Fevereiro 2014 archive

Na Região Autónoma da Madeira

As colocações de 4/2/2014, reserva de recrutamento, são comunicadas no website no dia 20/2/14!

 

Dizem-me que este atraso é recorrente. Não sei se mais alguém confirma estes atrasos.

Será que a autonomia regional também dá para estas coisas?

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A Baixar a Fasquia

Ministério da Educação vai colocar nos quadros mais 1000 a 2000 docentes

 

Mil a dois mil docentes vão passar de contratados a quadros do Ministério da Educação. A estimativa é do ministro e só poderá ser confirmada em setembro. Em entrevista à Rádio Renascença e ao Jornal de Negócios, Nuno Crato deixou a garantia de um reforço de 12 milhões de euros para a investigação científica, que vai estar disponível nas próximas semanas.

 
No entanto, fiquei sem perceber se este número anunciado tem a ver com a vinculação extraordinária deste ano ou com a sucessão de contratos a celebrar em setembro de 2014 (não percebi se ao sexto ou sétimo contrato seguido). O que acho é que Nuno Crato também nada sabe sobre isto.

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Tesourinho Contratual

Na Escola Secundária Dr. Augusto César da Silva Ferreira em Rio Maior.

 

rio maior

 

Podiam ao menos esperar por Abril pela nova rota da Ryanair Porto-Lisboa para dar possibilidade de quem é do Norte chegar a tempo às entrevistas marcadas quase em cima da hora.

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A Música (Conterrânea) do Blog

… para ver e ouvir dia 22, em Vila do Conde.

 

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=hNVATJSWznc]

 

PLAZA – High on Stereo

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Evolução do Vencimento dos Docentes Desde 2005

Hoje resolvi fazer os seguintes quadros com a evolução do vencimento dos docentes desde o ano 2005.

 

O primeiro quadro apresenta o vencimento ilíquido mensal de cada índice, bem como o vencimento ilíquido anual. O vencimento ilíquido anual é calculado consoante o número de meses pago em cada ano, no ano 2011 os funcionários públicos ficaram sem 50% do subsídio de Natal e em 2012 sem os dois subsídios na totalidade.

Esta tabela já tem em conta a taxa de retenção que se traduz num vencimento ilíquido inferior a partir de 2011 e que se agravou em 2014.

A última linha do primeiro quadro tem o valor do subsídio de refeição.

O quadro seguinte tem a redução mensal e anual tendo por base o vencimento ilíquido de 2005. Desta forma é mais simples sabermos quanto estamos a receber a menos do que no ano 2005 e as variações que têm ocorrido desde essa data.

Existem outras variáveis para o vencimento líquido ser inferior ao de 2005, tais como, abonos de família, taxas de IRS, subsídios de itinerância ou outros, mas que não estão aqui considerados.

O último quadro é uma tentativa de analisar a evolução dos preços de alguns produtos essenciais, no entanto, ainda não consegui os preços da maioria dos produtos. Se alguém me quiser ajudar com dados para este estudo agradeço.

VENCIMENTOS DESDE 2005 FINAL4_Página_1VENCIMENTOS DESDE 2005 FINAL3_Página_2
Evolução preço produtos essenciais

Atualização 19:40 – Alterada a estrutura dos quadros para melhor visibilidade

Atualização 21:20 – Alterado o ano 2012 onde só houve o pagamento de 12 vencimentos no ano.

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O Acordo da AEEP com a FNE

… encontra-se aqui. No acordo foi assumido que a negociação do próximo contrato coletivo de trabalho terá por base o CCT existente e não o proposto no dia 13 de Maio, que acompanhou a denúncia do CCT.

 

A Fenprof na sua página indicou os motivos para mais uma vez não subscrever qualquer acordo com a AEEP.

 

Apesar de nunca chegar a acordo com a AEEP, existe sempre um contrato coletivo de trabalho entre a Fenprof e a AEEP assinado à posterior. No futuro não deverá acontecer diferente.

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O Mais Com Menos Tem Tido Uma Regra

Por cada docente que se aposente dois contratados ficam no desemprego.

 

 

E ainda me lembro que a regra na administração pública era por cada três aposentações um novo ingresso, que julgo ter depois passado na teoria para cinco aposentações.

 

A conclusão desta afirmação está no post anterior.

