Carta de Ana Tavares (Professora do Quadro) sobre a BCE

Caros Srs

Sou cidadã deste país, trabalhadora, contribuinte exemplar e, infelizmente, Professora. Pior ainda, casada com um Professor (ainda contratado ao fim de 15 anos de serviço).

Escrevo para denunciar uma flagrante ilegalidade que decorre neste momento no concurso de colocação de professores.

Depois de todos os atrasos e atropelos já (mais ou menos) noticiados no que diz respeito ao concurso nacional, instalou-se o caos no concurso “Bolsa de Contratação de Escola” (BCE), que é responsável pela colocação de docentes em 288 agrupamentos de escolas (todas as que têm estatuto TEIP ou assinaram contrato de autonomia.) Isto corresponde, grosso modo, a um terço de todas as escolas do país!

As listas de ordenação dos candidatos são, neste concurso, elaboradas escola a escola. Segundo a legislação, a classificação de cada professor é obtida através da média ponderada da graduação profissional (a nota com que o docente concorreu ao concurso nacional) e da nota obtida pela resposta a algumas questões (subcritérios) colocadas pela escola. A ponderação corresponderia a 50% para cada um destes itens.

É ultrajante perceber que no MEC não existe ninguém que saiba fazer uma média ponderada e, como tal, TODAS as listas estão erradas… por um erro crasso de Matemática.

Os senhores do MEC ignoraram que a graduação profissional é um valor de base 20 (e não uma percentagem) e acharam que é possível somar esse valor com a percentagem obtida na resposta aos subcritérios. Assim, sem converter nenhuma das grandezas!!!

Seria lógico um professor dar dois testes num período, dizer que cada um vale 50% da nota do aluno, corrigir um de 0 a 20 valores e o outro de 0 a 100% e depois simplesmente somar as notas e dividir por dois???

É óbvio para qualquer pessoa que isso seria um absurdo, uma enormidade, mas foi exatamente isso que o MEC fez.

Deste modo, na nota com que o professor concorre, a graduação não tem o mesmo “peso” da resposta ao subcritérios (como a legislação define) mas, pelo contrário, estes últimos passam a ter um peso CINCO vezes maior!

Como consequência, professores com dois ou três anos de serviço passam à frente de outros com 10 ou 15.

Conheço mesmo o caso de uma colega que a nível nacional está no segundo lugar da lista e na BCE chega a estar na 400ª posição.

Alguns exemplos para ilustrar esta situação:

Professor A – Terminou o curso com 16 valores e tem 10 anos de serviço o que equivale a 26 pontos

Professor B – Terminou o curso com 11 valores e tem 2 anos de serviço o que equivale a uma graduação de 13 pontos

Na resposta aos subcritérios, o professor A cumpre 60% dos critérios e o professor B cumpre 100% dos critérios.

Do modo como o MEC calculou, resulta:

Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 43 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)

Graduação do professor B = 13×50% + 100×50% = 56,5 pontos (este professor passa à frente do outro!).

Para piorar a situação, a resposta aos subcritérios terão levado alguns professores a prestar falsas declarações. As perguntas estavam mal formuladas e não especificavam a disciplina à qual diziam respeito.

Como se tudo isto não fosse suficiente, deparo-me com um comunicado do MEC acerca deste assunto onde a verdade dos factos é totalmente distorcida:

De acordo com a lei, a intervenção dos diretores consistiu na fixação dos critérios para a seleção dos candidatos. Um dos critérios, com um peso de 50 por cento, é a graduação profissional, sendo os restantes 50 por cento definidos pelas escolas, no âmbito da avaliação curricular do candidato.”

De facto foram 50%… mas de grandezas diferentes, será assim tão difícil para um Ministro que até tem formação em Matemática compreender isto?!

Mais revoltante ainda:

“Os critérios definidos por cada uma das escolas foram do conhecimento dos candidatos no momento da candidatura”

O que é totalmente FALSO, pois a péssima aplicação informática não identificava a que escola(s) pertencia cada subcritério pedido ou que subcritérios tinham sido pedidos por cada escola!!! (Os subcritérios/questões de todas as escolas a que o docente concorrera apareciam para resposta numa única listagem, sem ordem ou ligação às preferências manifestadas)

Tenho pouca esperança no meu País.

Tenho pouca esperança que esta situação seja dada a conhecer, denunciada, investigada e, muito menos, corrigida.

Ao longo do tempo fui-me (fomo-nos) habituando a governos alheados da realidade, mais preocupados com o status quo, os jobs e os lobbies; a governantes ignorantes da matéria que governam e arrogantes na sua ignorância, sempre com a veleidade de ser “o reformador” mas que prometem imenso e acabam por ir embora pela porta pequena, deixando tudo pior do que encontraram; a políticos que aquecem os bancos da Assembleia da República acenando Sim ou Não conforme o chefe ou o interesse mandam, sem levantar ondas porque é preciso pensar no futuro e no emprego que, com todo o mérito os esperará no futuro…

Habituei-me também a ver que de Educação toda a gente percebe e toda a gente pode dar sentenças… e que nem políticos, nem governantes, nem jornalistas fazem um esforço para se inteirar da realidade, para conhecer a legislação de que falam… chega a ser deprimente ver certas intervenções!

Ainda assim, não posso ficar de braços cruzados. Esta é uma questão de justiça e legalidade. Mas também é a nossa vida, o nosso sustento, o saber onde vamos trabalhar, onde é que os nossos filhos vão estudar… e como vamos por comida na sua mesa!

Os professores são uma classe mal vista mas não merecem que este governo os humilhe, desrespeite, maltrate e vilipendie desta forma.

Queremos apenas justiça e que as normas que o MEC define (e que vai alterando sem pré-aviso ao longo do processo) sejam respeitadas por todos, Ministério incluído.

Pouco me resta senão pedir a V. ajuda para que esta situação não passe impune e que o meu marido (e tantos outros colegas desempregados) não continue a ver colegas com menos 10 anos de serviço serem colocados e ele permaneça, injustamente, por colocar.

Com os melhores cumprimentos

Ana Tavares (Professora do Quadro de Nomeação Definitiva)

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2014/09/carta-de-ana-tavares-professora-do-quadro-sobre-a-bce/

116 comentários

Passar directamente para o formulário dos comentários,

    • Doente por causa da BCE on 13 de Setembro de 2014 at 23:50
    • Responder

    Bravo!

    • anita on 14 de Setembro de 2014 at 0:00
    • Responder

    Eh pa, digno de mandar para o Marcelo Rebelo de Sousa. Pela clareza, pela simplicidade de colocar a questão. Quem for de “fora” compreende assim o que se esta a passar. Alguém sabe o endereço?

    • Maria on 14 de Setembro de 2014 at 0:01
    • Responder

    Aguarda-se que as listas da BCE sejam repostas imediatamente. Um obrigada à docente por ter alertado para este erro. Aguarda-se correcção imediata da fórmula e que seja refeita a lista.

      • anita on 14 de Setembro de 2014 at 0:04
      • Responder

      Hum..não acredito Maria, já estão a aceitar horários.

      • FL300 on 14 de Setembro de 2014 at 10:55
      • Responder

      Isso seria o mais justo! Que alguém a ouça, para que alguma verdade e justiça regresse à colocação de professores.

    • Antero de Freitas on 14 de Setembro de 2014 at 0:04
    • Responder

    Colega Ana,
    Concordo em absoluto com o que escreveu. É uma prova cabal das atrocidades, incompetências e desrespeito pelos princípios mais básicos da legalidade, no acesso ao trabalho. Eu fui colocado a 150 km de casa, percurso que terei que fazer diariamente, o que irá perfazer 300 km, pois tenho um filho que precisa do meu apoio. Vi colegas da lista de graduação, atrás de mim, ficarem colocados mais perto da minha residência, para onde eu concorri. A minha esposa foi excluída, do concurso, por erro na graduação e no tempo de serviço. Apesar de ter corrigido dentro dos timings, a escola de validação não validou. Terá que continuar a optar por trabalhar, no ensino superior, onde já leciona há mais de 5 anos, horas e hora semanais, a ganhar pouco mais do que o salário mínimo; mas também terá que andar na estrada diariamente, 200 ou mais km. ambos fizemos um bacharelato, uma licenciatura, uma profissionalização em serviço, Mestrados e estamos em doutoramento, tudo do nosso suor. O que sentimos é uma revolta perante o constante ataque a quem tem família, aliás temos constatado a saída de casais portugueses, com formação superior e com os seus filhos, para o estrangeiro, para não mais voltarem. Os concursos de professores assemelham-se a uma corrida ao tesouro, sem lei nem roque, onde o mais esperto poderá chegar, pois é este o código de conduta de quem manda.

    • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 0:12
    • Responder

    Também eu já mandei carta parecida ao Provedor e alguns órgãos noticiosos. Infelizmente, só depois reparei que a graduação do professor A está mal calculada. Deve ser 43 pontos e não 56, o que só reforça, ainda mais, a gravidade da situação.

      • professora on 14 de Setembro de 2014 at 11:39
      • Responder

      obrigada pela correcção do erro, temos de ser rigorosos….

    • Eba on 14 de Setembro de 2014 at 0:18
    • Responder

    acho boa ideia enviar para o Marcelo. Acho que tb deve enviar para a comunicação social com o título “o crato não sabe fazer cobras”- só com um título escandaloso é que pegam neste assunto. Os concursos dos professores já são conhecidos por funcionar mal, não é novidade. Novidade é termos num ministério um ministro doutorado em matemática e coisas destas acontecerem.

    • Eba on 14 de Setembro de 2014 at 0:19
    • Responder

    O título deve ser o “o Crato não sabe fazer contas”

    • Contratado on 14 de Setembro de 2014 at 0:19
    • Responder

    Mas a fórmula não é igual para todos!
    Este ano letivo andei quase todo o ano a perguntar aos mais graduados(efetivos):
    Porque raio ganhas mais do que eu se fazemos o mesmo serviço!
    A resposta era sempre a mesma….tenho mais tempo/anos de serviço!

    Já agora um docente com mais tempo de serviço, deveria ter muito mais experiência, logo nos critérios não deveria ter 100%?

    CONTRATADO………..

    • phalomra on 14 de Setembro de 2014 at 0:25
    • Responder

    A= 26 x 0,5 + 60 x 0,5

    = 13 + 30

    = 43 (Bem diferente dos 56 referidos no texto…)

    B= 13 × 0,5 + 100 × 0,5

    = 6,5 + 50

    = 56,5

    Agora seria só dar o exemplo da média ponderada, com os valores das grandezas diferentes reduzidas a uma das grandezas…

      • Pedro Afonso on 14 de Setembro de 2014 at 16:05
      • Responder

      Exato!

      Poderiam fazer de 2 formas “mais justas”:

      1ª – Ou passavam as percentagens dos critérios para valores….

      A= 26×0,5 + 12 x0,5 (12 valores o equivalente aos 60%)

      =13+ 6

      =19

      B= 13×0,5 + 20×0,5 (20 valores o equivalente aos 100%)

      =6,5+10

      =16,5

      Resultando,

      que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)

      ou

      2ª – para mim a mais justa (mantendo as percentagens dos sub critérios- sem referir se estão bem definidos ou não, outra questão que merecia um debate critérioso sério!):

      Na graduação profissional ser aplicada a seguinte fórmula:

      50 x g : G

      g= graduação profissional do candidato

      G= maior graduação profissional de todos os candidatos a essa escola, nesse grupo de recrutamento

      significaria que o mais graduado teria os 50% da graduação na totalidade, e todos os outros teriam a sua percentagem correspondente….

      pegando no exemplo anterior, partindo do principio que o candidato mais graduado a concorrer teria por exemplo: 16 valores de nota de curso e 15 anos de serviço, ou seja 31 valores, logo G, naquela vaga/lista seria = 31.

      A= (50 x 26 : 31) + 60 x 0,5

      = 43, 935 % + 30%

      = 73, 935 %

      B= (50 x 13 : 31) + 100 x0,5

      = 20, 967% +50 %

      = 70, 967%

      Resultando,

      que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)
      Mais uma vez!!!!
      Penso estar a pensar bem e….

      Só mais uma coisa…não sou prof de Matemática como o Crato….

    • Maria on 14 de Setembro de 2014 at 0:27
    • Responder

    Ana Tavares por favor divulgue a sua carta pelos vários blog de educação, sindicatos de educação e o grupo parlamentar de educação. Urge divulgar o que está descrito nesta carta. Este erro deve já corrigido. Vamos à luta, não devemos nem podemos deixar estes erros avançarem.

    • Marisa Alves on 14 de Setembro de 2014 at 0:32
    • Responder

    Parabéns pela carta que escreveu, pela clareza, pelo rigor e pela objetividade. Penso que descreve muito bem toda a situação que estamos a vivenciar e que poderia, se assim entendesse, ser divulgada como carta aberta pela imprensa. Eu e a minha família entendemos perfeitamente a situação que nela descreve, pois vivemos este drama de forma muito semelhante. Obrigada.

    • Tete on 14 de Setembro de 2014 at 0:42
    • Responder

    Excelente!

    • Barradas on 14 de Setembro de 2014 at 1:05
    • Responder

    Uiii tá danada! Quando foi a exclusão dos professores das listas devido à PACC não houve tanto alarido nem indignação nem tão pouco quiseram saber. Dói né? Ah pois! Mastiga e engole!

      • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 1:11
      • Responder

      inveja é triste e mesquinha.

        • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 1:29
        • Responder

        Houve alarido! houve indignação! houve greve que eu e muitos fizeram, mas acabei criticada por quem quis apoiar e a sentir-me um pouco tonta e que tinha apenas dado uma gorjeta ao Estado sem qualquer retorno prático! “Mastiga e engole”, para usar a mesma expressão grosseira. Esta carta é de uma colega a queixar-se do inimigo comum. Porquê esse rancor???

          • SI on 14 de Setembro de 2014 at 2:22

          Não é rancor. As palavras podem ser duras, mas é o sentimento de muitos que tiveram de fazer a prova e que viram ‘colegas’ que se dispuseram a vigiar e a corrigir. Por muito que explique, e que alegue que houve quem defendesse os contratados que tiveram de fazer a prova, posso-lhe garantir que eles não se sentiram apoiados na altura. Agora, não esperem apoio, quando não lhes deram. Não é rancor. É o Karma! É ver que, agora, os mesmos que se calaram ou pouco fizeram para acabar com a PACC são os mesmos que agora estão a ser ultrapassados nas listas. É o Karma!

          • pf on 14 de Setembro de 2014 at 9:11

          O teu Karma está negro.

          • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 11:22

          Pois!!!! será compreensível, mas se calhar é um presente óptimo para eles: quanto mais divisão, mais reinam!!! e se acha que obtêm algo por este caminho… o karma continuará ou pensa que só se aplica ao outro lado? a seguir cairá nestes e assim sucessivamente… segundo essa lógica. Que patetices!

          • prof de Música 2 on 14 de Setembro de 2014 at 12:14

          Concordo consigo.
          Temos que nos unir todos, os “professores” a sério (do quadro, contatados, com prova, sem prova, etc.).
          Ajudemos agora os contratados que estão injustiçados com a aplicação destas fórmulas erradas.
          Um dia serão eles a ajudar-nos também se por ventura precisarmos, pois não acredito que sejam ingratos.
          Um por todos e todos por um…

        • Susana on 14 de Setembro de 2014 at 1:34
        • Responder

        Nem mais Zabela…

          • Susana on 14 de Setembro de 2014 at 1:40

          Os verdadeiros inimigos dos professores são os professsores.

        • SI on 14 de Setembro de 2014 at 2:33
        • Responder

        A começar pelos sorrisos de professores que estavam à porta das salas, no dia da prova e que diziam que a mesma era fácil e que não ia haver problema nenhum. Os mesmos professores que, no seu íntimo, se regoziajavam por pensar que, os contratados que foram fazer a prova, eram aqueles que iriam ser eliminados do concurso, abrindo assim mais ‘vagas’ para os outros. Era menos uma ameaça!

          • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 11:33

          Que parvoíce! não vi ninguém regozijar-se com a prova! quem vigiou a prova tinha o seu lugar assegurado pelo vínculo de carreira! houve sim alguns que decidiram vigiar porque foram ameaçados com processos disciplinares ou mesmo pelas próprias direcções e tiveram receio de represálias no trabalho, mas não de ser eliminados em concursos, PORQUE JÁ NÃO ENTRAM EM CONCURSOS ( entraram há muitos anos atrás! e sofreram bastante com isso, como vocês). Sabes as consequências de um processo disciplinar para um professor de carreira??? o fogo não arde igual no rabo de todos, novos ou velhos, contratados ou de carreira??? afinal toda a gente trabalha porque tem que comer e alimentar outros. Essa é a arrogância de quem se julga detentor da verdade.

