Secundário

 

 

Filosofia-714
11.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 14:00

 

PLNM-839
12.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 09:30

 

Português-239
12.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 09:30

 

Português-639
12.º Ano / 1.ª Fase

19.06.2017, 09:30

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/as-provasexames-de-hoje-3/

Às 20 Horas

Agendada reunião entre a FNE e o ME para as 20h do dia 19 de junho

 

 

 

 

Na sequência do pedido de reunião solicitado pela FNE, o Ministro da Educação convocou a FNE para uma reunião hoje, dia 19, às 20h00.

O Ministério da Educação deu assim resposta ao solicitado pela FNE para que até à véspera da greve fosse encontrado um espaço negocial, que permita responder às justas exigências dos professores.

No final da reunião com o Ministro da Educação, o Secretário Geral da FNE prestará declarações sobre o posicionamento da FNE em relação a todas as questões que levaram à marcação desta greve.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/as-20-horas/

Às 19 Horas

ME aceitou reunir com a FENPROF às 19h

 

 

 

O Ministério da Educação respondeu hoje ao repto lançado pela FENPROF para que até à véspera da greve se disponibilizasse para negociar, respondendo às exigências dos professores. À hora de almoço, o gabinete do ministro contactou a FENPROF e agendou uma reunião para as 19h00 de hoje.

No final da reunião com o ME, o Secretariado Nacional da FENPROF tomará posição pública sobre o posicionamento do ME em relação às questões que levaram à convocação desta greve.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/as-19-horas/

Acórdão sobre a arbitragem dos serviços mínimos

 

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/acordao-sobre-a-arbitragem-dos-servicos-minimos/

Concurso na Madeira concluído até ao final de julho

Os professores poderão ir de férias mais sossegados… ou seja, ir de férias!!!

 

Professores continentais podem deixar a Região em breve

Muitos dos professores continentais a dar aulas na Madeira podem regressar ao continente, caso concorram às 1200 vagas disponibilizadas a nível nacional. Na Região, o governo quer ter os docentes todos colocados até ao final do mês de julho.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/concurso-na-madeira-concluido-ate-ao-final-de-julho/

“Os exames não são a finalidade das aprendizagens”

 

Às vezes parece que sim… Hoje é um desses dias.

 

Ministro da Educação: “Os exames não são a finalidade das aprendizagens”

Tiago Brandão Rodrigues garante que não é anti-exames. Diz que estes são um “instrumento que permite a cada estudante mostrar a si mesmo e aos seus professores” o que aprendeu.

O ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, aconselha aos alunos que tenham “tranquilidade” nos exames dos próximos dias e diz que está de acordo com esta forma de avaliação no final do ensino básico e do secundário. Em respostas por email ao PÚBLICO, confessa que não se lembra da sua média de acesso ao superior, mas acrescenta que tudo lhe correu de feição.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/os-exames-nao-sao-a-finalidade-das-aprendizagens/

Um Beijo na Face Promove o Ânimo…

Um dos piores anos letivos: muitos alunos vindos de ambientes familiares desestruturados, sob a alçada da justiça, outros tantos sem noção de um código de conduta numa sala de aula, insubordinados, desobedientes e desrespeitosos. Mas este ano com a agravante de usarem a intimidação para não aceitarem as regras básicas de convivência e desafiarem a autoridade, materializando essa intimidação em vandalismo do património mobiliário do professor. Um risco profissional que não é reconhecido nem compensado, que obriga o docente a escolher: ceder e preserva o seu património ou mantém a sua convicção e assume mais uma despesa anual. Estar numa aula com medo é a certidão de óbito da profissão…
Mas no meio deste fel, por vezes surge um lampejo doce, na forma de um beijo espontâneo de agradecimento por ter acreditado numa jovem que se apresentou como resistente e desinteressada, que apresentava resultados de nível insuficiente, e que acaba o ano com resultados de nível bom…há muitos anos que tal não acontecia e deixou-me boquiaberto e paralisado…
Foi só uma no meio de centenas (ficando a sensação de insucesso…) mas foi suficiente para resgatar do poço do desânimo…
Mário Silva

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/um-beijo-na-face-promove-o-animo/

APELO

Os bombeiros apelam ao donativo de água, fruta e peúgas (permitindo trocar de meias entre combates e descansar os pés da fornalha das botas ardentes).

