Dez 02 2016

“Os sucessivos ministérios não confiaram nos seus diretores”

 

Filinto Lima fala da falta de confiança com que os Diretores sempre se confrontaram da parte dos sucessivos ministérios e seus “dirigentes”. É uma entrevista ao representante da ANDAEP que reflete as preocupações dos diretores.

 

O representante dos diretores das escolas públicas, Filinto Lima, pede ao Ministério da Educação mais confiança em quem desempenha o cargo.

As escolas não podem ser joguetes dos partidos políticos e, nesta matéria, é mesmo desaconselhável que o sejam.

 

(clicar na imagem) in DN

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Dez 02 2016

Sr.ª Secretária, isto é quase uma BCE…

 

A alteração ao ponto 3 do art.10º do DL n.º132/2012, nomeadamente, quando refere ser necessário ter 730 dias de serviço nos últimos cinco anos escolares, está a causar a indignação de muitos professores, mesmo daqueles que já possuem tal número de dias.
A proposta apresentada, aos sindicatos, pelo ME, aumenta o número de  dias de serviço e diminui o número de anos escolares para um professor contratado ser graduado na 2ª prioridade.
Se a BCE trouxe injustiças durante os últimos anos, no próximo ano letivo vamos presenciar um prolongar dessas injustiças uma vez que, esses últimos anos vão estar em “foco” para poderem concorrer na 2º prioridade.
Ou seja, os colegas “tapa buracos” vão continuar a sê-lo. Com horários incompletos, é difícil perfazer este tempo de serviço neste período de temporal. Para nem sequer falar nos que, cheios de esperança, vão sair do ensino superior com licenciaturas via ensino.
Já não bastava a norma-Travão, ainda inventam mais esta…
(Atenção: A Norma-Travão, tal como está inscrita na proposta, só entrará em vigor no anos letivo de 2018/2019, no próximo concurso, este ano letivo, permanecerá em vigor a redação do atual D.L: 132/2012. O que leva a pensar que nesse ano letivo poderá haver novamente concurso de vinculação extraordinária, ou não.)

 

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Dez 01 2016

Breve ensaio sobre a vergonha, por Helena Simões da Costa

 

Breve ensaio sobre a vergonha

 

 

Helena Simões da Costa © Photography 2016

Da Cultura ou da Ética das Fontes Bem Documentadas, Helena Simões da Costa © Photography 2016