      • Susana on 14 de Setembro de 2014 at 1:27
      • Responder

      Barradas, por acaso tem conhecimento do que está a afirmar? Por acaso sabe qual a posição da professora Ana Tavares relativamente à PACC? Não sabe, mas a sua falta de discernimento para conseguir pensar que o seu juizo de valor relativamente à posição da professora Ana Tavares pode estar errado e a sua expressão doentia “Mastiga e engole!” só revelam uma doentia falta de consideração por todos (professores do quadro, professores contratados, professores que nunca lecionaram, familiares de professores e cidadãos anónimos) que sempre estiveram contra a prova. O Barradas ou alguém que lhe é querido teve de fazer a prova? Doeu? A mim doeu que a minha irmã tenha tido que realizar a prova e dói mais saber que mesmo ficando aprovada, continua no desemprego.
      O Barradas será daqueles que conseguiu ficar colocado em BCE, ou muito bem posicionado nas listas sem ter realizado a PACC? Hum…será??? Há casos desses.Refletir sobre os assuntos é uma qualidade que, para além de nos respeitar, respeita o outro.

        • SI on 14 de Setembro de 2014 at 2:31
        • Responder

        Uma contradição nas suas palavras. Critica alguém, por achar que essa pessoa está a julgar todos pela mesma moeda (entenda-se, achar que os professores que agora reclamam das listas foram os mesmos que não apoiaram os contratados contra a realização da PACC), mas no final do comentário, é a própria Susana que tece considerações depreciativas ao ‘acusar’ ou insinuar que a mesma pessoa pode ser uma das que ‘mentiu’ (entre aspas, de propósito) sobre o ter realizado a prova ou não, ou sobre o ter sido aprovada ou não, conseguindo assim concorrer ao concurso quando não podia. As suas considerações são mais graves! Quando nos toca de perto, a situação é outra, não é?! E há que atirar a culpa para alguém…

          • Susana on 14 de Setembro de 2014 at 3:20

          A minha reflexão só me permitiu chegar às insinuações que refere, mas pronto, será uma questão de limitação, peço desculpa por ver no comentário do(a) Barradas tanto azedume, precipitei-me…
          Considero esta sua frase “É ver que, agora, os mesmos que se calaram ou pouco fizeram para acabar
          com a PACC são os mesmos que agora estão a ser ultrapassados nas
          listas” muito interessante.

      • smp on 14 de Setembro de 2014 at 1:35
      • Responder

      enfim… é mais lastimável ainda ler este tipo de comentários…. não basta a situação ridícula a que a nossa profissão já está exposta e depois ainda se lêem estes comentários de gente frustrada…. só me resta mesmo lamentar este tipo de intervenções.. bom ano lectivo para os poucos que conseguirem colocação…

    • prof de Música on 14 de Setembro de 2014 at 1:23
    • Responder

    Muito bem

    • Mina Roque on 14 de Setembro de 2014 at 1:30
    • Responder

    Obrigada Ana pela clareza e objetividade das suas palavras. Sou uma das vítimas destes erros inadmissíveis pois concorri a 3 GR e em muitas das listas desapareci de um dos grupos!! Todo este processo concursal está minado, errado e há que repor a legalidade e a justiça!

    • Maria on 14 de Setembro de 2014 at 1:38
    • Responder

    nas ofertas de escola ficava sempre nos primeiros 5 lugares. Neste momento estou no final da lista. Como é possível ??? algo se está a passar ???

      • Jmad on 14 de Setembro de 2014 at 5:18
      • Responder

      Não andas a conseguir grande pontuação a nível dos critérios. Simples. E antes que digas que os outros é que andam a mentir nas respostas ( o que é possível), experimenta mentir tu, e chegares a uma escola em que fores seleccionada sem levares os documentos que provam as tuas declarações. Depois conta a experiência 😉

        • maria on 14 de Setembro de 2014 at 15:38
        • Responder

        não sejas pateta… falo de dados objetivos e tua aproveitas para te meteres em bicos dos pés … és mesmo um patetinha alegre, feliz e contente. Está feliz os senhor por teres mt pontos nos subcritérios (subjectivos) … meu pateta
        alegre!!!

          • Jmad on 14 de Setembro de 2014 at 21:31

          Alguém devia aproveitar o desemprego e ter alinhas de português e interpretação! 😉

          • Jmad on 14 de Setembro de 2014 at 21:31

          aulinhas*

        • cocas on 14 de Setembro de 2014 at 17:45
        • Responder

        Nos concursos para as AEC`s também acontece o mesmo. Os professores falsificam as graduações e outros dados e quando são convocados para as reuniões, nem aparecem, com medo de mostrar a careca. Fui a uma em que estavam convocados 20 professores e apenas apareceram 8.

    • wjs.510 on 14 de Setembro de 2014 at 1:57
    • Responder

    Concordando inteiramente com os erros que existem nas ponderações, devo realçar que a graduação nao é um valor de base 20. Dai, todos os problemas. Pois se fosse, bastaria uma conversão da classificação dos critérios a uma escala de 20 valores e o problema estaria resolvido. O espantoso é que ninguém, nem o Crato!, pensou nisso. Foi bola em frente, que somos os maiores.

    • Gualter on 14 de Setembro de 2014 at 3:02
    • Responder

    O ‘mostro’ Crato vai crescendo e crescendo. Só ele pode errar nas contas. Mas contas que prejudicam vidas e famílias gravemente. Contas q Pior é que nuca vai admitir que errou.

    Tudo começou com a PACC; depois

    • Joãozinhoo on 14 de Setembro de 2014 at 5:04
    • Responder

    Um teste é cotado de 0 a 20 pontos. Outro teste é cotado de 0 a 100 …. PONTOS. Se é possível retirar daqui um valor final, resultante da adição de metade de cada um dos resultados? ÓBVIO QUE SIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! E até o Joãozinho lá da turma se apercebe de imediato: “bolas, prof!!! Porque é que o 2º teste vai valer mais na nota final que o 1º? “. Mas os professores deste país estão mais uma vez a disparar armas para o lado errado! ACORDEM de uma vez por todas!!! As explicações sobre o que é que valeria 50% para juntar aos 50% resultantes da GP, já deveriam ter sido pedidas há muito!!!!!!!!!!!! E em vez de andarem a escrever cartas sentimentalonas , aprendam a defender-se convenientemente!!!!

      • Desd on 14 de Setembro de 2014 at 12:13
      • Responder

      Ninguém faz isso… Um professor que pretende criar esse efeito diria:« o primeiro teste vale 1/5 do segundo», ou acha que na situação que apresentou existe uma real ponderação (ponderação e peso não é a mesma coisa) de 50% para cada um dos testes?
      Aliás, o Joãozinho está a dizer que não faz sentido definir os critérios de avaliação (que atribuem uma ponderação aos testes, tpc. assiduidade, etc); um professor acha que os teste valem pouco, simples: coloca as classificações dos testes numa escala 0-120; outro professor acha que o peso para a assiduidade definido em pedagógico é excessivo, fácil: faz enquadrar a assiduidade numa escala 0- 0,2.
      Doravante, qualquer pai que partilhe a sua linha de raciocínio pode recorrer das notas do filho: « Bem sei que a média do meu filho nos testes foi de 15%, e também fui informado que o peso da assiduidade na avaliação é de 5%, mas ninguém me informou da escala da assiduidade. O meu filho e eu passamos o ano convencidos era 0-10000 e portanto, como o manuelzinho não faltou a qualquer aula,…»

        • Joãozinhoo on 14 de Setembro de 2014 at 21:56
        • Responder

        ” Ninguém faz isso”- não torna esta fórmula ilegal ou matematicamente incorreta. Quando muito injusta.

        A fórmula diz que para se chegar ao valor final, deve ser usado metade do valor da GP + metade do valor obtido nos critérios.
        A lei dizia, resumidamente que era 50% de GP, só. O que vos deveria desde logo suscitar a dúvida : “mas então os outros 50% o que é?”.

        Se tivessem lido a lei já andavam há muito mais tempo a perguntar que critérios seriam e quanto valeriam no total.

        As escolas resolvem então atribuir 100 PONTOS a quem cumprir todos os seus critérios.

        Não estão de todo a misturar alhos com bugalhos. Estão a dar extrema importância aos critérios.

        Pegar no resultado final, dividir por 2 e esperar assim ver os valores com que trabalharam no início da fórmula, isso sim, é burrice.

