Confirmados os Serviços Máximos

“Decretados” numa mensagem do Júri Nacional de Exames.

 

MEDIDAS ORGANIZATIVAS A ADOTAR PELAS ESCOLAS NO PROCESSO DE REALIZAÇÃO DAS PROVAS FINAIS DE CICLO E EXAMES FINAIS NACIONAIS

MENSAGEM N.º 8/JNE/2013 de 12/06/2013

ASSUNTO: MEDIDAS ORGANIZATIVAS A ADOTAR PELAS ESCOLAS NO PROCESSO DE REALIZAÇÃO DAS PROVAS FINAIS DE CICLO E EXAMES FINAIS NACIONAIS

No sentido de assegurar o normal funcionamento do processo de realização das provas finais de ciclo e dos exames finais nacionais, que se inicia no próximo dia 17 de junho, o Júri Nacional de Exames vem transmitir algumas orientações às escolas:

 

1. Se, por motivo de greve às reuniões de avaliação, não for possível às escolas a atribuição das avaliações internas aos alunos, estes podem realizar as suas provas e exames de forma condicional, tal como se encontra prescrito nos n.ºs 8 e 10 do artigo 31.º do Anexo II ao Despacho Normativo n.º 5/2013, de 8 de abril, Regulamento das Provas e Exames do Ensino Básico e Secundário;

 

2. Os alunos do ensino secundário que frequentaram disciplinas bienais da componente de formação específica ou da componente de formação geral (Filosofia), cuja aprovação não depende da realização de exames nacionais como internos, podem:

a. Obter aprovação apenas por frequência da disciplina;

b. No caso de não terem obtido aprovação no final do 3.º período, inscrever-se para realizar o respetivo exame nacional na 1.ª fase como aluno autoproposto;

c. Caso não tenham conhecimento das respetivas avaliações finais do 3.º período, inscrever-se e realizar na 1.ª fase, a título condicional, os respetivos exames nacionais;

 

3. Nos casos referidos nas alíneas b) e c) do número anterior, os alunos devem inscrever-se para exame até ao próximo dia 14 de junho.

 

4. No que diz respeito às disciplinas sem oferta de prova final ou exame nacional, e em caso de não aprovação na avaliação do 3.º período, os alunos podem requerer prova de equivalência à frequência. Caso não seja possível a atribuição da avaliação interna a estes alunos, a escola, dentro da sua autonomia, deve adotar todas as 2 medidas necessárias no sentido de reajustar o calendário de realização das provas de equivalência à frequência de acordo com as circunstâncias;

 

5. A fim de poder ser assegurada a realização das provas e exames do dia 17 de junho, os diretores/presidentes de CAP devem convocar para o serviço de exames, nomeadamente, para o serviço de vigilância, todos os docentes de todos os níveis de ensino pertencentes aos respetivos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, cumprindo as regras em vigor para o serviço de vigilância.

 

Com os melhores cumprimentos.
O Presidente do Júri Nacional de Exames

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39 comentários

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    • Maria on 12 de Junho de 2013 at 17:27
    • Responder

    FDP’S! O MEC não merece que gaste mais letras…

    • Pedro on 12 de Junho de 2013 at 17:27
    • Responder

    Podem convocar à vontade, mas os professores não vão porque estão em GREVE. Agora é que TODOS devem aderir à greve!!!

    • Savana on 12 de Junho de 2013 at 17:32
    • Responder

    Ok, é justo.

    Igualmente os professores não vão querer ser injustos para com a sua classe profissional, e esta política educativa, pelo que irão fazer greve.

    Read more: http://www.arlindovsky.net/2013/06/os-profetas-de-maria-de-lurdes-rodrigues/#ixzz2W1K7BCtp

    • Carlos on 12 de Junho de 2013 at 17:58
    • Responder

    Não é com este tipo de atitude que o MEC levará a água ao seu moinho, está mas é a convocar uma greve a 100%.

    • Camarada on 12 de Junho de 2013 at 17:59
    • Responder

    Mais fácil ainda basta o coordenador do secretariado de exames e o seu substituto faltar e a prova não se realiza.

      • Nuno coelho on 12 de Junho de 2013 at 18:11
      • Responder

      Mais fácil ainda, basta todos os professores fazerem greve e não estarem dependentes de outros.Este é o dia em que cada um deve mostrar o que vale e não esconder-se atrás de outros.

    1. os outros professores podem juntar se para compensá los e assim não saímos tão prejudicados a nível financeiro.