 

 

 

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O Corte de 20 Mil Professores desde 2011

… anunciados pela DGAEP na Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) referente ao 4º trimestre de 2013 andam mais ou menos por aqui:

 

Número de aposentados em 2012 e 2013 – 7664 Aposentados, 3036 em 2012 e 4628 em 2013.

Comparação das contratações pelo MEC (Listas de Agosto e reservas de recrutamento) – A 31 de Dezembro de 2011 foram colocados 21827 docentes contratados, a 31 de Dezembro de 2012 foram colocados 14153 docentes e a 31 de Dezembro de 2013 foram colocados 10512 docentes.

Redução desde 31 de dezembro de 2011 – 11315 docentes

Comparação das Contratações de Escola no 1º Período – A 31 de Dezembro de 2011 foram colocados por contratação de escola 7707 docentes contratados, a 31 de dezembro de 2012 foram colocados 5075 docentes e em 31 de dezembro de 2013 foram colocados 4500 docentes (não estão aqui incluídos os técnicos especializados).

Redução desde 31 de dezembro de 2011 – 3207 docentes

 

Reduções:

De contratados: 14522

Aposentações: 7664

A soma das duas parcelas dá uma redução de 22186 docentes.

 

Não difere em muito dos números da DGAEP que apresentou uma redução de 21540 docentes desde dezembro de 2011.

 

Os links podem ser uteis para perceberem quais os grupos de recrutamento que tiveram mais reduções de professores contratados.

 

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A Morte Lenta do Norte

… que se confirma com o elevado número de docentes sem componente letiva e um reduzido número de contratações na região norte.

 

DN - Região Norte

Diário de Notícias (19-02-2014)

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A Música do Blog

Dia 21 de Fevereiro, no Porto.

 

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Savages – She Will

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Até Que Enfim

… que o país deixa de ficar dividido em três e os grupos da Educação Especial vão ser harmonizados entre o continente e as ilhas.

Mobilidade dos docentes assegurada em todo o país

 

O secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, anunciou que, esta terça-feira, foi dado “o passo que faltava” para assegurar a mobilidade dos professores e o regime de reciprocidade entre as regiões e o continente.
Hoje demos o passo que nos faltava dar no que diz respeito à mobilidade dos docentes“, afirmou o governante no final de uma reunião em que participaram os responsáveis das secretarias regionais da Educação dos Açores, da Madeira e o secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, João Grancho.

A mobilidade ficou assim assegurada e também o regime de reciprocidade entre as regiões e o continente. Completamos assim um ciclo que tem a ver com a mobilidade [tendo] professores em todas as regiões do país“, salientou.

João Casanova de Almeida destacou que “esta alteração já produzirá efeitos para o próximo ano letivo“.

Tratamos das questões da intercomunicabilidade do grupo de Educação Especial que não era coincidente – o do continente com os das regiões autónomas“, referiu.

Neste encontro foi assinado um outro protocolo de colaboração entre as duas regiões autónomas e a secretaria de Estado do Ensino Básico e Secundário que visa a constituição de uma equipa para estudar a Educação Especial nos vários domínios, um grupo que deverá apresentar um relatório sobre o trabalho desenvolvido no prazo de 60 dias.

O protocolo visa refletir sobre os normativos da Educação Especial tendo presente a manutenção da escola inclusiva, saber quais as melhores respostas a mobilizar para promover o sucesso dos alunos, para atender às diferenças de cada um deles“, destacou João Grancho.

Este secretário de Estado adiantou ter ficado igualmente decidido realizar uma conferência nacional sobre a promoção do sucesso e prevenção do abandono escolar por ocasião da próxima reunião entre os responsáveis regionais e nacionais da Educação que está agendada para abril, visando “mobilizar sinergias”.

Hoje a promoção do sucesso passa pela diversificação das ofertas educativas, de percursos para todos os alunos em função das usas aptidões e das necessidades do país e das empresas“, sublinhou.
João Granjo considerou ainda que “estes encontros são extremamente importantes ao nível da determinação de políticas que conduzam os vários sistemas educativos para um caminho de sucesso que se aproxime, e se possível, ultrapasse os resultados da Europa“.

Todos os responsáveis salientaram a importância da regularidade destes encontros para encontrar soluções para os vários sistemas educativos.