        E depois todos se julgam grandes poetas na educação! Raramente se vêem partilhadas cartas de reclamação precisas, objetivas e bem fundamentadas! Metade delas traz um resumo de história de vida: quantos filhos têm, quantos km faz para ir trabalhar, o que jantou ontem e o que vai almoçar amanhã. Ninguém quer saber disso! A seguir a isto, erros gramaticais ou de cálculo matemático, quando acusam o destinatário de ser péssimo a matemática!

        Apoio-vos como sempre o fiz, e sempre farei. Mas vocês estão cada vez mais dispersos. São como um metralhadora descontrolada, que em vez de dar um ou 2 tiros certeiros no alvo que está à vossa frente, disparam para as paredes, árvores, janelas, candeeiros, pessoas que vão a passar…

        Acordem!!

          • Desd on 14 de Setembro de 2014 at 22:42

          Não, a lei fala em ponderação de 50% entre GP e critérios, que é diferente de « somar metade do valor …», os exemplos que apresentei explicam porque. (até porque a multiplicação de cada uma das componentes por 0,5 é inútil. Se a fórmula prescindisse destas duas multiplicações, cada um dos candidatos duplicaria a sua classificação e portanto a ordenação final dos candidatos seria a mesma. No entanto, o decreto de lei não fala em somar uma componente com a outra, fala em ponderação de 50%. Porquê? Qual o interesse de complicar o processo com cálculos que não alteram a ordenação dos candidatos?)
          Convém também perceber que não foram as escolas que decidiram atribuir os 100 pontos, isso resulta das instruções do ministério,. E claro que estamos a misturar alhos com bugalhos; uma escala tem um máximo de 100 e a outra um máximo de 66 (aliás os mínimos tb são diferentes) ou qualquer coisa parecida (20 de média mais 44 anos de serviço). Ou seja, alguém que tem a graduação máxima e a nota mínima nos critérios fica atrás de alguém com nota máxima nos critérios e a graduação mínima…portanto a ponderação não é de 50%. Só pode ser com escalas iguais e portanto faz sentido argumentar que a escolha de uma escala 0-100, arbitrária e sem definição explicita em qulquer DL, atenta contra o espírito da lei, que estabelece uma paridade entre as duas componentes.

          De resto, o problema não são os critérios, é a escala em que eles são apresentados. Esta questão também não é nova, já tinha surgido em 2012 com as escolas da Amadora e Damaia (aí foram as escolas a escolher esta escala) que não respeitaram as tranches de 5.

    • agape on 14 de Setembro de 2014 at 9:10
    • Responder

    Não se pode enviar para a comunicação social? A ideia do Marcelo Rebelo de Sousa, não é má…esta carta explicou muita coisa que eu tinha observado mas não entendia!! obrigado colega!!

    • SF on 14 de Setembro de 2014 at 10:03
    • Responder

    Devia ser enviada para to!dos os órgãos de Comunicação Social!

    • Anita on 14 de Setembro de 2014 at 10:10
    • Responder

    A PACC foi a prova cabal de que nos deixamos humilhar. E quem se deixa humilhar, tem o que merece. Como é que nos dispomos a ser submetidos a uma prova absolutamente estúpida (e eliminatória!), como é que nos dispomos a vigiá-la, ou seja, a ser cúmplices desta enormidade? A questão, como já todos perceberam, é que a PACC e este concurso servem apenas para uma coisa: dividir (ainda mais!) os professores, desgastar, confundir, amedrontar, e, claro, despedir ou afastar funcionários públicos. Tudo com um sorriso, falas mansas e negando completamente a realidade. E está a funcionar lindamente: aceitamos cada vez mais injustiças e pouco fazemos para as mudar…. Hoje, o tempo que passamos em deslocações, reuniões, reuniões, reuniões, formações, discussões, preocupações, é tal, que quase deixamos de ter vida familiar, social, cultural. Para já não falar na redução salarial constante… Querer que trabalhemos MAIS, com PIORES condições, e ganhando MENOS… isto é o quê? E os sucessivos ministrUs que nos calham, cada um mais incompetente e mais mentiroso que o que anterior, vamos continuar a sancioná-los com o nosso voto cor-de-rosa e cor-de-laranja? Vamos deixar que tudo ASSIM continue?

      • Gualter on 14 de Setembro de 2014 at 17:03
      • Responder

      Concordo. O objetivo foi enfraquecer a capacidade de protesto da classe (ou o que resta dela) provocando divisão nos possíveis motivos de protesto, multiplica os alvos de descontentamento para não serem comuns a todos. Assim não avança uma frente comum, mas disparos pra todo o lado de diversas frações. Depois invocar a frase sucesso em todas as declarações na comunicação social. Acho.

    • prof de Música 2 on 14 de Setembro de 2014 at 10:48
    • Responder

    Meus amigos e colegas (e note-se que sou PQND), não deixem o Crato “dividir para reinar”, não se esqueçam que “a união faz a força”.
    É tempo de se pensar como professor (seja do quadro, contratato, com prova, sem prova…).
    É importante levar esta carta (excelente) à comunicação social e divulgar bem estas injustiças. para que toda a população possa perceber o que se passa e também estar do nosso lado.
    Acabem com guerrilhas internas que não levam a nada…

    • Prof on 14 de Setembro de 2014 at 10:50
    • Responder

    Estou farta de ouvir o rancor dos colegas contratados contra todos os outros colegas! Sempre fiz as minhas greves e os meus protestos, não vigiei prova, não concordo com ela e acredito na solidariedade quando esta tem fundamento! Este tipo de comentário absurdo faz-me repensar a minha posição ! Da próxima acho que vou poupar uns valentes euros que tanta falta me fazem porque já chega de ler idiotices de “supostos colegas”…

      • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 11:42
      • Responder

      Verdade!!! subscrevo inteiramente. A carreira não me caiu no colo, corri o país todo durante 10 anos, ganhava miseravelmente, nunca tive subsídio de desemprego e estive sem dar aulas 2 anos, nunca sabia se teria trabalho em Setembro, na altura éramos os “provisórios”. Ou as pessoas pensam que nascemos sentados na cadeira e professores efectivos? e isto foi há 35 anos atrás!!! E no entanto fiz as greves todas por uma carreira digna para todos, não vigiei as provas e sofro sempre com os colegas contratados. Mas a mesquinhez dos comentários é confrangedora!!! até o karma invocam… LOL

    • Ne$ita on 14 de Setembro de 2014 at 10:51
    • Responder

    Acabei de escrever a minha cartinha também aos Exmos Sr.s Nuno Crato, Pedro Passos Coelho, Aníbal Cavaco Silva e Maria Cavaco Silva. Acreditam que o único destinatário do qual não recebi relatório foi do primeiro?? E já tentei reenviar e bloqueia sempre o envio??

    isto é tudo uma mafia e uma conspiração contra nós professores!

    • FL300 on 14 de Setembro de 2014 at 10:52
    • Responder

    Olá Arlindo! Eu gostaria de me queixar ao Provedor de Justiça, como aconteceu com a PACC e à qual tive resposta do Provedor à minha queixa e que levou à dispensa de muitos professores, pena não terem sido todos dispensados. Se já existir um modelo de queixa comum, agradecia que me indicassem onde está para remeter a referida queixa, que proporia a anulação desta BCE. Obrigado e parabéns pelo excelente trabalho!

      • sandra on 14 de Setembro de 2014 at 15:46
      • Responder

      Boa tarde
      Em quanto tempo recebeu a resposta?

    • Ação judicial! on 14 de Setembro de 2014 at 11:08
    • Responder

    Pelo exposto, conclui-se que o este concurso não cumpre as regras definidas/exigidas por lei, ou seja, não pondera de forma efetiva os 50 por cento previstos para cada imensão/item em avaliação.
    A legislação que regula este concurso encontra-se definida no documento de abertura deste concurso, a C I R C U L A R Nº B14023716V Data: 02-09-2014, no qual é referido o eguinte:

    “Para cumprimento do estipulado no artigo 40.º do
    Decreto-Lei n.º 132/2012, de 27 de junho, na redação conferida pelo Decreto-Lei
    n.º 83-A/2014, de 23 de maio”.
    Os procedimentos e critérios de seleção encontram-se definidos no Artigo 39.º , sendo
    referido no n.º 6 o seguinte:

    “São critérios objetivos de seleção, a seguir obrigatoriamente,
    para os grupos de recrutamento previstos no Decreto -Lei n.º 27/2006, de 10 de fevereiro:
    a) A graduação profissional nos termos do n.º 1 do artigo 11.º, com a ponderação de 50 %;”

    Pelo exposto, este concurso é ilegal e, portanto, passível de ação judicial, já que não estão a ser cumpridos, de forma efetiva e não teórica, os 50 por cento da classificação profissional exigidos por lei.

