É Hora de Começarmos a Falar em Concursos

E este vai ser o primeiro post sobre este assunto.

O conteúdo dos vários posts serão apenas a minha opinião pessoal e para isso quero chamar a atenção desde já.

 

Como sabem, está previsto no Decreto-Lei 83-A/2014 um concurso interno intercalar para 2015. Quem segue o blog percebe que parte desse concurso se deve a alguma pressão feita aqui e à petição que deu entrada na manhã do dia 28 de Fevereiro de 2014 que antecedeu o acordo do MEC com a FNE durante a tarde para a realização desse concurso interno intercalar para 2015.

A petição para a realização de um concurso interno em 2014 surgiu tarde e com pouco tempo para a sua preparação, no entanto, haver esse concurso em 2015 terá algumas vantagens, desde que seja um verdadeiro concurso e que as vagas sejam as efetivamente necessárias nas escolas. Dei conta disso na audição na Comissão de Educação, Cultura e Ciência que está registado em áudio.

Para iniciar o tema de uma eventual alteração ao diploma de concursos vou abordar alguns pontos que para mim são essenciais.

  • Em primeiro lugar deve ser garantida a manutenção dos concursos feitos de forma central, porque até hoje é a melhor forma de colocação dos professores;
  • A graduação profissional deve ser seguida em todas as fases dos concursos.
  • O concurso interno/externo deve ter a duração de 2 anos em vez dos 4 anos.

Por enquanto ficarei por estes pontos.

Até hoje os grandes problemas na colocação dos professores deveu-se exclusivamente à tentativa da transferência dessa competência para as escolas, com a municipalização irá haver uma tentação futura de ser feita essa transferência para as autarquias. Está mais que visto que os problemas dos concursos começaram com essa descentralização, fora algumas incompetências técnicas que foram surgindo pelo caminho. A desculpa para essa descentralização da parte do MEC é responsabilizar as escolas, futuramente os municípios, pelas escolhas que fizeram e na procura de melhores resultados escolares com essa transferência. Não há qualquer estudo que confirme que as escolas que escolheram os seus professores passaram a obter melhores resultados por isso.

Admito que as escolas possam ter uma pequena margem na contratação direta, mesmo sem a existência de um concurso público, desde que justificadamente exista a necessidade de um determinado docente para um lugar específico e que essa necessidade seja devidamente justificada e tornada pública. Não faz sentido apenas porque uma escola é TEIP ou tem autonomia que para a disciplina XXX tenha de ser colocado o professor XXX, mas já pode fazer sentido que para a turma XXX deva ser colocado o docente XXX, mas nem todas as turmas precisam do professor XXX. Quando falo numa pequena margem, falo em algo como um máximo de 5% de autonomia para essas decisões das escolas, mas que no fim do ano as escolas tenham de prestar contas pelas decisões que tomaram.

Sobre a graduação profissional já também referi que apesar de ser a melhor forma de ordenação dos candidatos ela pode estar ultrapassada e deve-se encontrar uma nova forma de a calcular. Se a profissão docente é uma das profissões com mais necessidade de qualificação ao longo da vida essa qualificação acrescida deveria entrar no cálculo da graduação. Entendo apenas que a alteração da graduação profissional deve ter em conta estes fatores. Que sentido continua a fazer que seja a classificação da formação inicial e o tempo de serviço os únicos critérios para a calcular (discordo que a avaliação de desempenho continue a ser motivo para a valorização de 1 valor na graduação profissional).

Para além da formação inicial deveria ser considerada na graduação a formação que o docente obtém ao longo dos anos, bem como os graus académicos que obtém. Para exemplificar acho que uma formação de 25 horas na área específica devia valorizar 0,25 na graduação, uma de 50 horas, 0,50 e por aí fora. Uma especialização na área científica devia ser valorizada em 1 valor, um mestrado em 2 ou 3 valores e um doutoramento em 3 ou 4 valores.

No caso de alguns grupos de recrutamento a experiência nesse grupo devia ser majorada em detrimento da experiência noutros grupos de recrutamento. Tudo isto só seria possível se existisse uma aplicação como o e-bio que nunca passou de um projeto e que parece neste momento estar parado.

Ao referir-me a tudo isto incluo nestes novos cálculos os docentes contratados e os docentes dos quadros.

O último ponto em análise hoje é que os concursos internos/externos deixem de ser de 4 em 4 anos e passem a ser de 2 em 2 anos. E quando refiro que esses concurso sejam de dois anos estou também a dizer que num dos anos não exista concurso pura e simplesmente e que ao longo desses dois anos os concursos sejam dinâmicos com a entrada e saída de docentes das listas de ordenação em qualquer altura desse período. Ao serem dinâmicos na ordenação dos candidatos também o deveriam ser na manifestação de preferências. Em qualquer altura por obtenção de uma nova qualificação poderia o docente passar a ingressar a lista de ordenação e manifestar preferência por horários e escolas e quem se encontra colocado ou nas listas de ordenação à espera de colocação podia a qualquer momento modificar as suas preferências.

Com uma solução destas acabava-se com a fase da mobilidade interna que desrespeita o princípio da colocação pela graduação profissional.

Estejam à vontade para criticar estas ideias e para ajudar a construir soluções melhores.

 

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/11/e-hora-de-comecarmos-a-falar-em-concursos/

82 comentários

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    • Bert on 17 de Novembro de 2014 at 17:20
    • Responder

    Concordo em parte com o Arlindo, sou a favor de um modelo de graduação tendo em conta a formação, e que pode eventualmente passar pela ponderação de critérios padronizados. Contudo sou da opinião que os concursos externos devem ser anuais. E quanto à PACC o que acontece? É abolida? É para todos ou para ninguém? Agora os que têm menos de 5 anos de tempo de serviço são dispensados e agora é a vez daqueles candidatos com mais de 5 a 10 anos de tempo de serviço? Gostava de ver…

      • Flor on 19 de Novembro de 2014 at 17:05
      • Responder

      Formação, especialização e mestrado após a
      profissionalização – tudo bem. Mas doutoramento … cautela… Quem fez mestrado antes
      de Bolonha equivale a um doutoramento? E quem tem a licenciatura de cinco anos
      e fez agora um mestrado? (7 anos no total a estudar)? O doutoramento deve ser
      um requisito para dar aulas no ensino superior.

    • PL on 17 de Novembro de 2014 at 17:35
    • Responder

    PACC

    “Crato avança com nova prova de professores
    Fenprof diz que Governo prepara prova em secretismo para dia 20 de dezembro.”
    http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/crato_avanca_com_nova_prova_de_professores.html

    • DSG on 17 de Novembro de 2014 at 17:40
    • Responder

    Arlindo, concordo com tudo, exceto em duas situações:
    a) habilitação base para 2 grupos distintos, p ex., lecionando o docente, consoante a disponibilidade horária, num ou noutro grupo, não deve ser penalizado, ie, n me parece correto penalizar a nível do tempo de serviço qm trabalha consoante a vaga q possui, se tem habilitação e realizou estágio e tem experiência profissional nos dois grupos.
    b) no caso da ed. especial, deve ser mantida a obrigatoriedade de 5 anos de experiência noutro grupo de recrutamento, pois tratando-se de uma especialização, ela resulta da experiência prévia que se tem na docência. Os profs q lecionam Ed especial poderão confirmar se ter experiência profissional prévia é ou n essencial às “novas” funções q exercem.

