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Compreendo Perfeitamente

… a vossa revolta em ficarem colocados em horários pequenos e/ou longe quando nas reservas seguintes aparecem melhores horários.

O problema para isto acontecer é que após as primeiras colocações existem situações que podem originar novos horários nas escolas que entram numa fase posterior a concurso.

E qual é a única forma para que tal deixe de acontecer?

Só é possível terminar com estas injustiças quando as colocações dos docentes dos quadros for feita durante o mês de Julho para as necessidades do ano seguinte.

A justificação que as turmas não estão feitas ou que faltam conhecer-se os resultados dos exames não é justificação suficiente para o atraso nas colocações, porque mais hora menos hora são precisos um determinado número de docentes para que o ano funcione normalmente.

A vontade de deixar para o último docente do quadro a atribuição das 6 horas de componente letiva é uma medida mesquinha por várias razões: sobrecarrega os docentes mais “velhos” com toda a componente letiva e “iliba” os menos “velhos” dessa sobrecarga letiva, mas também impede que os docentes que pretendem a aproximação fiquem colocados em horários com carga letiva inferior a que estão obrigados.

Por isso acho que os horários que existem nas escolas para os docentes dos quadros deviam ser considerados para efeitos de concurso sempre como completos.

Até à 3 semana de Agosto deveriam ser colocados os docentes contratados onde já seria possível que todos os horários estivessem em concurso, depois dos ajustes feitos às colocações dos docentes dos quadros e às constituições das turmas para o ano letivo seguinte. Também aqui poderiam os docentes dos quadros ter uma segunda possibilidade de colocação efetuando-se uma recuperação automática de vagas.

Obviamente que isto tudo com concursos nacionais e únicos.

 

E porque compreendo perfeitamente a vossa revolta também vos deixo o meu exemplo, para perceberem que também na Mobilidade Interna as coisas não são melhores.

  • Por estar sem componente letiva no meu grupo, concorri também para mudança de grupo de recrutamento;
  • Por estar impedido de concorrer ao meu agrupamento, também não pude concorrer para mudança de grupo para o meu agrupamento;
  • Apesar de estar na 1ª página da Mobilidade Interna foram colocados na minha escola 3 docentes dos quadros bastante atrás de mim (para servir de exemplo um deles entrou este ano no CEE e estava 1000 lugares atrás), como estava bastante à frente apanhei colocação noutra escola;
  • Na RR2 ficaram 3 contratados na suposta minha escola;
  • Faço 60 km para ir e vir onde fiquei colocado, quando podia fazer dois ou três.

 

Afinal era ou não era preciso na minha escola?

Estou a guardar os recibos todos. Quem sabe se não vão dar jeito. 😉

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19 comentários

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    • Carlos Plágio on 27 de Setembro de 2014 at 15:22
    • Responder

    Peço desculpa por talvez estar a intrometer-me, mas, havendo lugar noutro grupo de recrutamento para o qual possui habilitações no agrupamento em que se encontrava (como creio que as colocações posteriores confirmaram), penso que o/a diretor(a) poderia desde logo ter-lhe atribuído serviço nesse grupo e, assim, mantê-lo… Não haverá lugar a reclamação?

    1. Só houve lugares porque saíram colegas desse grupo de recrutamento nessa mesma lista.
      Pelo que existiu um tratamento de desigualdade na minha candidatura por estar impedido de concorrer à minha escola e obter lugar por recuperação de vagas.

    • carla330 on 27 de Setembro de 2014 at 15:47
    • Responder

    Mas e escola poderia ainda te-lo retirado posteriormente, ainda na segunda rr foram retirados colegas por atribuição de cl… não?

    1. Fiquei colocado na 1ª lista, portanto, não podia ser retirado.

    • Nuno Couto on 27 de Setembro de 2014 at 16:07
    • Responder

    E as reduções no tempo de serviço? É uma causa perdida?
    Há que ser solidário com os nossos colegas mais velhos e apoiá-los nessa causa.
    Desde que passaram a ter menos redução que andam a tirar-nos postos de trabalho.
    Isto como estava antes de vir a Lurdinhas é que estava bem!

