Por Zarco

… começa a trabalhar-se cedo.

Concordam com a realização de testes diagnósticos nestes anos de escolaridade e antes do início das actividades lectivas?

Que vantagens ou desvantagens pode ter estes testes diagnósticos logo no início de Setembro?

Será que a constituição das turmas ainda podem ser ajustadas em função dos resultados dos alunos?

Eu até sou favorável à constituição de turmas de nível, de forma que as turmas com um nível mais baixo possam ter logo de início compensações pedagógicas adequadas. Mas há quem considere que a turma deva ser heterogénea e ter vários níveis na sala.

Fica o tema para debate.

 

 

 

zarco

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13 comentários

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    • Alberto Santos on 30 de Julho de 2015 at 22:39
    • Responder

    Já vi isto acontecer numa escola em Sintra.
    E até fazia sentido, pois, nalgumas horas por semana da disciplina de matemática, faziam turmas por dificuldades/lacunas nas bases…
    Era um projeto interessante e acabavam por transformar 5 turmas em 6 turmas.

    São tentativas que só dariam para avaliar a médio/longo prazo, mas infelizmente eu, como contratado, não tive hipótese de acompanhar alguns autores de educação…

    • Diogo Da Veiga on 30 de Julho de 2015 at 23:58
    • Responder

    Hoje (tal como prometi), no Bravio: “Mente-me, que eu gosto!”

    http://diogodaveigabravio.blogspot.pt/2015/07/mente-me-que-eu-gosto.html

    • Pedro Cferreira on 31 de Julho de 2015 at 2:16
    • Responder

    O problema é a falta de abertura no sistema português devido aos condicionalismos extremamente rigorosos que são colados na escolar pública. Ao longo dos últimos anos foram trabalhados diversos projetos na Matemática e na Língua Portuguesa. O existirem turmas heterogéneas e turmas homogéneas tem as suas vantagens. Ou seja, eu defendo as duas opções em simultâneo e até é possível ir mais além. Podemos ter duas turmas com horários idênticos relativamente à Língua Portuguesa e à Matemática (e eventualmente outra disciplina) e dividir estas turmas em 3 níveis (3 professores) somente nestas disciplinas. Em Língua Portuguesa o potêncial de desenvolver a escrita criativa e a autonomia nos bons alunos é ilimitado e o potêncial de trabalhar estratégias específicas para os que têm muitas dificuldades é enorme. No caso da Matemática a situação é exatamente idêntica. E Porquê estas disciplinas? Porque são as que garantem o desenvolvimento de competências específicas e transversais a todas as áreas do saber. Assim, atendemos às diferenças específicas do indivíduo em áreas chave como a Lingua Portuguesa e a Matemática e, ao mesmo tempo, promovemos a integração do indivíduo num grupo heterógeneo, tal como na sociedade, através de turmas heterogéneas nas restantes disciplinas. Em relação a outras componentes como a artística/criativa e a desportiva, já é tempo do Ministério da Educação investir mais em actividades extracurriculares nestas áreas. É assim tão difícil?

  1. Show off.

    • cmba on 31 de Julho de 2015 at 11:06
    • Responder

    Pequenos poderes instalados!

    As escolas com contrato de autonomia podem fazer ajustamentos
    onde lhes apetecer e quando lhe apetecer!

    Esta situação é uma barbaridade para os alunos e ainda vou
    descobrir se também o é para os professores.

    O grave é os país que acham que este tipo de medidas é positiva
    para o desenvolvimento escolar e pessoal do filhos, mesmo que seja à
    margem das diretivas do MEC.

    Como vale tudo… façam-se teste de diagnóstico…

    Criem este tipo de critérios de seleção de alunos.

    Criem estas regras de competição pouco leal entre crianças…

    • sofiasilva on 31 de Julho de 2015 at 11:26
    • Responder

    Então e os exames nacionais, não servem para nada?
    Estes alunos de 7º e 10º, na sua maioria, fizeram os exames de 6º e 9º… para quê testes diagnóstico a estas disciplinas? Seja com que objetivo for… podem obrigar os alunos a irem fazê-los, a 3 e 4 de setembro? Os alunos não podem ser obrigados a comparecer a algo ainda fora do calendário escolar, certo?