    • carlos manuel on 17 de Novembro de 2014 at 18:17
    • Responder

    Contratação direta pelas escolas, nem pense nisso! Nem que seja apenas 5%! Neste país isso não é possivel! Voltariamos ao problema da completa falta de transparência, viriam os filhos e afilhados, as cunhas!
    A colocação deve ser feita unica e exclusivamente pela graduação, é o modo mais justo e transparente. Uma formação não substitui a experiência de anos! Se a questão da formação é tão relevante, que os professores contratados tenham que fazer formação todos os anos ou eventualmente ano sim ano não.
    Carlos Manuel

    • Professora Contratada on 17 de Novembro de 2014 at 18:23
    • Responder

    Ó Arlindo, quando entrou para o quadro foi com base numa lista graduada, resultado de uma fórmula que agora considera desadequada, não foi? Espero que, pela coerência, apresente a sua desvinculação e percorra novamente toda a via sacra que os contratados andam a calcorrear e que o Arlindo tão bem conhece. OK, faz o acto de contrição quando diz que esse cálculo se aplicaria também às listas dos efectivos, logo a si próprio, mas não se esqueça que muitas das formações são pagas, que muitos mestrados e doutoramentos implicam aulas em universidades diariamente e que muitos contratados não têm nem tiveram dinheiro nem estabilidade para frequentarem umas e outros, pelo que não podem ser prejudicados com mais uma mudança. E não se esqueça que não podem ser prejudicados aqueles professores que leccionaram alternadamente em GR para os quais são profissionalizados, porque podem tê-lo feito conscientemente para não ficarem desactualizados. Isto de andar constantemente a mudar regras é como o burro e a cenoura. Obrigadinha, caro Arlindo, por ratificar com a sua opinião as ideias da sempre prá-frenteX-FNE e dos nossos amigos da 5/10.

      • LP on 17 de Novembro de 2014 at 19:49
      • Responder

      Concordo com a colega, neste caso o professor Arlindo está a alucinar…

      • Flor on 17 de Novembro de 2014 at 23:12
      • Responder

      Não é preciso muito dinheiro para fazer uma especialização. Existem contratados e com filhos a cargo e conseguem fazer mestrados. O necessário
      é fazer sacrifícios e deixar de gozar umas férias!

        • Luísa Novo on 18 de Novembro de 2014 at 0:14
        • Responder

        E quem já não faz férias porque não pode, vai fazer sacrifício em quê?

      • Arre on 18 de Novembro de 2014 at 13:23
      • Responder

      Marta, concordo em absoluto consigo! Além do mais, as constantes alteraçöes das regras ao concurso säo constrangedoras e propiciam o fenómeno “xico-esperto”…

      A formaçäo ao longo da vida é um bem para quem pode. E näo deveria ser apenas para aquelas formaçöes dos sindicatos e afins, muitas delas sem grande utilidade na prática dos docentes, ou entäo sem o caratér pertinente que se advoga pelas suas necesidades. No meu caso, que sou docente desde 1997, sempre procurei adquirir mais conhecimentos, de acordo com as necesidades com que me deparava. Enquanto educadora fiz um curso intensivo de terapia da fala porque considerava que durante o dia poderia auxiliar esses alunos de uma forma até divertida e informal, sem penalizar os país com poucos recursos. Sempre quis formaçäo na área da educaçäo especial que nessa altura estava vedada para quem näo tinha mais do que 5 anos de serviço no público, logo tive que adiar o “CESE” para muito mais tarde. Lembro que no ano letivo 1997/98 fui colocada em dezembro até 31 de agosto e, no final näo tive direito a subsídio de desemprego!!!!! Consegui colocaçäo no particular e até estive num colégio prestigiado na Maia, que, afinal näo tinha alvará, logo esse tempo nem contou para tempo de serviço..Após pressäo da minha mäe concorri ao público em 2001 e a minha odisseia nunca mais parou..Investi em formaçäo até näo ter mais possibilidade financeira, por um lado, e de tempo, por outro. Tendo um filho pequeno, com problemas de saúde, como seria possível?!?! Ainda que o desejasse, a minha realidade näo o permitia – sou familia monoparental!…

      Acresente-se o facto de tais alteraçöes terem sido efetuadas sem qualquer divulgaçäo por parte dos serviços competentes. Desde o ano 2008, altura em que finalizei a especializaçäo em ed. especial, que era colocada consecutivamente, a 1 de setembro, no grupo 910, durante 5 anos: 2008/09; 2009/10; 2010/11; 2011/12; 2012/13. No fatídico ano letivo 2013 considerei necessário parar um ano e näo concorrer ao 910. Quais os motivos? Para além de vulnerabilidades pessoais, o facto de näo ter mais forças para mudar o contexto profissional em que estava inserida. Os alunos exigem uma postura de constante batalha face aos seus impedimentos motores, cognitivos, emocionais ou sócio culturais. Essa batalha resulta de estratégias que devem ser periódicamente ajustadas e criteriosamente estudadas, no sentido de traçar os meios que permitam a cada um desses alunos chegar mais além. Contudo, para que efetivamente tal se consiga, é necessário o esforço de toda uma equipa..as medalhas só se ganham assim! Quando o contexto de sala de aula é pouco fértil, numa perspetiva de inclusäo, a germinaçäo demora demasiado e quem perde säo esas crianças, que estäo a queimar etápas cruciais na sua vida. Näo há dúvida, as maiores barreiras á participaçäo säo as humanas!

      Perdäo por este desabafo!

      Urge refletir quanto a modelos de clientelizaçäo que poderäo ser potenciados com a tal municipalizaçäo do ensino. Parece-me que a chamada AUTONOMIA das escolas emergiu da necessidade de se contextualizar desenhos e programas curriculares das escolas…porque razäo incluir as contrataçöes de pessoal docente?????

      Porque razäo incluir na graduaçäo as formaçöes que apenas quem Näo tem CONTAS para PAGAR e CONSTANGIMENTOS é que as podem frequentar?

      Porque razäo se insiste em modelos que presenteiam as atividades de fachada, os projetos para “inglês-ver” de alguns docentes do quadro, ao passo que, sub-repticiamente se boicotam os propstos ou executados pelos docentes contratados?

      Como é possível aclamar a INCLUSÄO quando, na prática haja DISCRIMINAÇÄO entre docentes? Querem uma PAC? Que seja para TODOS!

      Se desejam uma prova de ingresso para a profissäo docente atue-se para uma ORDEM dos PROFESSORES.

      Ah, e convenhamos, o diferencial comparativo do vencimento do docente contratado também deveria entrar nestas questöes e ser alvo de reflexäo.

      Para finalizar devo enfatizar a coercível tendência dos sucessivos ministros bagunçarem de tal forma a EDUCAÇÄO como sinónimo de trabalho bem feito e para deixar a sua marca, o que näo se coaduna com o rigor e profissionalismo exigido a quem diretamente intervém na educaçäo. Leva-me a pensar que seria mais pertinente uma Prova de Aptidäo Ministerial, com indicativos das capacidades cognitivas dos mesmos para aferir á cadeira desse ministerio….Bom, divagaçöes!

