Dezembro 2016 archive

Propostas para construir democracia nas escolas

A sociedade civil parece unir-se quando a causa é justa. A democracia na escola é e sempre será uma causa justa. Não sei o porquê de, quando os professores falam sobre o assunto e exigem mudanças (há já muito tempo) ninguém os ouve ou dá atenção… Se forem uns quanto “notáveis” a falar, passa a ser assunto de discussão ao café…

 

Propostas para construir democracia nas escolas

Três escritores e uma editora lançam quatro propostas concretas para tornar mais democrática a gestão dos estabelecimentos de ensino.

 

Autonomia e uma assembleia “em que a escola se ouvisse e falasse”

Em nome da real autonomia das escolas, o escritor Jacinto Lucas Pires sugere que todos os corpos da escola – do director aos alunos, passando por professores e funcionários – pudessem reunir-se numa espécie de assembleia, mensal ou semanal, “em que a escola se ouvisse e falasse”. “Não há melhor símbolo de democracia do que uma assembleia”, sustenta o autor, para quem a democracia nas escolas não se constrói se estas não dispuserem de “real autonomia” para que possam “organizar-se, pensando no território onde se inserem e com os professores que têm e no que pensam que é necessário para o futuro dos alunos”.

Um ensino a partir dos alunos

Avessa ao modelo que faz com que os alunos sejam sujeitos passivos do ensino, a editora da Tinta da China considera que os professores deviam dispor de uma flexibilidade de actuação que lhes permitisse ensinar a matéria a partir das vivências dos alunos e atendendo às especificidades de cada um. “Aquela coisa de o professor chegar e debitar a matéria e de os alunos ouvirem, fazerem os trabalhos de casa, estudarem e fazerem os testes faz-me impressão. Acho que os alunos deviam poder ser mais activos. Não é que sejam eles a decidir o que vão estudar, mas que as suas curiosidades naturais, que decorrem das suas vivências e que até vão ao encontro da matéria, possam ser mais usadas pelos professores no contexto da sala de aula”, preconiza, para lembrar que os filhos, que frequentaram um estabelecimento ligado ao Movimento Escola Moderna, “se calhar não sabiam a tabuada de cor mas sabiam como fazer para lá chegar e não trabalhavam menos, até trabalhavam mais” do que numa escola regular.

Acabar com a precariedade dos professores

Para a escritora Dulce Maria Cardoso “a medida mais urgente” para chamar a democracia às escolas é acabar que “a precariedade dos professores”. “Não é possível trabalhar bem sem segurança. Parece-me vergonhoso que os professores não possam decidir a sua vida e que tenham de ser desterrados de todo o lado, deixar as famílias longe, para conseguirem trabalhar. Pôr fim à precariedade dos professores parece-me uma questão da mais elementar justiça. O resto vem com isso e com uma maior transparência na eleição dos órgãos representativos da escola “, defende a autora de O Retorno.

Alunos a partir do 9º ano deveriam avaliar os professores

A escritora Inês Pedrosa considera que, a partir do 9.º ano de escolaridade, os alunos deveriam poder avaliar os professores. “Um dos problemas é que a escola é muito hierárquica. Os professores avaliam os alunos, mas estes não têm possibilidade de se expressar sobre a qualidade do ensino. Essa avaliação favoreceria a qualidade do ensino e conduziria a uma maior responsabilização dos próprios alunos que não se sentiriam apenas sujeitos a uma autoridade, mas participantes de uma comunidade”, preconiza, para defender ainda que “os directores deveriam ser não únicos, mas parte do conselho directivo eleito pela escola, ou seja, pelos docentes e pelas associações de estudantes”.

in Público

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Calendário de Provas e Exames 2016/2017

Já se encontra disponível no site do IAVE o Calendário de Provas e Exames para 2016/2017.

As Informações das Provas 2016/2017 encontram-se aqui e as informações gerais aqui.

 

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Quando não se lê, tem que se acreditar em tudo o que se ouve… Joana…

Hoje, o IAVE viu-se obrigado a “esclarecer” o público sobre um artigo de opinião. Parece que todos os que falam sobre educação são peritos, mas não é isso que está em causa, O que está em causa é “o vale tudo”. Até omitir o que está escrito, dando ênfase ao que interessa para a “causa”. Não vou discutir se a critica é ou não pertinente, até pode ser, mas parem de a utilizar a educação como arma de arremesso quando dá jeito. Em vez disso resolvam os muitos problemas de que o sistema de ensino sofre. Os professores e os alunos, os verdadeiros “culpados”, fazem o resto.

 

[gview file=”https://www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/12/Nota_de_Esclarecimento-IAVE.pdf”]

 

Fica também o artigo em causa publicado no Público

PISA 2015, resultados inclinados?

 

 

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Opinião – O sucesso escolar não tem dono – João Costa, Secretário de Estado da Educação

 

O atual Secretário de Estado da Educação tomou da palavra para escrever sobre os últimos resultados, TIMSS e PISA. Uma opinião bastante sóbria. Outros dirão que, não podendo reclamar os “créditos” para si, não os deu a ninguém. Eu diria que os tornou filhos ilegítimos… mas os professores estão de parabéns.

 

O sucesso escolar não tem dono

Ao longo destes 20 anos de progressão, passamos muitos pelas equipas ministeriais, mas o corpo docente é essencialmente o mesmo. Quando a escola está de parabéns, os professores estão de parabéns.

Quando resultados como estes são anunciados, é enorme a tentação de assacar responsabilidades pelos sucessos, esquecendo a responsabilização pelo insucesso ou atribuindo a responsabilidade pelo insucesso aos mesmos de sempre. Os governos estão na origem das políticas de sucesso, enquanto se atribui o insucesso a alunos, professores e famílias.

E, por isso mesmo, o sucesso escolar não tem dono. Não é deste ou daquele governo, não é desta ou daquela escola. Sempre que temos menos alunos retidos, sempre que a escola combate injustiças socias garantindo melhores aprendizagens para todos e em particular para aqueles que nascem em contextos em que tudo concorre para que a vida lhes corra mal, sempre que tal acontece, é o país que ganha. O sucesso escolar não tem dono, porque é um desígnio nacional e, por isso mesmo, é uma vitória para todo o país.

in Público

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Calendário das Reuniões de Negociação do Diploma de Concursos

Imagem retirada da página da FNE.

 

No final desta semana já devermos perceber se existe alguma flexibilidade para algumas alterações às propostas iniciais.

 

O SIPE reúne com o ME dia 14 às 9:30.
 
A FENPROF dias 15 e 22 de dezembro e 6 de janeiro.
 
O SPLIU reúne: 

Dia 15 de dezembro de 2016 – 9.30h
Dia 21 de dezembro de 2016 – 11.30h
Dia 5 de janeiro de 2017 – 9.30h
 
O SEPLEU

Dia 14 de dezembro de 2016 – 9.30h
Dia 21 de dezembro de 2016 – 9.30h
Dia 5 de janeiro de 2017 – 11.30h

 

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Era Mais do Que Justo, mas…

… já duvido da honra na palavra dada.

 

Promessa do Governo vincula 10 mil docentes

 

 

António Costa prometeu quarta-feira, no Parlamento, acabar com a precariedade docente, declarações que fizeram aumentar as expectativas dos sindicatos para as negociações do novo regime de concursos, a decorrer com o Ministério da Educação (ME).