*

Por hoje ser o dia que é, decidi falar de determinadas coisas que, na sua maioria, me envergonham, na qualidade de portuguesa.
Não me agrada que os jornalistas portugueses trabalhem para grupos angolanos e todos nós sabemos que o dinheiro que estes grupos angolanos detêm, é um dinheiro que devia ser usado para dar alimentos e cuidados de saúde a crianças, idosos, e para o povo angolano que, de um modo geral, é pobre, e não para mostrarem e adquirirem poder económico e alargarem território sem que mexam no mapa. E, já agora, para a educação e cultura do povo angolano, que são tão necessárias como o pão para a boca.
E a China, esta grande “democracia” que também anda a fazer demonstrações de poder (económico) na terra de Camões. Dizem que Nostradamus previu, e bem, a invasão amarela. Isto está a ficar sufocante, e não estou a falar da poluição que abunda naquela ditadura mascarada de democracia.
Outro problema que muitos portugueses se queixam, pelo menos os que gostam de um pouco de paz e sossego como eu, é que Lisboa é invadida, diariamente, por turistas. Para além de partilhar desta opinião, também ouço os portugueses dizerem que há um excesso de imigrantes neste país minúsculo à beira mar plantado. A taxa de desemprego vai sendo mascarada, porque cada vez mais vejo pessoas de outras nacionalidades a trabalharem em empresas e até a trabalharem para o Estado Português. Não há controle suficiente das entradas no país, dizem as pessoas. Este país já não aguenta mais. Mas não pensem que sou contra os imigrantes, sou apenas contra o excesso por sermos um país minúsculo. Sou até uma adepta fervorosa do multiculturalismo, e como já sabem contra qualquer tipo de ditadura, seja cultural ou outra. (no meu último artigo até esqueci de referir a questão do racismo do Fidel Castro, que considerava os cubanos de origem africana inferiores e até proibiu as práticas e hábitos da cultura africana na “sua” ilha.) Não é por acaso que gosto de ter alunos de outras nacionalidades que não a portuguesa. Quase sempre são muito mais educados que os alunos portugueses e permitem uma dinâmica mais interessante nas aulas, seja através do testemunho de experiências, seja por fazerem boas comparações entre culturas e tanto colegas como professor aprenderem com isso.
Um aspecto que não é motivo de orgulho nacional: as lojas de venda de artigos considerados “souvenirs” de Portugal, pertencem todas a indivíduos vindos do Paquistão, do Bangladesh ou da China, sendo que quase nenhum fala português e não estão minimamente interessados em aprender a língua do país que lhes dá dinheiro a ganhar. Sinto vergonha de saber que os turistas, vindos de todas as partes do mundo, entram nestas lojas para ver e comprar recordações de Portugal, que são quase todas feitas na China, e são recebidos por pessoas de outras nacionalidades que não falam português. Já para não falar na estética das lojas que vendem estes souvenirs e da estética parola de muitos destes objectos, sendo quase todos eles falsificados, por serem feitos na China. A falta de boa legislação em Portugal em relação a muita coisa é um dos maiores males do nosso país. É o país do deixa andar. A legislação que existe não é a melhor e, existindo, não há fiscalização. E um país que se deixa andar vai sendo tomado por outros. É a lei da vida: quem não toma conta de si ou é fraco acaba dominado por alguém. Este país precisa de ser genuíno como os “souvenirs” deviam ser genuínos.
Outros problemas em Portugal: a mentira, as vigarices várias, os amiguismos, as famas postiças, as cunhas, a falta de mérito premiada pelos grupinhos especialistas em bajulação mútua ou troca de galhardetes. Portanto, a piolheira nacional. Muitos são os delírios que, infelizmente, podemos ler tanto em redes sociais como o Facebook e blogues vários. Mas a triagem ao que se lê poderá ser feita pela inteligência de cada um que, com o seu sentido crítico, identifica prontamente o que há identificar e, ou bloqueia, ou não abre o link de determinado sítio uma segunda vez, afastando-se assim do rebanho das vendas fáceis e cheias de marketing chato como uma nódoa de gordura num tecido nobre. E não, não estou a fazer nenhum exercício com figuras de estilo, é, tão somente, a imagem que, prontamente, me invadiu o pensamento enquanto escrevo este artigo.
Por causa da minha mania de gostar de ler fui, por acaso, (e talvez não tenha sido por acaso, porque não acredito em coincidências), dar a um blogue de seu nome ‘escreverétriste’; (não deixo aqui o link porque seria ofensivo da minha parte para os leitores, aqui, do nosso blogue, irem perder tempo com escritos de gente sem o mínimo de juízo de gosto que não fazem mais do que lamber botas uns aos outros e elogiar alguns ou algumas que não têm qualquer mérito no nosso meio cultural. Ainda que pensem que sim. As convicções são algo muito perigoso. Pode criar monstros e monstras.).