    • Sapinho Verde on 14 de Setembro de 2014 at 11:19
    • Responder

    Acho que vou mandar para o provedor de justiça o pedido de anulação destas listas com caso no seguinte:
    Agrupamento de Escolas Corga do Lobão.
    Grupo de Recrutamento 910
    1º candidato da lista 3702139842 Graduação profissional de 25.858 obteve 61.679 na lista BCR
    Ultimo candidato da lista 9080126276 graduação profissional 16.533 obteve 8.267 na lista BCR
    Diferença entre eles: menos de metade, mais precisamente 35% ora se o mais graduado tiver 100% na outra parte que corresponde a 50% teria no máximo 2 vezes.
    NO FUNDO TEM MAIS DE 7 VEZES A DIFERENÇA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Os subcritérios também são inconstitucionais, porque ao perguntar quantos anos tem numa escola TEIP/Autonomia está-se a limitar o livre acesso ao restringir a proveniência de um determinado tipo de escolas. Se em vez de TEIP o critério fosse escola profissional, ou escola de reabilitação não seria ilegal?
    Arlindo o que pensas desta exposição?
    Só há uma solução
    Graduação profissional!

    • Isabel on 14 de Setembro de 2014 at 11:22
    • Responder

    “Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 56 pontos (repare-se no absurdo de somar valores absolutos com percentagens)”

    Repara-se é no absurdo de poder existir uma professora de matemática “do quadro” a dizer uma barbaridade destas!!!

    Cara professora Ana Tavares:

    Graduação do Professor A = 26 x50% +60×50% = 43 pontos e não 56 pontos como afirma

    e mais, se o professor B tiver os mesmos 60 pontos que o A nos subcritérios,

    Graduação do professor B = 13×50% + 60×50% = 36,5 pontos
    ou seja continua atrás do professor A que tem mais graduação profissional!!!
    Professora Ana Tavares, por favor seja intelectuamente honesta e compare o que é comparável sff. Só haveria erro se o candidato B tivesse menos pontuação nos subcritérios e ficasse à frente do A! Isso seria ilegal, mas tal nunca poderia acontecer, a menos que o informático fosse tão bom na matemática como a professora Ana.
    A professora Ana está a alterar duas variáveis ao mesmo tempo, quando para poder tirar uma conclusão só pode variar uma.
    Cartas destas só demonstram o grau de burrice de alguns professores e fazem a denegrir ainda mais a imagem da classe perante a opinião pública porque não sabem sequer somar e multiplicar.
    Tenho dito.

      • Manuel Silva on 14 de Setembro de 2014 at 12:27
      • Responder

      Talvez fosse melhor a “Isabel” centrar-se da carta, no seu todo, e não num pormenor em que a autora errou mas que nada influencia a conclusão, conclusão essa que a “Isabel” fez questão de evidenciar não ter compreendido.
      É curioso vir falar de variáveis e honestidade intelectual apresentando um exemplo neutro em relação ao que é demonstrado: os subcritérios estarem a ter um peso muito superior aos 50% de ponderação que deveriam ter. Apresentou um exemplo com igual percentagem nos subcritérios.
      Os seus exemplos valem tanto para o caso como se tivesse dado exemplos com zeros, isto é. não valem nada e só nos colocam perante uma dúvida entre duas opções:
      a) A “Isabel” é burra como uma porta.
      b) A “Isabel” está a comentar apenas para tentar minorar os danos da burricada ministerial e tentar desacreditar quem denuncie o problema.

      Note-se que a opção b) implica a opção a)

        • nono on 14 de Setembro de 2014 at 12:47
        • Responder

        Excelente, Manuel Silva!

        • Isabel on 14 de Setembro de 2014 at 15:43
        • Responder

        “os subcritérios estarem a ter um peso muito superior aos 50% de ponderação que deveriam ter…”

        têm um peso superior? mas quanto? 60%, 70%, 80%, 90%? que se saiba 50% ainda são 50%

        Relativamente a escalas, os subcritérios podem estar numa escala de 100 pontos, mas essa mesma escala é igual para TODOS os candidatos, ou seja para os mais graduados e para os menos graduados. Da forma que falam parece que a escala para os mais graduados profissionalmente é uma e para os menos graduados é outra. Os resultados da aplicação desta escala são afetados SEMPRE NO MESMO SENTIDO, porque o fator de ponderação é SISTEMÁTICO e não ALEATÓRIO.

        ” Apresentou um exemplo com igual percentagem nos subcritérios.”
        Obviamente. Quando se faz uma análise em que se pretende chegar a uma conclusão, tem de se isolar uma variável. Se variar as duas não sei qual influencia o quê. A isto chama-se controlo de variáveis. Se tivesse noções básicas de metodologia de investigação compreenderia. Assim não vale a pena porque estou a escrever para um calhau com dois olhos.
        Mas fico de consciência tranquila porque me esforcei e tentei explicar how stuff works, apesar de já ter percebido que dificilmente vai compreender, uma vez que tem falta de bases a matemática, metodologia de investigação e análise de dados.
        Continuação de um resto de bom fim de semana.

          • Ana on 14 de Setembro de 2014 at 16:34

          O que está errado na fórmula é que um candidato pode ter 100% nos subcritérios e para o conseguir no parâmetro nota de curso+tempo de serviço teria de ter 80 anos de serviço. Tira-se daqui que as escalas não são iguais. A da percentagem é fechada mas acaba no 100, a outra é aberta mas nunca é possível obter valores tão altos. Nem sequer se atinge os 50… não há assim tantos contratados com média de 20 e 30 anos de serviço… E que tal pensar um bocadinho? Com tanta metodologia está a fazer falta o senso comum…

          • Paulo on 14 de Setembro de 2014 at 16:54

          Posso fazer-lhe uma pergunta, para além desta?

      • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 14:51
      • Responder

      Doutora Isabel, deixe de ser trenga e veja se percebe o conteúdo da carta. O que se contesta é o facto dos subcritérios estarem a ser avaliados numa escala que vai até 100, ficando assim esta parte da ponderação hipervalorizada.

      As contas feitas corretamente seriam:

      Professor A : 26 x 50% + 12 × 50% = 19 pontos

      Professor B : 13 × 50% + 12 × 50% = 12,5 pontos

      Entendeu, ou é muito complicado para si?

        • Isabel on 14 de Setembro de 2014 at 16:47
        • Responder

        Não sei se entendi porque eu para além de trenga sou burra. Já o impaciente não é nada tendencioso. Então para si uma escala de 100 pontos é hipervalorizada, mas a de 12 já não é hipovalorizada? Bom bom era que a escala fosse aí até aos 5 pontos. Excelente era que fosse uma escala de 0 pontos e assim a lista de ordenação da BCE era exatamente igual à do Concurso Nacional.

          • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 17:42

          Senhora Isabel, eu apenas argumento que as contas devem ser bem feitas e de acordo com o que está na lei. Nem mais, nem menos. A lei é clara, mas as graduações estão a ser mal calculadas. Acho que já toda a gente entendeu isso.
          O perigo da hipervalorização dos subcritérios prende-se com o facto da maior parte deles não serem comprováveis. Nem eu, nem os meus colegas, conseguimos comprovar que já demos cursos EFA, CEF, PIEF, Profissionais, NER, aulas a alunos NEE, ou que já desempenhamos cargos de DT, coordenador de projeto, etc, etc, porque nada disso consta dos nossos registos biográficos, salvo uma ou outra situação que algumas secretarias (muito poucas) se deram ao trabalho de registar no Registo Biográfico.
          Este facto abre as portas à fraude, ou à possibilidade de colocações serem anuladas porque não se consegue comprovar a veracidade das declarações.
          Se acha que existe um método melhor e mais eficaz de colocar professores, sugira-o. Gostaria muito de ouvir as suas sugestões.

        • Paulo on 14 de Setembro de 2014 at 16:53
        • Responder

        Posso perguntar o que considera uma valorização justa?

          • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 17:46

          Para mim, a questão dos sub critérios é perigosa porque quase nenhum dos itens sobre os quais fomos questionados é comprovável. Nem eu, nem os meus colegas, conseguimos comprovar que já demos cursos EFA, CEF, PIEF, Profissionais, NER, aulas a alunos NEE, aulas de apoio, sala de estudo, tutoria ou que já desempenhamos cargos de DT, coordenador de projeto, etc, etc, porque nada disso consta dos nossos registos biográficos, salvo uma ou outra situação que algumas secretarias (muito poucas) se deram ao trabalho de registar no Registo Biográfico. Este facto abre as portas à fraude, ou à possibilidade de colocações serem anuladas porque não se consegue comprovar a veracidade das declarações.
          Por isso é que valorizar demasiado sub critérios não comprováveis é perigoso, principalmente quando estamos a lidar com um universo de dezenas de milhares de candidatos, alguns deles sem grandes problemas em tentar dar um grande pulo na lista de graduação.