Faça a sua parte para que eles façam a deles.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/apelo/

Cinema Sem Conflitos – Divulgação

 

O Cinema Sem Conflitos é um site dedicado à prevenção e mediação de conflitos, especialmente desenhado para ser utilizado em contextos educativos. Semanalmente são recomendadas diversas curtas-metragens e lançados artigos especializados sobre as principais tipologias de conflitos identificadas nas escolas:

  • Amor e Sexualidade
  • Bullying
  • Dilemas Sociais
  • Drogas
  • Família
  • Emoções
  • Racismo
  • Relações Interpessoais
  • Religião e Cultura
  • Violência

O principal objetivo desta nova plataforma online passa por, fornecer a todos os interessados, um conjunto de ferramentas e estratégias para prevenir, mediar e auxiliar a resolução conflitos através da mensagem cinematográfica. Suscitando assim uma cultura de mediação escolar utilizando filmes, enquanto recurso pedagógico mais próximo das vivências dos alunos. Todos os conteúdos são disponibilizados de forma inteiramente livre e em multiplataforma ( PC / Tablet / Smartphone ).

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/cinema-sem-conflitos-divulgacao/

Recordando a Meia Jornada de Trabalho

Lembro que desde 2015 é possível os docentes optarem pela meia jornada de trabalho, auferindo 60% do vencimento e reúnam uma das seguintes condições:
  • Tenham 55 anos ou mais e netos com idade inferior a 12 anos;
  • Tenham filhos menores de 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica.

A meia jornada de trabalho não prejudica a contagem integral do tempo de serviço para efeitos de antiguidade, designadamente:

  • tempo de serviço para concurso;
  • tempo de serviço para progressão na carreira.
Para quem se encontra numa das condições previstas em cima e tem disponibilidade para perder 40% do vencimento esta é sempre uma boa opção que podem usar.
Sempre considerei esta uma boa medida, no entanto acho que devia haver uma outra semelhante que permitisse ao trabalhador acompanhar o ascendente com regras semelhantes. Soube que estava a ser trabalhada a meia jornada de trabalho para apoio aos ascendentes, no entanto os estudos caíram todos com a entrada deste novo governo, o que não deixa de ser curioso.

 
 

Informação sobre a Meia Jornada de Trabalho no Site da DGAE

 
 

A meia jornada constitui-se como uma modalidade de horário de trabalho prevista no artigo 114.º-A da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas (LTFP), aprovada pela Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, aditado pela Lei n.º 84/2015, de 7 de agosto.

 

Consiste na prestação de trabalho num período reduzido em metade do período normal de trabalho a tempo completo, sem prejuízo da contagem integral do tempo de serviço para efeito de antiguidade, implicando a fixação do pagamento de remuneração correspondente a 60 % do montante total auferido em regime de prestação de trabalho em horário completo.

 

Podem beneficiar da prestação de trabalho na modalidade de meia jornada, os docentes de carreira que reúnam, à data em que for requerida, um dos seguintes requisitos:

  1. Tenham 55 anos ou mais e netos com idade inferior a 12 anos;
  2. Tenham filhos menores de 12 anos ou, independentemente da idade, com deficiência ou doença crónica.

 

 

Modalidade de horário de trabalho meia jornada

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/recordando-a-meia-jornada-de-trabalho/

Plano Nacional de Cinema – Candidaturas 2017-18

 

O Plano Nacional de Cinema (PNC) é uma iniciativa conjunta da Presidência do Conselho de Ministros, através do Ministério da Cultura e do Ministério da Educação, operacionalizado pela Direção-Geral da Educação (DGE), pelo Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA) e pela Cinemateca Portuguesa — Museu do Cinema (CP-MC).

O PNC está previsto como um plano de literacia para o cinema e de divulgação de obras cinematográficas nacionais junto do público escolar e pretende formar públicos escolares, despertando nos jovens o hábito de ver cinema, bem como valorizá-lo enquanto arte junto das comunidades educativas.

O processo de candidaturas anuais das escolas (Ensino Público e Ensino Privado, incluindo as das Regiões Autónomas, Escolas Públicas Portuguesas no Estrangeiro e Escolas Portuguesas de iniciativa privada sediadas no estrangeiro) para participarem no PNC (ano letivo 2017-18) vai decorrer entre 12 de junho e 28 de julho.

Mais Informações

Formulário de Candidatura Online

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/plano-nacional-de-cinema-candidaturas-2017-18/

Escolas do 1º Ciclo Abertas Só Até às 17 Horas?

