Sondagem sobre as Negociações da Prova de Avaliação

Terminou na passada segunda feira o “processo negocial” sobre a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades sem que tenha existido qualquer aproximação com as posições das organizações sindicais, sendo esta a única contraproposta que eu tenha conhecimento.

Ambas as organizações sindicais nesse dia ponderaram requerer a negociação suplementar sobre a negociação terminada (FNE e FENPROF).

O que pergunto é se as organizações sindicais devem requerer a negociação suplementar com vista a um possível alargamento das dispensas para a realização desta prova ou como discordam da prova não devem fazer uso da negociação suplementar.

Qual deve ser o papel de uma organização sindical numa situação destas em que todos os professores se encontram de férias? (não havendo pergunta na sondagem para esta questão podem desenvolver na caixa de comentários)

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Documentos da reunião de dia 5 de Agosto

Projeto de decreto lei (prova de avaliação)

Projeto de decreto regulamentar (prova de avaliação)

Projeto Regime Jurídico Formação Contínua de Professores

 

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14 comentários

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    • JC Narciso on 8 de Agosto de 2013 at 11:01
    • Responder

    Concordo com a prova, desde que inserida na avaliação das Universidades e dos Poitécnicos. Avaliação interna. Aliás, defendo também isso para os exames nacionais. Deverão ser extinguidos e cada escola deverá realizar os seus exames, inseridos no seu contexto.

      • Professora e Prima do Crato on 8 de Agosto de 2013 at 11:32
      • Responder

      As Universidades já fazem exames. Ou a sua não fez?
      Que argumentação mais rídicula.
      Cada escola deverá realiza os seus exames?! Fica ao livre arbitrio? Se com exames globais muitas notas já são cozinhadas em plenas direções, o que sugere é o quê? Que isso seja oficializado?

      Cale-se.

      E sim, não se pode sugerir mais tempo para negociar quando não se concorda com o que se vai negociar. Se o fizerem é porque estão de acordo com essa farsa.

        • Ana Guedes on 8 de Agosto de 2013 at 12:45
        • Responder

        Concordo em absoluto com o que diz, Professora e Prima do Crato! Afinal todos nós nos fartámos de fazer exames. Eu pelo menos fi-los na FLL.
        Quanto aos exames ao nível de escola… valha-me Deus! Isso ia aferir o quê sobre a qualidade de ensino? Embora perceba a ideia de ser um exame adequado ao contexto, na prática não iria aferir nada a nível nacional.
        Só não concordo com a parte final do seu comentário. Os sindicatos não devem abandonar as negociações, pois, caso contrário, o MEC fará o que bem entender. Cabe aos sindicatos pressionar no sentido de fazer ver o ridículo de tal prova.

          • Professora e Prima do Crato on 9 de Agosto de 2013 at 18:58

          Prefiro ver abandorem as negociações do que assinarem de cruz mal lhes sejam acenados biscoitos.
          E isso, já nós vimos anteriormente noutras situações.

    • covadonga on 8 de Agosto de 2013 at 16:28
    • Responder

    Quando foi aprovado o estatuto da carreira docente, no governo Sòcrates, acho que ficou legislado que quem tinha mais de 5 anos de serviço em 2007 não prestaria provas.Acho muito estranho que queiram submeter a exame pessoas que tem 10, 15, 20 anos de serviço docente.Quer este tenha sido prestado no ensino público ou privado, se esteve essses anos todos é porque servia para dar aulas.

      • Professora e Prima do Crato on 9 de Agosto de 2013 at 19:02
      • Responder

      5 anos porquê?
      Não existe nenhuma razão legal, factual, racional, para que sejam estipulados 5 anos como o mínimo.
      Quando muito três anos. Já que ao fim desse tempo, todos deveriamos efetivar, cumprindo assim normas legais. Coisa que os sucessivos governos não tem cumprido, fazendo vista grossa à lei.

      Os professores, a serem avaliados, devem sê-lo pelo trabalho que efetuam no local de trabalho e nào por uma prova indecente que em nada vai conferir competência ao profissional.

      Se a atual avaliação é uma farsa, então mude-se. Mas o caminho só pode passar pela avaliação em serviço. Nunca doutra forma.

    • sandra s. on 8 de Agosto de 2013 at 18:02
    • Responder

    Também não concordo com a prova para professores que já lecionam ou lecionaram. Eu fiz tudo o que a Universidade na altura me exigiu: exames, estágio pedagógico, seminário científico, etc para poder trabalhar. Se me tivessem pedido também para fazer uma Prova para terminar o curso, tê-la-ia feito. Agora, virem impor uma prova passados 10, 15 ou 20 anos, é demais. Além disso, estes professores há muito que deviam estar nos quadros.

    • maria on 8 de Agosto de 2013 at 18:52
    • Responder

    não estão no quadro,porque roubaram o lugar que lhes pertencia,metendo no estado os amigos.
    pagaram-lhes mão de obra barata,permitindo enriquecimento de muitos ,colocando a escola publica
    assim…agora,é só teips para meterem os amigalhaços que faltam e,de seguida um pontapé no…
    revolta-me tanta injustiça.
    fazem exames para ganharem mais algum,esbanjarem o dinheiro dos contribuintes e ficarem a lamber o tacho …
    nunca se viu tanta parvoice,

    • Profa farta de medíocres on 8 de Agosto de 2013 at 23:11
    • Responder

    Sou a favor da Prova para todos. Estou farta de gente armada ao pingarelho nas escolas públicas. A escola pública está cheia de burros instalados que nada fazem.

      • Professora e Prima do Crato on 9 de Agosto de 2013 at 19:04
      • Responder

      Nada fazem nem nada podem continuar a fazer.
      Ou julga que 120 minutos será suficiente para os por a “fazer” se por acaso a prova lhes correr de feição?

      Este é argumento mais vulgar e básico que qualquer um pode invocar. Vazio de qualquer razão.

        • Profa farta de medíocres on 10 de Agosto de 2013 at 15:49
        • Responder

        Está-me a dizer que os parasitas que não pegam num livro da sua área científica há décadas vão fazer a dita prova na maior?

    • Maria on 9 de Agosto de 2013 at 1:46
    • Responder

    Concordo com a prova escrita de acesso à profissão de professores integrada no final da licenciatura. Uma prova no inicio de carreira integrada que teria um ponderação na graduação do candidato. Discordo em absoluto com uma prova a meio da carreira. Para os docentes que já realizaram a profissionalização em serviço, com experiência de ensino e avaliações anuais, ações de formação não faz nenhum sentido a aplicação de uma prova do exercício de uma profissão.

    Em que país existe este modelo ? Isso é a total precariedade laboral ou seja a meio de uma carreira profissional chegar um Ministro e definir novas regras que passam por definir quem está/não está apto ou não para dar aulas ?

      • Professora e Prima do Crato on 9 de Agosto de 2013 at 19:14
      • Responder

      A meio e no inicio.
      Ou julga você que as universidades não preparam convenientemente um professor?
      Como pode avaliar um professor sem nunca ter observado a sua competência e profissionalismo no local de trabalho?

      Porque se acabou com o período probatório?
      Porque não se cumpre a lei e se efetiva o pessoal que tenha 3 anos de serviço?
      Porque se continua a fazer vista larga ao processo que está em marcha que tem como único objetivo disponibilizar a preço de saldo um serviço público que vai passar a ser privado?

      A prova no final da licenciatura, meio, inicio, nada traz de novo para a melhoria do profissional. Serve sim, e isso é tão claro que é impressionante como ainda há os que teimosamente não o enxergam, como forma de impedir “oficialmente”o acesso à profissão. E só não o fazem no começo, com limitações de vagas nas ESES e Universidades, porque esse caminho é mais dificil de percorrer. É muito mais simples e não mancha o amiguismo político entre governantes e instituições, se for feito no fim.

      Não há nenhuma razão séria para que a prova seja feita nos moldes em que está pensada. Tanto não há, que ninguém ainda o mencionou.

    • euzinha110 on 9 de Agosto de 2013 at 2:33
    • Responder

    Como é possível 3 % dos professores responderem “não sei” ao questionário realizado pelo Arlindo. O “não sei” também lá está, é uma das opções. Mas meus amigos, se a esta altura do campeonato não souberem opinar em relação a este assunto, convido-os a pedir destacamento para Marte.

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