Projeto de Resolução do BE

O Bloco de Esquerda apresentou hoje um projeto de resolução a recomendar ao Governo a apresentação de regras justas no diploma de concursos e a abertura de um concurso de ingresso e vinculação nos quadros.

É um bom documento que apaga do seu “cadastro” mais negativo o recente chumbo ao projeto de adopção por casais homossexuais.

Mas esta senhora parece que não conseguirá limpar tão cedo o seu a propósito da sua tirada na Assembleia da República.

Clicar na imagem para ler o projeto de resolução do BE:

 

Retiro apenas este extrato do texto:

As estimativas são difíceis de fazer, dado que o Ministério da Educação e Ciência (MEC) não tem até aqui facultado os dados, mas os números citados pela Federação Nacional da Educação indicam que desde 2006 se aposentaram mais de 23 000 professores dos quadros. Ora, no concurso de ingresso nos quadros que decorreu em 2009, apenas 396 professores conseguiram vinculação laboral – o que significa que em poucos anos tivemos um rácio de entrada nos quadros de 1 professor por cada 58 docentes que se aposentaram. De facto, se tivermos em conta o número de contratos a prazo colocados a concurso no início deste ano letivo de 2011/2012, o panorama é preocupante. Após ter contabilizado as diferentes ofertas, escrevia um professor: «teremos em exercício de funções nas escolas portuguesas públicas do continente, no dia 3 de Outubro de 2011, 27711 docentes a contrato.». A estes professores poderíamos ainda somar os cerca de 15 000 professores e técnicos que asseguram as chamadas atividades de enriquecimento curricular do 1º ciclo de escolaridade. Este panorama faz da educação o sector de serviço público com maior precariedade laboral.

Link permanente para este artigo: https://www.arlindovsky.net/2012/02/projeto-de-resolucao-do-be/

20 comentários

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    • Elisabete (Liza) on 24 de Fevereiro de 2012 at 19:05
    • Responder

    Aplaudido!

    • Pedro on 24 de Fevereiro de 2012 at 19:42
    • Responder

    Temos todos de fazer pressão!!! Enviem os emails ao MEC e sindicatos !!!!!!!
    Eu fui uma das pessoas k expôs a situação aos grupos parlamentares!!!

    • Zaratrusta on 24 de Fevereiro de 2012 at 19:52
    • Responder

    Ainda há gente com coração, mesmo sendo políticos.

    Também já “escrevi” ao ministro.

    • Zaratrusta on 24 de Fevereiro de 2012 at 19:56
    • Responder

    Eu acrescentaria na alínea b do nº 2: 1095 dias.

    É o minimamente justo.

      • Ana Guedes on 24 de Fevereiro de 2012 at 21:04
      • Responder

      1095 dias de tempo de serviço total ou nos últimos 6 anos?
      A ser no total concordo inteiramente! Mas falta referir que esse tempo seria no ensino público!

      • Ana Guedes on 24 de Fevereiro de 2012 at 21:06
      • Responder

      1095 dias de tempo de serviço total ou 1095 dias nos últimos 6 anos?
      Concordo que seja o total de 1095 dias de tempo total e NO ENSINO PUBLICO!

      • Ana Guedes on 24 de Fevereiro de 2012 at 21:21
      • Responder

      Concordo inteiramente! 1095 dias de serviço, nos últimos 6, mas no ensino público e independentemente de serem horários anuais, temporários, completos ou incompletos!

        • Zaratrusta on 24 de Fevereiro de 2012 at 22:32
        • Responder

        É isso mesmo

          • Ana Guedes on 25 de Fevereiro de 2012 at 13:46

          Desculpem a repetição anterior! Mas a minha net estava sempre a falhar!

      • Desesperada on 25 de Fevereiro de 2012 at 0:34
      • Responder

      Acho como está actualmente o mais justo devido à sua antiguidade no sistema de concursos, de outra forma teria que haver mais prioridades, pois os 1095 dias de serviço também iriam trazer os demais professores do particular com C.A. para a mesma prioridade, e como é óbvio um professor com 365 dias ou menos ou mais com horários temporários tb deveria ter prioridade um pois dedicou esses periodos ao ensino publico. Isso seria tirar as espectativas e a crença no ensino público. Mas sinceramente, acho que este ponto das prioridades muito dificilmente mudará, acho que se deviam focar mais nas contratações de escola, TEIP e Autonomia, bem como nas bolsas de recrutamento (para existirem no ano todo), pois é demasiado vergonhoso e promiscuo o actual sistema. Darem 50% à entrevista ou análise curricular é a mesma coisa que darem os pontos desses 50% como entenderem, devem ter as mesmas regras do concurso, ou itens especificos a serem pontuaos e somados no final, mas sempre de forma standardizada, e não à vontade de cada um como tem sido actualmente.