    • Contributo on 17 de Novembro de 2014 at 18:57
    • Responder

    Obrigado Arlindo por este post, é preciso o debate e vamos ver se este MEC não continua a fazer orelhas mocas.
    Na minha opinião, considero o seguinte:
    – Concordo com o conteúdo dos pontos azuis, embora considere que o mais justo seria a periodicidade anual para ambos;
    – Fim de qualquer concurso externo extraordinário ou entrada direta para os quadros de contratados sem que as mesmas vagas sejam disponibilizadas previamente ao pessoal do quadro;
    – Este próximo concurso não valerá nada se não existirem vagas, isto é, a FNE concordou com ele desconhecendo as vagas (dispensa comentários!!!!). Penso que é importante ajustar os quadros e por isso não basta disponibilizar o mesmo nº de vagas que o CEE do ano passado;
    – Como referiu Casanova, atirando areia para os olhos, os novos vinculados não ultrapassam os do quadro, pois a vaga só se consolida no interno de 2015. Então, considero que os novos vinculados apenas passem a ser ordenados com os atuais quadros (depois de 2015) após obtenção de colocação num concurso interno;
    – Concordo com a não aplicação da descentralização na colocação de docentes, independentemente de ser pela escola ou município. Aliás, não defendo a municipalização;
    – A contratação de escola só poderá acontecer em áreas muito técnicas, nomeadamente nos cursos profissionais ou similares, em que nenhum grupo disciplinar contempla aquela matéria (Ex: enfermeiro, técnico de XXXX;
    – A manutenção do cálculo da graduação profissional tal como está até agora. Não é a formação inicial que habilita profissionalmente um individuo para a docência? Então, é esta que deve ser considerada, acrescida do tempo de serviço no ensino PÚBLICO. As ações de formação profissional, algumas valem o que valem. Se me apetecer frequento uma ação de formação muito técnica, pois há grupos em que isso é possível (até pelas Ordens profissionais que existem), não aplico nada daquilo e subo na graduação. Ex: Prof. A, licenciado em Direito e efetivo no grupo 430, especializa-se em direito do internacional e sobe na graduação. Não aplica nada disto nas disciplinas de direito, economia ou sociologia, já para não falar nas de contabilidade e administração que apesar de pertencer a este grupo não as pode lecionar e ultrapassa outros colegas injustamente. Cientificamente o que mais vale: uma licenciatura pré-bolonha ou um mestrado pós-bolonha???? Será que não iremos assistir à corrida de mestrados e doutoramentos, sobretudo em privadas, com notas finais de 20 valores, à semelhança do que acontece com a especialização em ensino especial? Também não concordo com a valorização da experiência num grupo em detrimento de outro. Ex: Prof B com habilitação para o 300 e 320, nos últimos 5 anos tem conseguido horário no 300, fica prejudicado no 320? É menos profissional, neste grupo? E o que dizer do Prof C habilitado para o 500, mas há 10 anos a lecionar apenas no básico, se concorrer para uma secundária, também deve ser penalizado (já que não pega no 12º ano, há 10 anos!!!!). Acho que uma alteração da GP poderá trazer mais injustiça do que a manutenção do que está. Talvez concordasse com um bónus na graduação se a obtenção de um novo grau produzisse, de forma concreta e possível de avaliar por um júri credível de reconhecido mérito, uma grande melhoria/inovação no processo ensino aprendizagem em determinado contexto que pudesse constituir uma boa prática a difundir. A quem é que isto interessa? A uma percentagem baixa de novos pós-bolonha que nem pertencem ao quadro? O único grupo onde considero que deveria existir experiência anterior é o do ensino especial. Porque não tem estágio pedagógico?? Fazer estágio em Português ou matemática não tem nada a ver com trabalhar com meninos autistas ou outra necessidade especial.

    • fartinhadisto on 17 de Novembro de 2014 at 19:23
    • Responder

    Arlindo é preciso ver alguns pormenores:

    -a experiencia n pode perder a sua importancia no calculo da graduação. já viu se era contratado e apenas c Licenciatura e os professores principiantes passarem-lhe à frente pq hoje no curso de ensino sai~se c mestrado? n ia gostar tal como eu n gosto nada de ver os menos graduados q eu serem coocados e eu ainda em casa, c 2 filhos p criar. Por isso discordo c essa ideia de desvaloriar o tempo de serviço.

    -Discordo c a ideia de dar mais pontos a quem tem mestrado, pq hoje em dia sai-se da universidade c mestrado e n saem melhor preparados q os da antiga licenciatura, o q m parece até equivalente. Para além disso para tirarmos mestrado temos de pagar caro e n temos estabiliadade p tal.

    -Eu dava um ponto a quem TIROU O CURSO NUMA UNIVERDADE PÚBLICA, POIS QUEM ENTROU PARA UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA FOI BOM ALUNO E N COMPROU O CURSO.
    -Tb dava prioridade, pr exemplo no 1.º ciclo aos docentes q fieram formação no Curso de 1.º ciclo. Nos outros grupos igual (dar a César o q é de César).
    -colocação atraves de lista graduada.
    -fim de bce, nada de municipalizações

    – acabar c todos os concursos sem vagas, feitos só p iludir os docentes.

    -vinculação automática ao fim de 5 anos certos de serviço.
    Obrigada

      • Prof on 17 de Novembro de 2014 at 19:34
      • Responder

      Estou inteiramente de acordo consigo. Quem estudou e foi para o Ensino Público tem que ser valorizado em detrimento do Ensino Privado onde cada vez mais está demonstrado que bastam os €€€ para obter um curso.

        • Alves on 17 de Novembro de 2014 at 21:45
        • Responder

        Nem todas as privadas são iguais. Isso é mania das grandezas. E há muitas ESEs cujas notas são bem inflacionadas.

        • Berth on 18 de Novembro de 2014 at 0:20
        • Responder

        Concordo porque se o Estado fez um investimento público ao financiar as instituições Superiores Públicas para que estas, formem os professores, então faz sentido que contrate primeiro os professores formados no Ensino Público pois quererá ver o seu investimento a ser bem utilizado. Por isso é sensato empregar primeiro os professores em que o Estado contribuiu com dinheiro dos contribuintes para suas formações e não colocar aquele que vem de uma privada que nada tem haver com o Estado à frente daquele que se formou no ensino público ou mandá-lo para o desemprego deitando “fora” o investimento que fez nestes professores.

          • Arre on 18 de Novembro de 2014 at 13:37

          Querida! A formaçäo de médicos fica muitíssimo mais cara ao estado e estes candidatam-se sem constrangimentos.. Porque o deveria ser com os docentes? Como é possível insistir na DISCRIMINAÇÄO? Como é possível haver esta rivalidade täo acentuada entre profissionais da mesma classe? ACORDEM!

          • fartinhadisto on 18 de Novembro de 2014 at 19:31

          Minha cara, n quero dividir a classe docente mal me mim se o pretendesse fazer. Mas quem n tem capacidade nem competencia para conquistar um curso numa UNiversidade Pública, n há-de reinar na vida profissional, quer se trate de docente, quer de médico, quer de enfermeiro, seja lá qual for a profissão.
          Por mim até acabavam as Universidades Particulares que n passam de um negócio ao qual só os ricos têm acesso. N se ofenda, são opiniões. E tendo em conta q temos um ministerio tão aflito em selecionar os bons professores…parece-me que era aqui um bom princípio.

          • Professora Contratada on 19 de Novembro de 2014 at 16:39

          (…) e não colocar aquele que vem de uma privada que nada tem HAVER com o Estado”

          O pessoal que saiu da minha “privada” não dá calinadas destas… Acho que você deveria ser colocado(a) à frente de todos os outros, pelo menos no grupo do APA a Português.

          • Berth on 20 de Novembro de 2014 at 0:38

          Mas lá por isso posso ser mais explícita: O Estado investiu para formar os seus professores e aquando dos concursos públicos -PÚBLICO-, é natural que estes professores formados no Ensino Público tenham prioridade sobre os outros que de livre vontade, frequentaram o Ensino Privado onde se paga propinas avultadas daí obterem reconhecimento pela instituição através das notas e assim terem a “vidinha” um pouco mais facilitada…fui clara?

          • Berth on 20 de Novembro de 2014 at 0:43

          Além de que, se há oferta de cursos nas universidades públicas, não se percebe a razão de muitos optarem por frequentar o Ensino Privado para depois concorrer para dar aulas no Ensino Público. No mínimo ridículo.

          • Berth on 20 de Novembro de 2014 at 0:45

          oops….”a razão”… já todos sabemos porquê….

        • arre on 18 de Novembro de 2014 at 13:33
        • Responder

        É talvez por isso que o pessoal que fez o Complemento de Formaçäo na ESE tem notas bem altas, comparativamente a quem o fez na privada?Ir por aí é contra producente..

      • Flor on 17 de Novembro de 2014 at 23:18
      • Responder

      Concordo que só devem valer as especializações e os mestrados realizados depois da
      obtenção da profissionalização.