    • Lara on 31 de Julho de 2015 at 12:29
    • Responder

    Vantagens: Turmas mais reduzidas, dos alunos que apresentam mais dificuldades; pares pedagógicos (docentes) a várias disciplinas nas turmas de nível que apresentam mais dificuldades, devido a poder-se utilizar o crédito horário que nas escolas com autonomia e teip é alargado; reforço pedagógico, desde o início do ano; aumento do sucesso escolar; Nas turmas onde os alunos apresentam poucas dificuldades ou nenhumas permite o desenvolvimento pedagógico e a consolidação de outros conhecimentos, que numa turma heterogénea, nem sempre é possível.
    Desvantagens: As turmas com os alunos que apresentam poucas dificuldades não convivem com os outros alunos, não aprendem valores fundamentais como a partilha de conhecimento entre pares, tornam-se mais individualistas e egoístas. Boa preparação em termos de conhecimento, má preparação em termos de valores…

    • Paula Gil on 31 de Julho de 2015 at 14:24
    • Responder

    Não há nenhuma preocupação com a qualidade do ensino em Portugal. Estas discussões são apenas desvios de atenção para entreter.

    Já cá faltavam as discussões do que é melhor ou pior para as escolas e para os alunos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    E o que se mantém são os lambe-botas….. Vamos acabar com os lambe-botas nas escolas

    http://profs.pt/direcao-escolar-democracia-ou-ditadura-vamos-acabar-com-os-lambe-botas-nas-escolas/
    **************************************************************

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    São só conversas!

    Pois eu sou das docentes mais qualificadas (e com mais experiência) do ensino não superior público em Portugal e agora o director da minha escola decidiu atribuir-me 8 turmas do 3.º ciclo como se eu tivesse agora 20 anos! E à amiga dele com horário incompleto e no fim da lista graduada e em último escalão na carreira, deu-lhe o meu horário!

    E ao meu cônjuge fez o mesmo e já lhe instaurou dois processos disciplinares, apenas por se queixar que a educadora de infância não tem habilitações para avaliar docentes do ensino secundário (com quase 30 anos de serviço) com mestrado e doutoramento (antes Bolonha) e obra científica publicada!

    Isto é assédio moral e abuso de poder! Não trabalham nem estudam, é só cursinhos no estado paralelo da educação…

      • Lili on 31 de Julho de 2015 at 16:38
      • Responder

      Acho muito bem.. Português e matemática é que importa.. Nem sei porque as restantes disciplinas contam para passar de ano! Ups.. Esqueci- me que, à última da hora, numa reunião final de avaliação (para inglês ver) alunos com negativa a português e matemática acabam por passar com nível 3 a ambas… Baahhh palhaçada

      1. Nível 1 a ambas, colega…

    • Pois on 31 de Julho de 2015 at 17:59
    • Responder

    Quando há falta de competências inventam-se burocracias e pedagogias para encher os olhos dos mais distraídos…

    • Carla Pimenta on 31 de Julho de 2015 at 19:16
    • Responder

    Acho que aqui a questão nem é tanto a organização das turmas, se conseguirem sucesso da maneira como se organizam, ok. A questão é, quem confere competências a uma direção para obrigar os alunos a ir À escola fazer os dois testes antes da abertura do ano letivo?

    • Paula on 2 de Agosto de 2015 at 11:51
    • Responder

    Organizar turmas, como? Estas terão de estar constituídas até 31 de julho. Rentabilizar recursos humanos, talvez. Porém, é uma aberração. Assim como provas finais e PETetices e afins…. rios de dinheiro que se esvai, desgaste dos professores e pouca consolidação de saberes realmente importantes: por exemplo, “aprende a pensar” ou “pensa por ti”.
    Só me vem à cabeça o tema “We don’t need no education”, mas alteraria o refrão «Hei, pseudopoderosos, deixai as crianças em paz»/«No final, os pseudoeducadores são apenas mais um tijolo no muro».

    Sou apenas licenciada em ensino de Português, com muitos anos de trabalho e experiências muito proveitosas para todo o tipo de alunos. Neste momento, sou apenas licenciada em ensino de Português, com vontade de derrubar muitos muros. Este apresentado por Zarco, seria um deles – como encarregada de educação insurgir-me-ia; como profissional, recusar-me-ia a fazê-lo. Olharia à minha volta e avançaria, mesmo sozinha.

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