      1. Se apenas passassem os 5 primeiro com mais graduação à análise curricular ou a uma entrevista voluntária por parte do candidato anulavam-se praticamente as ultrapassagens.

    • maaps on 24 de Fevereiro de 2012 at 21:46
    • Responder

    Simples… nas proximas eleições votem BE.

      • Desesperada on 25 de Fevereiro de 2012 at 0:36
      • Responder

      E iriamos para o caminho da Grécia….lol

        • Alberto Miranda on 25 de Fevereiro de 2012 at 10:34
        • Responder

        Mas quem tem governado a Grécia há mais de 30 anos têm sido os partidos equivalentes aos nossos PS e PSD…jobs for boys

    • Cris on 25 de Fevereiro de 2012 at 11:30
    • Responder

    Olá colega Arlindo. Isso das entrevistas também tem muito que se lhe diga! Pois ainda ontem fui a uma entrevista e ficou colocada uma colega que está 99 lugares depois de mim… Como a escola não publicou lista fica difícil saber se essa colega estava nos 5 primeiros ou não!!
    Outro aspeto importante é esse: obrigar as escolas a publicar sempre as listas!
    Também acho que se devem enviar email’s para os deputados, pois sempre podem fazer pressão na assembleia! Eu já enviei e recebi resposta do CDS-PP e do Bloco de Esquerda.

    1. Este projeto prevê a publicação das listas finais ordenadas da contratação, nesse caso seria fácil saber quais os candidatos com maior graduação na qual só os 5 primeiros passariam à fase da análise curricular ou da entrevista.

    • Tânia Figueiredo on 25 de Fevereiro de 2012 at 21:49
    • Responder

    O Bloco só se esqueceu de falar do fim da Bolsa em Outubro (continuo a não entender, porque não pode durar todo o ano letivo!) e das OE, com 50% para entrevista, que permite às escolas escolher quem querem… E não me digam que só os mais graduados irão è entrevista, porque, como já deu para ver em centenas de escola este ano, os srs diretores acabam sempre por fazer o que querem, desrespeitando tudo e todos!

      • Tânia Figueiredo on 25 de Fevereiro de 2012 at 21:51
      • Responder

      Já para não falar das despesas e chatices para as pessoas que concorrem a centenas de escolas… Ter de ir a uma entrevista (ou dezenas) sem se saber se o lugar é garantido ou não! Não se ganha para gasóleo!

        • Lara on 26 de Fevereiro de 2012 at 19:10
        • Responder

        Concordo totalmente! Ainda nem me tinha lembrado deste problema. Alguém que concorra a quase td o país, vai à falência…

    • Falta de Justiça on 26 de Fevereiro de 2012 at 16:04
    • Responder

    A proposta como está neste momento em relação às ofertas de escolas ainda vem piorar mais o sistema. Se neste momento temos aberrações, a obrigatoriedade da entrevista vai ser um incentivo maior às cunhas e os directores podem colocar bem quem entenderem. Vejam o exemplo:
    Um candidato designado de A com graduação de 20 valores contabilizando 50% ficará com 10 valores na sua candidatura.
    Outro candidato (B) com graduação de 14 valores ficará com 7 valores.
    De seguida vem a entrevista e o ao candidato A a escola atribui 12 valores na entrevista (de 0 a 20), logo somará 6 aos 10 (da graduação) e fica com a classificação final de 16.
    Ao candidato B a escola atribui atribui 19 valores na entrevista, o que fará a soma de 9,5 valores aos 7 já atribuidos e dá a classificação de 16,5.
    CONCLUSÃO FINAL: O candidato com graduação de 20 é ultrapassado pelo candidato com graduação de 14 valores.

    ONDE ESTARÁ A JUSTIÇA NO MEIO DISTO TUDO??????

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