Em Luta por Odivelas

COMUNICADO

PROFESSORES PREOCUPADOS COM A ESCOLA PÚBLICA

Com a presença de duas forças sindicais (FENPROF e FNE), na terça-feira, dia 28 de maio, reuniram-se na sede do AE4O-Agrupamento de Escolas nº4 de Odivelas, professores de escolas do concelho, preocupados com o futuro da Escola Pública e com a sua situação profissional.

Com a presença de cerca de oitenta pessoas, a reunião foi convocada por professores da Escola Secundária de Odivelas, com o intuito de se refletir e debater a atual situação da educação em Portugal, à luz das medidas governamentais recentemente vindas a lume. Os docentes manifestaram-se disponíveis para lutar pelos seus direitos e contra a degradação das condições de trabalho nas escolas públicas, através, se necessário, de greve às avaliações e aos exames.

As forças sindicais presentes mostraram-se igualmente preocupadas com o futuro da Escola Pública, enfatizando um aspeto comum: o aumento significativo do desemprego na classe docente, se a situação se mantiver. A FENPROF deu relevo ao facto de não existir excesso de docentes, tendo havido uma diminuição da oferta educativa e uma redução da carga letiva em várias disciplinas. A FNE sublinhou que um sindicato executa os que os seus associados decidem, frisando que um país não se pode dar ao luxo de desistir de uma política de educação.

Durante o debate que se travou, destacou-se a necessidade de manter viva a luta dos professores, nomeadamente, mobilizando cada docente para a manifestação nacional de 15 de junho e para a greve nacional do dia 17 do mesmo mês. A greve aos conselhos de turma de avaliação foi ainda preconizada, remetendo os sindicatos para os respetivos canais informativos, onde se poderão esclarecer dúvidas de carater mais específico.

Odivelas, 28.05.13

Professores do AE4O-Agrupamento de Escolas nº4 de Odivelas

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1 comentário


  1. A defasagem salarial dos educadores é tamanha que, a cada greve de professores, essa passa a ser a principal pauta do sindicato e a única razão conhecida de todos para a paralisação. Quase nunca, no entanto, dinheiro é o único motivo que leva os grevistas a trocarem livros por apitos e escolas por ruas.

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