“Queremos estabilidade. Vamos negociar com os sindicatos de espírito aberto, para assegurar a plena cobertura das necessidades permanentes das escolas e assegurar estabilidade para os profissionais necessários e pôr termo a esta incerteza absoluta”, disse o primeiro-ministro no debate quinzenal, frisando ser possível prever 90% das necessidades permanentes e contratar a termo os restantes 10% para “situações eventuais”.

Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), espera que as palavras de António Costa tenham consequências. “Face a esta declaração, o ME tem a obrigação de apresentar uma proposta condizente”, afirma ao CM, acrescentando: “Somos capazes de convidar o primeiro-ministro para integrar a nossa delegação na reunião de dia 15 com o ME.

” Na primeira reunião negocial, em 30 de novembro, o ME propôs vincular apenas professores com mais de 20 anos de serviço, o que gerou muita contestação e levou a Fenprof a ameaçar com o regresso às greves.

Agora, Mário Nogueira considera que mais de 10 mil docentes podem entrar nos quadros. “Neste momento, temos uma precariedade na ordem dos 20%, com mais de 20 mil professores contratados.

Se, como diz o primeiro-ministro, passarem a ser contratados apenas 10% para situações eventuais, mais de 10 mil professores poderiam ser vinculados”, afirmou o dirigente sindical, frisando que a atual proposta da tutela permite vincular apenas uma centena de docentes e precisa, por isso, de ser muito melhorada.

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Posição Conjunta da CONFAP, CNAPEF e SPEF Sobre a Educação Física

CONFAP, CNAPEF e SPEF em nova posição conjunta sobre a Educação Física

 

 

 

 

A CONFAP (Confederação Nacional das Associações de Pais), o CNAPEF (Conselho Nacional das Associações de Professores e Profissionais de Educação Física) e a SPEF (Sociedade Portuguesa de Educação Física) assinaram hoje uma posição conjunta reafirmando um entendimento comum sobre a Educação Física, nomeadamente:

  • a importância desta disciplina estar presente em todo o percurso escolar (i.e. do Pré-Escolar ao 12.º ano de escolaridade), para todos os alunos e para todos os cursos;
  • a expectativa sobre a garantia das condições necessárias à concretização do contributo desta disciplina para se alcançar o Perfil Individual do Aluno pretendido pela escolaridade obrigatória.

Foi também reforçada a inequívoca a importância que a Educação Física tem na Educação da Infância (Pré-Escolar) e no 1º Ciclo do Ensino Básico, uma fase decisiva do desenvolvimento do aluno, chamando-se a atenção para a criação das condições para efectivar a sua generalização a todos os alunos em todas as escolas, bem como garantir as condições para concretizar os objectivos expressos nas orientações curriculares vigentes, implementando mecanismos efectivos de supervisão, como acontecerá este ano com as provas de aferição.

De salientar o facto dos Pais, Professores e outros profissionais de Educação Física terem forçado, nesta posição conjunta, não só a paridade da Educação Física com as restantes disciplinas do currículo nacional, como a necessidade fundamental alterar o processo de seriação dos alunos para o acesso ao ensino superior.

A assinatura desta posição aconteceu no âmbito do XLI Encontro Nacional das Associações de Pais, que teve lugar hoje, dia 10 de dezembro, no Auditório Trofa XXI. Este momento contou ainda com o testemunho de João Costa, Secretário de Estado da Educação, Armando Leandro, Juiz Conselheiro Jubilado e Presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens, Sérgio Humberto, Presidente da Câmara Municipal da Trofa e Filinto Lima. Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, entre outras individualidades.

Foram ainda relembradas as inúmeras recomendações e pareceres nacionais e internacionais – Organização Mundial de Saúde, União Europeia, Parlamento Europeu, Parlamento Português – sobre importância e o imprescindível contributo de, no mínimo, 60 minutos diários de atividade física moderada a intensa para todos os alunos em idade escolar orientada por professores de Educação Física qualificados – ver Recomendações do Grupo de Especialistas HEPA: Health-Enhancing Physical Activity

Partilhamos com todos os interessados a posição conjunta assinada pelos respetivos presidentes da CONFAP, CNAPEF e SPEF.

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68 Docentes Aposentados em Janeiro de 2017

São apenas 68 Professores e Educadores que se aposentam em Janeiro de 2017, da rede de escolas públicas do Ministério da Educação.

 

 

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Dietas Orçamentais?

“Se há um problema de obesidade curricular, então é preciso fazer dieta”

 

 

Se há um problema de obesidade curricular, se o currículo está gordo, então é preciso fazer dieta“, destacou o secretário de Estado da Educação durante o XLI Encontro Nacional das Associações de Pais que decorreu na Trofa.

 

 

Para o governante, ainda que Portugal seja “dos países onde os alunos passam mais horas por semana na escola”, o conhecimento não se consolida e “nalguns temas, os alunos não estão a aprender bem”, por falta de tempo.

“Quando começamos a utilizar o conhecimento, a analisar, relacionar, a pensar criticamente sobre o conhecimento e até a produzir e criar conhecimento, temos competências de nível mais elevado, mas que também requerem tempo”, realçou.

É necessário, por isso, uma flexibilização curricular que tem sido alvo de um amplo trabalho de discussão entre a tutela e os diretores de escolas, professores, encarregados de educação, bem como um trabalho legislativo que o secretário de Estado espera estar concluído “ainda durante este ano letivo”.

“Gostaríamos que em 2017/2018 já estivesse a acontecer alguma coisa [ao nível da flexibilização curricular], mas estou mais preocupado com a qualidade do produto que com o calendário. E essa é a minha preocupação principal”, referiu o governante.

Quanto à chamada “obesidade curricular”, referiu que este “não é um problema nacional”, havendo muitos países a lidar com “uma construção de currículo por empilhamento de factos, dados, conteúdos, que fazem falta, mas que depois não se consegue usar”.

João Costa explicou que “para ter tempo para tratar todas as dimensões” é necessário “cortar algures”, mas “cortar não significa deixar de dar”, significa, sim, flexibilizar.

Ainda ao nível da flexibilização curricular, o secretário de Estado salientou a vontade da tutela em dar “autonomia em 25% do currículo” às escolas, que permita um “cruzamento de disciplinas, exploração de temas” ou aprofundamento de trabalho experimental.

Questionado por um representante de uma federação de pais sobre a existência de turmas ainda sem professores, o secretário de Estado respondeu que existe “um problema seríssimo que tem a ver com professores colocados e que não aceitam o lugar”.

“Isto vai ser mudado”, garantiu o governante.

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Opinião – Tiago Luz Pedro

Os bons e os maus professores

 

 

Esta proposta vem de um Governo que fez do combate à precariedade um desígnio. Mas esta proposta significa tão-só a legitimação dessa mesma precariedade como modo de vida — e com o alto patrocínio do Estado.

 

 

 

Há um pequeno grande detalhe que merece a nossa atenção nos recentes relatórios internacionais que puseram Portugal mais perto dos melhores na educação: para os alunos de dez e 15 anos que passaram com distinção no TIMSS e no PISA, não foram os ministros nem as suas políticas que lhes permitiram chegar aos formidáveis resultados alcançados. Foram sim os professores (leu bem: os professores), que os ajudam no trabalho diário nas aulas, que adaptam as aprendizagens às suas necessidades e em quem mais confiam para se conseguirem superar. Faltosos, enfadonhos, desmotivados? Esqueçam tudo o que aprenderam sobre os professores portugueses.

Ou talvez não. A verdade é que os bons professores que os alunos agora elogiam continuam a ser os maus professores na perspectiva de quem os controla — e falamos da implacável máquina burocrática do Ministério da Educação e da sua infatigável tendência para reduzir as escolas a meras extensões administrativas dos corredores do poder educativo.