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Pedido de Ajuda

O questionário apresentado destina-se aos professores de Português do Ensino Secundário que lecionam ou lecionaram em turmas com alunos de Necessidades Educativas Especiais.  Pretende-se com a sua aplicação recolher dados para uma investigação a realizar no âmbito da Pós-graduação/Especialização em Educação Especial – Domínio Cognitivo-Motor, que tem como objetivo perceber quais as práticas educativas implementadas pelos professores de Português do Ensino Secundário para incluir alunos com Necessidades Educativas Especiais nas suas aulas.

Nota: O questionário é totalmente confidencial e os resultados obtidos serão utlizados exclusivamente para trabalhos de carácter científico, garantindo o anonimato do professor. A sua colaboração é imprescindível para o êxito do trabalho, para tal é importante a veracidade dos dados.

Adriana Ribeiro

Muito obrigada a todos pela ajuda.

 

PRÁTICAS EDUCATIVAS INCLUSIVAS

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Tesourinho Contratual

No Agrupamento de escolas verde horizonte em Mação, para um horário do grupo 910.

Pensava já ter sido ultrapassada a fase das escolas colocarem um subcritério em que fosse contabilizado o desempenho de funções no próprio agrupamento, mas afinal ainda não.

É assim tão difícil aprender que este subcritério é ilegal?

 

Mação - 910

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Acordo da FNE com a AEEP Sobre Horário de Trabalho

Há cerca de um ano a AEEP denunciou o contrato coletivo de trabalho que existia para regular o sector privado, no entanto, esta manhã a AEEP e a FNE chegaram a um acordo, em sede de comissão paritária, para desbloquear algumas questões relativas ao horário de trabalho do ensino particular.

Ficou assegurado o limite de 35 horas semanais no sector privado, bem como a redução das horas de estabelecimento quando forem utilizadas aulas de 60 minutos.

Deixa assim de ser possível que cada escola privada faça a interpretação do horário de trabalho conforme lhe convém e ficam asseguradas regras para o cumprimento desse trabalho.

Tendo em conta as diferenças que começavam a existir no sector privado, este acordo terá colocado um ponto final nessa desregulação.

FNE trava aumento do horário de trabalho no ensino privado

 

 

A Federação Nacional da Educação (FNE) e os restantes sindicatos da Educação da UGT assinaram hoje um acordo, em sede de comissão paritária, com a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP), no sentido de se travar o aumento do tempo de trabalho dos professores deste setor e assegurar o respeito pelas 35 horas semanais.

Em causa está a interpretação que tem sido feita por algumas escolas privadas em consequência da opção pela aplicação de tempos letivos de 60 minutos. Com efeito, ao abrigo do Decreto-Lei nº 139/2012 – que reconheceu a autonomia dos estabelecimentos de ensino na organização dos tempos lectivos -, temos assistido a casos de abuso e desrespeito pelo tempo de trabalho dos docentes.

O acordo assinado esta manhã reconduz todas as situações ao estrito cumprimento do que estipula o Contrato Coletivo de Trabalho em relação ao tempo de trabalho dos docentes, o qual não pode ultrapassar, nas três componentes que o constituem, as 35h semanais.

Nestes termos, a interpretação do clausulado hoje assumida pela comissão paritária prevê a redução de 4 horas de tempo de trabalho de estabelecimento para compensação das aulas de 60 minutos. No documento fica ainda estabelecido que os colégios que não fizerem a redução do tempo de trabalho em estabelecimento, ficam obrigados a compensar os docentes através do pagamento de horas extraordinárias para que possam assegurar o tempo de serviço a mais, em termos de atividades de estabelecimento.

Com este acordo a FNE garantiu o cumprimento do horário de trabalho das 35 horas semanais e põe um ponto final na atual desregulação do horário de trabalho dos professores do ensino particular e cooperativo.

De sublinhar que da reunião de hoje ficou ainda a garantia de, até ao final do ano, serem reatadas as negociações do Contrato Coletivo de Trabalho para o ensino particular.

Lisboa, 18 de fevereiro de 2014

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Menos 21540 Professores e Educadores Desde Dezembro de 2011

Função pública. Metade dos 48,5 mil que saíram são professores

 

Síntese Estatística do Emprego Público (SIEP) referente ao 4º trimestre de 2013.

4.º Trimestre / 2013

Quadros em Excel (4.ºT/2013)

Entidades sector empresarial (4.ºT/2013)

 

Quadros retirados das páginas 8 e 9 do relatório do 4º trimestre/2013.
emprego

variação

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Opinião – Prioridade às Barbies

… sobre a vinculação extraordinária dos Açores.