  1. Vai ser o dia em que se verificará o que valem os membros desta profissão! Quando se começará a falar em piquetes de greve em todas as escolas para desmobilizar os fura greves ue existem em todas as escolas?

    • José Ferreira on 12 de Junho de 2013 at 18:51
    • Responder

    Comentários para quê? “É um artista português e usa pasta medicinal Couto”.
    Os Palhaços continuam no poder…

  2. Parece-me uma excelente medida para apurar quem são os professores destes país. Quem tiver coragem de entrar na escola nesse dia é porque está disposto a viver de joelhos o resto da vida!

    • José Gouveia on 12 de Junho de 2013 at 19:51
    • Responder

    AGORA OU NUNCA! PROFESSORES DE PORTUGAL DEPOIS DESTA AFRONTA SÓ RESTA UMA SOLUÇÃO: GREVE TOTAL! EU QUE ATÉ NÃO IA FAZER GREVE AGORA É QUE É MESMO IRREVERSÍVEL E DIA 15 DE JUNHO ESTAREI EM LISBOA.
    ESTES SR.S DEMONSTRAM MESMO O QUE SÃO!!!
    PROFESSORES DO MEU PAÍS UNAM-SE E ENGRANDEÇAM A NOSSA PROFISSÃO.

    • Maria on 12 de Junho de 2013 at 20:03
    • Responder

    Exatamente colegas, NÃO PODEMOS ABRANDAR AGORA! Enchamo-nos de coragem, percamos o amor ao dinheiro e façamos greve no dia 17. Força, não se amedrontem!

    • Inês 510 on 12 de Junho de 2013 at 20:08
    • Responder

    Agora há que ir em frente…há que continuar a greve. A 17 de Junho vamos mostrar a nossa força. Bem hajam todos os que fizerem greve nesse dia.

    • teresa on 12 de Junho de 2013 at 20:18
    • Responder

    Quem furar a greve nesse dia merece viver curvado/de joelhos o resto da sua vida profissional……

      • orisia olhero macedo on 12 de Junho de 2013 at 21:51
      • Responder

      Apoio!!!

    • Augusta Isabel on 12 de Junho de 2013 at 20:35
    • Responder

    O ministro Crato já sabe que, convocando todos os docentes do agrupamento, estará a garantir a realização dos exames. Aí está a resposta ao facto de não querer alterar a data da realização das provas. E vai aguardar “serenamente” que tudo “encaixe”, para depois, outravez “serenamente” se autoelogie… pelo “sucesso” da mesma. É esta a realidade, acreditem! ;-(*

      • Maria on 12 de Junho de 2013 at 21:56
      • Responder

      Infelizmente acho que na parte dos exames o Crato nos vai “ganhar”. Ou então espero que a minha escola não seja representativa do que se irá passar, porque no escalonamento às avaliações, embora tenhamos conseguido até agora não realizar nenhuma reunião, a verdade é que só cerca de metade de nós é que está a dar o corpo ao manifesto, mesmo se uma esmagadora maioria irá contribuir na quotização para pagamento dos que faltamos.
      É uma escola essencialmente 2º e 3º ciclo (+ 1 turma de 11º e duas de 10º), e estava-se a evitar repetir colegas a faltar nas segundas reuniões de 6º e 9º e não se conseguiu. Ou seja, o pessoal até se quotiza para pagar (o que significa que concordam com os motivos da greve), mas não quer ver o seu nome na lista de grevistas (devem achar que vão para alguma lista negra do ministério, ou sei lá – traumas do tempo da Milu p’raí). Por isso suponho que numa secundária onde se realizem exames 12º, convocando todos os profs (e isso inclui do 1º ciclo – ou pré? até ao secundário), acho que com facilidade obtêm os profs necessários.
      Eventualmente dever-se-ia apostar no pessoal do secretariado de exames, como alguém referia, pois fazendo esses a coisa fica arrumada.
      Falhando os exames, de qualquer modo poderemos fazer a mossa com as greves às avaliações, uma vez que as férias de profs não são passíveis de acumulação (têm mesmo que ser no período de férias escolares), e se conseguirmos prolongar a coisa q.b., eventualmente terão que recorrer a passagens administrativas para poderem concluir o ano letivo, o que seria muito mau para o MEC.

    • Saruman on 12 de Junho de 2013 at 20:37
    • Responder

    Vamos todos a exame!
    Acabaram-se as fantasias, a forma como queremos, ou não, viver nos próximos tempos depende da nota que conseguirmos!