        • Pakimoto on 18 de Novembro de 2014 at 0:05
        • Responder

        Em muitos países Europeus, como no caso de França, para poder ensinar é preciso ter mestrado,- Mestrado em ensino de…-, e só esta graduação é que conta pois quem tem mestrado é que tem legitimidade para se intitular de professor e dar aulas e não é um suplemento de graduação. Talvez seja pertinente rever esta situação com uma nova Lei que não contemple apenas pessoas com licenciaturas nas mais variáveis áreas que nada têm haver com área da Educação e dão aulas disto e daquilo, pois nessa altura por escassez de professores muitos candidatos foram aglutinados para “desenrascar” o sistema educativo, e claro foram para o Ensino porque não tinham emprego nas suas áreas.

          • anonimo idem on 18 de Novembro de 2014 at 21:13

          1.º França não é exemplo no que toca ao sistema educativo;

          2.º Só exigem mestrados os países onde não existem cursos (licenciaturas) via ensino. E nem é preciso ir para frança. Ali ao lado é assim.

      • azoresgov on 18 de Novembro de 2014 at 11:33
      • Responder

      Olá, a questão da vinculação automática ao fim de 5 anos de serviço apesar de polémica estou completamente de acordo, tem mesmo que existir uma norma travão para que não se eternize a situação dos professores com contrato a termo.
      O Arlindo no passado já publicou uma lista dos professores que reúnem estas condições e são muito poucos os docentes que apenas têm 5 anos de tempo de serviço, penso que a média anda mesmo nos 10 anos (logo privilegia quem sempre arriscou e concorreu para todo o país e trabalhou sempre no ensino público). Neste sentido, penso que na maioria dos casos cai por terra o argumento de muitos colegas que não reúnem as condições de vincular e que estão melhor posicionados que argumentam que esta lei foi fabricada por quem tem renovações em escolas TEIP (atenção que não é o meu caso);

      Ao contrário dos 2 últimos concursos extraordinários este privilegia quem sempre trabalhou no público;
      Quem refere que apenas os sortudos das renovações estão em condições de aceder a esta vinculação, será bom referir que no ano letivo passado o concurso foi geral e praticamente ninguém teve direito a renovar;
      Para que haja mais justiça, sou de opinião que seja dada a possibilidade de todos os colegas que nos últimos 5 anos tiveram sempre horário completo e anual mesmo que não tenha sido a 1 de Setembro de também abrirem vaga no se grupo de recrutamento.

      Qual a tua opinião Arlindo já que não abordaste este tema neste teu 1º post dos concursos?

      • intrusa on 19 de Novembro de 2014 at 16:36
      • Responder

      O debate tem de ser sério e profundo… quando dizem que os mestrados são caros etc também é válido para outras situações. Eu entrei no público e no privado, mas preferi o curso na Católica, mesmo pagando, porque indo para fora da minha cidade ficava financeiramente mais caro e os professores eram praticamente os mesmo da FLUP. Mais tarde tirei aí o mestrado antes de Bolonha e nunca contou para nada. O investimento académico deve ser valorizado, não só a antiguidade…. e a Avaliação de Desempenho tb, mas uma avaliação verdadeira… esta não serve o mérito!!! Dava um debate profundo… mas prefiro a graduação, um único concurso à BCE/OE… aí concordo consigo! Há 18 anos…. estou cansada de tanta desunião, por isso é que fazem de nós o que querem….

    • fartinhadisto on 17 de Novembro de 2014 at 19:31
    • Responder

    Rezo tdos dos dias p uma mudança. Temos um país de tal forma obsecado pelo dinheiro, interesses e mais dinheiro, que ninguém para para pensar q é preciso uma mudança, é preciso respeitar a escola, os alunos e os encarregados de educação e professores realmente interessados na pratica pedagógica. Estão todos envolvidos neste ciclo viciado do dinheiro, interesses, conquista de lugares através de empenhos e dinheiro que, sindicatos, professores, ministerio, diretores das escolas, presidentes de câmaras, etcetcetc, inventam leis, meios de baralhar as colocações, inventam concursos, formulas estúpidas para calcular graduações, subcriterios…. Assim se destruiu um país…

    • Prof on 17 de Novembro de 2014 at 19:36
    • Responder

    Isso das pós-graduações, mestrados e doutoramentos tinha que ser muito bem definido. Conheço um colega de matemática que tem doutoramento na área da cultura… Será que é relevante?

      • anonimo idem on 18 de Novembro de 2014 at 21:14
      • Responder

      Relevante é sempre. Se interessa, objectivamente, para a disciplina em questão… creio que não.

    • cc on 17 de Novembro de 2014 at 19:46
    • Responder

    CONCURSO contemplando somente a graduação profissional, lista graduada…mesmo que se venha concretizar o processo municipalização da educação, as câmaras, têm que se reger por este principio, caso contrário vai ser o caos total… Não esquecer aqueles professores que lecionaram alternadamente em diferentes grupos disciplinares para os quais são profissionalizados, pois nunca devem ser prejudicados. Estiveram a trabalhar sempre para a mesma empresa e sempre com o mesmo cargo: PROFESSOR

    • José on 17 de Novembro de 2014 at 20:07
    • Responder

    Olá Arlindo: Talvez sem que te dês conta, manifestas uma
    opinião de burocrata da educação, o que não defendo. Pois então, ganhar
    valores na graduação profissional por umas formações quantas delas de valor
    duvidoso! Bons tempos aqueles em que os professores podiam cuidar da sua
    formação, sem perder tempo com a burocracia. Um exemplo: Coitado do professor
    de Filosofia Vergílio Ferreira se, em vez de escrever a sua obra tivesse que
    fazer ações de formação!!, para não deixar de ser professor.

      • arre on 18 de Novembro de 2014 at 14:07
      • Responder

      LOOOOOOOOOOOL!
      Mesmo!

    • Ricardo on 17 de Novembro de 2014 at 20:21
    • Responder

    Arlindo, achas que um professor como tu, que vive entre Porto, Maia, Vila do Conde, Braga, cidades com centros de formação ativos não seria beneficiado relativamente a um professor de Mogadouro, Cinfães, Caranguejeira??? Tu tens a formação ao pé, muita e na tua área e os outros. Era bonito ver os colegas a fazer 500h de formação, aumentar 5 valores à graduação… E as aulas quem as dava??? Essa proposta compreendia se viesse da cabeça do Crato…

      • Alves on 17 de Novembro de 2014 at 21:46
      • Responder

      Há muitas formações feitas à distancia.

        • Sandra on 18 de Novembro de 2014 at 17:58
        • Responder

        Pois há e todos sabemos para que servem a maioria delas…

        • anonimo idem on 18 de Novembro de 2014 at 21:15
        • Responder

        E por norma são uma bosta.

          • a proxima on 18 de Novembro de 2014 at 21:46

          Quem tem de decidir se são uma bosta é o ME. Quem tem de decidir se as deve frequentar ou não é cada um de nós. E por acaso acho a generalização um pouco excessiva.

          • anonimo idem on 23 de Novembro de 2014 at 17:15

          o ME? o ME sabe lá os moldes em que são realizadas; o rigor científico; a pertinência das mesmas; a adequação para o grupo de profissionalização dos formandos; o interesse para o dia a dia de determinado professor/a; …?
          Esse tal “ME” nem sabe, nem tem de saber.
          E sim, a maioria são para encher chouriços.
          Facilmente apresento factos que fundamentam esta “generalização excessiva”. Se os quiser, apresente aqui uma forma de a contactar.

        • Arod on 19 de Novembro de 2014 at 1:32
        • Responder

        Eu também já fiz formações à distância e adorei!

          • anonimo idem on 23 de Novembro de 2014 at 17:12

          Sim, são um espectáculo!

