FENPROF confirma Greve em 21 de junho

FENPROF confirma Greve em 21 de junho

 

A FENPROF – Federação Nacional dos Professores decidiu convocar Greve Nacional dos Educadores de Infância e dos Docentes dos Ensinos Básico e Secundário para o dia 21 de junho de 2017, abrangendo todos os docentes, independentemente do serviço que, nesse dia, lhes tiver sido atribuído.

 

 

Da reunião realizada hoje, 6 de junho de 2017, no Ministério da Educação, a FENPROF reconhece avanços importantes, tais como a garantia de abertura de processos de vinculação extraordinária em 2018 e 2019, a consideração, de novo, dos intervalos na componente letiva dos docentes do 1.º Ciclo ou o compromisso assumido em relação à vinculação dos professores das escolas públicas de Ensino Artístico Especializado. São resultados que a FENPROF releva, a par, também, das alterações recentes ao calendário escolar da Educação Pré-Escolar, e que decorrem de uma luta persistente e determinada, em alguns casos, já de vários anos.

Contudo, nesta reunião, não foi possível obter respostas concretas em relação a propostas sobre questões que, para os docentes, são de elevada importância, como sejam o descongelamento das suas carreiras, a criação de um regime especial de aposentação ou a clarificação de aspetos relacionados com a organização dos seus horários de trabalho. O Ministério da Educação também não se comprometeu com a revisão do atual regime de gestão das escolas e com a negociação do diploma legal que, caso avance o processo de descentralização, em discussão na Assembleia da República, irá regular a transferência de competências para os municípios, em matéria de Educação.

Assim, pese embora os resultados que se assinalam positivamente, os aspetos que continuam sem resposta são de tal ordem importantes para os professores e educadores que a FENPROF decidiu convocar esta Greve Nacional, a realizar em 21 de junho de 2017, exigindo do Governo a assunção de um Compromisso que contemple:

  • A garantia de descongelamento das progressões na carreira em janeiro de 2018;
  • A resolução, até ao momento do descongelamento, de problemas que continuam a afetar os docentes, o que impõe a publicação da portaria de vagas de acesso aos 5.º e 7.º escalões, em falta desde 2010, bem como o reposicionamento dos docentes que ingressaram na carreira, desde 2013, no escalão em que se encontram os seus colegas com o mesmo tempo de serviço;
  • A negociação de um regime especial de aposentação para os docentes;
  • A reorganização dos horários de trabalho dos docentes, com uma definição inequívoca das atividades que deverão integrar a componente letiva e não letiva, bem como a reversão para a componente individual de trabalho das horas de redução por antiguidade, previstas no artigo 79.º do ECD;
  • A correção do número de vagas colocadas a concurso de integração extraordinário, de forma a ser respeitado o requisito legal estabelecido na Portaria n.º 129-A/2017, de 5 de abril;
  • A garantia de negociação do regime específico de descentralização que o Governo pretende aplicar na Educação, cujo projeto gera fortes preocupações, tendo em conta que o modelo proposto aponta no sentido de uma efetiva municipalização;
  • O desenvolvimento de um processo negocial de revisão do atual regime de gestão das escolas.

Até ao dia previsto para a realização da greve, a FENPROF manter-se-á disponível para prosseguir as negociações com o Ministério da Educação, tendo em vista a assunção de compromissos concretos em torno das questões acima referidas.

Assista aqui à Conferência de Imprensa realizada após a reunião do Secretariado Nacional da FENPROF.

 

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12 comentários

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  1. O desenvolvimento de um processo negocial de revisão do atual regime de gestão das escolas.
    Só por este ponto colocado curiosamente no último lugar deveria existir vontade diferente de confrontar o ministro.

    • anonimo on 7 de Junho de 2017 at 9:34
    • Responder

    A FENPROF quer mostrar que está viva, mas vai cavar a sua sepultura. Os precários que são explorados há cerca de 2 décadas têm boa memória. O que os sindicatos fizeram? Dormiam no onírico sono profundo dos escalões, das ADD, das reformas antecipadas, dos docentes dos colégios.
    Morreram quando nada fizeram durante anos pelos precários. Só quando o Ministro quis acabar com a precarização docente é que se manifestaram. Para quê? Fizeram a brilhante proposta: vincular os docentes com 15 anos de serviço. Algo intolerável até para o ministro que a reduziu para 12.
    As dificuldades da escola são de agora? Porque não fizeram as exigências que estão a fazer ao Crato, ao Portas, ao Passos?
    É preciso não esquecer que, se estamos a assistir a algumas melhorias, o país está ainda economicamente débil.
    Sou sindicalizado e sempre fiz greve, mas esta é inoportuna e desadequada. Qualquer pessoa com memória e razoabilidade não fará greve.