    • caos on 12 de Junho de 2013 at 21:34
    • Responder

    Agora mais que nunca me apetece fazer greve. É aqui que se vai ver se somos uma classe profissional com dignidade ou se somos somos carneiros que seguem no trilho que lhes é imposto.
    Viva a democracia, viva a liberdade, viva o bom senso.

    • orisia olhero macedo on 12 de Junho de 2013 at 21:49
    • Responder

    Eis uma regra que deve merecer, ainda mais, uma resposta digna dos professores.

    • Luísa on 12 de Junho de 2013 at 22:05
    • Responder

    Conheço uma escola em que todos os elementos do Grupo de Educação Física são contra a greve, achincalham os colegas que a fazem, e no dia 17 vão assegurar as reuniões.

      • Anónimo on 12 de Junho de 2013 at 22:31
      • Responder

      Acho muito bem. Grandes professores de Educação Física. Não se admirem se para o próximo ano lectivo não houver destacamentos por Condições Específica, para projectos, etc. Acho que os grevistas, muitos já pediram a reforma, estão a arranjar “lenha para se queimar”.

        • 5ergion on 12 de Junho de 2013 at 22:55
        • Responder

        Cuidado com isso, caramba! Não é hora de andar a pregar a desunião! Eu agora não sou professor de Educação Física… Sou professor, sou docente! Na minha escola os professores de Educação Física (como eu) estão em sintonia com esta luta! Qual é a ideia de vir agora criar cisões com esta parvoíce?! Tenhamos calma e vamos raciocinar… Chega de desunião! É precisamente por isso que nos fazem destas afrontas!!!!!!!!

    • Luísa on 12 de Junho de 2013 at 22:06
    • Responder

    os exames.

  3. Se faltarem os elementos do secretariado de exames quem assegura as funções? e os coadjuvantes? e será que todos os docentes podem/sabem vigiar? Qual vai ser o critério para escolher quem vai/poderá vigiar? Por que ordem? quem se segue? 300 profs convocados na sala de professores com senhas numeradas? Quem é que está aqui que não faz greve que se aproxime! Não poderemos estar no local de trabalho e justamente fazer greve? Quanto tempo antes se deve estar na escola para saber qual quem e como serão contemplados todos os convocados? lá pelas 11h já conseguiram as vítimas para o exame das 9h…Quero ver!

    • Anónimo on 12 de Junho de 2013 at 22:37
    • Responder

    A maioria dos grevistas não pediram já a reforma? Quem fica é que vai ver o que é bom. Cá para mim os destacamentos e projectos acabaram.

    • Anónimo on 12 de Junho de 2013 at 22:40
    • Responder

    Penso que o anónimo das 33:37 não anda longe da verdade. As centenas de professores destacados em Condições Específica (Não era necessário ter turma) esperam continuar a usufruir desse destacamento? É que esse destacamento depende exclusivamente do Ministério (Não é nenhum concurso).

    • 5ergion on 12 de Junho de 2013 at 22:47
    • Responder

    Isto significa o seguinte:

    O sr. Ministro Crato e o seu chefe 1º Ministro Coelho estão a APOSTAR NA DESUNIÃO E NA FRAQUEZA DA CLASSE DOCENTE e na nossa INCAPACIDADE DE VENCER ESTE BRAÇO DE FERRO…

    CEDER AGORA É PERDER PARA SEMPRE A DIGNIDADE E O RESPEITO QUE NOS É DEVIDO, CAROS COLEGAS… NÃO PODEMOS VIRAR A CARA À LUTA!

    Apelo a todos os colegas que não estavam a pensar fazer greve:

    POR FAVOR, ENTENDAM QUE ESTE MOMENTO É CRUCIAL PARA NÓS COMO CLASSE PROFISSIONAL E PARA A FORMA COMO ESTE E OS FUTUROS GOVERNOS DESTE PAÍS NOS IRÃO CONSIDERAR DESTA 2ª FEIRA EM DIANTE… e isso será determinante para o futuro da nossa FUNÇÃO SOCIAL!!!

    Agora NÃO PODEMOS FALHAR! Sob pena de sermos considerados FROUXOS e desprezados por toda a sociedade…

    ÀS ARMAS!