    • Coitratado on 17 de Novembro de 2014 at 21:11
    • Responder

    Em relação à graduação alguns colegas já referiram e muito bem na injustiça que se iria criar se beneficiássemos aqueles que possuem mestrados e doutoramentos, infelizmente nem todos nasceram com o rabinho virado para a lua, estamos a falar em formações com custos avultados, na ordem de vários milhares de euros! E na situação em que os contratados se encontram atualmente ñ seria pedir demais?!

    • JN_500 on 17 de Novembro de 2014 at 21:32
    • Responder

    Arlindo,

    aqui fica o meu contributo:

    Princípio 1: Concurso único para professores contratados;

    Princípio 2: Calendarização de todas as fases “concursais” com as 1ªs colocações a acontecerem na última semana de agosto;

    Princípio 4: Possibilidade de “melhoria” da forma de ordenar os professores com inclusão de outras variáveis;

    Princípio 5: Transparência e publicitação das listas de ordenação e colocação de todos os candidatos;

    Princípio 6: Validação prévia de todos os dados dos candidatos;

    Princípio 7: Colocações únicas através de lista ordenada e ordem de preferência;

    Princípio 8: Colocações anuais para professores contratados e de dois em dois anos para Quadros.

    Princípio 9: Maior celeridade nas colocações.

    Operacionalização:

    1. As escolas deveriam usufruir da possibilidade de introduzir outras variáveis na
    seleção de professores, além da graduação profissional. Sei que é polémico, mas
    a nota de curso é um critério tão relativo quanto muito outros. Daí que faça
    sentido incluir outras variáveis (como por exemplo, formações complementares;
    avaliação de desempenho (se valesse alguma coisa), experiência profissional),
    até como forma de estimular os candidatos a investirem no seu currículo e
    formação. Agora, tais variáveis deveriam ser comuns a todas as escolas, constituindo-se
    em critérios objetivos, de fácil validação e num número nunca superior a 5.

    2. Cada escola, em tempo útil, deveria definir para cada grupo disciplinar os critérios
    (daqueles 5) e ponderações que achasse mais adequados (até poderiam optar
    exclusivamente por não incluir nenhum outro critério), onde a graduação
    profissional deveria ter uma ponderação maioritária.

    3. Os professores candidatos sujeitar-se-iam a um único concurso de recrutamento, dividido
    em duas fases: primeira, por volta do mês de maio, onde indicariam os seus
    dados, assim como o preenchimento dos 5 critérios gerais definidos para a
    seleção de professores; segunda fase, por volta do mês de junho, manifestação
    ordenada das preferências por escolas (onde estaria patente os critérios e
    ponderações utilizadas em cada escola p/grupo de recrutamento) e tipos de
    horários, independentemente de serem escolas TEIP, com autonomia ou “normais”.

    4. As escolas, entre a 1ª e 2ª fases de candidatura validariam os dados dos professores assim como o preenchimento dos critérios.

    5. A DGAE publicaria, ainda durante o mês de junho, uma lista provisória de ordenação de professores pela graduação profissional, por grupo de recrutamento, onde ficasse também patente as respostas dos candidatos aos 5 subcritérios.

    6. As escolas, por volta dos meados de agosto, indicariam as necessidades de horários
    à DGAE de forma que esta, no fim de Agosto, em data previamente definida e
    anunciada, publicasse as listas de colocação dos professores de acordo com as
    preferências e ordenação de todos os candidatos.

    7. As colocações seriam feitas por um processo semelhante ao da colocação de alunos
    no ensino superior (onde existem diferentes critérios para cada curso e onde,
    mesmo assim, é possível definir uma ordenação e colocar segundo as preferências
    de cada candidato):

    8. O tempo para aceitação das colocações deveriam ser diminuídos, e aumentadas as
    penalizações por não aceitação de uma colocação;

    9. Todas as colocações subsequentes deveriam ser feitas através da modalidade das
    reservas de recrutamento, respeitando a ordem de preferências dos candidatos;

    10. As reservas de recrutamento deveriam acontecer com uma frequência que garantisse
    uma celeridade do processo de recrutamento.

    • Alves on 17 de Novembro de 2014 at 21:48
    • Responder

    Eu concordo com o Arlindo. Mesmo na questão das formações. Em qualquer profissão um profissional tem de se atualizar, e tem de pagar. Há muitas formações à distância que podem ser feitas em qualquer parte do Mundo.
    Mas também acho que as formações iniciais e contínuas deveriam levar uma limpeza

      • Ricardo on 18 de Novembro de 2014 at 8:44
      • Responder

      Deves estar ligado a algum centro de formação…. parece que estás a fazer um peditório…
      Concordo que as formações iniciais estão a precisar de uma limpeza. E as formações? Que basta passar o cheque, ter a assiduidade e é um 10 para toda a gente. Não brinquem com o dinheiro dos professores que já gastam muito na estrada e portagens para lecionar.
      Mas com isto, não estou a dizer que a formação não é importante e essencial. Há é muita porcaria por ai, que devia ser filtrada superiormente, para depois não virem fazer PACCs às formações que fazemos…

        • Alves on 18 de Novembro de 2014 at 13:36
        • Responder

        Olá Ricardo. Por acaso não estou ligado a nenhum centro de formação. Mas moro fora de uma grande cidade e já fiz 3 pós-graduações e um mestrado. Todos à minha custa, uns no privado e outros no público e nenhum no ISCIA …:-)

          • Ricardo on 18 de Novembro de 2014 at 17:17

          Pois, acredito! Eu também moro fora. Para além da licenciatura em 98 já fiz um mestrado recentemente. Fiz, também, um filho na minha mulher 🙂 e quero ter dinheiro para ter outro!!! No fundo, e para terminar este ping-pong, não vejo para que serve a maioria das formações que existem hoje em dia. Para além disso, dou-te um exemplo que poderás comprovar. Estava à procura de formação para a minha mulher e como não existe na área dela (línguas), pesquisei Gestão de Conflitos (mais ou menos isto). Encontrei no SIPE, esta formação de 25h. Preços: Barcelos 50 euros, Póvoa de Varzim 60 euros, Porto 100 euros. Basta ir ao site e poderás comprovar o que estou a dizer. Isto, para não sócios e formadores diferentes. A formação é uma mama para muita gente e o que sai dali é muito pouca coisa.
          Quanto ao ISCIA, que deve ser um instituto, não o conheço! Mas pela apreciação negativa que fizeste, deixa-me dizer-te uma coisa. Não é a instituição que faz o profissional…

          • alves on 18 de Novembro de 2014 at 21:49

          Eu já paguei uma vez 100 euros por uma formação à distância. E bem me custou. Mas quando me referia a formações era mais a pós-graduações.
          E parabéns pelo filho. Fazes bem em ter outro. Eu tenho 3 e tenho pena de não ser mais novo!

      • anonimo idem on 18 de Novembro de 2014 at 21:16
      • Responder

      Pós graduações? 😀

      Mestrados à distância? Quê… tipo UA? eh eh eh

        • alves on 18 de Novembro de 2014 at 21:50
        • Responder

        ih! ih ! ih!

        • canonizado on 18 de Novembro de 2014 at 23:44
        • Responder

        ah ah ah mesmo verdade e aquelas licenciaturas à distância nas mais diversas áreas como por exemplo em artes visuais estou a imaginar como fizeram os trabalhos práticos talvez nem saibam desenhar uma linha,e não foi só na UA há outras até no estrangeiro e obtiveram reconhecimento, no mínimo ridículo.

        • Arod on 19 de Novembro de 2014 at 1:42
        • Responder

        O colega parece rir-se do que desconhece!