    Os PCTs funcionavam, as áreas de Projecto davam para fazer uns arranjinhos nos horários, a história de horários de 3 horas irem a concurso nunca aconteceriam, as ofertas de escola abrangiam muito mais áreas profissionais, os alunos tinham furos em vez das malditas aulas de substituição, os Diretores eram nossos colegas, viajava-se de carro com os colegas na fase dos mini-concursos, não havia manifestações todos os dias, os funcionários não se queixavam de falta de colegas……

    Mas o mais importante era a opinião pública
    Era preciso acabar com a ideia de que os professores “ganhavam muito e trabalhavam pouco”

    De facto sempre defendi que os colegas em fim de carreira ganhavam a mais e que isso seria insustentável a curto médio prazo – nisso não me enganei.

    Onde anda a Inspeção das escolas?
    De que serviu todo o processo de avaliação das escolas?

    Enfim… mudam-se os tempos mudam-se as tropas.

    • leugim on 27 de Setembro de 2014 at 16:07
    • Responder

    Arlindo, para quando a resposta aos recursos hierárquicos? Fui dos retirados a MI e continuo oficialmente sem componente letiva, fazendo 160 km diários quando podia estar a fazer 50 km!

    • MTF on 27 de Setembro de 2014 at 16:16
    • Responder

    Isto está cheio de injustiças, tem de haver muitas alterações às regras dos concursos, no meu caso concreto fiquei na contratação inicial com horário completo a 270 Km da minha residência e agora surgem horários completos na cidade onde vivo ocupados por professores muito atrás na lista. O que me aconteceu a mim aconteceu a muitos professores que eu conheço, inclusivamente professores do QZP que ficaram a 100 Km de casa, podendo ficar em escolas mais próximas, pois entraram para lá contratados.

      • asdas on 27 de Setembro de 2014 at 16:21
      • Responder

      E os erros da MI, quando haverá resposta aos recursos hierarquicos e quantos serão?! E como irá o ministerio cumprir a palavra do ministro que dizia todos os erros serão corrigidos?! Malfadado país, que tristeza!

    • carla on 27 de Setembro de 2014 at 16:24
    • Responder

    Eu também estou indignada… Sou Qzp e fui colocada na 1ª reserva num horário temporário e agora passados 3 dias sai um horário completo para uma das escolas que tinha manifestado preferência e para a qual concorri antes desta. Segunda- feira vou investigar, não sei se obterei resposta, mas não vou cruzar os braços.

    • Asilva on 27 de Setembro de 2014 at 16:41
    • Responder

    Eu continuo sem perceber como é que numa diferença de 3 dias (RR1 dia 23 – RR2 dia 26) apareceram tantos horários do 330 no QZP1 quer anuais quer temporários. Não consigo entender estas contratações todas (algumas anuais neste grupo 330). Todos estes horários foram pedidos nos dias 24 e 25???

    • Nuno Coelho on 27 de Setembro de 2014 at 16:43
    • Responder

    Arlindo

    Desculpa, mas esta frase é de quem não tem a mínima ideia do que é a constituição de turmas do secundário. “A justificação que as turmas não estão feitas ou que faltam conhecer-se os resultados dos exames não é justificação suficiente para o atraso nas colocações, porque mais hora menos hora são precisos um determinado número de docentes para que o ano funcione normalmente.”

    Não estamos a falar hora a mais ou a menos. Podemos estar a falar de varias horas a mais ou a menos, que podem significar a atribuição de uma ou mais turmas a vários professores.

    Além disso há uma outra questão errada que levantas.
    Não precisas de concorrer a mudança de grupo para o teu agrupamento porque legalmente na distribuição de serviço deveriam ter-te atribuído horas de outro(s) grupos, tal como está previsto, há muitos anos, no DOAL..

    Muitas das situações de novas horas não se resolvem com colocações em junho ou julho. Bem pelo contrario, Muitas delas resolvem-se se a maioria das turmas (com excepção de casos pontais, que deverão ser aprovadas o mais rapidamente possível) estiveram aprovadas em junho e/ou julho e se as mobilidades estatutárias forem aprovadas e conhecidas até fim julho.