    • Violeta on 12 de Junho de 2013 at 23:26
    • Responder

    Caramba colegas!
    Até parece que nos estão a pedir um esforço exagerado. É uma grave, perde-se algum dinheiro, bem sei que faz falta, e então? Milhões de pessoas perderam as suas vidas em defesa dos regimes democráticos, da liberdade e dos direitos cívicos. Ninguém nos está a pedir para morrermos no Desembarque da Normandia, ou para fazermos parte das Brigadas Internacionais na Guerra Civil Espanhola, também não nos vão prender numa prisão durante quase 30 anos como aconteceu ao Mandela, não vamos ser executados pelo regime nazi como aconteceu com a Sophie Scholl no início da vida adulta e não me parece que nos enviem para um Gulag. É uma greve, é o raio de uma greve, que felizmente temos o direito de fazer! Coloquem as coisas em perspectiva. É pouco mas pode significar muito.

      • Anónimo on 12 de Junho de 2013 at 23:31
      • Responder

      Se tivesse filhos a fazer exames também aderia?

        • FarinhaDoMesmoSaco on 12 de Junho de 2013 at 23:57
        • Responder

        Tem dúvidas?!?! Trate-se!!!

          • FarinhaMalcheirosa on 13 de Junho de 2013 at 0:15

          Só “garganta”.

        • Violeta on 13 de Junho de 2013 at 0:02
        • Responder

        Então não é que fazia! Qual é que foi a parte relativa à necessidade de assegurarmos uma sociedade democrática e um ensino de qualidade é que não percebeu? Quando falei dos sacrifícios de muitos para benefício de muitos mais não é dos filhos que estamos a falar? Dos seus, dos meus, dos filhos deste país. Quando falamos da defesa da escola pública não falamos do futuro? Quando falamos dos sacrifícios do passado não falamos de futuro? Qual é o futuro que quer deixar aos seus filhos? Qual é o legado e o exemplo que lhes quer deixar? Como é que quer ser recordada?

    • PipaII on 12 de Junho de 2013 at 23:29
    • Responder

    No meu agrupamento na secundária até temos conseguido bloquear as reuniões, mas sei que na básica estão a realizar-se praticamente todas.
    Temos poucos contratados mas não estão a aderir à greve, o que me espanta, pois acho que serão os mais afetados por todas esta medidas.
    É claro que, na grande maioria das ecolas, vão conseguir realizar o exame com esta medida, se acontecer o contrário vou ficar muito surpreendida.

    Outra coisa que me espanta é a fraca aposta na manifestação de sábado, acho que uma grande adesão iria dar força a todos,até aos que não têm muita vontade de fazer greve, mas não é o que estou à espera.

    • Anónimo on 12 de Junho de 2013 at 23:35
    • Responder

    Se algum sindicato me pagar o dia também farei greve, caso contrário não. É que, não sendo filiado em nenhum sindicato, já me vou fartando de pagar impostos para sindicalistas não darem aulas. Deveriam ser os sócios a pagar-lhes o ordenado com as cotas.

      • Frankie on 13 de Junho de 2013 at 14:56
      • Responder

      Grande argumento. Parabéns. Só espero que o amigo seja um dos contemplado com a requalificação e/ou a mobilidade para longe de casa, para ver se mantém o mesmo discurso.

      Sinceramente. assim espero

    • Savana on 12 de Junho de 2013 at 23:45
    • Responder

    Eu penso que seja também o objetivo deste ministro matemático ao “convocar para o serviço de exames, nomeadamente, para o serviço de vigilância, todos os docentes de todos os níveis de ensino pertencentes aos respetivos agrupamentos de escolas ou escolas não agrupadas, cumprindo as regras em vigor para o serviço de vigilância”, não seja tanto para que possa “ser assegurada a realização das provas e exames do dia 17 de junho”, mas para assim, de uma forma maquiavélica, vir a poupar uns tostões com a perda do salário desse dia por parte dos professores que irão aderir à greve…

      • Filósofo on 13 de Junho de 2013 at 0:12
      • Responder

      Já o meu querido avô (que Deus tenha) dizia: -Se não queres ajudar o Estado deves pagar sempre os impostos.

    • Democrato on 13 de Junho de 2013 at 1:01
    • Responder

    Uma vez que todos os professores são convocados, na minha opinião, estes se devem dirigir à escola e montar um acampamento na escola junto à porta do secretariado, demonstrando aos “relutantes” o único caminho a seguir: a greve! Fazendo deste dia um dia histórico, uma derrota a todos os níveis deste ministro e o seu desgoverno, um desgoverno que demonstra não respeitar as pessoas deste país, só respeita gentinha corrupta. A Educação vence e todos vencemos. Força a todos!

  1. […] da mensagem nº 8 do JNE, existe apenas uma resposta que os professores podem dar – aderir em massa ao dia de greve […]

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