Eu Sei Que É Polémico o Tema

… mas o caminho, a breve prazo, aponta para o fim da monodocência no 1º ciclo.

Concordam ou não que o 1º ciclo deva funcionar em regime de monodocência?

Existe justificação para que os docentes do pré-escolar e do 1º ciclo tenham uma componente letiva diferente dos restantes níveis de ensino e não usufruam de uma redução da componente letiva em função da idade do docente?

Que razões históricas estiveram na origem da monodocência?

Com Centros Escolares quase maiores que algumas EB 2/3 ainda se justifica a opção pela monodocência?

Podem justificar as vossas opções sem entrarem em confrontos pessoais.

As minhas opiniões estão escritas aqui e aqui e antes de toda esta polémica em redor do 1º ciclo alertei neste post de Junho sobre as alterações no DOAL para 2013/2014.

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31 comentários

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    • zeco on 10 de Julho de 2013 at 21:48
    • Responder

    A monodocência provou, com exceções, os seus méritos. Mas para subsistir teria de ser respeitada a sua especificidade. Tudo se complicou quando com a MLR se optou por fazer do 1.º ceb um depósito de crianças de natureza quase caritativa. A partir daí, com a demagogia que se tem feito, toda a gente pensa que as escola a tempo inteiro tem de ser oferecida a todo o custo. Ninguém se importa com as crianças e as consequências destas opções. E em vésperas de eleições, há sempre um nuno disposto a ir mais além com “menos”.

      • Daniel on 12 de Julho de 2013 at 13:32
      • Responder

      O que é as Batatas tem que ver com as Cenouras. Mistura tudo.

      Quanto à pergunta: monodocência SIM. É assim que funciona nos melhores sistemas educativos.

    • Melissa on 10 de Julho de 2013 at 22:12
    • Responder

    http://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=P2013N70303

    • Nanda on 10 de Julho de 2013 at 22:42
    • Responder

    Na nova matriz do 1º ciclo, AEC de 5 a 7 horas e meia, mais peso que matemática, LP ou E.meio, esta gente enlouqueceu!!!… muito pior que MLR, (não que tenha saudades!!!), para não falar do DOAL, um ataque feroz ao 1ºciclo, então agora os professores lecionam Port, Mat, e EM, e depois para completar a componente letiva ficam com 8 horas de AEC + 150 minutos de C.Não letiva para fazer mais uma quantas coisas, que derem jeito…estamos bem entregues!!! mas onde? ficou escrito e salvaguardado, a componente individual de trabalho de 13 Horas??? não vejo isso em lado nenhum?
    Isto tudo só vai prejudicar os miúdos… até me tirou o pouco ânimo que ainda me restava …
    Há já alguns anos, que tentam aplicar no 1º ciclo, o modelo do 2º ciclo, mas sem o resto (reduções…).
    Eu sinceramente não conheço nenhum modelo aqui nos países vizinhos, que não tenha o modelo de monodocência no 1º ciclo, e acho muito arriscado se aventurarem em terreno desconhecido. Ainda bem que a minha filha já está no 4º ano, se não colocava-a numa escola privada, porque com os filhos não se brinca!!!

    • Dinis on 10 de Julho de 2013 at 22:52
    • Responder

    Só haveria a ganhar, acabar com a monodocência.

    • João Pires on 10 de Julho de 2013 at 23:10
    • Responder

    Não me repugna nada o fim da monodocência! O meu problema não é esse mas sim, o facto de estas alterações terem sido feitas para que os professores dos outros ciclos não ficassem sem componente letiva o que apesar de entender é perigoso. Os diretores vão ter de usar de bom senso na distribuição de serviço para não estarem a beneficiarem uns e a prejudicar outros. E neste caso, quem sai a perder em primeiro lugar são os alunos, atenção que a realidade do 1.ºciclo não tem nada a ver com os outros ciclos. Agora, concordo perfeitamente que um docente de EVT dê as áreas das expressões…


    1. usarem bom senso? prejudicar uns e não outros?

      na minha realidade têm sido beneficiados sempre os mesmos……….


  1. Este ano tive uma docente de EVT a Coadjuvar e a avaliação que faço não é muito positiva. Elas dizem que é engraçado trabalhar no 1º ciclo mas a coisa só funciona com o professor lá!

    Se terminam com a monodocencia vai ser um caos nas salas e nas escolas. Muitos professores terão que andar de um lado para o outro e não conseguirão chegar a horas às salas do 1º Ciclo!

    Irá haver confusão….