Vem isto a propósito das novas regras dos concursos apresentadas aos sindicatos e, em particular, da tremenda injustiça imposta aos professores contratados, essa espécie de subclasse docente que todos os anos é chamada a garantir que muitos milhares de alunos não ficam sem aulas e que todos os anos é deixada para trás, ou longe de casa, ou de escola em escola.

Acontece que Tiago Brandão Rodrigues e a sua equipa propõem que só com 20 anos de serviço estes professores possam aceder à vinculação — um eufemismo para entrada nos quadros, a única garantia de estabilidade para milhares de pessoas que vivem de contrato em contrato à espera dos amanhãs que cantam.

O Governo PS (e a esquerda que o suporta) fez de 2017 o ano em que os precários do Estado vão finalmente conseguir um lugar ao sol. Não se sabe quem, não se sabe quantos, não se sabe com que dinheiro. O que se sabe é que destes precários uma parte significativa são professores. O líder da Fenprof, quiçá inebriado pelo ar dos tempos, estimou em 22 mil os que vão entrar nos quadros. Não, Mário Nogueira, não serão. Se a cláusula dos 20 anos se mantiver, serão 554.

Esta proposta vem de um Governo que fez do combate à precariedade um desígnio. Mas esta proposta significa tão-só a legitimação dessa mesma precariedade como modo de vida — e com o alto patrocínio do Estado.

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Encontro Nacional de Docentes de 7/12/2016

O Mário Nogueira, na sua ânsia de luta, esqueceu-se de que representa os professores perante o governo e não perante os outros sindicatos. Esqueceu-se, também, que um dia foi professor e já nessa longínqua altura, em dezembro  existia uma interrupção de atividades letivas, não um período de férias, como referiu, “até porque agora em dezembro estamos de férias” minuto 37…

Outra coisa, aquela descrição da conversa com o Ministro, é mais de dois comparsas do que de representantes de instituições que pretendem negociar seja lá o que for…  e já agora, por onde andou ele no fim de semana passado?

 

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El milagro português en PISA 2015 en El País

Em Espanha, parece que, ficaram com a ideia que os “culpados” pelos resultados PISA do nosso país, desde 2000, são os professores portugueses… por cá escreve-se que são as “politicas”…

 

Em Portugal, como noutros países, é um problema nacional que a mudança de governo venha acompanhada de mudanças na educação. “Todos querer deixar a sua marca”, diz a diretora de Miraflores. “Eu tenho 38 anos de profissão, tivemos muitos governos, mas ainda estamos aqui. Eles fazem o que querem e nós Também. É aqui, na sala dos professores, onde se decide o que é melhor para o aluno e quem o decide são os professores”.

 

La buena escuela portuguesa

Ni la bancarrota del país ni el recorte de sueldos de los profesores ni el aumento de alumnos por aula. Nada. El periodo económico más sombrío de Portugal en lo que llevamos de siglo no ha roto la mejora continuada de su sistema educativo. Si la troika acudió al rescate económico del país de 2011 a 2014, el informe educativo PISA 2012-15 señala que Portugal es el único país europeo que sigue mejorando su educación desde comienzo de siglo.

in EL PAÍS INTERNACIONAL

 

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Má Informação dos Sindicatos ou Algo Mais Que Não é do Conhecimento Público?

Analisar os comunicados do dia 30 de Novembro, dia da apresentação da proposta de revisão do diploma de concursos e do projecto de portaria para uma nova vinculação extraordinária, só me é possível fazer agora e verifico que algumas das informações dadas nesse dias não constam dos projectos apresentados pelo Ministério da Educação.

 

Aqui a FENPROF congratula-se por 2017-2018 ser o ano zero das renovações e aqui o SINDEP, julgo eu que num parêntesis mal feito, leva a entender que todos os candidatos (público, escolas com e sem contrato de associação, IPSS e outras) com pelo menos 730 dias de serviço docente nos últimos 5 anos se encontram na segunda prioridade.

Julgo também que a pressa dos comunicados terá sido o motivo para estes dois erros, no entanto, e porque já se passou uma semana e nada foi alterado nesses dois documentos começo a achar que algo mais possa ter-se falado na reunião que não se encontram nos projectos apresentados a semana passada.

Como disse aqui, as renovações mantêm-se mesmo em anos onde existe concurso interno e o que se aplica a partir de 2017/2018 é a consideração de 3 renovações e/ou 4 contratos anuais consecutivos, no mesmo grupo de recrutamento, para os docentes se enquadrarem na primeira prioridade. Em nenhum lado da proposta exclui para 2017/2018 a possibilidade de renovação de contrato.

Quanto ao comunicado do SINDEP parece-me mesmo que o erro é a colocação do parêntesis no local errado porque subentende que os 730 dias de serviço nos últimos 5 anos podem ser prestados em qualquer uma das situações descritas em cima, o que não é verdade Os 730 dias de serviço nos últimos 5 anos necessitam de ser em escolas públicas descritas nas seguintes alíneas:

a) Estabelecimentos integrados na rede pública do Ministério da Educação e Ciência;

b) Estabelecimentos integrados na rede pública das Regiões Autónomas;

c) Estabelecimentos do ensino superior público;

d) Estabelecimentos ou instituições de ensino dependentes ou sob a tutela de outros ministérios que tenham protocolo com o Ministério da Educação e Ciência;

e) Estabelecimentos do ensino português no estrangeiro, incluindo ainda o exercício de funções docentes como agentes da cooperação portuguesa nos termos do correspondente estatuto jurídico.

 

A não ser que algo mais tenha sido dito nas reuniões da semana passada e que não constam dos projectos apresentados estes dois reparos necessitam de ser aqui feitos para esclarecimento de quem acompanha o blogue.

 

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TOMADA DE POSIÇÃO SOBRE O PROJETO DO ME PARA REVISÃO DO REGIME DE CONCURSOS – SPN

 

O projeto de revisão do regime de concursos apresentado pelo ME, em 30 de novembro de 2016, é inaceitável! Como a FENPROF já afirmou, este projeto nega o combate à precariedade proclamado pelo Governo, mantém o pior da “norma-travão”, discrimina professores que exercem atividade em escolas públicas das regiões autónomas, prevê alterações que levarão ao aumento do número de horários-zero, suprime direitos, alguns com muitos anos, mantém aspetos negativos do atual regime e ignora por completo propostas previamente apresentadas pela FENPROF.

São raros os aspetos positivos apresentados, limitando-se à confirmação do fim das BCE, à consolidação da colocação de docentes portadores de determinadas deficiências e à supressão do efeito da avaliação do desempenho docente do cálculo da graduação profissional.

Face ao caráter muito negativo deste projeto, os professores exigem do ME uma profunda alteração do seu conteúdo, de forma a que sejam salvaguardados direitos, correspondidas expetativas legitimamente constituídas e respeitados compromissos assumidos.

Neste quadro, os professores rejeitam:

– Uma vinculação extraordinária apenas para quem tem 20 anos de serviço e, cumulativamente, celebrou 5 contratos nos últimos 6 anos;

– A “norma-travão” que, apesar de reduzir, de 5 para 4 anos, o período obrigatório de ligação contratual sucessiva, agrava os requisitos exigidos;

– A discriminação imposta aos docentes das regiões autónomas;

– O aumento para 8 horas letivas do critério que garante a atribuição de serviço letivo, tanto mais grave quanto este se limita à titularidade de turma;

– A intenção de encher ainda mais os QZP, agravando injustiças, gerando maior instabilidade e podendo, mesmo, provocar mais desemprego;

– O aumento para o dobro do tempo de serviço exigido para inclusão na 2.ª prioridade de concurso externo, sendo reduzido o período para atingir esse tempo;

– A limitação de candidatura a 2 grupos de recrutamento;

– A eliminação das permutas.