Com a contabilização do intervalo da manhã na componente lectiva dos docentes do 1º Ciclo pergunto:

 

  • Será que com a contabilização do intervalo na componente lectiva as escolas do 1º Ciclo poderão encerrar às 17:00 em vez das 17:30?
  • Se as aulas da tarde terminarem novamente às 15:30 será que as AEC poderão voltar a ter dois períodos de 45/50 minutos como antigamente tinham para manter a escola aberta até às 17:30?

 

Como a segunda hipótese implica mais custos para o estado eu aposto mais na primeira das hipóteses.

E isso seria bom para reduzir a permanência dos alunos do 1º Ciclo na escola, visto que os estudos mostram que os alunos portugueses do 1º Ciclo são dos que mais tempo passam na escola e entre todos os alunos dos outros níveis de ensino também são os alunos do 1º ciclo que permanecem mais tempo no estabelecimento de ensino.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/escolas-do-1o-ciclo-abertas-so-ate-as-17-horas/

Os Intervalos no 1º Ciclo

No compromisso assumido pelo ME os intervalos do 1º Ciclo vão passar a ser considerados na componente lectiva do docente de acordo com o texto seguinte.

 

c. Intervalos do 1.º ciclo – Consideração do intervalo dos docentes do 1.º ciclo do ensino básico na componente letiva. Em reforço, será emitida uma circular sobre o OAL, através da qual se dará indicação que, relativamente ao 1.º ciclo do ensino básico, cada agrupamento de escolas gere, no âmbito da sua autonomia, os tempos constantes da matriz, para que o total da componente letiva dos docentes incorpore o tempo inerente ao intervalo entre as atividades letivas, com exceção do período de almoço. (SET2017)

Se para o 1º e 2º ano consigo perceber como enquadrar o texto do compromisso na Matriz Curricular do 1º Ciclo, já não consigo entender como isso se poderá aplicar ao 3º e 4º ano visto que a matriz curricular destes dois anos têm como mínimo de componente lectiva 24,5 horas.

O intervalo no 1º Ciclo apenas compreende o período da manhã com a duração de meia hora diária (não contabilizo o intervalo da tarde porque o princípio é que as AEC sejam feitas a partir do fim das actividades lectivas, apesar de sabermos que não é isso que acontece na maioria das escolas).

Ainda recentemente também se falou que o Inglês nos 3º e 4º anos seria leccionado dentro das 25 horas lectivas dos alunos e que as expressões passariam de 3 para 5 horas.

Se alguém conseguir elucidar-me do que poderá ser feito tudo isto agradeço a informação. Mas não me parece ser possível cumprir este compromisso do ME se não for mexida a Matriz Curricular do 1º Ciclo ou retirado o Apoio ao Estudo e a Oferta Complementar do tempo de trabalho dos alunos.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/os-intervalos-no-1o-ciclo/

Os Compromissos do ME

Documento datado de 14 de Junho com compromissos assumidos pelo ME perante as organizações sindicais.

Não me parecem compromissos suficientes para a desmarcação de uma greve.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/ME.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/os-compromissos-do-me/

A FNE explica no seu comunicado a que estão obrigados os professores em serviços mínimos

 

Serviços mínimos não diminuem exigências dos Professores

O Colégio Arbitral decidiu, por maioria, estabelecer serviços mínimos para o dia da greve marcada pela FNE para o dia 21 de junho próximo.

A FNE respeita a decisão do Colégio Arbitral, apesar de não concordar com a sua aplicação.
No quadro da decisão deste Colégio Arbitral, deverá ser garantido um conjunto de condições:

  1. Receção e guarda dos enunciados das provas de aferição e dos exames nacionais em condições de segurança e confidencialidade – um docente;
  2. Vigilância da realização dos exames nacionais – dois docentes (vigilantes) por sala;
  3. Vigilância das provas de aferição – um docente vigilante por sala
  4. Cumprimento das tarefas do professor coadjuvante – um docente por disciplina, e
  5. Cumprimento do serviço de secretariado de exames, pelo número de docentes estritamente necessário.

Apesar da definição dos serviços mínimos, os docentes portugueses que não forem chamados para assegurar os serviços mínimos estarão em greve em relação a todo o restante serviço docente, atividades letivas e não letivas que lhes estiverem distribuídas para esse dia.
A determinação de serviços mínimos no dia da greve não diminui as razões da enorme insatisfação dos professores.