    Ou então a professora de EVT terá um horário seguido e o do 1º ciclo será o tapa buracos… lá se vai todo o trabalho feito…


  2. Será que a sua posição tem algo a haver com o facto de estar destacado no sindicato da FNE.
    Parece ser mais uma prova de que os professores do 1º ciclo nunca contaram com os sindicatos. E nunca vão poder contar… Entregam-nos de bandeja para todas as atrocidades possíveis e imaginárias. Nem nos alunos pensam. Eu sabia que me ía arrepender de ter feito greve. Tomámos as dores de todos e servimos de moeda de troca

      • Manuel on 11 de Julho de 2013 at 3:24
      • Responder

      Vai trabalhar Arlindo, andas com demasiado tempo livre! Sai do Sindicato e vai dar aulas.


    1. Como disse o tema é polémico e esta posição é exclusivamente minha.


  3. Eu penso que a monodocência tem que ver com a especificidade da idade das crianças.É evidente que tratando-se ainda de crianças tão pequenas especialmente pré, 1º e 2º ano não há nada de vantajoso em tanta mudança de professor, nem os professores do 2º e 3º CEB têm preparação e predisposição para traballhar com crianças tão pequenas…Agora, acho bem que se esses professores ficarem sem CL lhes atribuam o Apoio ao Estudo, as aulas de Expressões…
    Porque é que no pré-escolar, na Componente de Apoio à Família, em vez de as câmaras colocarem pessoas de formação duvidosa, os agrupamentos não colocam professores de expressões, inglês, informática, etc.2 ou 3 vezes por semana? Porque será que para as crianças do pré-escolar qualquer coisa serve? São personalidades em formação, é bom que tenham gente com formação a trabalhar com elas.
    Quanto à compensação pela monodocência era o que estava no antigo ECD para professores do 1º CEB e educadores de infância, reformavam-se mais cedo!


    1. subscrevo.

    • Adelino on 11 de Julho de 2013 at 11:01
    • Responder

    Sou professor do 1º ciclo com 35 anos de serviço e mais dez para trabalhar.
    Este é um assunto que, há décadas, é objeto de reflexão séria (pedagógica). É mais que reconhecido, seriamente e sem guerras absurdas que só afastam os que podem e sabem discutir o assunto, que os alunos até aprox. aos 12 anos, dada as suas caraterísticas (que seria longo expor aqui), exigem um trabalho global, muitas vezes designado por integrado, e não por causa de qualquer interesse profissional ou de outro tipo de quem quer que seja.
    Isto significa que o termo monodocência se aplica por razões do próprio aluno e, portanto, quem é “mono” é o aluno e não o professor ou a equipa de professores que preparam e desenvolvem o trabalho. Todos conhecemos sítios no mundo onde este trabalho se desenvolve durante 4, 5, 6 e até 7 anos, com as caraterísticas referidas e começam com par pedagógico, logo no 1º ano.
    O problema, portanto, não tem a ver com o facto de serem mais ou menos professores, mas antes com a possibilidade, ou falta dela, de uma equipa de trabalho se organizar adequadamente.

    O risco está na aplicação do “entra e sai” do modelo compartimentado.

    Se não quiser saber dos alunos para nada, consciente do massacre que tem sido dirigido ao 1º ciclo, tendo em consideração os 1620 minutos de trabalho com os alunos (hoje tudo fala em minutos e portanto…..), não havendo qualquer compensação por estes factos e em atitude de máximo egoismo, só posso dizer o seguinte:

    Viva o fim da monodocência !!!!!! venha a redução a que tenho, eventualmente, direito pelo 79º.

    Se quero ser sério, tenho que defender, no interesse dos alunos, a monodocência (com par pedagógico, com coadjuvação ou outra forma qualquer de trabalho em equipa) exigindo, no entanto, que os sindicatos passem a olhar para este assunto como deveriam ter feito há anos.

    Por favor, não matem os professores !!!!

    Um abraço para todos os professores e educadores deste País

    Adelino Oliveira

      • João on 11 de Julho de 2013 at 11:26
      • Responder

      Infelizmente, revejo-me nisto:
      http://alho_politicamente_incorrecto.blogs.sapo.pt/951738.html


    1. Colega Adelino (sim, a si posso chamar colega): Finalmente uma resposta com fundamento, só lhe faltou acrescentar que, no 1º ciclo, as disciplinas não são “estanques”, elas relacionam-se entre si. No 1º ciclo há a verdadeira multidisciplinaridade, intertemática e interdisciplinaridade (sim eu sei que com a atribuição de horários rígidos e estanques, copiados dos outros ciclos, quase acabaram com essa nossa caraterística tão especial). O professor do 1º ciclo dá Português quando ensina Matemática, dá Matemática quando explica Estudo do Meio, …
      A monodocência, ainda não há muito tempo, foi proposta para ser alargada ao 2º ciclo (com algumas adaptações, claro) exatamente pelos motivos que o colega Adelino referiu e só quem não deu psicologia do desenvolvimento e pedagogia é que não entende.
      Contudo termino com os quatro parágrafos terminais do colega pois concordo TOTALMENTE com ele.