A não serem alterados os aspetos mais negativos e acolhidas as propostas apresentadas pela FENPROF, os professores e educadores deverão lutar contra o projeto apresentado pelo Ministério da Educação. Assim:

– Os professores deverão acompanhar o desenvolvimento de todo o processo negocial, cabendo à FENPROF garantir a rápida circulação da informação e esclarecimentos necessários;

– Os professores decidem mandatar os órgãos da FENPROF para coordenar a luta que for desenvolvida, envolvendo todos os professores na mesma, podendo esta concretizar-se com o recurso a concentrações, manifestações, greves ou quaisquer outras formas de luta;

– No início de janeiro, deverão ser promovidos plenários de professores, em todo o país, destinados a analisar a evolução do processo negocial e, justificando-se, aprovar um adequado calendário de luta.

Lisboa, 7 de dezembro de 2016
O Encontro Nacional de Professores

 

 

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Listas Provisórias de Admissão e Exclusão – CAFE Timor-Leste

Publicitação das Listas Provisórias dos candidatos selecionados para o preenchimento de Necessidades e Bolsa de Reserva, e de Exclusão – Procedimento concursal para o exercício de funções docentes do Projeto CAFE em Timor-Leste

Listas provisórias dos candidatos selecionados para o preenchimento de Necessidades e Bolsa de Reserva, e de Exclusão

100 – Educação Pré-Escolar Necessidades Bolsa Exclusão
110 – 1. º Ciclo do Ensino Básico Necessidades Bolsa Exclusão
220 – Português e Inglês (2. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
300 – Português (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
330 – Inglês (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
400 – História (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
500 – Matemática (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
510 – Física e Química (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão
520 – Biologia e Geologia (3. º CEB) Necessidades Bolsa Exclusão

 

Listas Provisórias de 9 de novembro (para comparação)

 

100 – Educação Pré-Escolar Admissão Exclusão
110 – 1.  Ciclo do Ensino Básico Admissão Exclusão
220 – Português e Inglês (2. º CEB) Admissão Exclusão
300 – Português (3. º CEB) Admissão Exclusão
330 – Inglês (3. º CEB) Admissão Exclusão
400 – História (3. º CEB) Admissão Exclusão
500 – Matemática (3. º CEB) Admissão Exclusão
510 – Física e Química (3. º CEB) Admissão Exclusão
520 – Biologia e Geologia (3. º CEB) Admissão Exclusã

 

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Os “chumbos” vão acabar… e já começaram a “finar”…

 

Será este o futuro? Vão mesmo acabar, a médio prazo, as retenções? Seguiremos, mais uma vez, como cordeiros, os exemplos dos outros países?

Devagarinho, devagarinho, lá vamos…

 

in JN

 

 

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Não Percebo

… como este horário já não foi há bastante tempo para contratação de escola.

 

 

Turmas de escola em Messines estão sem professor de português desde Setembro

 

 

 

Pelo menos duas turmas de 9º ano da Escola EB 2,3 João de Deus, em São Bartolomeu de Messines, estão sem professor de Português, colocado, desde o início do ano letivo.

João Gomes, diretor do Agrupamento de Escolas de Silves, do qual faz parte a escola de Messines, confirmou esta realidade ao Sul Informação, dizendo «que a situação nos ultrapassa», porque são os professores que, depois de colocados, «se vão logo embora». 

«Ainda ontem, dia 6 de Dezembro, colocámos a questão à Direção Regional de Educação, que disse que não há outro caminho a seguir que não este», contou João Gomes ao Sul Informação.

Isto porque o Agrupamento é obrigado a colocar o horário a concurso e, se há professores a concorrer, a instituição tem de os aceitar. Outra solução poderá ser «fazer uma contratação de escola, que só será possível depois de o horário ir três vezes a concurso e ninguém concorrer», explicou o diretor do Agrupamento de Escolas de Silves.

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Chegam-me Questões Sobre as Renovações de Contratos para 2017/2018

Quem anda mais desatento do que se tem passado nos anos anteriores em que existiu um concurso interno (2013 e 2015, este de forma extraordinária) e que julga que pelo simples facto de em 2017 haver novamente um concurso interno não vai haver renovações de contrato, engana-se.

Em 2013 existiram 346 renovações e em 2015, 949 renovações.

A existência de um concurso interno não impede estas renovações, desde que as condições para essas renovações existam.

E a nova proposta do Ministério da Educação nada muda quanto a isso, apenas sendo alterada do número 3 do artigo 42º para o número 4, a alínea que permite essas renovações.

 

3 — A renovação do contrato a termo resolutivo em horário anual e completo depende do preenchimento cumulativo dos seguintes requisitos:

a) Inexistência de docentes de carreira no grupo de recrutamento a concurso e que tenham manifestado preferência por esse agrupamento de escolas ou escola não agrupada;

b) Manutenção do horário letivo anual e completo, apurado à data em que a necessidade é declarada;

c) Avaliação de desempenho com a classificação mínima de Bom;

d) Concordância expressa das partes.

 

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Projeto de Resolução do BE Para o Cumprimento da Diretiva 1999/70/CE

Deu entrada no dia 6 de Dezembro um projeto de resolução do Bloco de Esquerda com uma recomendação ao governo para a vinculação dos docentes contratados de acordo com o previsto na diretiva 1999/70/CE.

Para ler o projeto clicar na imagem.

 

 

Prova cabal da injustiça e inutilidade da atual “norma travão” é a existência de 6920 docentes contratados a termo em horários anuais e completos, dos quais 357 têm 20 ou mais anos de serviço, 1691 têm 15 ou mais anos de serviço e 5486 têm 10 ou mais anos de serviço.

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Estudo Sobre o Tempo de Serviço Após a Profissionalização

O próximo quadro apresenta o número de candidaturas e de candidatos por tempo de serviço após a profissionalização retirado das listas de ordenação definitivas de 2016/2017 dos candidatos à contratação.

O tempo de serviço destes docentes é contabilizado até 31/08/2015, pelo que, tendo em conta a proposta de vinculação extraordinária apresentada a semana passada e que refere que os 7300 dias são considerados até 31/08/2016, só podemos perspectivar que estes docentes obtiveram mais um ano de serviço em 2015/2016, ou, partir do princípio que a proposta refere 19 anos de serviço para olhar para estes números com mais correcção.

A primeira coluna refere o número de candidaturas totais por tempo de serviço após a profissionalização, a segunda coloca todos os docentes ordenados pelo tempo de serviço (incluindo os docentes da 1ª prioridade que entretanto já vincularam, mas como são apenas 100 estes dados são irrelevantes e os candidatos ordenados na 3ª prioridade, ou seja aqueles que nos últimos seis anos não tinham 365 dias de serviço no ensino público). As últimas duas colunas apresentam apenas os docentes que concorreram em segunda prioridade e faz também a soma inversa do número de anos de serviço que totalizam os candidatos por anos de serviço.