          • Ana G on 19 de Novembro de 2014 at 22:23

          É claro que não conhece. E por isso ri-se. Mas deve ser daqueles colegas que acha que o curso dele é que é muito melhor do que os outros. Na verdade todos sabemos que há cursos presenciais e à distância que não valem nada. E outros, quer presenciais quer à distância que são excelentes. O mesmo com as privadas, com as Universidades e Politécnicos. As generalizações são sempre abusivas

          • anonimo idem on 23 de Novembro de 2014 at 17:25

          Não há ainda nada que possa ser comparado com o presencial no que toca ao ensino. PONTO.

          Se os há bons ou maus nas duas vertentes, isso já é uma Lapalissada.

          Se conheço? Conheço.

          Se o meu curso é melhor do que o dos outros? SÃO. Basta serem meus. Mas isso nem é chamado para o caso em questão.

          Aqui ninguêm está a generalizar (lá está você). O presencial é, ainda, o melhor método para transmitir conhecimentos ou, se preferir, ensinar.

          E não sou eu que o digo, nem estou a reinventar a roda.

    • PT_M on 17 de Novembro de 2014 at 21:49
    • Responder

    Boa noite

    Gostaria de felicitar o Arlindo pelo seu valioso trabalho e, em particular, pela colocação deste post sobre um dos aspetos que, na minha opinião, necessita urgentemente de reflexão e reformulação… a seleção dos professores.

    Concordo com praticamente tudo o que defende, em particular, com a valorização dos mestrados e doutoramentos que, caso se considerem as formações contínuas (tenho
    dúvidas sobre esta inclusão, preocupa-me mais a qualidade da formação do que a quantidade) deverão ter um peso muito superior a estas. Claro que os licenciados pré-bolonha (é o meu caso) seriam prejudicados, uma forma de contornar a situação seria considerar apenas os
    graus obtidos após a formação inicial (5 anos de ensino superior).

    Relativamente ao tempo de serviço penso que aquele que não é prestado no grupo a que se
    candidata não deve ser considerado ou, quando muito, ser considerado da mesma
    forma que o tempo de serviço antes da profissionalização (ponderação 0,5). Por
    exemplo, no grupo 350-Espanhol (não é o meu) muitos dos melhor colocados têm
    pouquíssima experiência a lecionar no grupo, são estes os melhores candidatos?
    Não me parece.

    Acrescentaria dois aspectos aos que referiu:
    1) Ponderação da instituição de ensino em que foi realizada a formação inicial e as
    subsequentes (mestrado, doutoramento) de acordo com os rankings internacionais
    das instituições de ensino superior. Não consigo perceber como é que o estado não
    se preocupa em saber onde é que os que contrata se formaram. Parece-me evidente
    que os melhor preparados são os que frequentaram as melhores instituições. Muitas
    vezes têm classificações de curso inferiores aos outros dada a leviandade com
    que as avaliações são feitas no privado, nos politécnicos e em algumas
    universidades onde a exigência é mínima.

    2) Tendo em consideração o que referi no ponto anterior e por uma questão de igualdade e maior justiça que todos os contratados tenham que realizar a PACC (o modelo pode ser discutido) e que a classificação obtida seja um dos fatores de ponderação na ordenação dos
    candidatos.

    Se o objetivo for um ensino público de qualidade há que procurar que sejam seleccionados os melhores candidatos, infelizmente muitos, incluindo algumas organizações sindicais, nada têm feito por isso.

    Cumprimentos,
    PT

    • Luísa Novo on 17 de Novembro de 2014 at 22:13
    • Responder

    E quem não tem dinheiro para pagar mestrados e doutoramentos, ou não os tem ao lado de casa? E nas casas onde há dois professores contratados há mais de 10 anos, com 2 filhos, e que sobrevivem há 3 anos com horas de aecs, e não têm pais para lhes pagar os mestrados/doutoramentos, pois já lhes pagam algumas das contas no final do mês?

      • Arod on 19 de Novembro de 2014 at 1:21
      • Responder

      As outras pessoas não têm culpa dos seus encargos. Se não pode, não pode!

    • M on 17 de Novembro de 2014 at 23:07
    • Responder

    Na minha opinião o concurso interno tem de ter obrigatoriamente a mesma periodicidade que o externo e ser prévio àquele. O ideal era ser anual, mas se passar de 2 em 2 anos, até se aceitava, pois quadros são quadros e devem ir todos a concurso (quem pretender mudar ou ingressar). A contratação terá de ser anual, acabar com bce´s, renovações, ofertas de escola, subcritérios, rescisões para novas aceitações, municipalizações e afins. Um professor contratado deverá manifestar as suas preferências para o ano letivo (horários completos, temporários, incompletos, escolas, etc.), só podendo ser colocado no máximo numa vaga e caso não a aceite ficará impedido de lecionar no ensino público nesse ano letivo. Reservas de recrutamento até final do ano letivo. Não concordo com o facto de a qualquer momento se alterarem preferências. Temos todos mais que fazer e as escolas não podem andar a validar dados constantemente.

    Não entendi como pretende acabar com a MI com colocações bienais! No ano 1, depois do interno/externo segue-se o quê?Nem toda a gente que concorreu ao interno pretende manter-se em concurso. Como é que vai colocar os que pretendem destacamento para mais perto, qzp´s e horários-zero? Sugiro que faça um post só para a MI. E no ano 2?

    Outro aspeto muito importante é: o que vai o MEC fazer para ajustar os quadros de modo a evitar a aplicação da requalificação????? Em que medida o interno de 2015 vai resolver isto.

    A graduação profissional deve manter-se como está. Quem está nos quadros, luta por ter componente letiva e ficar perto de casa. Em tempos, a obtenção de novos graus refletia-se, e bem, na progressão que infelizmente está arquivada. Quem não está nos quadros, luta para ter emprego e ter dinheiro para criar os filhos ou pagar a casa e não para derreter milhares em mestrados para depois ainda cair no desemprego. Este MEC criou coisas muito negativas na legislação como bce´s, concursos extraordinários sem internos, colocações tardias, confusão total e é nisto que devemos tentar eliminar e não a graduação profissional que não sendo o melhor do mundo ainda é o que é mais justo. Quem é que está a pressionar para serem valorizados os mestrados e doutoramentos? São os recém-licenciados, não são?Pois é a única maneira de conseguirem trabalhar…Os pais ou avós pagam-lhes estes estudos para não ficarem em casa sem fazerem nada e agora pressionam. Em termos relativos qual é o peso desta nova geração que consegue ir dando umas horitas (2 ou 3%). Haja paciência!!!!!!!! Ou então são as universidades/politécnicos para ver se arranjam mais uns trocos!!!!!!!

      • PT_M on 17 de Novembro de 2014 at 23:40
      • Responder

      Quem é que está a pressionar para serem valorizados os mestrados e doutoramentos? Aqueles que pretendem um ensino publico de qualidade em que os melhores, os mais qualificados, são os escolhidos para educar as gerações futuras. Só os mestrados e doutoramentos após a profissionalização devem ser valorizados para que os pré-bolonha não sejam prejudicados.

      Se é professor(a) e não valoriza a formação como é que incentiva os seus alunos a estudar?

