Por Esta Hora

… a ANAPET prepara-se para discutir a petição sobre a obrigatoriedade da Educação Tecnológica do 5º ano 9º ano, na Assembleia da República.

 

 

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1 comentário

    • Joshua on 24 de Outubro de 2012 at 21:44
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    Em jeito de desabafo…
    Sou professor contratado desde 1998!
    Sim, tenho alguns anos de serviço numa escola com contrato de associação, dependente do ME, serviço público de educação! E não: não fui escolhido por cunha, mas por currículo; também não fiquei refastelado ao pé de casa; fui trabalhar para uma escola a cerca de 200km da minha residência! Depois veio a história das prioridades e lá fiquei “preso” até que acabou a paciência para suportar a falta de respeito pelos professores e o abuso a que centenas ou milhares de colegas dessas escolas são sujeitos! O remédio foi concorrer em segunda prioridade! E sim: sim, considero que a colocação nessas escolas deveria ser feita pelo concurso público que coloca todos os professores; sim, compreendo e tenho sentido na pele as “aventuras e desventuras” que caracterizam a cada vez mais difícil vida de milhares de professores; sim, considero que deveríamos ser uma classe mais unida e não apenas preocupada com o respetivo umbigo! Sim, podia ter vinculado no concurso extraordinário prometido e negado pelo anterior governo; sim, poderia ter renovado o meu contrato neste ano letivo e tal não aconteceu porque foi permitida (justamente) a aproximação à residência dos colegas do quadro (embora a legislação que o permitiu tenha sido publicada já depois do início do concurso!).
    Sim, como muitos colegas estou cansado deste mando e desmando, deste desgoverno e falta de respeito pelos professores e pelos alunos, mas sobretudo pela ESCOLA PÚBLICA! Sim, espero ver reconhecido o meu tempo de serviço por inteiro como aliás já acontece nos concursos “regulares”. Será totalmente justo? Talvez não. Mas também não tem sido “justo” o percurso profissional que, à semelhança de muitos outros colegas, tenho sido obrigado a fazer. Um percurso que de opção tem, essencialmente, o facto de acreditar que, como professor, posso continuar a dar um bom contributo à sociedade e à escola pública!

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