(…) Em setembro, com a abertura do ano letivo 2017/ 2018, os alunos dos 1º, 5º, 7º e 10º anos já vão contar com currículos flexíveis, em que 25 por cento do conteúdo é definido pelas próprias escolas, resultado de uma maior autonomia. Segundo o secretário de Estado da Educação, João Costa, a gestão flexível é “uma peça de um puzzle maior do destino que é dado a cada aluno”. Na construção desse puzzle foi ontem conhecida a primeira peça: o ministério da Educação divulgou no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa, o ‘Perfil dos Alunos para o Século XXI’. O trabalho estabelece um conjunto de dez competências a serem adquiridas pelo aluno que conclui os 12 anos de escolaridade obrigatória. Um dos princípios apontados é ‘educar ensinando com coerência e flexibilidade’. É também defendida a necessidade de criação de um “perfil comum a todas as vias de ensino (científico-humanística, profissional e artístico especializado)”. Concluído o ‘Perfil do Aluno’, João Costa defendeu que agora é necessário criar três outras peças do puzzle. “Muito brevemente estaremos a apresentar a estratégia da educação para a cidadania, a proposta de decreto de lei sobre a educação inclusiva, destinada a alunos com necessidades educativas especiais, e temos também em curso o trabalho sobre a gestão flexível”, sublinhou. Para o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, Filinto Lima, a introdução de currículos flexíveis “é uma necessidade há muito sentida pelas escolas”. O dirigente sublinha, contudo, que “representa um desafio que deve ser pensado e interiorizado e não pode ser realizado do pé para a mão””