    Quanto aos acertos resultantes das colocações, isso irá sempre acontecer. Não só devido as reduções do art 79º, que, já agora, também se aplicam aos contratados, mas também a reduções por amamentação ou até mesmo tendo em conta situações particulares dos colegas. Porque ainda existem escolas que tentam ser sensíveis.

    Por tudo isto defendo que a MI e a CI devem ser feitas o mais próximas possível do final de agosto, como o pedido de horarios feito o mais próximo possível da colocação, e só com horários completos para a CI, sendo a 1ª RR realizada na 1ª semana de setembro. Não iria acabar com a situação, mas iria diminuir bastante.

    1. Acho que ainda não percebeste o que me terá acontecido. Não havia CL para me atribuir no 110 e por isso não foi possível atribuir-me essa componente letiva nesse grupo.
      Apenas por terem saído docentes desse grupo é que foram libertados horários para os quais não pude manifestar opção em concurso.
      De resto ercebo o que dizes, mas não concordo na totalidade.

        • Nuno Coelho on 27 de Setembro de 2014 at 17:10
        • Responder

        Nesse caso a aplicação deveria ter-te retirado para um desses horarios.
        Até compreendo que não seja permitido concorrer a escola em que se está. Com a legislação em vigor não faz sentido concorrer para a escola em que se está, qq que seja o grupo, pois essas horas deverias ter sido automaticamene atribuídas. Até pq sei que isso aconteceu no grupo de origem.

    • Tomilho on 27 de Setembro de 2014 at 18:30
    • Responder

    Sempre a atacar os contratados, já chega.Os contratados ficam ao pé de casa e qual é o problema?Os contratados ganham menos que um professor do quadro, por isso os professores do quadro podem muito bem deslocar-se para longe de casa.tem dinheiro para isso, que piegas.

      • Ana on 28 de Setembro de 2014 at 18:24
      • Responder

      Não deve estar bem informado(a)! Um professor QZP que tenha entrado agora no CEE ganha exatamente o mesmo que um contratado! Isto é: ganha pelo índice 167! Não fale do que não sabe!
      Fiquei no CEE com colocação a 100km de casa e agora vários contratados ficaram nas minhas primeiras preferências em horários completos e anuais, com uma graduação muito menor. Acha justo?

        • Ana on 28 de Setembro de 2014 at 18:25
        • Responder

        Arlindo: como acha que poderemos reclamar desta situação? para quem? Obrigada

    • joaosilva on 27 de Setembro de 2014 at 21:05
    • Responder

    Arlindo, comigo acontece exatamente o mesmo, subtraindo o facto de não ser QA.

    Na escola onde fui dado como DACL foram colocados 5 contratados no meu grupo (110).
    E para as escolas onde manifestei as primeiras preferências ( perto de casa) já perdi a conta ao número de colegas contratados colocados, só no agrupamento que fica a 3km de minha casa foram 3.

    • mario silva on 27 de Setembro de 2014 at 23:53
    • Responder

    Até há 3 anos, sabia-se quantas turmas iam existir no final do mês de julho; depois, com a ideologia dos cortes para desviar o dinheiro, o MEC centralizou a homologação das turmas, e ainda em meados de Agosto estão a ser homologadas. Nos últimos 2 anos só tive conhecimento dos niveis e turmas a lecionar em finais de agosto-inicio de setembro, quando antes, em final de julho a distribuição de serviço era a que vigorava a partir de setembro. Neste contexto, um QE em finais de julho pode ser colocado na mobilidade e posteriormente aparecer componente letiva no seu grupo, dando azo ao que foi relatado pelo Arlindo.

    • Sónia on 29 de Setembro de 2014 at 17:51
    • Responder

    Como é possível verificarmos que o desrespeito pela lista graduada se volta a repetir a cada saída de listas e o MEC não dá resposta eficaz aos recursos interpostos há mais de duas semanas????? Não se admite isto!!!! O meu caso era fácil de resolver até ao dia 26! Agora estão colocados no meu lugar seis contratados!!!! Que injustiça!!!!

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