Tendo em conta que uma das condições para esta vinculação extraordinária é a prestação de 5 contratos nos últimos 6 anos, lembro que nada é dito que os contratos precisem de ser em horário anual nem em cinco anos, até podem ser considerados 3 contratos temporários num ano e outros dois temporários num outro ano, é muito provável que todos os candidatos em segunda prioridade possam estar nestas condições, em especial os que têm mais de 10 anos de serviço.

Se o universo de docentes a vincular por tempo de serviço após a profissionalização for o que constar na última coluna, então poderíamos ter a vincular em 2017, segundo a proposta do ME, 214 docentes com 20 anos de serviço em 31/08/2016 e se durante as negociações se baixar o número de anos até aos 15 anos de serviço teríamos cerca de 1929 docentes a vincular. Se a proposta final baixasse até aos 10 anos de serviço já havia perto de 10 mil docentes em condições de vincular.

O que o Ministério da Educação propõe com esta proposta não é mais do que vincular cerca de 200 docentes em 2017, muito pouco para o recente anúncio da eliminação da precariedade na função pública.

O que este quadro mostra também é que existem tantos docentes em terceira prioridade, segundo as regras actuais, como os da segunda prioridade, com vinte ou mais anos de serviço após a profissionalização, o que comprova que os cinco contratos nos últimos seis anos servem apenas para privilegiar pela positiva quem tem prestado funções no ensino público. E isso é um ponto positivo e vai um pouco de acordo aquilo que já defendi aqui.

 

 

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Para se ver estudo anterior onde é feita a soma do tempo de serviço antes e após a profissionalização ver este artigo.

 

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O Que Dizem os Ex-Ministros Sobre o Pisa 2015

Maria de Lurdes Rodrigues

 

PISA 2015: qualidade e equidade na educação

 

Nuno Crato

 

Melhorámos! Podemos ainda melhorar!

 

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Um Despacho Interessante de uma Diretora

 

Há quem concorde, há quem discorde. Mas será que esta delegação de poderes será vista como um reforço do papel do professor ou apenas mais trabalho?

 

Despacho n.º 14815/2016 – Diário da República n.º 234/2016, Série II de 2016-12-07
Educação – Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares – Agrupamento de Escolas de Real, Braga
Delegação de competências nos diretores de turma

Agrupamento de Escolas de Real, Braga Despacho n.º 14815/2016 Zita Margarida Barreira Esteves, Diretora do Agrupamento de Escolas de Real, nos termos do artigo 49.º, da Lei n.º 51/2012, de 5 de setembro, e do artigo 23.º do Regulamento Interno, delego nos Diretores de Turma a seguir indicados, a competência de determinar e aplicar todos os procedimentos de natureza disciplinar, decorrentes do comportamento dos alunos das suas turmas, dentro e fora da sala de aula, com efeito a partir do dia 1 de setembro de 2016 e até ao final do presente ano escolar, considerando -se ratificados todos os atos praticados até à presente data:

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Os Espiões e as F.A. vão à Escola com o Referencial da Educação para a Segurança, Defesa e Paz

 

O Referencial da Educação para a Segurança, Defesa e Paz é um conjunto de orientações para as escolas. Percecionar a emergência de novos perigos, riscos e ameaças face às transformações da sociedade atual e compreender as missões das Forças Armadas e das Forças e Serviços de Segurança no quadro da segurança, da defesa e da paz são alguns dos temas propostos para serem desenvolvidos no ensino básico e secundário.

Esta é uma iniciativa conjunta que procura contribuir para o envolvimento da sociedade civil no debate de questões da Defesa Nacional e aproximar os cidadãos das Forças Armadas, envolvendo autarquias e escolas.

Os temas a abordar vão desde, o conhecer o Hino Nacional e a Bandeira Nacional, no Pré-escolar, até ao conhecimento dos princípios da Constituição da República Portuguesa, o Conceito Estratégico de Defesa Nacional, Conceito de Guerra, Nação, ONU, OTAN, no secundário. Entre muitos mais…

 

Fica aqui o link para o Referencial da Educação para a Segurança, Defesa e Paz

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Elias, o sem abrigo… e o PISA 2015!

 

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in JN

 

 

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Recordando o Tempo de Serviço dos Candidatos à Contratação

Em Novembro já elaborei um artigo com a soma de todo o tempo de serviço dos candidatos à contratação, que concorreram este ano na segunda prioridade.
Nesse artigo considerei todo o tempo de serviço dos docentes (antes e após profissionalização) e o quadro desse artigo mostra o número residual de docentes com mais de 20 anos de serviço.

Tendo em conta que a outra condição para esta vinculação extraordinária é que o docente tenha 5 contratos nos últimos 6 anos o número de candidatos a reunir estas condições cumulativas deve baixar para pouco mais de uma centena de docentes.

 

 

Existem 10.644 Docentes Candidatos à Contratação com 10 ou Mais Anos de Serviço em 31/08/2015

 

 

 

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Ai Não??

Tirando o absurdo de muitas alterações, até me surpreendeu pela positiva que uma nova BCE não fosse tentada na proposta de revisão do diploma de concursos.

Mas em matéria de concursos qualquer mudança feita por um governo socialista não se espera que melhore muito o que já existe.

Limitar as liberdades em concorrer aos grupos para as quais se tem habilitação, impedir que as permutas sejam feitas, ao invés de melhorar o sistema, anular o conceito de horário anual para todo aquele que inicie antes do último dia para o arranque das actividades lectivas, mandar os docentes das RA para o fim das prioridades dizem bem o que este ministério da educação pretende dos concursos.Torná-lo tão mau como no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues.

E para quem sonhava que as renovações e a norma travão iriam desaparecer, percebeu agora que isso não vai acontecer.

Afinal, as rosas estão cobertas de espinhos.
E o Mário Nogueira surpreende-se com isso.
 
 

Nem os mais pessimistas previam proposta tão negativa do ME!

 

 

Leitura após leitura do projeto apresentado pelo ME, encontram-se novos aspetos que confirmam estarmos perante uma proposta que chega a prever retrocessos num, já de si, bastante negativo regime legal de concursos. Senão, repare-se:

 

  • Nega o combate à precariedade proclamado pelo Governo ao exigir 20 anos de serviço para ser abrangido pela norma de vinculação extraordinária;
  • Adia para 2018-19 a redução, já de si insuficiente, de 5 para 4, dos anos de ligação contratual sucessiva para se ser abrangido pela norma de vinculação obrigatória (a designada “norma travão”);
  • Piora, com efeitos a partir de 2017-18, o já muito mau regime de vinculação obrigatória em vigor (a mesma “norma travão”), quando acrescenta ao já extenso rol de requisitos a que é preciso obedecer para nele se ser abrangido – 5 anos sucessivos de contratos a termo em horários anuais completos e prestados no mesmo grupo de recrutamento –, o de os contratos relevantes para este efeito resultarem de colocações decorrentes da contratação inicial. Seriam, assim, afastados da aplicação desta nova norma todos os docentes que, nos 5 contratos anuais que tenham celebrado, pelo menos 1 tenha resultado de uma qualquer colocação em reserva de recrutamento ou contratação de escola;
  • Discrimina negativamente os docentes providos nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, ao remetê-los para as últimas prioridades dos concursos interno e de mobilidade interna, proposta que é até de constitucionalidade duvidosa;
  • Impõe a atribuição de 8 horas letivas (em vez das 6 atualmente em vigor) para garantir a exclusão da condição de “horário-zero” e impede os docentes de se candidatarem, em sede de mobilidade interna, a grupos de recrutamento diversos daqueles em que se encontram providos, para os quais estejam legalmente habilitados. Ou seja, aumenta o número de docentes identificados como “horários zero” e diminui as oportunidades de os mesmos obterem colocação, daqui resultando um aumento do número global de docentes nesta condição, agravando, pois, as situações de instabilidade dos professores;
  • Suprime o direito de os docentes deslocados por motivo de ausência de componente letiva retornarem à sua escola de origem quando nela voltar a haver disponibilidade de horário;
  • Limita as possibilidades de obtenção de colocação dos candidatos aos concursos externo e de contratação inicial/reserva de recrutamento com habilitação para diversos grupos de recrutamento, ao limitar a dois o número de grupos a que estes podem ser opositores;
  • Agrava, ainda mais, a instabilidade dos docentes ao pretender alargar o número dos que se encontram em QZP à custa da diminuição dos providos em quadros de agrupamentos/escolas não agrupadas, ao aliciar e facilitar a passagem destes últimos à condição dos primeiros e ao dificultar a passagem dos primeiros à condição dos últimos; tal alteração, a ser concretizada, agravará injustiças que já hoje se verificam, criará problemas cada vez maiores à estabilização dos docentes nas escolas e poderá constituir um novo fator de desemprego;
  • Revoga a possibilidade de os docentes permutarem as suas colocações.