A saber, o que encontrei neste blogue: primeiro fui dar a um artigo de uma pessoa que tem uma editora, um Manuel S. Fonseca, onde este, a propósito do lançamento de um livro de um amigo, que teve o prazer de editar e publicar, escreve um texto onde elogia várias gentes, uma delas uma jornalista revisteira, de seu nome, Joana Emídio Marques, que gosta de ir a todas, tantas quanto consegue ir. A designação revisteira é uma palavra minha que não sou dada a deixar que me atirem areia para os olhos. Porque o editor em causa diz ter convidado tal criatura chamando-a de “jornalista cultural” e ofendendo os portugueses cultos que não querem nada com esta piolheira, chamando-os de broncos. Pois fique sabendo, Manuel S. Fonseca, que a criatura a quem você chama de “jornalista cultural” e que quer impingir às pessoas, menos inteligentes, é só mais uma criatura que envergonha Portugal e o meio cultural português, no qual eu me incluo. Sim, faço parte do grupo de portugueses e portuguesas cultas que não se deixa levar por “jornalismos” revisteiros e sensacionalistas onde a própria funciona como agente publicitária das mais variadas pessoas e não como agente cultural. E pior, a quem você chama “jornalista cultural”, foi despedida do jornal Diário de Notícias por falta de ética profissional, por ter sido incorrecta com um entrevistado seu e por não citar fontes devidamente, entre outras acções que só a enterram num abismo bem fundo. Sim, senhor Manuel S. Fonseca, o Diário de Notícias despediu-a com uma justíssima causa, a causa dos bons princípios jornalísticos, que até eu que não sou jornalista sabe quais são.
E depois o senhor Manuel S. Fonseca (dono da editora Guerra e Paz) ainda diz isto acerca da criatura que refiro em cima: “o facto de ela rejeitar a insípida e típica pastilha elástica cultural, o facto de ela exigir às elites que sejam cultas e não broncas, ou seja, o facto de ela ter uma alma indisciplinada, logo pessoana, foi o que nos levou a convidá-la, mais do que o ser a Joana…”. Pois, fique sabendo, Manuel Fonseca, que o facto de chamar broncas às elites culturais, só se foi enterrar juntamente com a criatura, que, cegamente, elogia. E sabe porquê? Porque bronca a sério é a criatura em causa fazer devassa da sua própria vida privada, quando publicou fotos dela mesma na Internet em que a mesma está deitada na cama dela em cuecas e soutien (o serem de cor encarnada é apenas um pormenor usado por criaturas broncas e desesperadas), ou quando publicou vídeos dela mesma a dançar em cuecas. Sim, nós portuguesas e portugueses, que somos cultas e cultos, somos grandes observadores, como agora pode perceber, e não nos deixamos enganar pela mais bronca campanha de marketing seja em relação a quem for. E outra coisa, senhor Manuel Fonseca, esta criatura feia e deselegante em todos os sentidos, disse, publicamente, que políticos do partido socialista já mereciam um atentado. Outro comportamento bronco (e típico) desta “senhora” foi, uma vez, ter posto em cima da cama dela (o seu espaço íntimo) roupa encarnada de cetim, sapatos de salto alto, entre outros adereços usados por uma jornalista revisteira, e ter tirado uma fotografia e publicado, de forma pública, no Facebook, onde a mesma se chamava de intelectual. É por existirem portugueses como o senhor, já de uma certa idade, que broncas destas pensam que ganham destaque no panorama da cultura portuguesa. Pura ilusão. Como é que uma criatura de tão baixo nível está em condições de exigir alguma coisa a alguém se nem a própria é exigente para com ela mesma? Isso da alma indisciplinada serve apenas para os Artistas, e estes têm também uma alma disciplinada no sentido de terem ética. Senhor Manuel Fonseca, a Cultura não é um teatro de variedades, nem uma demonstração para ver quem caça mais gambozinos na World Wide Web. Ide caçar gambozinos para outra freguesia porque aqui os cultos têm um bom faro para detectar o bom do mau, nem vão em campanhas de publicidade enganosa. Produzir Cultura implica fazer uma desconstrução de todo o meio cultural instalado e desmascarar teatros de quinta categoria, composto por amiguismos, interesses e troca de galhardetes, que só enganam quem não tem dois dedos de testa.
E fique descansado, senhor Manuel Fonseca, mesmo sendo eu filósofa e não jornalista, mas como espírito elitista e pessoa culta que sou, tenho todas as minhas fontes bem documentadas relativamente àquilo que afirmo aqui. E faça um favor aos portugueses e portuguesas cultas: não ande a fazer publicidade enganosa, nem a vender gato por lebre. E outra coisa, não menos importante, tendo sido isto que mais me levou a denunciar tais factos: não voltem a encostarem-se aos grandes da Cultura e Literatura Portuguesa, como o Grande Fernando Pessoa. É altamente ofensivo, que criaturas broncas, como a Joana Emídio Marques, se colem a uma das nossas grandes bandeiras nacionais, ao lado do altíssimo Camões, ao nosso Fernando Pessoa. Fernando Pessoa não ia gostar. Nós que pertencemos às elites culturais, nós as pessoas cultas, não queremos o nome de Fernando Pessoa associado a jornalismos revisteiros ou a uma qualquer criatura que nas horas vagas publicita, publicamente, o corpo já velho e a lingerie barata que usa.
Como gosto de transparência, no dia da comemoração da Independência de Portugal, neste país de faz de conta e de muitas vendas de “tupperwares” e de mamarrachos, tinha que relatar estes factos. Haveria mais sobre o que falar, mas fica para uma próxima vez.
Tenho aqui, ao meu lado, o Livro do Desassossego, aquilo que eu considero um tratado sobre a obsessão pela transparência. Meu querido Fernando Pessoa, por ti desmascaro qualquer bronca ou bronco que se queira colar a ti e à tua sublime obra. Como se chamam os animais que se colam a outros que não dependem deles, mas que lhes servem de alimento ou habitação? Parasitismo cultural e polinização de ‘tupperwares’, é disto que se fala.
Quanto ao estado da Educação em Portugal, nem vou fazer nenhum comentário crítico, porque os meus colegas do blogue já se encarregam dessa tarefa. Basta ver a forma como nós, Professores Portugueses, somos tratados, para indiciarmos o estado da nação, que se soltou das correntes há uns séculos, mas nem sei para quê… para isto? Vergonha.
Dentro do possível, resto de bom feriado.
H.S.C.