      Armanda Rocha

    • Maria on 11 de Julho de 2013 at 11:47
    • Responder

    Pergunto: mas se efetivamente a monodocência terminar, o que vai acontecer a tantos colegas do 1.º Ciclo? Não creio que essa seja a ideia, julgo que a matriz só vem clarificar as horas que devem ser trabalhadas nas várias áreas. Quanto às AECs: os professores dos restantes ciclos que estiverem sem componente letiva vão assegurá-las, sobretudo no caso das expressões.

    • Marco on 11 de Julho de 2013 at 11:58
    • Responder

    Se houvesse falta de professores do 1.º ciclo ainda se poderia pensar em algo assim…

    Agora, com o “excesso” de prof do 1.º ciclo, uma medida destas teria interesses obscuros.


    1. sabe Marco concordo consigo e não sou do 1º ciclo sou do pré -escolar mas toda esta situação ainda nos deixa mais apreensivos.
      deixo uma questão: estamos em tempos de mudanças contínuas, faz sentido não existir estabilidade? trabalhamos com crianças ou com objectos? quem nos representa nos diferentes sindicatos já se esqueceu do que é estar no terreno, das dificuldades que nós sentimos no dia a dia? onde nos defendem a nós e aos alunos?

      sinceramente gostava de uma resposta objectiva, sem rodeios, é que cansa mesmo.

      já nos retiraram a monodocência a vários níveis só falta mesmo isto?
      alguém consegue entender como pode um profissional de educação pré escolar trabalhar directamente com crianças até aos 65 anos, que qualidade se tem para um trabalho efectivamente de qualidade????????

      • Maria on 11 de Julho de 2013 at 18:22
      • Responder

      Obscuros? Só para quem não quer ver.
      Mas acham que “eles” estão mesmo preocupados com as questões pedagógicas relativas à mono ou multidocência? A única coisa que está em questão é qual das vertentes sai mais barata. Ponto.
      E a suposta “vitória” dos docentes que não do 1º ciclo ou pré escolar… vá lá, deixam-se enganar tão facilmente assim? Esta é uma daquelas vitórias que se vai alcançando até à derrota final.
      Vocês (digo vocês porque sou docente do secundário) são apenas os primeiros a ser lançados à fogueira, assim subrepticiamente, porque tudo ao molho dava muito nas vistas e protestos em bloco custam mais a conter. Assim, para a opinião pública fica que houve acordo e cedências (somos uns privilegiados), e ficamos nós em banho maria por mais um ano até nos chegar também a definitiva carga horária e, sobretudo, entrar em vigor (para todos!) a medida que realmente importa que é a da requalificação, vulgo despedimento.
      E aí sim, é que vai ser a valer, a um ponto em que o pessoal já nem se vai importar se trabalha aos fins-de-semana, desde que não seja um dos eleitos para o despedimento.


      1. mesmo.


      2. Desde o tempo da de “Má Memória” que o venho dizendo. O “nosso” (deles) problema é apenas e só FINANCEIRO.
        Quando, no anterior governo, “descobriram” que a maior parte do orçamento (cerca de 70%) do ME era para o ordenado dos professores e que por mais cortes que fizessem não conseguiam reduzir na despesa, começaram a “asneirar”: foi o congelamento da carreira ad eternum, foi o Professor Titular, foi o reescalonamento… sempre à mistura com umas mexidas ou na gestão ou na parte curricular para fazer muita poeira e nos distrair.
        Estes agora (como disseram muito mal dos outros) para fingirem que são diferentes (embora o problema seja o mesmo=DINHEIRO) aumentam o nº de alunos, aumentam o horário de trabalho, apresentam-nos o “horário zero”, põem-nos no “mesmo saco” da função pública para a requalificação e mobilidade,… e continuam a fazer MUITA POEIRA.
        O que vale é que muitos de nós já por aqui andam à demasiado tempo e não se distraem com facilidade. Só é pena que os nossos representantes sindicais não lhes sigam o exemplo.

          • madr on 12 de Julho de 2013 at 23:23

          *andam HÁ demasiado tempo
          🙁

    • maria on 11 de Julho de 2013 at 16:10
    • Responder

    acabem com tudo de vez…quanto mais depressa rebentar,melhor.
    sofrimento e fome já não falta.