PRIORIDADE ÀS BARBIES

 

Li agora a proposta de alteração assinada pelos líderes parlamentares do PS e do PCP para o concurso externo extraordinário de pessoal docente e eis como se me afigura que foram paridas as prioridades para o concurso que aí se adivinha: “senhores, vamos lá magicar em pré-requisitos do arco-da-velha, daqueles que apenas meia dúzia de almas consiga reunir, e assim só temos que encaixar essa triste meia dúzia nos quadros”, seguido de “vamos esquecer todas as outras situações que não satisfazem cabalmente as nossas exigências e depois dizemos que nem Nosso Senhor conseguiu agradar a toda a gente.” Espero sinceramente que o pensamento tenha sido este porque, se fizeram a porcaria que fizeram de forma consciente e ainda estão convencidos de que fizeram um lindo serviço, pois que estamos bem mal servidos com vossas excelências, meus senhores.

Eu encontro-me a lecionar há 10 ANOS, na MESMA escola (com apenas um ano de intervalo, mas bem lá para trás, o que não me beliscaria no concurso em apreço), na MESMA ilha, no MESMO arquipélago, MAS, heresia!, uma vez que mudei temporariamente de grupo de docência e fiz uma perninha a dar inglês nos anos letivos de 2010/ 2011 e 2011/2012 – e fi-lo com toda a pertinência porque nunca foi penalizável a mudança de grupo disciplinar e porque a lei mo permite -, perco a prioridade por não satisfazer o critério (?!) dos últimos 3 anos no mesmo grupo disciplinar. Relembremos que a minha entidade patronal é A MESMA há um ror de anos, independentemente da disciplina que eu tenha lecionado. E eu, de facto, lecionei, não fiz praia. Eu trabalhei a lecionar português e a lecionar inglês. 10 ANOS. Se 10 anos não são suficientes para merecem estabilidade, então eu não percebo onde é que se pretende chegar com este concurso. Não obstante, se não quisermos atender a isto, atendamos então aos outros quatro ou cinco anos em que lecionei português de empreitada precisamente na mesma escola. Então e estes? Não me servem para nada? E mais! Considerando os presentes critérios, só daqui a 3 anos volto a reunir os 3 anos de serviço no mesmo grupo. Isto se tiver sorte, porque agora o cerco vai apertar cada vez mais, acredito piamente.

Já tinha ouvido dizer que a vida era injusta. Já dei comigo a usar esta frase, mas agora vejo que eram só letras juntas que formavam palavras e palavras que formavam frases… Ou seja, a frase saía-me da boca, mas não do espírito. Desta vez, estou danada. Porquê? Porque andei 10 ANOS a trabalhar, ao abrigo de SUCESSIVOS CONTRATOS A TERMO, para a MESMÍSSIMA ENTIDADE, numa SITUAÇÃO DE EMPREGO PRECÁRIO, a desempenhar FUNÇÕES COMUMMENTE ATRIBUÍDAS AO PESSOAL EFETIVO e A GANHAR MENOS QUE ELES, e agora há uma mente brilhante que acorda e decreta “ah, se não tivesses ensinado inglês aqueles dois anos…” Mas que raio de argumento é este?! Eu lá adivinhava que iam parir essa exigência dos 3 anos no mesmo grupo disciplinar uns anos depois?! Que iam pegar em algo que era um direito de um professor – e salutar, até, porque refrescar saberes é bom e recomenda-se e mudar de grupo permite precisamente essa riqueza! – e vilmente distorcer esse direito de forma a torná-lo um embaraço na carreira dos docentes?! Se sim, tivessem avisado atempadamente que eu tinha-me deixado estar quietinha onde estava e efetivava agora num ápice! Esta foi, a meu ver, mais uma maneira de eliminar uns quantos da corrida aos quadros, nada mais que isso. Este critério da permanência no grupo disciplinar é tão válido como alvitrar que “vamos efetivar apenas os louros, com altura mínima de 1,80m, olhos azuis e uma tatuagem na omoplata.” Ridículo demais? Específico demais? “Não, é só porque podemos e há que afunilar esse rio de gente que vem por aí abaixo a querer efetivar.” Meus senhores, NÃO É QUERER, É MERECER.

Acho que ninguém duvida de que estamos perante uma injustiça sem tamanho. Ainda se fosse a única… Mas não. Como a “minha”, há outras. Maiores até. Gente que anda com a casa às costas por estas nossas ilhas há mais tempo que eu e que vê agora fecharem-lhe a porta – e escancararem-na a outros – porque não cumprem uma das imposições recém-paridas. Vejamos um caso concreto (o meu e o de muitos): professor tem habilitação para dois grupos – o que antes dava muito jeito e que agora é quase crime – e vai alternando entre os dois. Está fora. “Lamentamos, é considerado promiscuidade profissional.”

Acredito – faço por acreditar – que estas prioridades não foram delineadas por professores, porque evidenciam um desconhecimento atroz da realidade docente. É certo que não se pode agradar a todos, mas há que ser-se minimamente correto com aqueles que, mais que todos, há uma pequena eternidade, reúnem condições para deixar de tratar a precaridade laboral por tu. Estes pré-requisitos, da maneira que se apresentam, farão com que muitos docentes que andam por cá há menos tempo consigam entrar nos quadros e que os outros, os que acabaram por cair nas rachas do sistema, fiquem a olhar de fora, como a menina dos fósforos. Senhores, por favor, verifiquem as vossas rachaduras.

Fedra Machado

fedramiriam@gmail.com

 

P.S.- Este texto, até pelo tom que lhe subjaz, vai trazer-me 0 amigos novos e ainda menos pessoas a telefonarem-me a dizer que a proposta foi alterada por causa dele. No entanto, quem o ler fica a saber que, neste processo, muitos docentes foram abalroados por um conjunto de critérios redigidos à la minute e sem tarelo nenhum por quem denota desconhecer a realidade dos professores.

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Previsão do Número de Alunos Até 2017/2018

No site da DGEEC encontram-se inúmeras publicações com dados estatísticos na área da Educação.

Um dos últimos estudos é um Modelo de previsão do número de alunos em Portugal por regiões –  impacto do alargamento da escolaridade obrigatória onde são apresentados os principais resultados da aplicação de um modelo de previsão do número de  alunos no ensino básico e secundário nos próximos 5 anos por regiões.

Resumi o quadro do 1º ciclo e segundo as previsões do estudo em 2017/2018 irão entrar no sistema de ensino menos 5124 alunos do que este ano letivo, representando um decréscimo do número de alunos em 5,3%. Se não será muito difícil acertar com alguma segurança no número de alunos a matricular-se no 1º ano em 2017/2018 (a não ser que os fluxos migratórios mudem muito até lá) já não consigo perceber muito bem algumas variações que ocorrem noutros anos de escolaridade.

 

1 ciclo

Estudo publicado em 10 de Fevereiro de 2014

 

No mesmo site encontra-se também publicado um quadro resumo com a data de publicação em 2014 dos vários estudos estatísticos da DGEEC.

 

 

DGEEC

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Concurso Extraordinário dos Açores

Concurso extraordinário – conheça o documento com as propostas de alteração apresentadas pelo PS e pelo PCP

 

 

A análise deste documento (em articulação com a proposta inicial do BE) permite saber o que foi aprovado na passada 6.ª feira.
Ainda não estando disponível a versão final do documento aprovado na passada 6.ª feira, o SDPA apresenta-lhe o documento entregue pelo PS e pelo PCP na Assembleia Legislativa Regional no início da discussão da criação de um concurso extraordinário.
Tendo o PS e o PCP adotado a proposta inicial do BE (que a havia retirado, por não querer que esta fosse pervertida), as propostas de alteração destes partidos foram aprovadas na passada 6.ª feira.
Assim, o documento aprovado é o que tem por base a proposta inicial do BE (disponível aqui) e que foi sujeito às alterações constantes no documento cujo download disponibilizamos.
(A Direção, aos 17-02-2014)

Propostas de alteração

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A Portaria de Alteração à Portaria da Autonomia

… de dia 12 de Fevereiro que estará para publicação em Diário da República e que faz alterações à Portaria n. 265/2012, de 30 de Agosto.

A portaria em pdf aqui.

 

autonomia-das-escolas-a-portaria-20140212-1 autonomia-das-escolas-a-portaria-20140212-2 autonomia-das-escolas-a-portaria-20140212-3

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Peço ao Seguro que Proponha um Tribunal Especial para esta Gente

MLR

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Fogo de Vista

Porque no fim haverá sempre um espaço para ficar tudo como está ou melhor ainda.

Hoje, no Diário de Notícias.

Notícia completa aqui.

 

privado

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Entrevista de Marçal Grilo ao Público

Retirei apenas o destaque dos concursos ligados à autonomia para este post.

 

Eduardo Marçal Grilo
“O país não resiste a este pingue-pongue”

 

Foi o que fez como ministro?
Iniciou-se o processo com a primeira grande legislação sobre autonomização das escolas. O modo como depois se pôs em prática não foi, na minha perspectiva, muito feliz. Sabe que a ideia da autonomia não é uma ideia muito consensual…

Por exemplo?

Por exemplo, os sindicatos. Não não são particularmente favoráveis à ideia. A autonomia implica algumas medidas específicas, como as escolas poderem contratar os seus próprios professores, algo de que estamos muito longe

… e já lá vão 15 anos…

… continuamos com as colocações que anualmente concorrem por quadros de escola, uns que concorrem para Bragança e querem ir para a Covilhã… Enfim. A partir do ano 2000 houve alguma regressão, mas já se retomou hoje a ideia da autonomia como caminho promissor.

 

 

 

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Resumo da Semana 6 e Antevisão da Semana 7 do 2º Período – Contratações de Escola

Ainda vamos a meio do 2º período e já imensos grupos de recrutamento nesta altura têm mais horários em concurso do que em todo o 2º período do ano letivo passado.

Esta situação ficou a dever-se ao facto dos docentes dos quadros sem componente letiva passarem a desempenhar funções nas escolas onde estavam em 31/12/2013 e saírem da lista de docentes sem componente letiva para efeitos de colocação em reserva de recrutamento.
Esta alteração ficou a dever-se à publicação do despacho normativo 7-A/2013, após as greves às avaliações e ao exame de Português do ano letivo passado.

 

SEMANA 7

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Nota Informativa do Conselho das Escolas

No novo site do Conselho das Escolas fica a informação que esse órgão nunca foi ouvido sobre a nova portaria de autonomia das escolas, conforme consta do preâmbulo da nova portaria.

 

Nota Informativa N.º 2

 

Ontem foi tornado público (vide aqui) que aguarda publicação uma Portaria que vem introduzir alterações à Portaria n.º 265/2012, de 30 de agosto – autonomia das escolas.
 
No 3.º parágrafo do preâmbulo dessa Portaria que aguarda publicação, é referido de forma expressa e taxativa que “Foi ouvido o Conselho das Escolas”. Serve a presente nota para informar os estabelecimentos públicos de educação não superior, e a comunidade em geral, que o Conselho das Escolas nunca foi ouvido sobre a existência da referida Portaria, tendo da mesma tomado conhecimento, apenas, no próprio dia em que foi assinada. Há dois dias atrás, portanto.
 
Acresce que o Conselho não só não foi ouvido sobre a existência da Portaria, como nunca foi ouvido sobre a matéria que a mesma versa.
 
Deste facto foi dado imediato conhecimento ao Gabinete do Sr. Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, a fim de se proceder à necessária retificação, na parte em que se refere ter sido ouvido o Conselho das Escolas.
 
José Eduardo Lemos, PCE, 14/02/2014

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Mas Há Alguém Que Acredite?

… que a autonomia sem contrapartidas financeiras consiga sair do papel?

Pais e professores não acreditam que a autonomia da gestão curricular saia do papel

 

A alteração legislativa causou preocupação às direcções de várias organizações de docentes, embora por razões diversas. Mas, como os sindicatos, também elas acreditam que no terreno nada vai mudar.

 

A possibilidade de as escolas com autonomia gerirem os currículos e de se especializarem agrada “por princípio” ao presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap), mas não à maior parte dos dirigentes de associações de professores ouvidos pelo PÚBLICO, que dizem ter recebido a novidade com “grande preocupação”. Todos, satisfeitos ou não, prevêem, no entanto, o mesmo: que as mudanças não sairão do papel.

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Atualidades em Educação

Secretário-geral da FNE comenta a atualidade em Educação – 14 de fevereiro de 2014

 

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=SYKnL6QD8Sg]

 

Concursos, Contrato Coletivo de Trabalho e Autonomia das Escolas.

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