Esta greve visa demonstrar ao Governo e particularmente ao Ministério da Educação a enorme insatisfação dos docentes portugueses em relação à ausência de medidas concretas de valorização do trabalho profissional docente, e isto apesar das expetativas que foram sucessivamente criadas em relação a inúmeros problemas sucessivamente identificados e sucessivamente adiados.

Da parte da FNE, continua a haver total disponibilidade para, em diálogo construtivo com o Ministério da Educação, encontrar soluções que visem eliminar aquela insatisfação, estranhando-se que, até este momento, e apesar das afirmações públicas do Primeiro-Ministro e do Ministro da Educação, a aposta no diálogo esteja ainda sem qualquer iniciativa governamental.

Tão pouco se considera que constituam resposta suficiente as afirmações que o Ministro da Educação fez na reunião que manteve com a FNE no passado dia 6 de junho, como aliás na altura muito claramente foi referido.

Como se tem vindo a assinalar, é fundamental que o próximo ano letivo abra com a garantia, para todos os docentes portugueses, de que há aspetos essenciais da sua carreira e das suas condições de trabalho que são significativamente alterados.

A não haver resposta aos problemas identificados como mais significativos, não haverá outra alternativa que não seja a marcação de novas iniciativas de contestação que demonstrem a necessidade de serem adotadas medidas que respondam à exigência de valorização dos docentes, com expressão nas suas condições de trabalho e no desenvolvimento da sua carreira.

 

Lisboa, 16 de junho de 2017
O Departamento de Informação da FNE

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/a-fne-explica-no-seu-comunicado-a-que-estao-obrigados-os-professores-em-servicos-minimos/

Declaração de Mário Nogueira sobre a Greve de 21 de junho

 

FENPROF reafirma importância da greve de 21 de junho e apela a uma grande adesão dos professores e educadores

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/declaracao-de-mario-nogueira-sobre-a-greve-de-21-de-junho/

Somos menos e mais velhos…

 

O número de nascimentos voltou a subir em Portugal, mas não compensa os óbitos. As escolas estão a ficar sem crianças. Embora os números não pareçam significativos, por si só, se os transformarmos em futuros alunos vamos ter um período próximo em que o seu número diminuirá. Esse período será seguido por outro em que haverá um ligeiro aumento. Resta saber qual o impacto que esta pequena oscilação terá nas escolas e no número de lugares a abrir ou fechar…

Em 31 de dezembro de 2016, a população residente em Portugal foi estimada em 10 309 573 pessoas (menos 31 757 face a 2015). Este resultado traduziu-se numa taxa de crescimento efetivo negativa de -0,31%, reflexo da conjugação de saldos natural e migratório negativos.
Registou-se um novo aumento do número de nascimentos (87 126 nados-vivos), contudo esse aumento foi insuficiente para compensar o número de óbitos (110 535), mantendo-se o saldo natural negativo (-23 409 em 2016, comparado a 23 011 em 2015).
Apesar da diminuição do número de emigrantes e da estabilização do número de imigrantes continuou a verificar-se um saldo migratório negativo (-8 348), ainda que mais atenuado comparativamente com 2015 (-10 481).
O envelhecimento demográfico em Portugal acentuou-se: face a 2015, a população com menos de 15 anos de idade diminuiu para 1 442 416 (-18 416) e a população com idade igual ou superior a 65 anos aumentou para 2 176 640 pessoas (+35 816); a população mais idosa (idade igual ou superior a 85 anos) foi estimada em 285 616 (+12 234).
Em 2016, a idade média da população residente em Portugal situou-se em 43,9 anos, tendo aumentado cerca de 3 anos na última década.

 

Nos últimos sete anos, a população reduziu-se em 264 mil pessoas

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/somos-menos-e-mais-velhos/

GREVE dia 21 de Junho, NÃO CONVOCAMOS – SINAPE

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2017/06/nota-de-imprensa-140617.pdf”]

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/greve-dia-21-de-junho-nao-convocamos-sinape/

Serviço Mínimos decretados pelo Tribunal Arbitral…

 

O Tribunal Arbitral decretou serviços mínimos para dia 21 de junho. Vamos esperar pelo documento para sabermos como vamos proceder em dia de greve com necessidades sociais impreteríveis…

 

Serviços mínimos decretados para o dia da greve dos professores aos exames

A decisão sobre a existência de serviços mínimos foi decretada por um tribunal arbitral, onde têm assento representantes da tutela e dos sindicatos. Este tribunal foi constituído na sequência do desacordo entre Governo e sindicatos, com o primeiro a defender a necessidade de existirem serviços mínimos e os segundos a oporem-se, por considerarem que os exames não são necessidades sociais impreteríveis, uma vez que o Ministério da Educação pode mudar a data da sua realização.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/servico-minimos-decretados-pelo-tribunal-arbitral/

Algumas alterações (manuais, visitas de estudo, combate ao desperdício…)

 

 

Despacho n.º 5296/2017

Através das alterações agora introduzidas ao Despacho n.º 8452-A/2015, de 31 de julho, dá-se cumprimento ao disposto na Lei do Orçamento de Estado para 2017, aprovada pela Lei n.º 42/2016, de 28 de dezembro, consagrando-se um claro reforço da ação social escolar como meio de combate às desigualdades sociais e de promoção do máximo rendimento escolar de todos os alunos.

Assim, em primeiro lugar, é reposta a comparticipação para as visitas de estudo programadas no âmbito das atividades curriculares aos alunos que estejam abrangidos pelos escalões A e B da ação social escolar, respetivamente em 100 % e 50 % do valor total, a fim de garantir que estas atividades são acessíveis a todos os alunos.

Por outro lado, também através da presente alteração se vem definir que as escolas integradas no Programa dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) vão manter os serviços de refeições escolares, nos períodos das férias de Natal e da Páscoa, para os alunos beneficiários da ação social escolar, com o intuito de atender às necessidades específicas dos alunos que frequentam estas escolas.

Ademais, igualmente no cumprimento do estipulado na Lei do Orçamento de Estado para 2017, é agora prosseguido o regime de gratuitidade dos manuais escolares, com a sua distribuição gratuita no início do ano letivo de 2017/2018 a todos os alunos do 1.º ciclo do ensino básico da rede pública, enquanto medida promotora de igualdade no acesso ao ensino.

Com efeito, o Despacho n.º 8452-A/2015, de 31 de julho, criou uma bolsa de manuais escolares, mas afigura-se que, apesar de ser importante responsabilizar os alunos pela sua utilização e restituição, aos alunos abrangidos pela ASE não pode ser recusada a disponibilização de manuais escolares no ano letivo seguinte no caso de não devolverem os manuais ou de o fazerem nas condições adequadas.

Com o mesmo objetivo, cria-se agora também um auxílio económico para aquisição de manuais escolares, correspondente a 25 % do escalão A da ação social escolar, aos alunos beneficiários do escalão 3 do abono de família, o que configura um terceiro escalão da ação social escolar.

Adicionalmente, através do presente Despacho, define-se que é da competência do Ministério da Educação o financiamento da comparticipação no transporte de alunos que não possam utilizar a rede regular de transportes, garantindo-se, deste modo, o pleno direito à educação a todas as crianças e jovens.

Por fim, em cumprimento da política global do XXI Governo relativamente a esta matéria, as crianças e jovens integrados no contingente de refugiados beneficiam também dos apoios previstos no presente Despacho, integradas no escalão A.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/algumas-alteracoes-manuais-visitas-de-estudo-combate-ao-desperdicio/

Relatório UNICEF – Construir o Futuro: As crianças e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável nos países ricos

 

No último relatório da UNICEF sobre a situação das crianças dos 41 países mais ricos (não fazia a mínima ideia que estávamos assim tão bem posicionados a nível económico) Portugal apresenta-se a meio da tabela no critério ‘educação’, avaliadas as competências em leitura, matemática e ciências. Já no que diz respeito a saúde de qualidade, bem-estar das crianças e no critério consumo e produção responsáveis, Portugal é o país que apresenta melhores índices.

Portugal situa-se na 18ª posição entre os 41 países da UE/OCDE na Tabela Classificativa. Comparando nove dos 17 Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), Portugal tem a melhor classificação em “Saúde de qualidade e bem-estar” e “Consumo e produção responsáveis” (1º), e pior posição em “Erradicar a fome” (32º).

Fica um resumo das classificações relativas para cada objetivo e as principais estatísticas para cada indicador, incluindo tendências-chave selecionadas. (clica na imagem)

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/66130/

Sondagem Para a Greve de Dia 21

A menos de 6 dias do dia da greve de dia 21 de Junho marcada pela FENPROF e FNE lanço hoje esta sondagem para perceber o espírito que se sente neste momento para esse dia de greve.

 

 

 

Nos dois cartazes de baixo encontram-se links para os motivos que originaram a marcação da greve de cada uma das Federações de Sindicatos de Professores.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2017/06/sondagem-para-a-greve-de-dia-21/

Load more