      • Pedro Afonso on 14 de Setembro de 2014 at 17:26
      • Responder

      Isabel….

      Poderiam fazer de 2 formas “mais justas”:

      1ª – Ou passavam as percentagens dos critérios para valores….

      A= 26×0,5 + 12 x0,5 (12 valores o equivalente aos 60%)

      =13+ 6

      =19

      B= 13×0,5 + 20×0,5 (20 valores o equivalente aos 100%)

      =6,5+10

      =16,5

      Resultando,

      que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)

      ou


      – para mim a mais justa (mantendo as percentagens dos sub critérios-
      sem referir se estão bem definidos ou não, outra questão que merecia um
      debate critérioso sério!):

      Na graduação profissional ser aplicada a seguinte fórmula:

      50 x g : G

      g= graduação profissional do candidato

      G= maior graduação profissional de todos os candidatos a essa escola, nesse grupo de recrutamento

      significaria
      que o mais graduado teria os 50% da graduação na totalidade, e todos os
      outros teriam a sua percentagem correspondente….

      pegando no
      exemplo anterior, partindo do principio que o candidato mais graduado a
      concorrer teria por exemplo: 16 valores de nota de curso e 15 anos de
      serviço, ou seja 31 valores, logo G, naquela vaga/lista seria = 31.

      A= (50 x 26 : 31) + 60 x 0,5

      = 43, 935 % + 30%

      = 73, 935 %

      B= (50 x 13 : 31) + 100 x0,5

      = 20, 967% +50 %

      = 70, 967%

      Resultando,

      que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)
      Mais uma vez!!!!
      Penso estar a pensar bem e….

      Só mais uma coisa…não sou prof de Matemática como o Crato….

        • Isabel on 14 de Setembro de 2014 at 17:55
        • Responder

        Pedro Afonso, a conversar é que a gente se entende. É a discutir pontos de vista e não a chamar palavrões para defender teses. Concordo em absoluto com a sua segunda fórmula.Eu também não sou professora de matemática, mas de facto parece-me a mais correta.

        • Isabel on 14 de Setembro de 2014 at 18:14
        • Responder

        Vou copiar a sua fórmula e colá-la no post acima.

    • matpaarc on 14 de Setembro de 2014 at 11:27
    • Responder

    Está excelente, eu enviei para o meu sindicato. Entretanto está a pensar dar umas aulas ao Sr Crato pois ele deve ter esquecido com se faz uma média ponderada ou então nunca aprendeu, se calhar fez a cadeira de estatistica ao domingo.

    • Paulo Tuba on 14 de Setembro de 2014 at 11:29
    • Responder

    É o choro dos injustiçados. Mais um. Agora queixam-se de critérios que classificam alguns para desclassificar outros, no entanto são critérios e estão aí para serem questionados. Muito pior e mais grave é quando o critério é pessoal, inalterável, sem possibilidade de revisão e promove a injustiça de reprovar um aluno, só porque sim. E este aluno, por uma avaliação baseada em critérios pessoais e totalmente subjectivos, é impedido de dar seguimento a sua vida. Revolta? Existe sim, mas não me cabe a mim outra solução a não ser a aceitação, a resignação. Quanto a este “DRAMA”, o de vocês, digo que tem a sua piada. É curioso vir aqui e ver os “grandes” avaliadores a externarem TAMBÉM revolta, e a reclamarem JUSTIÇA. Eu penso que um professor com 3 anos de serviço, pode ser muito melhor do que um professor com 20 anos de serviço, mas está é apenas a minha opinião. Cabe ao MEC adoptar critérios que façam esta justiça. É a lei da vida. São os critérios… Aprendi isso com a reprovação absurda do meu filho.
    Um bom domingo a todos os injustiçados! Amanhã estarei atento para ver quais serão os efeitos práticos das tantas palavras que clamam justiça, e se serão mesmo capazes de sair do protesto virtual para a acção efectiva. Mexam-se! Eu quero ver.

      • prof de Música 2 on 14 de Setembro de 2014 at 11:58
      • Responder

      Colega Paulo, eu sou prof do quadro e não é por isso que não consigo ver esta injustiça.
      Não entre nesse tipo de argumento que só serve os interesses do MEC e destroi a união que temos que ter todos, agora, mais do que nunca.
      Compreenda que todos se devem submeter ao concurso e aceitar a sua classificação, mas com a aplicação do que foi comunicado e com as fórmulas corretas para apurar esse valor.
      Ajude os seus colegas que foram ultrapassados (talvez por si também) que eles um dia ajudá-lo-ão a si também…

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:10
      • Responder

      Não!!!! No entanto, cuidado com as curvas….

        • Paulo Tuba on 14 de Setembro de 2014 at 12:19
        • Responder

        Não fique tão preocupada com as curvas… podemos fazer algumas juntos!

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 12:14
      • Responder

      Tem alguma prenda prometida de alguém? Porque escreve assim não é burro ou será? Boa ” corrida” e cuidado com as curvas!!!!

      • Ana on 14 de Setembro de 2014 at 15:56
      • Responder

      Não faço a mínima se é burro ou não, mas infantil é certamente. O seu raciocínio (se é que se pode chamar a isto raciocínio) é: reprovaram-me o rebento injustamente pelo é ótimo que sofram na pele todas as injustiças do mundo. Lindo!!!! Já agora, pediu recuso? Pediu recurso hierárquico? Foi até às últimas consequências? Para que o miúdo continue reprovado ou não fez o que devia ou não tinha razão nenhuma. Se calhar não se mexeu….Qualquer avaliação é passível de alteração e de recurso, desde que devidamente fundamentado. Se o seu filho reprovou só porque sim, se o professor acordou com vontade de reprovar uma criança ao pequeno almoço, tenho a certeza que uma situação dessas seria passível de recurso. Em décadas de ensino nunca vi nada assim… mas é possível… assim como também é possível que o rebento saia ao pai,,, e que tenha reprovado apenas porque não sabe o suficiente e se arme em vítima quando as coisas não lhe correm de feição.

        • Paulo Tuba on 21 de Outubro de 2014 at 22:04
        • Responder

        E não é que me respondeu mais uma vez? A injustiça foi feita, todos os caminhos foram tentados. Ela seguiu a vida dela. Algum inteligente inventou a história de Ano Zero nas faculdades e lá está ela. Feliz na mesma! Em casa, ninguém tem pressa com a licenciatura que mais lá à frente irá concluir. É nova ainda. E esta experiência enriqueceu-a. Aprendeu a ser mais justa, que o seu ego, se exacerbado, pode prejudicar não só a ela, como aos demais. Vai ser uma mulher a sério. Vai aprender a olhar pra floresta e não para os galhos das árvores.
        Quanto à digníssima “stora”, precisava ter visto a cara que fez quando fui falar pessoalmente com ela. Parecia um cãozinho a abanar o rabo. Incompetente. Só mais uma incompetente neste mundo.

    • Paulo Tuba on 14 de Setembro de 2014 at 11:42
    • Responder

    Mas antes de saírem às ruas, refaçam as contas da carta da Ana Tavares (Professora do Quadro). As contas que ela apresenta estão erradas. Continuação de um bom domingo.

      • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 11:55
      • Responder

      Tem alguma prenda prometida de alguém? Por que escreve assim não é burro ou será? Boa ” corrida” e cuidado com as curvas!!!!

        • Paulo Tuba on 14 de Setembro de 2014 at 12:04
        • Responder

        Burro? Não, eu não sou burro. Obrigado.

        • jdudh on 14 de Setembro de 2014 at 19:16
        • Responder

        O Paulo Tuba tem toda a razão, como é possível um professor do quadro (efectivo) demonstrar publicamente e divulgar -ao que parece, que não sabe fazer contas! Agravando ainda mais as suspeitas sobre as competências de alguns para ensinar. Mais uma prova que não são os anos de serviço que ditam os conhecimentos e a capacidade de ensinar.Tendo em conta toda a imbecilidade espelhada em tantos comentários. É imprescindível uma Mudança e reformular os concursos.