        • M on 18 de Novembro de 2014 at 10:52
        • Responder

        Eu valorizo a formação, não fosse eu professor com, neste ano letivo, 5 níveis diferentes (o que não difere dos anteriores), todos em disciplinas dos cursos profissionais numa escola secundária pública não tendo manual para nenhuma delas. Ao contrário do que foi dito noutro comentário, eu não faço sempre a mesma coisa, pois em cada ano tenho cursos diferentes para lecionar. Todos os anos realizo as formações profissionais que consigo e gasto uns quantos euros na aquisição de livros e outros manuais. Tenho obrigatoriamente que me atualizar de forma constante dado o grupo de recrutamento a que pertenço. Gostaria muito de ter, como alguns colegas, 4 ou 5 turmas de um determinado ano de escolaridade do ensino regular (1 nível) com uns quantos manuais e materiais preparados pelas editoras. Defendo apenas que não pode ser a obtenção de um mestrado ou doutoramento o suficiente para mexer na graduação, privilegiando uma % mínima de pessoas que provavelmente não conseguirão produzir alterações significativas no processo ensino-aprendizagem. Os recém-formados são mestres dado o processo de bolonha que para mim estão ao mesmo nível das ex-licenciaturas antes de bolonha. Qualquer formação posterior deverá refletir-se na avaliação/progressão dos docentes e não na graduação. Estamos a ver mal as coisas. Temos de exigir concursos anuais para todos com ordenações e colocações pela graduação profissional de forma atempada, transparente, sem confusões e sem experimentalismos e deixar ficar o que tem corrido bem até agora e é justa – Graduação profissional. Por exemplo quem é que orienta estágios??? Poderia ser quem para além de licenciado em ensino de…também fosse mestre ou doutor em supervisão pedagógica. Quem é que pode ser Coordenador de departamento e supervisionar e avaliar o trabalho dos outros colegas que têm a mesma formação? Basta ser licenciado em ensino de…? Quem é que pode fazer parte de uma direção de uma escola ou do conselho administrativo? Basta ser licenciado em ensino de…ter x anos de serviço, ou ser eleito, convidado??? Têm alguma formação em Gestão, Administração, Contabilidade Pública, etc. Exijam-se determinadas habilitações para determinados cargos. Isso sim, e deixem a graduação profissional da mão.

          • Flor on 19 de Novembro de 2014 at 16:04

          Então, pela sua lógica um
          docente contratado como ainda não ingressou na carreira não pode usar a
          formação e ou especialização … para progredir. Assim, nada lhe serve fazer
          formação complementar à formação profissional.

        • arre on 18 de Novembro de 2014 at 14:03
        • Responder

        Permita-me que o elucide: os profissionais, seja de que área for, aqueles que procuram ser realmente excelentes, antes de procurarem formaçäo formal, dispendem tempo, muito do seu tempo, fora de horas, na busca incessante sobre temas pertinentes para o seu ofício. Procuram investigar, indagar outras formas de atuaçäo, outros modelos, novas descobertas, enfim, säo auto-didatas, desprendidos de títulos académicos MAS com uma constante renovada BAGAGEM profissional. Assim que encontram capacidade financeira, de tempo e a formaçäo realmente pertinente para evoluir no sentido em que deseja, asseguro-lhe que avança orgulhoso das dificuldades que vai encontrar.
        Para os mais elucidados devo acrescentar que a maioria dos cursos existentes näo traz grandes conquistas para a prática pedagógica dos docentes, salvo raras exceçöes, algumas das quais nem entram para a equaçäo…
        Para um ensino de qualidade urge desenvolver capacidades de destreza emocional, de aprimorar a sensibilidade de todos os intervenientes para que o trilho se faça com dignidade e respeito para todos e por todos.
        Incentivar os alunos a estudar? Sabe o que é estudar? Estudar é descobrir! O que é necessário é que docentes, pais, coordenadores de departamentos, diretores, enfim, todos os intervenientes instiguém á descoberta…valorizem o saber mais, descobrir mais…e o caminho é por aí! Tal como os números para a matemática, as posibilidades säo infinitas..Pense nisso.

    • Coitratado on 17 de Novembro de 2014 at 23:43
    • Responder

    Para variar cada um defende as ideias espatafúrdias que mais lhes convém de forma a tentar garantir uma posição confortavel no meio deste caos, neste momento reina a lei do salve-se quem puder!

      • arre on 18 de Novembro de 2014 at 14:05
      • Responder

      Lol! Verdade! Tb soi “coitratada” 🙂

      • a on 18 de Novembro de 2014 at 21:51
      • Responder

      E depois há os que nada acrescentam!!!

    • manuela on 18 de Novembro de 2014 at 8:24
    • Responder

    Posso ter andado a dormir mas penso que isto « …discordo que a avaliação de desempenho continue a ser motivo para a valorização de 1 valor na graduação profissional…» já não acontece. Estou certa?

    Não sei até que ponto

    « Para além da formação inicial deveria ser considerada na graduação a formação que o docente obtém ao longo dos anos, bem como os graus académicos que obtém. Para exemplificar acho que uma formação de 25 horas na área específica devia valorizar 0,25 na graduação, uma de 50 horas, 0,50 e por aí fora. Uma especialização na área científica devia ser valorizada em 1 valor, um mestrado em 2 ou 3 valores e um doutoramento em 3 ou 4 valores.»

    faz de um Bom Professor um Professor Melhor…todos sabemos que se fazem muitas vezes formações só por fazer e completamente inúteis…quanto aos mestrados e doutoramentos, sim, como realização pessoal, mas será realmente justo que estes determinem o Mau do Bom Professor e este do Melhor Professor? Não me parece…o que me parece é que o que faz o Professor é a dedicação e a experiência ao longo dos anos!

      • fartinhadisto on 18 de Novembro de 2014 at 19:47
      • Responder

      PARABÉNS…CONCORDO CONSIGO.

    • MrPresident on 18 de Novembro de 2014 at 8:42
    • Responder

    Há tanta coisa que escapa à graduação: Fazer todos os anos a mesma coisa, independentemente dos alunos, não é experiência. 😉
    Acho que muitos professores confundem a injustiça que é não efetivarem quando já deviam ter efetivado com a justiça que é ser colocado um professor com o perfil indicado para determinada escola ou turma, independentemente de ter 5 ou 10 anos de experiência.

      • Paulo on 18 de Novembro de 2014 at 9:53
      • Responder

      É incrível como as pessoas definem critérios apenas a olhar para o seu umbigo. Os mestrados são importantes, mas a avaliação não. Mestrados duvidosos, que em nada definem a qualidade do professor. A avaliação pelo menos reflete a atividade docente. Atenção não concordo com nenhuma destas majorações, apenas fiz um paralelo, até que ponto isto interessa ou vai melhorar a qualidade do ensino. O Arlindo apenas está a puxar o rabo à sua sardinha. Anda aflito com a ausência da componente letiva de que tem sido vítima. Então tenta arranjar uns critérios que lhe sirvam.

        • M on 18 de Novembro de 2014 at 11:14
        • Responder

        Pois, eu acho que os critérios para ir à MI, também deveriam ser revistos. No caso, do Arlindo, se bem percebi daquilo que ele relatou neste blog, apesar de ter horário-zero no GR240, poderia ter ficado no seu agrupamento no 1º ciclo, onde ficaram outros colegas menos graduados, mas teve de mudar para outro agrupamento. Ainda bem que reside numa zona com muitas escolas, caso contrário sujeitava-se a fazer diariamente uns quantos km. Na minha opinião o serviço letivo deverá ser distribuído em primeiro lugar pelos docentes do quadro do agrupamento atendendo às suas habilitações profissionais independentemente do grupo de vinculação.

        Faz algum sentido estarmos a discutir vinculações semi-automáticas, novas vinculações quando na escola ou concelho vizinhos, temos docentes com horário-zero no mesmo grupo??????????? Mas, que raio de gestão de recursos humanos é esta????? É aqui que se tem de mexer e não na graduação profissional, para que meia dúzia de espertos subam e se safem.

      • M on 18 de Novembro de 2014 at 11:03
      • Responder

      Eu não faço todos os anos a mesma coisa, porque dada a rapidez com que as matérias no meu grupo de recrutamento se desatualizam, já tinha sido despedido. É para isso que serve a avaliação e não para alterar a graduação profissional. Também não concordo com a majoração de um valor na ordenação dos contratados. Um professor tem de ter a capacidade de se ajustar às turmas/escola onde leciona. Olhe que este MEC quer fazer mais com menos…É impressionante como cada um propõe o que mais jeito lhe dá: quem tem tempo de serviço defende que o importante é ter x anos de experiência NAQUELE grupo de recrutamento, os novatos defendem que o fundamental é ter um determinado grau -Mestre ou Doutor – porque isso é que é sinónimo de qualidade. Enfim, resumindo, deixem ficar a graduação como está.