    1. Fazes tu muito bem meu emplastro(a).

      Quando o fogo te chegar ao cu (e vires que não passas da cepa torta) vai carpir as mágoas para o muro das lamentações.

        • anonimo on 7 de Junho de 2017 at 11:33
        • Responder

        Meu caro há anos que o fogo me chegou ao .. (recuso-me a utilizar a sua boçalidade), porque estou na precariedade há 2 décadas. Se os sindicatos se tivessem preocupado com isso, não tinhamos precários com mais de 12 anos de serviço. Percebeu? eu e todos os que penam ou penaram anos para poderem continuar na profissão, sabem do que estou a falar. De certeza que não precisou de trabalhar 20 anos para vincular. Não sabe o que é viver mais de metade da vida profissional sem qualquer reconhecimento, segurança, direitos…
        Para os sindicatos, os contratados nunca foram prioridade, não têm família, doenças, reduções, etc, etc. Enfim são, e sempre foram “filhos de um deus menor”. Muitos com bem mais habilitações do que muitos efetivos que clamam descongelamentos.
        As coisas estão melhores sim. Eu e muitos precários só queremos trabalho, a questão dos vencimentos nem se coloca para quem de um ano para o outro se vê sem nada.

    • Do Contra on 7 de Junho de 2017 at 13:02
    • Responder

    Não se esqueçam de levar os “Homens da Luta”, ok? Já que falamos de palhaçadas, há que fazê-las em grande e com estilo! If you know what I mean! 😉

      • Do Contra on 7 de Junho de 2017 at 14:55
      • Responder

      Nós os Emplastros e Emplastras somos assim. Somos Do Contra

      Eu Não Faço Greve…Sou um emplastro(a) e prefiro que os colegas façam por mim.

      Ficar sem o salário de um dia de trabalho!…Era só o que faltava…..Esta malta é louca….. Eu sou um Miserável, mas Sou Feliz Assim….

      Desculpem qualquer coisinha.

      http://3.bp.blogspot.com/-ObqKadVbB1o/UsGMBymR8aI/AAAAAAAAL6Y/2ePGXPHOFgk/s1600/Fernando+Alves+(2).JPG

        • Seringador on 7 de Junho de 2017 at 14:56
        • Responder

        ….é mesmo o auto-retrato perfeito de muitos e muitas palermas (palhaços e palhaças) que andam por aí e que fazem com que a nossa classe esteja como se encontra neste momento.

        Um dia mais tarde chorem lágrimas junto do Muro das Lamentações ou venham aqui ao Blogue chorar um bocadinho. Pode ser que o Arlindo vos dê umas palavras de consolação….

          • Do Contra on 7 de Junho de 2017 at 20:45

          Nada como um autoridade ‘moral’ para insultar os outros de “palermas”, de “emplastros”… porque, simplesmente, pensam de modo diferente.
          Sr. Velho do Restelo, tem toda a razão. A classe docente está muito melhor consigo. Obrigado!

        • Do Contra on 8 de Junho de 2017 at 17:54
        • Responder

        Vai!
        Vai e luta por mim!

    • Saloia on 7 de Junho de 2017 at 15:34
    • Responder

    Eu estou no 1º Escalão (1.518,63 ilíquido) o que em termos líquidos são cerca de 1000 euritos. É muito bom. Claro que gasto combustível para diariamente a fazer os 50 Km mas não me posso queixar. Vejam bem, a minha mulher-a-dias só ganha 850 euros por mês.

    Por isso, meus amigos, eu não faço greve. Há quem esteja pior do que eu.

      • Maria on 7 de Junho de 2017 at 17:26
      • Responder

      Ainda bem que existem professores conscientes. Esta greve visa prejudicar os alunos e as suas famílias.

      Os professores estão bem pagos comparados com outras profissões e não devem fazer os alunos reféns.

      1. Mas que grande anormal!… perdoai-lhe, Senhor, que eles sabem o que dizem!

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