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320 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 13

Foram colocados 320 docentes contratados na reserva de recrutamento 13, de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

Um pouco abaixo da previsão feita aqui.

 

 

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QZP11: Marte

O Ministro da Educação e respetivo séquito reuniram com a NASA, no início de novembro.

Trata-se de uma informação absolutamente sigilosa, a que o Blog deArlindo teve acesso graças a um insuspeito infiltrado o qual revela tudo publicamente, arriscando a própria vida. Aqui ficam transcritas as escutas resultantes desta operação secreta. Para que saibam que não é inocentemente que agora se propõe a alteração ao DL 132 nos moldes sobejamente conhecidos…

Início da Gravação:

(Diretor da NASA com sotaque norte-americano):
– Necessitamos do vosso ajuda. Sabemos que vós ter mão-de-obra altamente classificada. Muito bons professores no desemprego. Precisamos ficar com a vossa excedência para missão especial. Nós saber, Portuguese teachers são do best!
(Jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– Oiça, é só dizer o que necessita, estamos cá para isso.
(Coro de Assessores do jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– Cá para isso…
(Diretor da NASA com sotaque norte-americano):
– O proposta é simples – queremos mandar muitas professores vossos para Marte.
(Jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– Bom, isso, parece-me um bocadinho complicado, pois, bem vê, temos tentado mandá-los para outras profissões e eles não querem de modo nenhum. São cá d’uma raça…
(Coro de Assessores do jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– D’uma raça!…
(Diretor da NASA com sotaque norte-americano):
– Mas é um proposto irrecusável. Vão ser pioneiros na conquista de Mars, vão em nome da Terra fazer colonization.
(Assessor 1, voz baixa denunciando aparte):
– Sr. Ministro, se me permite, creio que isto nos resolvia um sem número de problemas. Vejamos, têm deslocação e hospedagem gratuita.
(Assessor 2):
– Já para não falar nas refeições!! Tudo à borla: dobrada desidatada, cozido à portuguesa desidratado, pastéis de nata desidratados, enfim, gastronomia típica do melhor!
(Assessor 3):
– E podem dar aulas como antigamente na telescola, tudo à distância.
(Assessor 4):
– E já estão habituados a muita quilometragem e a que os mandemos para todo o lado…
(Diretor da NASA, com sotaque norte-americano, profusamente entusiasmado):
– Sim, sim, sem custos para vocês no Ministry of Education. Only good publicity!
(Jovem Ministro da Educação cofiando o bigodito):
– Então, mas, como é que isso se operacionaliza?
(Assessor 2):
– Ó senhor Ministro, isso é o mais fácil! Alteramos o diploma dos concursos. Introduzimos mais prioridades, aumentamos o tempo de serviço para se integrar a carreira, vinculamos extraordinariamente poucochinhos…
(Assessor 4):
– E temos também os do quadro que podem ir para mobilidade se tiverem horários de 8 horas. Vai tudo é pró espaço, senhor Ministro. Vai tudo é pró espaço se quiser trabalhar!!!

2 (Jovem Ministro da Educação cofiando o bigodito):
– Ah! Brilhante! Então, mas, e os sindicatos?…
(Assessor 1):
– Ora, ora, deixe-os por nossa conta. Reunimos com os 150 sindicatos de professores, sempre com propostas piores do que esta. Qualquer coisa, tipo, aumentamos ainda mais a quantidade de prioridades na contra-proposta e o tempo de serviço necessário para vincular, remetemos as vinculações extraordinárias para entrada em vigor em 2020. Vai ver se eles não aceitam logo a primeira versão proposta…
(Diretor da NASA, profusamente entusiasmado):
– Yes, yes, nice tactics! Very intelligent people you have, Mr. young minister… meanwhile, eu publico anúncio com irrecusável proposta da NASA – uma prioridade, uma lista de graduação, pagamento de all expenses, mobilidade reduzida a horários de 3 horas. Vai ver se não vão querer todos ir para Mars…
(Assessor 3):
– É mandá-los para Marte, senhor ministro, é mandá-los para Marte! Acabou-se o excedente de professores, as críticas dos sindicatos e o orçamento da educação ainda estica!
(Assessor 3):
– Além disso, se há alguém que consegue lidar com marcianos, são os professores portugueses. Por esta altura, já estão preparados para tudo: toneladas de legislação às costas, violência de pais, indisciplina na sala…
(Jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– Bom, agora que colocam as coisas dessa maneira… Combinado, senhor Diretor da NASA. Sempre é menos um problema no meu mandato… além disso, não é a mesma coisa que mandar os professores emigrar, certo?…
(Coro de Assessores do jovem Ministro da Educação cofiando a barbinha):
– Certoooooo!!!

(fim da gravação)

 

PS –  Qualquer semelhança com a realidade é pura… semelhança.

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Reserva de Recrutamento 13

Publicitação das listas definitivas de Colocação, Não Colocação, Retirados e Lista de Colocação Administrativa dos Docentes de Carreira – 13ª Reserva de Recrutamento 2016/2017

 

Docentes de Carreira – ano escolar de 2016/2017

Candidatos à Contratação – ano escolar de 2016/2017

Lista definitiva de retirados – Consulte

 

Documentação

 

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PISA 2015 – Principais resultados portugueses

Os gráficos abaixo apresentam o desempenho de Portugal em comparação com a média da OCDE e as tendências a médio prazo. Abrange todas as áreas principais do PISA e um resumo dos desafios de equidade que Portugal poderá enfrentar.

 

Desempenho médio

O indicador principal para as três áreas temáticas: ciência, matemática e leitura. O desempenho médio refere-se a todos os estudantes de 15 anos de idade de um país / economia, independentemente do tipo de escola e grau frequentado.

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Participação dos melhores desempenhos

Estudantes de alto desempenho nas ciências podem usar ideias ou conceitos científicos abstratos para explicar fenómenos e eventos mais estranhos e mais complexos. Na matemática, são capazes de avançado pensamento matemático e raciocínio. Na leitura, os melhores desempenhos podem recuperar informações que exigem que o aluno localize e organize várias partes de informações profundamente incorporadas a partir de um texto ou gráfico.