    • Paulo on 11 de Julho de 2013 at 16:29
    • Responder

    Enfim… já bastava o governo que temo agora mais este a delirar…

    • Lena Santos on 11 de Julho de 2013 at 21:29
    • Responder

    Na minha opinião, deveria manter-se a monodocência no 1º e 2º ano e a partir do 3º e 4º ano as disciplinas deveriam ser dadas por 2 no máximo 3 docentes…. Os únicos aspetos positivos com o fim da monododência são a redução do horário letivo de 25h para 22h e usufruir do famoso artº 79, com o passar dos anos (até agora o pré-escolar e o 1º ciclo têm sido prejudicados nestes pontos). Já agora porquê não ficar todos com o mesmo calendário escolar, desde o pré-escolar até ao 12º ano, porquê há tanta diferenciação, chegando a ser 1 mês a mais de calendário escolar no terceiro período (o pré-escolar só acabou dia 5 de julho). Para acabar com os horários zeros de colegas (pré, 1º e 2º ciclo) porque não aproveitá-los para alargar as AEC´S para o pré-escolar (só aconteceu isso 1 única vez numa escola em que passei, em que tinham exp. musical, plástica, motora) abrindo as hipóteses de adquirir assim componente letiva.

      • xiroro on 12 de Julho de 2013 at 14:07
      • Responder

      Pré escolar e 1.º ciclo, são realidades à parte. NÃO ao fim da monodocência . E a escola dos afetos, da construção onde os docentes estão 24 horas de serviço, quer a fazer atendimento aos alunos quer a pais. Quantas vezes, fora do local de trabalho na rua, em casa…, Sim porque os pais ansiosos quando encontram o professor na rua fazem perguntas sobre “o menino” e cada vez é mais frequente telefonarem para casa quando não vão à própria casa do professor questioná-lo sobre a prática letiva. Porque é que a carreira dos professores tem de ser toda igual? Andam a mexer nisso para dar trabalho aos profs de horário zero? E o 1.º ciclo é alguma ETAR ? Coadjuvação é a maior treta que existe…também é para preencher horários do 2.º ciclo. Quanto aos professores de 1.º ciclo que fizeram formação em todas as áreas que lecionam pois é o único ciclo que desde sempre exigiram formação e diploma em concursos e neste momento estão contra a monodocencia pergunto-lhes se ser generalista é algum desmérito. Ou sentem-se mais doutores por lecionarem só uma área? Haja paciência!!!!!!!!!!!!!!

        • Daniel on 12 de Julho de 2013 at 14:21
        • Responder

        100% de acordo.

    • Daniel on 12 de Julho de 2013 at 13:45
    • Responder

    1.Ó almas desde quando é que o currículo dos alunos deve ser decidido pela carga horária dos professores?

    2.Se não inventarem. Se os horários dos professores do 1.º ciclo se mantivesse como sempre (9-15.30, com o intervalo e almoço pelo meio), não haveria está loucura.

    3.Quando a monodocência acabar a indisciplina (que agora dispara no 5.º ano), começará logo no 1.º ano de escolaridade.

    4.Em Itália experimentaram a compartimentação do 1.º ciclo, correu mal, e voltaram, atrás.

    5.As crianças do 1.º ciclo tem a vantagem de ter um professor só para elas. Um professor que pensa quase individualmente em cada um dos seus meninos. As crianças com professores que tem 2/3/4/5/6/7 turmas são só mais um, entre as dezenas ou centenas de alunos que o professor tem a cargo. Na turma do X o zézinho não sabe ler e lá está o professor que com ele trabalha 5 horas por dia para o ajudar. Na turma X 5.º ano o zézinho não aprende as orações subordinadas, a professora pouco pode fazer, está com ele 5 horas por semana, como está com maos 100 o mesmo tempo.

    6.Não destruam o que funciona, se há maus professores do 1.º ciclo (e este ano foram lá parar alguns muito fraquinhos, vindos do 2.º!), que se corram com eles de lá para fora.

    7.Um grande bem-haja a todos os professores do 1.º ciclo (da escola pública) dos meus 3 filhotes.

    Este não assunto irrita-me!


  4. Acabar com a Monodocência no 1º Ciclo ?! Se calhar nunca voltaram a entrar numa sala do 1º ciclo desde que fizeram o 4º ano…. Experimentem e depois digam alguma coisa.

    • Elisabete Oliveira on 13 de Julho de 2013 at 14:14
    • Responder

    Por mim este comentário diz tudo! Sobretudo a parte de 2gente de formação duvidosa na componente de Apoio à família” já vi cada coisa nesses sítios que nem é bom lembrar. Colocavam lá professores que apoiassem nos TPC de forma conveniente e que desenvolvessem trabalhos a nível das expressões realmente didáticos!
    O facto de acabar com a monodocência é dúbio. Eu fiz o meu ensino primário em França com um professor nas áreas de base e um pra expessão plástica e outro para música. E ainda tinha uma outra para Português enquanto que os meus colegas tinham um prof de inglês (estamos a falar da época 86/91) e foi uma educação exclente. estamos a ter um debate com 25 anos de atraso…

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