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Professores Contratados – Crónica

Professores contratados:

“O melhor exemplo de mobilidade do setor público”

 

Futuro incerto, casa às costas, cálculos permanentes, incertezas diárias, 200 euros em combustível por mês, um vínculo que nunca mais chega. As incógnitas dos docentes contratados que não conseguem fazer planos.

 

Roberto Nogueira, de 32 anos, professor de Educação Visual e Tecnológica (EVT), é contratado há nove anos. “O futuro é uma verdadeira incógnita”, afirma. A frase é dita desassombradamente e até pode parecer um lugar-comum, mas não é. Sai da boca de quem reflete sobre a sua situação e do que se vê e sente à sua volta. É construída por quem sente na pele as incertezas de não ter um porto seguro na profissão que um dia quis seguir. A sua casa continua a ser a dos pais. Em setembro, não sabe onde estará a dar aulas e, por isso, é quase impossível fazer planos. A mesma coisa todos os anos. “Este é o melhor exemplo de mobilidade do setor público”, desabafa. Ser professor contratado não é fácil.

 

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10 comentários

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    • maria on 6 de Julho de 2012 at 20:12
    • Responder

    Vamos ver se o Presidente Cavaco ainda insiste na impossibilidade de taxar as pensões de aposentação acima dos 1500 euros. Se o fizer a sua popularidade cairá para níveis próximos do insustentável. Talvez não fosse má ideia informarem o Presidente que quem está no ativo, com idades próximas ou acima dos que tiveram direito ao “euromilhões”, está a pagar para trabalhar. Um professor que se tenha aposentado aos 52 anos aufere uma pensão superior em 200 euros a outro que com mais idade e a mesma habilitação (ou superior) continua no ativo. Moralmente é inaceitável!
    É absurdo que os sindicatos de professores não consigam apresentar propostas que permitam viabilizar a saída dos mais velhos sem as brutais penalizações que estão previstas. Mais valia fazerem o plafonamento das pensões e permitir a saída com menos penalização. Muitos colegas sairiam dando lugar aos mais novas. O Nogueira só pensa em ADD, em Agregações, em Confaps e em outras trapalhadas que tais?! É tempo de pendar nos professores!

    • Isabel on 6 de Julho de 2012 at 21:33
    • Responder

    Olá Arlindo Eu sou professora contratada geralmente sou colocada na 1º ou 2º bolsa de recrutamento. Gostaria de saber se sendo eu colocada pela bolsa de recrutamento numa vaga temporária (que geralmente só tem 30 dias! e depois algumas prolongam-se pelo ano todo, como me tem acontecido) e por contrato posso pedir destacamento por gravidez de risco sem ser penalizada em nada? ou será que a escola pode rescindir logo que eu peça o referido destacamento.

    Se puder dar-me a sua opinião agradecia.

      • sandra on 8 de Julho de 2012 at 23:01
      • Responder

      ola isabel.

      eu estou mais ou menos na mesma situaçao. como estou grávida de 3 meses, questionei na minha escola atual se poderia pedir destacamento no proximo ano letivo. pelo que me responderam, independentemente da duração do contrato, podemos pedir o dito destacamento e nenhuma escola pode terminar o contrato com argumento de gravidez…qando assumimos ums substituição, só seremos dispensados quando se apresentar o professor titular. há sempre esse risco…

      espero mm que seja assim…só falta sermos discriminadas por sermos mães…

      • Sofia on 18 de Julho de 2012 at 18:33
      • Responder

      Olá Isabel…

      também sou contratada e tenho exatamente a mesma dúvida que tu…além disso informaram-me que muitos destacamentos por gravidez de risco não foram aceites, uma vez que agora as grávidas também têm que ir a junta médica…
      estou um pouco apreensiva…esta incerteza mata-nos, recear que não nos seja concedido o destacamento, recear que por algum motivo a escola rescinda o contrato…

      Há alguma colega por aqui que tenha ida a junta médica para obter o destacamento por gravidez de risco, que não se importe de partilhar essa experiência connosco?