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Percentagem de rendimentos baixos

Estudantes de baixo desempenho em ciências são incapazes de usar conhecimento científico básico ou quotidiano para interpretar dados e tirar uma conclusão científica válida. Em matemática,  não conseguem calcular o preço aproximado de um objeto numa moeda diferente ou comparar a distância total em duas rotas alternativas. Na leitura, estes alunos têm dificuldades lutam no reconhecimento da ideia principal de um texto.

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Intervalo de desempenho entre rapazes e raparigas

Na maioria dos países, os rapazes têm um desempenho ligeiramente melhor do que as raparigas em ciências. No entanto, os rapazes com melhor desempenho superam as raparigas com alto desempenho por uma margem grande em muitos países. Os rapazes superam as raparigas em matemática na maioria dos países, e as raparigas superam os rapazes na leitura em praticamente todos os países e economias. Os gráficos abaixo referem-se ao tamanho da diferença entre os rapazes e raparigas em Portugal.

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Igualdade social

As escolas devem proporcionar uma boa educação a todos os alunos, independentemente da educação ou profissão dos seus pais. O PISA avalia em que medida as diferenças nos resultados da educação estão associadas com o estatuto social dos pais, bem como a diferença de desempenho entre os alunos favorecidos e desfavorecidos. Identifica também a proporção de alunos que apresentam um bom desempenho, apesar de virem de contextos desfavorecidos,  são conhecidos como estudantes resilientes.

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Estudantes imigrantes

Muitos países acham difícil dar aos estudantes imigrantes as mesmas oportunidades educacionais que aos estudantes nacionais. O PISA avalia como os estudantes imigrantes se comparam aos seus pares nativos e mede a diferença de desempenho entre os dois grupos. Analisa também os factores contextuais, tais como a percentagem de estudantes imigrantes entre todos os estudantes e a probabilidade de os estudantes imigrantes serem colocados em escolas com uma grande percentagem de estudantes socialmente desfavorecidos.

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PISA 2015 – Portugueses acima da média da OCDE

No desempenho em ciências, Portugal melhorou 7 pontos em cada três anos, comparando os resultados PISA 2006 e PISA 2015. A média da OCDE não sofreu alterações significativas nesse período. Portugal faz parte de um grupo de seis países onde  o desempenho médio nas ciências melhorou significativamente entre 2006 e 2015 (Colômbia, Israel, Macau (China), Portugal, Qatar e Roménia).

Em contraste, na Finlândia, na Eslováquia e nos Emirados Árabes Unidos, o desempenho dos estudantes em ciências deteriorou-se em média mais de dez pontos a cada três anos. O desempenho na Austrália, República Checa, Grécia, Hong Kong (China), Hungria, Islândia e Nova Zelândia deterioraram-se entre cinco e dez pontos cada três anos; E na Áustria, na Croácia, na Jordânia, nos Países Baixos e na Suécia, em média, diminuiu menos de cinco pontos por cada três anos.

Um quarto dos estudantes vê-se a trabalhar  numa carreira relacionada com ciências.

As raparigas e os rapazes têm quase a mesma probabilidade de trabalhar numa profissão relacionada com a ciência, mas têm Interesses e ideias diferentes do que essas carreiras poderiam ser.

Em geral, os rapazes participam mais frequentemente em atividades relacionadas com ciência e têm mais confiança nas suas habilidades do que raparigas.

Singapura, Hong Kong (China), Canadá e Finlândia são os países e economias com melhor desempenho em leitura.

Quase um em cada dez estudantes nos países da OCDE é um dos melhores em leitura, mas dois em cada dez alunos não atingem o nível básico de proficiência no assunto.

Poucos países viram melhorias consistentes no desempenho em leitura desde o PISA 2000, entre eles Portugal.

Os países/economias asiáticos superam todos os outros países em matemática.

Portugal é o 5 º país com mais alunos por escola.

No índice de escassez de pessoal, estamos num honroso 2º lugar…

Os nossos alunos passam uma média de 28 horas semanais na escola e dedicam ao estudo fora da escola uma média de 17,5 horas. (mais 9,3 horas de estudo do que o tal país com que gostam de nos comparar quando dá jeito)

Em Portugal mais de 30% dos jovens com 15 anos apresentam pelo menos uma retenção no seu percurso escolar. Taxa de retenções em Portugal é quase o triplo da média da OCDE.

 

 

Estas são algumas das principais conclusões.

 

 

 

 

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Senhor ministro, o meu pai não me deixa ser professora!

 

Num país longínquo, situado lá para de trás de umas serras do norte, de um desses continentes à deriva, existia um Rei (o nome do país não interessa a ninguém e eu não o consigo pronunciar).

Nesse país, tudo corria “buéda” bem. Todos eram felizes e andavam contentes, ninguém se queixava da vida que levava.

Certo dia, o Rei, Sua Majestosidade Majestosa, reuniu os seus ministros para saber se, ainda, corria tudo “buéda” bem.rei

Chegada a vez de Sua Sabedoria, o Ministro da Educação, se pronunciar, ficou o Rei, elucidado de que o seu povo sabia aplicar com a fonética correta e a frequência desejada os seguintes termos, demonstradores da sua educação imaculada: Bom Dia, Boa tarde, Boa Noite, Obrigado (de preferência com “muito” atrás), Por favor, Se faz o favor e o mais importante de todos, Com certeza meu senhor, tem toda a razão.

O Rei, pensativo sobre o que acabara de ouvir, envia o ministro num périplo pelo país para que o mesmo se inteirasse do estado das tais escolas que seu tetra-avô tinha mandado edificar, aproveitando para verificar o estado educacional da plebe.

Deslocou-se o ministro para lá das serras que faziam parte das outras serras atrás das quais se situava aquele longínquo país. Lá chegado e já que lá estava, decidiu entrar numa daquelas salas onde se aglomeram crianças repetindo vezes sem conta aqueles, Bom Dia, Boa tarde, Boa Noite, Obrigado (de preferência com “muito” atrás), Por favor, Se faz o favor e Com certeza meu senhor, tem toda a razão.

Mal pôs o pé dentro da sala, um silêncio ensurdecedor se abateu sobre aquele lugar, ecoando pelo corredor a fora até bater na velha porta da escola, que de tão velha se soltou das dobradiças. Depois das vénias e cantares da praxe, lembra-se o ministro de perguntar a uma catraia, que por ali se sentara por não ter mais onde o fazer, o seguinte:

– O que queres ser quando fores grande, minha menina?

– Eu queria ser professora, mas o meu pai não me deixa! – retorquiu a catraia.

– O teu pai não te deixa! Então porquê? – perguntou, o indignado ministro.

– Porque diz que para ser mal tratada, por tudo e por todos, mais vale ficar em casa que ele trata disso sozinho.

– O teu Pai… o teu pai… – gagueja o ministro, visivelmente alterado.

– Mas sabe que mais? – continuou a catraia – Ele até tem razão. Senão vejamos, uma professora não se pode casar e eu já tenho o meu Zé à espera lá fora.

– Não se pode casar? – perguntou o admirado ministro.

– Não. Como é que ela se vai casar a mudar constantemente de casa e a andar de terra em terra? Não pode. É que nem tem tempo para namorar. – à catraia até se lhe avivaram as cores, da raiva que sentia ao falar.

– Não será bem assim. Podes sempre namorar com um professor! – tentou o ministro para ver se acalmava a garota.