    • Bete on 14 de Setembro de 2014 at 11:49
    • Responder

    Bom dia, colega. Senti-me espelhada na situação acima descrita e, por isso, peço permissão para utilizar parte deste documento no comunicado que vou fazer à Comissão Europeia da Educação. Temos de denunciar esta cavalada.

    • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 11:57
    • Responder

    Não sabem fazer uma média ponderada? Mas, com as “cartas” que estão na mesa é possível fazer uma média ponderada?

    • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 11:57
    • Responder

    A graduação profissional é um valor de base 20?

    • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 11:58
    • Responder

    Não sabem fazer uma média ponderada. Mas, com as “cartas” que estão na mesa, é possível fazer uma média ponderada?

    • Ana Tavares on 14 de Setembro de 2014 at 12:02
    • Responder

    Apenas para esclarecer: as contas estão erradas, sim.
    Como muitos colegas, certamente, baseei-me noutra carta, que o Arlindo divulgara anteriormente. Na tentativa de tomar uma atitude rapidamente, infelizmente não me apercebi imediatamente do erro.
    Já retifiquei e já pedi, por mail, ao Arlindo para alterar.
    Quanto ao resto, quanto aos comentários acerca de quem sou ou do que escrevi, ficam com quem os proferiu e espelham as pessoas que são.
    Relembro neste momento o Presidente do Conselho Executivo da escola onde estagiei:
    “Os meus professores têm sempre razão, defendo-os até ao limite das minhas forças, mesmo que depois, em privado, tenha de os repreender e mostrar um caminho melhor. O pior defeito da nossa classe é mostrar desunião, somos os nossos piores inimigos!”
    Como se vê… tinha tanta razão!

      • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 14:35
      • Responder

      Parabéns e obrigado, colega.

      • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 14:51
      • Responder

      Ainda assim, e para satisfazer os colegas que falam em “todos unidos” e “com amigos assim”, questiono “os meus professores” o “têm sempre razão” e ainda o “somos os nossos piores inimigos”. Estados de alma leva-os o vento!

        • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 14:52
        • Responder

        O comentário, claro está, fica comigo.

      • Ana Costa on 14 de Setembro de 2014 at 15:01
      • Responder

      Colega Ana Tavares, as contas são ums gralha sem importância no meio do caos em que todo este processo se tornou. Agradeço-lhe por ter conseguido ter descrito de forma tão clara um processo que de tão absurdo é difícil de explicar.
      Não sei a quem endereçou a sua carta, mas esta merece ser enviada para os grupos parlamentares e comunicação social. Há-de ser possível fazer ouvir a nossa voz mesmo com o ruído de fundo da normalidade com que o MEC entope os telejornais. Mais uma vez, obrigada

    • Alves dos Santos on 14 de Setembro de 2014 at 12:06
    • Responder

    Cara colega, a senhora não é Professora do Quadro de Nomeação Definitiva. Quanto muito é

    Professora Contratada por Tempo Indeterminado, pois não existe PQND, ou será a Sra Profesora a única?

    • Fernando on 14 de Setembro de 2014 at 12:14
    • Responder

    A Ana Tavares comete um erro matemático apesar de invocar este conhecimento com tanta ênfase. Ela diz coisas certas e coisas erradas mas o fundamental é que ela, como muitos professores, não estão a compreender e a aceitar a mudança. O mundo é feito de mudança; temos que a aceitar e participar nela. Umas vezes são bem feitas e outras nem
    por isso, mas sem mudança há atrofia.

    Os professores, mal acompanhados pelos “sindicatos” – colocado entre aspas porque em Portugal há mais “braços operacionais de partidos políticos” do que sindicatos – desejam que as colocações sejam feitas exclusivamente baseadas na nota de licenciatura mais os anos de serviço – conhecido como graduação profissional (GP). Perguntaria a estes professores: – qual é a empresa em Portugal que recruta quadros baseada na sua GP? Qual é o organismo público que recruta quadros baseado na sua GP? Parcialmente o ME. Não há outro.

    A verdade é que um bom recrutamento tem que considerar outros aspetos que podem superar a GP. Durante 40 anos de vida profissional recrutei pessoas com a minha responsabilidade pessoal. Nos últimos 20 anos de carreira fui diretor geral de 3 empresas internacionais. Nunca perguntei a nota de licenciatura a um candidato. E se era importante não falhar no recrutamento! Não quero dizer que a nota não seja importante, mas não é claramente o fator decisivo.

    A mudança que está a acontecer é que o ME quer deixar de ser o “patrão” de todos os professores e quer descentralizar e delegar essas responsabilidades para regiões (autarquias) e escolas; para quem esteja mais próximo da realidade específica e se possa responsabilizar pelos resultados. É evidente que os “sindicatos” vão lutar contra isto e usar os professores como arietes. Porquê? Porque esta mudança vai fragmentar a classe profissional que deixa de poder ter um sindicato nacional que a represente e passará a exigir estruturas laborais regionais, coom muito menor dimensão e peso. Lá se vai o tacho e o canhão que o PCP hoje dispõe.
    Passa a dispor de uma espingarda e talvez tenha que passar a ter licença de uso de armas 🙂

    Este monolitismo já não devia existir em Portugal há muito tempo. Em todas as escolas onde a minha mulher andou identifiquei professores que se baldam para os seus deveres, metem baixas fraudulentas e têm outras atitudes de quem está farto do sistema. São poucos e uma minoria, mas não sobreviveriam nesses esquemas num sistema que tivesse de prestar contas.

    Os senhores do MEC ignoraram que a graduação profissional é um valor de base 20 (e não uma percentagem) – NÃO É VERDADE, é um valor de base 20 (nota da licenciatura) mais o números de anos de serviço, que pode ir a 30 ou mais – e acharam que é possível somar esse valor com a percentagem – onde é que a Ana Tavares confirmou que os subcritérios são classificados de 0 a 100? Custa-me a crer que esteja correta; a análise de uma meia dúzia de listas, que já fiz, mostram valores máximos na ordem de 60+ – obtida na resposta aos subcritérios. Assim, sem converter nenhuma das grandezas!!! Não vale a pena manter este tema porque já percebi que parte de uma premissa falsa e de outra que precisa de ser sustentada.

    Tem razão sobre os subcritérios não relaccionados ccom as escolas, apenas seria de evitar o absurdo de “péssima aplicação”.

    Só posso desejar que não tenha pouca esperança; todos nós temos que lutar para melhorar o país em que gostamos de viver.

      • prof de Música 2 on 14 de Setembro de 2014 at 12:26
      • Responder

      Colega, por se sentir agora tão rápidamente beneficiado, penso que até sem saber como, não se esqueça que têm sido os seus colegas a lutar para o que agora injustamente conseguiu.

      Tente apenas pensar com base no bom senso e de forma a repor a justiça deste concurso.

      Compreenda que, como diz, as coisas mudam e por isso os subcritérios já têm o peso de 50% da avaliação, tem é que ser na mesma escala.

      Eu sou PQND (ou Professor Contratado por Tempo Indeterminado, como diz o colega Alves), mas acima de tudo professor e são os meus colegas que estão a ser injustiçados. Sinto que os devo defender e farei tudo o que puder para isso.

      • alecrom on 14 de Setembro de 2014 at 14:39
      • Responder

      Obrigado.

      • sandra on 14 de Setembro de 2014 at 15:55
      • Responder

      Se a sua esposa é professora deveria compreender que um sistema local seria o esquema perfeito para a cunha… mas deve ser esse o seu interesse!!

      • Ana on 14 de Setembro de 2014 at 16:15
      • Responder

      Podemos discutir os prós e contras da contratação direta com base em critérios diferentes da experiência profissional e da nota de curso. No entanto não é disso que se trata. Há um óbvio erro no cálculo das graduações. Quando diz “o número de anos de serviço, que pode ir a 30 ou mais” confirma erro. Dificilmente pode chegar a 60… apenas com 40 anos de serviço e 20 valores de nota de curso… seria uma proeza ainda se ser contratado nestas circunstâncias!!!! Assim sendo, não estamos a tratar de um valor de base 20 (aí tem toda a razão) mas estamos a falar de uma escala, que apesar de ser aberta, tem um limite razoável claramente abaixo dos 50. Se os subcritérios podem ir até +-60 (dou de barato embora me pareça uma escala muito incomum) o peso das duas premissas não é o mesmo.