      obg

    • Prof 1º ciclo on 6 de Julho de 2012 at 22:43
    • Responder

    Eu sou professora QZP e continuo com todas as características de um professor contratado…aliás acho que fiquei até pior…de ano para ano mais longe de casa…portanto…


    1. Os professores contratados têm características muito especiais. A maior parte dos professores contratados não recebe o mês de Agosto, nem lhes conta para tempo de serviço. O mês de julho tem vindo a ser reduzido ao máximo. O professor contratado nunca sabe em que semana de Setembro ou Outubro é colocado (quando corre bem). O professor contratado tem um QZP do tamanho do território nacional (incluindo as regiões autónomas quando as coisas no continente se complicam).O professor contratado por volta de Maio ou Junho, já começa a pensar se vai voltar a dar aulas ou se vai ter de desistir da profissão para poder fazer face às despesas…

      • Carla Noronha on 6 de Junho de 2014 at 10:25
      • Responder

      Um dos problemas com os contratados que nunca entram em quadros e cortes de carreiras, é que as situaçoes, muitas , são por cunha.
      No ministério da educaçao é onde existe mais cunhas, basta ver as reclamações que há por ano. Já vi de tudo, colegas a ultrapassar dezenas porque a nota foi forjada e não sei como, passou na secretaria.E pior, colegas do 1º ciclo que passaram de contratadas com poucos anos a PQND, nunca mais de lá sairam, numa escola mesmo ao pé de casa, um caso que conheço pessoalmente.
      Aliás, a pessoa até vangolorizava-se que sabia onde ía ser colocada antes de sair o resultado do concurso.Nunca quiz acreditar até se confirmarem os atos e depois de ter verificado que a amiga com a mesma nota, levou anos só para entrar num QZP, ficou tudo mais que óbvio.A cunha era do marido, estava ligado a um partido e é director de um instituto público.

    • Margarida420 on 7 de Julho de 2012 at 1:39
    • Responder

    Sou contratada à 14 anos letivos, apenas tive três horarios completos, à três anos que era colocada logo no inicio do ano, com a exceção deste ano fui colocada em 29 /02 a substituir uma colega em licença de maternidade. No dia 29 de Junho (6ª Feira), a colega apresentou-se, fui dispensada logo. Fui diretora de turma nem tive a opurtunidade de terminar as tarefas que faltavam. Este desespero,é cada vez maior.


  1. Não quero e não posso desistir da profissão, pois, ando nisto já faz 17 anos. O meu QZP é QZN e RA… Estive seis anos em S. Miguel…
    Já dei demasiado da minha vida ao serviço do MEC para sequer pensar em desistir!
    Carreira? Não sei o que isso é!
    Trabalho precário, remunerado a baixo custo e sem esperanças de ver a minha vida estabilizada…?
    Estou doutorado nisso, mas o meu curso não teve direito a equivalências e parece que o MEC despreza a minha experiência de vida!

    • Mitrena on 6 de Junho de 2014 at 10:13
    • Responder

    Eu sou contratado HA MAIS DE 20 ANOS e conheço muitos colegas assim.

    Neste momento encontro-me em situação de desemprego , já lá vai dois anos.

    Sempre esperei por uma vinculação e que se fizesse justiça, e sobretudo que o criminoso estado português cumprisse a legislação do trabalho e que reconhecese por exemplo, um mestrado em educação ou uma profissionalização em serviço.

    As despesas nao vão só no sentido dos transportes mas também no de alugar casa.Ainda por cima tenho uma outra casa a prestaçoes onde se encontra a minha família. Fazendo as contas, um professor com mais de 20 anos de casa acaba por ganhar menos que um operário fabril ou um simples segurança com o 9º ano.

    Como um problema nunca vem só, com um cv em que só aparece escolas, são 4 páginas só com escolas, não existe nenhuma entidade patronal que me dê emprego pois o curriculo fica demasiado especifico e redutor.

    Estou preso neste Inferno e tenho o saco cheio.

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