– Eu não sou mulher de muitos homens. Já lhe disse que o meu Zé já deve estar lá fora à minha espera…

– Calma, minha menina, não foi essa a minha intenção…

– E mais! – a catraia, visivelmente “cheia de nervos”, lança-se num turbilhão de afirmações – As professoras são umas desgraçadas. “São ninguém” a vida toda. Se não têm 730 dias, não trabalham. Se têm, tapam os buracos das outras. Se são novas, é porque têm toda a vida pela frente para os ter, se são velhas, têm que ter 7300 dias. Se são contratadas, calcorreiam caminhos, se são vinculadas caminhos calcorreiam. E até para isso é preciso ter sorte, porque há aquelas que têm carros sem travões e aquelas que ao tê-los têm que ter quatro, se algum dia querem parar. E sabe que mais, vossa mercê? O meu pai é que tem razão!

O ministro, confuso, agradece os esclarecimentos à catraia e pede ao seu assessor que nunca mais se lembre de o aconselhar a manter diálogos com a plebe.ministro

De volta ao palácio de Sua Majestosa Majestosidade, acerca-se o ministro do seu soberano para lhe dar as boas novas dos confins do reino.

– Queira Vossa Majestade saber, que tudo continua “buéda” bem com a educação de seu povo. E às escolas de seu tetra-avô, além de um parafuso ou de outro, nada lhes aconteceu que as impeça de prestarem o serviço para que foram edificadas.

 

 

(falta-me, agora, conseguir transformar isto num teatrinho de Natal….)

 

 

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Comentários/sugestões sobre a proposta do ME de alteração ao diploma de concursos

 

Mais uma consulta sobre a Proposta do ME de alteração ao diploma de concursos. Desta vez da FNE. Podem deixar os vossos comentários e sugestões para que a FNE saiba qual é a vossa opinião.

Fica o link na imagem

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Estamos em “Estado de Emergência”…

 

… mas vamos lá com calma. Não nos precipitemos. Isto vai demorar uns anos a resolver. A não ser que se decrete o fim das retenções e se siga outra vez os passos de outros…

 

Para a “emergência dos chumbos não há soluções rápidas

Mas esta é uma batalha que, reconhece o Ministério da Educação, não será ganha de um dia para o outro. Mesmo tendo o governo inscrito a redução destes indicadores em 50% como um dos objetivos para a legislatura. E tomado medidas, como a extinção das provas do 4.º e 6.º ano, que suscitaram acusações de facilitismo de alguns setores.

Temos um estado de emergência? Temos”, assume ao DN o secretário de Estado da Educação, João Costa. Mas o pior que poderíamos fazer era agir precipitadamente de forma a termos umas estatísticas mais favoráveis: Não estou preocupado com estatísticas mas com aprendizagens”, defendeu. “Se os alunos aprenderem melhor, dentro de alguns anos teremos melhores estatísticas.

in DN

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Não há “Pilim” para vincular o pessoal…

 

A Sr.ª Secretária de Estado, já o tenha deixado transparecer, aquando da apresentação das Propostas de alteração do D.L. 132/2012 e da Portaria da Vinculação Extraordinária. Agora foi a vez do Sr.º Secretário de Estado, João Costa, o dizer, não há verba para vincular mais do que 300 docentes. As escolas até podem precisar, mas não há, ponto final. Nem vincula ninguém, nem se reforma ninguém. AGUENTEM…

 

Ministério queria “injetar sangue novo nas escolas”, mas não tem como fazê-lo

Por outras palavras, não há verba, nem forma de justificar um investimento dessa ordem junto das Finanças. De resto, mesmo quem já trabalha há muito tempo nas escolas já se apercebeu dessas limitações. Depois de ter prometido empenho na luta contra a precariedade na profissão, o Ministério apresentou há dias aos sindicatos uma proposta que contempla a vinculação extraordinária de apenas cerca de 300 professores que já têm 20 ou mais anos de serviço quando, pelas contas das organizações sindicatos, andará perto dos 20 mil o número de professores contratados que já superaram os três contratos anuais que, pela lei, lhe valeriam o acesso aos quadros.

in DN

 

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Os alunos de Leiria são os melhores

 

Ainda o TIMSS. Os alunos de Leiria revelaram-se melhores que os Finlandeses. Mas tal facto não se deve ao hoje nem ao ontem, deve-se a muitos anos de trabalho.

 

Alunos de Leiria são os melhores

Relatório  internacional revela que, em Portugal, é Leiria a região onde os alunos são melhores a Matemática e a Ciências. Outra conclusão é que os alunos portugueses do 4.º ano já são melhores que os finlandeses, os alemães e os espanhóis a Matemática. Os alunos do ensino básico da região de Leiria são os que apresentam melhores resultados a Matemática e a Ciências. Segundo o último relatório internacional do Trends in International Mathematics and Science Study (TIMSS), que a cada quatro anos avalia a literacia e aprendizagem dos alunos em termos de conteúdo e raciocínio, em 2015 foram os alunos do 4.º ano desta região que mais se destacaram nos testes desenhados para o estudo.
Entre os 4.693 alunos portugueses que participaram nesta edição do estudo, foi na região de Leiria «que se evidenciou melhor pontuação média, com 576 pontos», ficando num nível elevado, o segundo mais alto da escala do estudo, que indica que os alunos aplicam os seus conhecimentos a resolver problemas com alguma complexidade. A pontuação traduz uma diferença «significativa» – mais de 35 pontos acima da pontuação média nacional.

in Sol

Só falta que nos divulguem o segredo.

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O Recrutamento do Trabalhador Público

Aconselho a leitura deste documento da provedoria de justiça para todos os negociadores do diploma de concurso de professores.

Voltarei a ele nos próximos dias.

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Histórico da Reserva de Recrutamento 13 e Previsão de Colocações

Fica aqui o quadro com o histórico de colocações na Reserva de Recrutamento 13, desde o ano 2012.

Em 2014 o ano terminou com a publicação da RR11 e fechou esse ano com apenas 9970 colocações através das reservas de recrutamento. Sem considerar a RR13 e a RR14 de 2016 este já existem mais do dobro de colocações do que esse ano.

Fica também a previsão do número de colocações que vão sair dia 6, na Reserva de Recrutamento 13.

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2015

191 Docentes Contratados Colocados na RR13

2014

Não houve Reserva de Recrutamento 13

2013

71 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 13

2012

Números da RR13 (CONTRATAÇÃO)

 

Dos 160 docentes contratados na reserva de recrutamento 13, 42 conseguiram colocação em horário anual e 29 em horário anual e completo.

 

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Aborto e prazer no Referencial de Educação para a Saúde

 

Para quem está com intenções de dar o seu contributo, que o faça, porque o prazo acaba hoje.

Referencial de Educação para a Saúde.

 

Aborto vai ser matéria para alunos do 5.º ano

Assuntos como o prazer e a sexualidade poderão vir a ser abordados no pré-escolar e as crianças do 5.º ano de escolaridade poderão vir a falar de aborto. É o que preconiza o Referencial de Educação para a Saúde, resultante de uma parceria entre as direções-gerais de Educação (DGE) e Saúde, e que está em consulta pública até este domingo. O documento assenta em cinco grandes temas – saúde mental e prevenção da violência; educação alimentar; atividade física; comportamentos aditivos e dependências; e afetos e educação para a sexualidade. A DGE frisa que é um documento orientador: as escolas não são obrigadas a adotá-lo.

in JN

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Hoje “Fina-se” O Bravio. Mais um que se vai…

…. e deixa a Blogosfera mais pobre.  Ficamos todos mais pobres.

Esperamos encontrar-te por aí… e se não for por aí que seja por aqui, por ali, algures… Até um dia…

 

Que não Morra o Bravio e que este não seja o seu último uivo.

Obrigado por tudo.

 

uivo-lobo

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