      • manuela on 18 de Novembro de 2014 at 18:40
      • Responder

      Tenho Licenciatura de cinco anos e Mestrado…e sou a primeira a reconhecer que não é isso que faz de mim uma professora melhor…de nada me serve para ensinar…esta é a realidade…mas sim o meu curso e a experiência que me permitiu evoluir ao longo dos anos…

    • António Cruz on 18 de Novembro de 2014 at 10:39
    • Responder

    Depois do que aconteceu com a BCE no que se refere aos “Critérios” e “Sub-critérios”, sendo as licenciaturas de ontem os mestrados de hoje, as diferentes “formações” que existem só para “agarrar” fundos europeus. Pensar mudar o que existe, e que de certa forma funciona, é entrar num terreno pantanoso com contornos inesperados.
    Para pior está bom assim…

    • José on 18 de Novembro de 2014 at 11:18
    • Responder

    O Arlindo já nos habituou a ser uma voz a escutar em tudo o que toca a concursos. Na realidade já há vários anos que só concorro após ler os seus conselhos. Obrigado por tudo!!
    Como contributo julgo que:
    a) de facto deve-se valorizar a formação a nível de mestrado e doutoramento nas áreas leccionadas tal como preconiza (2 anos para mestrado, 4 para doutoramento);
    b) as restantes formações deverão ser cuidadosamente ponderadas pois a sua qualidade é muito desigual, devendo entrar numa avaliação anual e não na graduação profissional;
    c) deverá existir uma avaliação anual mas sem quotas que espartilhem a menção atrribuída: para evitar injustiças numa área tão melindrosa como a graduação profissional esta avaliação poderia ter efeitos, por exemplo, a nível da redução da carga horária do docente no ano lectivo seguinte (redução de duas horas para muito bom, quatro horas para excelente??);
    d) o mecanismo de contratação tem de ser centralizado de modo a evitar situações obscuras;
    e) na contratação deverá existir apenas uma lista graduada de âmbito nacional, tendo em conta a classificação profissional e o tempo de serviço no grupo de recrutamento; todo o processo deverá ser calendarizado em Janeiro e rigorosamente cumprido de modo a que as colocações sejam feitas até à última semana de Julho, permitindo que os professores se preparem para novo ano lectivo e usufruam de férias;
    f) deve existir real apuramento das necessidades das escolas e abertura de vagas conforme;
    g) tem de existir um limite máximo de tempo de serviço como contratado (não de contratos, de modo a não prejudicar quem sofre erros de concurso) para a entrada no quadro (1826 dias/5 anos??)
    h) não deve existir «ano probatório» após a entrada no quadro;
    i) os docentes contratados também deverão ter direito a reduções por idade (não cabe à legislação dos concursos definir isto, mas também os afecta);
    j) a periodicidade dos concursos deverá ser adequada à duração dos ciclos de escolaridade de cada grupo de recrutamento (4 anos para o 1º ciclo, 3 anos para o 3º ciclo…) de modo a poder existir continuidade pedagógica;
    São alguns pontos que penso importantes para debater e por isso aqui deixo o meu contributo

    • PCA on 18 de Novembro de 2014 at 15:17
    • Responder

    Quem não quer que as coisas mudem é porque tem medo da mudança. Somos das poucas profissões em que a idade é posto, sem duvida alguma. Sim, tenho um mestrado e uma PG (tirada à distancia) bem como várias formações certificadas pela CCPFC, umas presenciais e outras à distancia. Investi muito tempo e dinheiro nisso, pois gosto de me actualizar e de saber mais, logo não posso deixar de concordar com o Arlindo no que a este assunto diz respeito. Bem como a ADD deve ter algum peso. Claro que muitos outros acham que a formação base é suficiente e o tempo de serviço é que define um bom professor. Por essa ordem de ideias, o nosso Presidente da Republica seria um politico exímio dado o seu “tempo de serviço” enquanto politico.

      • a proxima on 19 de Novembro de 2014 at 10:42
      • Responder

      Concordo PCA.

    • Rogério De Oliveira Furtado on 18 de Novembro de 2014 at 17:51
    • Responder

    Amigo deve achar que temos toos dinheiro para formação profissional…além de que há formações para encher pneus… Como diz uma colega então desvincule-se e venha ver como é ser ultrapassado por quem tem menos tempo de serviço…Usando uma expressão popular diria: “Não e goze!!!”! Diga o que disser a forma menos injusta e mais transparente é – sempre foi – a graduação profissional!!

  1. É importante, para já, dizer que discordo do momento em que a avaliação de desempenho deixe de ser levada em conta para atribuição de graduação profissional de um professor. Porém concordo que um professor mestrado tem que obrigatoriamente ter prioridade no concurso em relação a um professor licenciado e um professor doutorado, por sua vez, tem que ter prioridade sobre este. Também deverá ser tomado em conta, para efeitos de graduação, as presenças (e avaliação quando exista) em colóquios, palestras, simpósios, workshops, cursos, ações modulares, seminários e congressos voltados para a sua área de ensino ou para a docência em si.

    Para que funcione um sistema deste tipo deverá ser desenvolvido uma plataforma de registo destas atividades e em que a validação de presença nestes casos deverá ser realizada via Cartão de Cidadão. Deve ainda ser criado um número máximo de eventos anuais que o professor poderá associar ao seu currículo sendo os excedentes associáveis nos anos posteriores, se este assim o desejar. Deve ser pensado um sistema em que as presenças tenham um peso e os cursos e ações modulares, com aproveitamento, tenham outro.

      • Vale tudo hoje em dia on 19 de Novembro de 2014 at 10:35
      • Responder

      E porque não incluir no cartão de cidadão as idas ao cinema, à praia, ao ginásio, à missa, …, enfim, tudo isto enriquece-se o curriculo…
      Sabe a diferença entre cartão de cidadão, graduação profissional e curriculum vitae?

      1. É claro que não entendeu que estava já a falar de outra coisa. Uma coisa é a validação de presenças nos locais (palestras, …), outra coisa é a associação ao currículo dessas presenças. São coisas bem diferentes mas como não sabe interpretar um discurso escrito, com certeza que pensava que eu confundiria, alguma vez, os termos que usará.

        Em suma, interligar termos não é algo que não se possa fazer… muito pelo contrário!

    • frame on 18 de Novembro de 2014 at 23:36
    • Responder

    Concordo com a majoração da graduação pela formação realizada…penso que deveria ser revista a questão do tempo de serviço…o tempo deveria ser contabilizado integralmente…não faz sentido o antes e depois da profissionalização. Todos temos que serprofiassionalizados para lecionar…por isso,1 ano=1 valor para todos!

    • Professora Contratada on 19 de Novembro de 2014 at 17:03
    • Responder

    Portanto, o pessoal contratado, sobretudo o mais novo, que tem tido t€mpo para andar a tirar mestrados e pós-graduações, doutoramentos e pós-docs ao invés de andar a trabalhar reclama que está melhor preparado para dar aulas (põem os putos a declamar as suas teses e dissertações); o pessoal contratado mais velho, que tem andado numa fona a aturar os filhos dos outros e muitas vezes a pagar para trabalhar, acha que a experiência não pode ser preterida em relação aos títulos académicos, porque a experiência é um posto. E ainda há aqueles que distinguem o título académico da privada da oficial (note-se que o primeiro-ministro licenciou-se na Lusíada e que a ministra das finanças leciona lá). E ainda há que diferenciar as formações à distância das presenciais. Olhem, para mim, o melhor professor é aquele que, sensatamente, lê estes “contributos” e manda os “contribuintes” para um certo sítio, que no fundo é aquilo que o governo anda a fazer aos verdadeiros contribuintes há uma porrada de anos.

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