E O Que Tem a Dizer Jorge Costa Sobre Esta Vinculação?

Para quem não sabe, foi o Jorge Costa que apresentou a queixa a Bruxelas contra o Estado Português que foi amplamente difundida aqui no blog.

O EMBUSTE DE UMA VINCULAÇÃO POBRE DE VAGAS CIRURGICAMENTE ANUNCIADA: O PRETO NO BRANCO.

 

 

A vinculação proposta por Crato não é razoável porque contorna a lei, é descabida por deixar de fora 13000 que no imediato deveriam entrar nos quadros, cheira a embuste, é irrisória considerando o universo vinculável, tem cheiro a mofo por ser mais do mesmo do que se passou no passado, não respeita quem fez quatro anos de serviço a partir de 2001, cinco anos consecutivos é o mesmo que dizer a pelo menos dez mil professores “esqueçam a estabilidade profissional, agora emigrem!”. Como responsável pela petição apresentada à CE em 2009, não aceito isto, não posso aceitar que os meus colegas contratados inelegíveis por esta arquitetura sejam excluídos do processo de Crato.

Não, não posso aceitar em consciência que o que fiz serviu só para alguns e não para todos os que merecem o fim da injustiça.

Não, não contem comigo para estar calado. Informarei a Comissão Europeia desta enesima afronta à dignidade dos professores contratados.

É o que me resta, em consciência!

Jorge Costa (Professor do Quadro há vinte anos, que efetivou num tempo em que os professores ainda eram respeitados!)

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11 comentários

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    • Trocatintas on 19 de Janeiro de 2014 at 0:41
    • Responder

    Parabéns pelo altruísmo demonstrado, iniciativa que tem sido rara entre nós.

    • maria on 19 de Janeiro de 2014 at 1:12
    • Responder

    PARABÉNS JORGE COSTA.

    • 123plim on 19 de Janeiro de 2014 at 1:15
    • Responder

    E os horários zero? É desonesto estar preocupado com a mobilidade e com a possibilidade de ficar a ganhar 400 euros? Sinto uma grande falta de solidariedade com a nossa, que dentro em breve será a vossa preocupação, com o querer efetivar a todo o custo, esquecem-se do caos que se instaurou e do custo que trará esse caos.

      • Gin on 20 de Janeiro de 2014 at 11:03
      • Responder

      Quais horários zero? Essa é outra luta.
      Quando efetivou preocupou-se alguma vez com o coitado do contratado da sua escola que estava a milhas de casa a fazer o mesmo que si e a ganhar menos e sem previsão de estabilidade enquanto você estava no quadro descansadinho? Se acha que está mal, perca o vínculo, e considere-se um contratado na selva.
      Não venha misturar alhos com bugalhos! Lute pelos seus direitos, mas não desta forma, tentado denegrir uma vitória de alguns! Sabe que foram professores como o Jorge Costa que, em vez de estarem a ler coisinhas na net ou à espera sentados em casa, meteram a “mão na massa” e trataram de resolver esta problemática com as instâncias europeias!

    • tecas on 19 de Janeiro de 2014 at 9:23
    • Responder

    Jorge,
    muito obrigada por tudo o que tens feito pelos contratados!
    Contudo, tal como já disseste, o MEC prepara mais um embuste. Ajuda-nos!

    • sandra s. on 19 de Janeiro de 2014 at 10:24
    • Responder

    http://porteduca.blogspot.pt/

    Obrigada, Jorge Costa pelo teu sentido de solidariedade. Pela lucidez das tuas observações.
    Estou no meu 19º cobntrato de trabalho e muito provavelmente ficarei de fora dessa vinculação, pois nos últimos 2 anos tive horários incompletos, mas agradeço a tua luta e o teu sentido de justiça.
    Concordo quando dizes que muitos professores contratados (eu digo explorados), estando na faixa dos 40-50 anos, já não têm paciência para embustes políticos como o das 2000 vagas anunciadas por NCrato.
    Não sei como irão desenrolar-se as negociações, já que, mesmo sendo sindicalizada, não acredito na luta de alguns sindicatos a favor dos contratados. No entanto, irei lutar por uma indemnização e espero que os contratados como eu e que vão ficar fora da “festa” (mais uma vez depois de tantas) façam o mesmo.

    Bem haja, colega.

    • Fifi on 19 de Janeiro de 2014 at 10:33
    • Responder

    MUITO OBRIGADO JORGE!
    AINDA EXISTEM PESSOAS SOLIDÁRIAS E PREOCUPADAS com a justiça social? Eu sou contratada há 16 anos, já investi noutra formação, tenho duas licenciaturas e um mestrado. Como moro na região centro, os horários escasseiam, pois os privados aqui cresceram como cogumelos, havia escolas públicas com milhares de alunos que agora tem umas dezenas, os privados ao lado estão cheios. Como vou conseguir horário completo aqui? Se for para Lisboa, Porto, Algarve, deixo o ordenado na estrada e alojamento. Porque não podem contar horários anuais incompletos? Se na minha zona esses horários incompletos são permanentes, só porque há menos turmas, não deviam ser considerados como completos?

    • Elsa on 19 de Janeiro de 2014 at 11:59
    • Responder

    Parabéns Jorge!
    Eu tenho 12 anos de trabalho e 10 anos de serviço. Percorri o Obrigada por tudo país de lés de a lés, até na África do Sul dei aulas durante 2 anos, tudo em prol do tempo serviço. Agradeço que nos ajudes e espero que continues a ajudar!!! Obrigada por tudo!

    • ;) on 19 de Janeiro de 2014 at 12:48
    • Responder

    Mais um obrigada pelas tuas atitudes contra a injustiça que estamos vivendo. Também andei por este país fora até ilhas para acumular 9 anos e pouco dos 10 que lecciono. Nestes dois últimos anos ando a fazer substituições onde calhar e pelo tempo que existir. E sinto-me tão injustiçada quando saio porta fora da escola e sei que lá ficaram colegas renovados com mesmos de 5 e 6 anos de serviço que estão injustamente colocados e eu volto mais uma vez para o desemprego. Não tenho nada contra eles, s”orte” eles têm, mas é uma sorte que provém da falta de moral e ética de colegas que estão numa direção e não respeitam a graduação. É contra estas pessoal que se intitulam de idôneas e responsáveis pela educação que eu abomino.
    Lina.

    • drika on 19 de Janeiro de 2014 at 17:16
    • Responder

    Muito obrigada, colega Jorge Costa! Bem haja pelo seu verdadeiro altruísmo. Assim outros lhe tomassem o exemplo.

    • sofia on 20 de Janeiro de 2014 at 0:47
    • Responder

    Obrigada colega! Tenho 10 anos de trabalho e 8 de tempo de serviço. Gostava de acrescentar que também existe a possibilidade de um professor trabalhar um ano letivo todo numa escola e o seu contrato não ser considerado anual, vai realizando contratos mensais ao longo do ano, no caso das substituições. É uma situação bastante injusta uma vez que o trabalho e o tempo são os mesmos!

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