O Burnout Docente

Que não se sabendo a incidência dos dias de falta por baixa médica vale o que vale.

Porque com estes números também se pode afirmar que a média de baixas médicas dos docentes representa menos do que um dia de atestado por professor por ano. E por a permuta de aula ser uma coisa já quase natural nas escolas se calhar estes números não tiveram nenhuma implicação nos alunos.

E para que fosse reduzido este número bastava que fosse permitida a segunda falta no mês por conta do período de férias evitando-se muitas vezes ser o atestado a única forma de contornar a impossibilidade de haver mais do que uma falta por mês.

 

 

Metade dos professores pôs baixa em 2012

 

 

Profissão é dominada por mulheres, que se ausentam mais por questões domésticas e familiares. Stress também pode explicar os números.

Cerca de 58 mil professores pediram atestado durante o ano passado, segundo dados fornecidos pelo ministério da Educação ao «Diário de Notícias».

Quase metade dos 120 mil docentes do ensino público colocaram uma baixa por doença em determinada altura de 2012.

Foram registados 84 mil certificados de incapacidade temporária de 47 mil professores, aos quais se juntam mais dez mil que pediram baixa por «doença continuada».

A Federação Nacional da Educação justifica estes números com o stress e sublinha que há muitas faltas de apenas um dia que entram para esta contabilização.

Um sociólogo ouvido pelo DN explica que esta profissão é dominada por mulheres, que se ausentam mais por questões domésticas e familiares.

Baixas

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3 comentários

    • Carlos on 9 de Abril de 2013 at 2:48
    • Responder

    Se calhar não era má ideia fazerem o mesmo estudo e analise à classe médica e deixarem em paz os professores. Pois, na classe médica é em nº muito superior.

  1. Bem, por este andar, não tarda em que não se admitam ao serviço mulheres, à semelhança de alguns grupos económicos, aqui há uns anos a esta parte, que não declaradamente o faziam, e que agora até se põem em bicos de pé a ver se lhes toca algum… Lamentável, minha gente!

    Era caso para dizer que já mereço um aumento de vencimento já que não me lembro quando foi a última vez que usei de “atestado médico para efeitos de doença”. Sim, porque doenças há muitas. Isto vale o que vale, realmente…

    • azevedo on 10 de Abril de 2013 at 0:48
    • Responder

    Efectivamente a ausência ao serviço é elevada. Questões que devem ser ponderadas na 5 de outubro?

    1. Nº de professores delocados dazona de residência familiar?
    2. Criar instrumentos para enfrentar a indisciplina dentro da sala de aula;
    3. Quantos professores têm mais de 3 níveis de ensino diferentes
    4. Quantos professores fazem mais de 100km por dia escola/casa ?
    5. Nº de processos disciplinares por escola/dia
    As estatísticas a estas perguntas responde a esta elevada ausÊncia às aulas e deveria reflectir os decisores da 5 de outubro. Pequenas mudanças a nível de gestão levariam a excelentes resultados.
    A profissão é altamente desgastante, com elevados níveis de stress associados à elevada indisciplina nas escola (escondida infelizmente da opinião pública) … é necessário dar aos professores autoridade dentro da sala de aula e diminuir a indisciplina.

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