    • drika on 14 de Setembro de 2014 at 12:25
    • Responder

    Parabéns, colega, verdadeira colega, que defendeu melhor que ninguém as atrocidades deste Mec, onde os profs qzp e QA já não ligam nenhuma nem se apercebem tão pouco do que se passa.
    Mas atenção, muitos colegas que “engrossaram” os critérios, deviam ser penalizados por falsearem dados, levando a ultrapassagens manhosas. Cabe às escolas, agora, verificarem a veracidade dos dados. A seu tempo, tudo se saberá.
    Agora, a Ana mostrou conhecer a realidade. Este seu texto devia ser lido hoje ao Marcelo pela Judite de Sousa, a ver o que o Drzito dizia dos seus compadres ministeriais.

    • mariamorais on 14 de Setembro de 2014 at 13:00
    • Responder

    Sou professora contratada com 23 anos de serviço. Nas listas nacionais de não colocação encontro-me, sensivelmente no lugar 35, enquanto que nas listas da BCE me encontro, em algumas escolas, pelo lugar 600. Em quase todas estou abaixo do lugar 400. Como é possível aparecer tanta gente à minha frente?

    • m.elis on 14 de Setembro de 2014 at 14:10
    • Responder

    Ao ler alguns destes comentários confirmo o que já tenho pensado algumas vezes: os professores não precisam de inimigos!!

    Que tristeza!

    Quanto à carta, claríssima, devia ser corrigido o erro para que não se alastre e se vire contra nós.
    Mais que nunca os professores (TODOS) devem estar unidos!

    • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 14:56
    • Responder

    Arlindo, corrige, por favor a graduação do professor A.
    É 43 e não 56.

    1. já esta corrigido

        • Impaciente on 14 de Setembro de 2014 at 16:56
        • Responder

        Obrigado e parabéns pela manutenção do blogue. Nos dias de hoje, é dos poucos sítios onde se pode vir encontrar informação que doutra forma seria quase impossível de encontrar.
        Um grande obrigado, mesmo!

    • Zaratrusta on 14 de Setembro de 2014 at 15:09
    • Responder

    Ex. 1

    Considere uma professora que, no grupo 430 e no AE de Vila Viçosa, obteve a classificação de 56 pontos na lista da BCE, tendo ficado em 1º lugar, de acordo com a seguinte fórmula:

    50% x 17 + 50% x C = 56

    Determine o valor de C (subcritérios)

    • m.elis on 14 de Setembro de 2014 at 15:27
    • Responder

    Não estou (felizmente) em nenhuma das situações relatadas, mas possa imaginar o que os colegas e suas famílias estão a passar.

    Tenho lido, essencialmente aqui no blog, mas também tenho ouvido colegas que relatam coisas inimagináveis e surge-me uma dúvida que não queria ter e que não desculpa o MEC mas tira aos professores uma parte da razão.

    De que falo? Das mentiras que os colegas escreveram nos subcritérios!
    Não quero acreditar, mas se for verdade espero que também sejam responsabilizados pelo ato assim como o ministério pelas alarvidades feitas nestes concurso. De igual forma.

    Espero estar enganada!

      • João on 14 de Setembro de 2014 at 18:55
      • Responder

      Ora aqui está um comentário coerente digno de se ler. Antes demais dizer-se aqui neste blog que se mentiu nos subcritérios é indigno para um professor e de uma imbecilidade inacreditável, falsear dados devia logo ser motivo de exclusão de todos os concursos, é preciso dar o exemplo.Mais, aquando da convocação para iniciar funções cabe aos directores averiguar documentalmente se os dados são verídicos ou não.

    • Manuel on 14 de Setembro de 2014 at 15:46
    • Responder

    Excelente comentário, mas já agora a juntar a todas estas imoralidades o facto dos QZ ultrapassarem os QA/QE nos concursos criando uma desigualdade de que muito tem lesado alguns dos colegas mais graduados e que se encontram longe, e por vezes muito longe das suas residências?

    • cc on 14 de Setembro de 2014 at 16:39
    • Responder

    so vai para professor quem não quer (ou sabe) trabalhar…
    Têm de fazer um teste antes de ser contratados?!?! pois bem, eu quando mudei de emprego, fiz 3 entrevistas e dois testes!!
    deixem-se de historias; deixem-se de se armar em coitadinhos; deixem de faltar as aulas quando já tem 3 meses de ferias por ano!

      • Tuli on 14 de Setembro de 2014 at 16:57
      • Responder

      Afinal o burro não é o outro mais acima não, é este daqui. Burro e ignorante! Antes de vir para aqui mandar bitaites informe-se primeiro da realidade.

        • Tuli on 14 de Setembro de 2014 at 17:00
        • Responder

        Ainda bem que és um ótimo trabalhador! Coitados dos alunos que te tivessem como professor. Vai mas é trabalhar e deixa os que o querem em paz!

      • Zabela on 14 de Setembro de 2014 at 20:03
      • Responder

      Parvalhão é o que tu és. Sabe tudo essa tua cabeça de minhoca, não é? todos são heróis na vida dos outros…. Em que mundo vives tu, anormal? em que alguém tem 3 meses de férias por ano ou consegue emprego sem entrevistas ou estudos devidamente certificados e avaliados? Já te calavas para não sair da tua boca tanta coisa malcheirosa. Se não gostares do comentário não te pusesses a jeito.

    • dhjadh on 14 de Setembro de 2014 at 17:03
    • Responder

    Vergonha é um professor de matemática com tantos anos de serviço e não sabem fazer contas e vir aqui expor a sua ignorância levando os outros a erro e ao ridículo. Aqui está a prova que não são os anos de serviço mas sim a competência.

    • Pedro Afonso on 14 de Setembro de 2014 at 17:14
    • Responder

    Exato!

    Poderiam fazer de 2 formas “mais justas”:

    1ª – Ou passavam as percentagens dos critérios para valores….

    A= 26×0,5 + 12 x0,5 (12 valores o equivalente aos 60%)

    =13+ 6

    =19

    B= 13×0,5 + 20×0,5 (20 valores o equivalente aos 100%)

    =6,5+10

    =16,5

    Resultando,

    que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)

    ou


    – para mim a mais justa (mantendo as percentagens dos sub critérios-
    sem referir se estão bem definidos ou não, outra questão que merecia um
    debate critérioso sério!):

    Na graduação profissional ser aplicada a seguinte fórmula:

    50 x g : G

    g= graduação profissional do candidato

    G= maior graduação profissional de todos os candidatos a essa escola, nesse grupo de recrutamento

    significaria
    que o mais graduado teria os 50% da graduação na totalidade, e todos os
    outros teriam a sua percentagem correspondente….

    pegando no
    exemplo anterior, partindo do principio que o candidato mais graduado a
    concorrer teria por exemplo: 16 valores de nota de curso e 15 anos de
    serviço, ou seja 31 valores, logo G, naquela vaga/lista seria = 31.

    A= (50 x 26 : 31) + 60 x 0,5

    = 43, 935 % + 30%

    = 73, 935 %

    B= (50 x 13 : 31) + 100 x0,5

    = 20, 967% +50 %

    = 70, 967%

    Resultando,

    que A fosse melhor ordenado, que B (óbvio!!!!!E justo!)
    Mais uma vez!!!!
    Penso estar a pensar bem e….

    Só mais uma coisa…não sou prof de Matemática como o Crato….

    • Professor por aí on 14 de Setembro de 2014 at 21:55
    • Responder

    Onde houver avaliação particular haverá sempre a possibilidade de cometer fraude. A avaliação particular deveria ser o tal “exame ou entrevista para todos” com perguntas ou entrevista genérica à escala nacional, totalmente independente e imparcial. Enquanto isto não acontecer haverá sempre a possibilidade de “fraude”, mesmo quando a favor do professor de quem toda a gente (os professores de uma escola qualquer por aí) gostou no ano transato e que o quer ver novamente como colega. Os critérios de escola conseguiram colocar esse professor lá e toda a gente ficou contente. Bom, talvez não. Os colegas que estariam melhor colocados ficaram de fora ou tiveram de ir para outra escola bem mais longe.

    • João Gabriel on 15 de Setembro de 2014 at 18:34
    • Responder

    A professora explicou, em poucas palavras, uma das várias situações que põem em causa a graduação profissional dos professores e agrava-se quando fazem aparecer a variável avaliação de professores. Texto de elevada qualidade, esclarecedor e que deveria servir de base aos sindicatos para reivindicar a defesa intransigente dos direitos dos professores e não o conjunto de generalidades que apregoam para a comunicação social. Parabéns à Sra Professora pela sua capacidade argumentativa. Excelente o seu texto!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

WP2Social Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Seguir

Recebe os novos artigos no teu email

Junta-te a outros seguidores: