Os Lobbies

Ministério recua na incompatibilidade entre a gestão escolar e exercício autárquico

 

Afinal, talvez os directores de escolas possam ser vereadores, membros das assembleias municipais ou presidentes das juntas de freguesia. MEC criou grupo de trabalho para estudar o assunto, o que satisfez socialistas e sociais-democratas, que avisam que há muitos dirigentes escolares entre os eleitos.

Um dia depois de ter confirmado a incompatibilidade entre a função de director de escola e o exercício de “qualquer cargo resultante das eleições autárquicas, seja o de vereador, de membro de assembleia municipal, de vogal de junta de freguesia ou outro”, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) recuou. Na noite desta sexta-feira, na sequência da notícia de várias situações de suposta incompatibilidade envolvendo autarcas do PSD e do PS e de pareceres contraditórios sobre o assunto, anunciou a criação de um grupo de trabalho para analisar a questão.

 

Para resolver este problema bastava que cada Conselho Geral definisse no seu regulamento que procederia à destituição dos Diretores que assumissem cargos autárquicos em acumulação com o de Diretor da Escola. Porque como se imagina, ou o tempo dá para uma coisa ou para outra.

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5 comentários

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    • Helena Mendes on 26 de Janeiro de 2014 at 18:32
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    Crato não devia ter cedido.
    Fez mal.

    • ... on 26 de Janeiro de 2014 at 19:18
    • Responder

    Só recuam no que lhes interessa…

    • rainha on 26 de Janeiro de 2014 at 21:59
    • Responder

    Cambada!!!!!!!!!! O que está primeiro é a Escola e não os tachos da política!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    • roxana on 27 de Janeiro de 2014 at 9:03
    • Responder

    Sei de professores que acomulam um cargo político e que estão a dar aulas em escolas onde há professores do mesmo grupo com horário zero. Naturalmente, cada um aproveita as oportunidades que tem mas parece-me ridículo que a lei permita situações destas num momento em que, dizem eles, é preciso cortar na despesa e aumentar as oportunidades de emprego. Para quê permitir, o estado, que os seus funcionários tenham dois empregos quando podiam estar a tirar alguém do fundo de desemprego. É até uma questão moral. Considero também que se um determinado cargo político requer apenas algumas horas de trabalho por semana, pois que se pague de acordo com as horas de trabalho.

    • Agostinho on 27 de Janeiro de 2014 at 14:25
    • Responder

    Também há outros cargos que se acumulam e não entendo. Como é que um deputado da assembleia da república pode ao mesmo tempo ser presidente de Junta de freguesia e ainda por cima a uma distãncia de 300KM?

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