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Helena Simões da Costa Fotografia
Sobre mim: http://helenasimoesdacosta.wixsite.com/helencostafotografia/sobre-mim
O meu novo blog (associado ao meu site de fotografia), onde vou publicando poemas, fotografias e outros textos da minha autoria: http://helenasimoesdacosta.wixsite.com/helencostafotografia/blog
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(Nota da autora do artigo: nos meus artigos não é seguido o Novo Acordo Ortográfico)

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Dez 01 2016

Diploma de concursos, a opinião de Mário Nogueira e a falta de “capital” da Secretária de Estado…

 

As declarações de Mário Nogueira deixavam antever a insatisfação geral com as propostas do ME, declarando mesmo que a proposta “não é aceitável”.

As declarações da Secretária de Estado deixam transparecer aquilo que já sabemos há muito, porque deixa entender que não há dinheiro, quando fala em “limitações e dificuldades que não podem ser ultrapassadas de imediato”.

 

Ministério propõe vincular quem ensina há 20 anos

 

A secretária de Estado Alexandra Leitão afirmou ao CM que “esta equipa ministerial já deixou clara a preocupação com a estabilidade do corpo docente” e nesse sentido “foi proposta uma vinculação extraordinária de professores, bem como alterações à norma travão”. “Pese embora existam limitações e dificuldades que não podem ser ultrapassadas de imediato, foram apresentados contributos que permitirão introduzir melhorias importantes no sistema”, rematou.

in CM

 

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Dez 01 2016

Genéticas e heranças

 

A funcionária da portaria irrompeu pela escola adentro aos berros. Tinha levado uma valente galheta ao tentar separar dois jovens pré-adolescentes embrulhados numa briga à saída da escola.

Com o sangue a escorrer pelo roxo nariz abaixo, soluçava a sua fúria a quem a queria ouvir, que “não me pagam para isto, este bando de malandros sem educação, parecem uns animais selvagens” e avançou, pingando o átrio do pavilhão e salpicando umas quantas paredes que não se lhe desviaram do caminho.

A algazarra era tão audível que, na sala de professores, ficámos na expectativa de perceber quem seria o azarado DT que ia ter de tratar de mais este grossíssimo pincel. Azar dos azares, calhou ao Rodrigues, porque depressa se ficou a saber que os adolescentezitos eram dele.

O Rodrigues lá se encaminhou, cabisbaixo e rubicundo, a reclamar que sobrava sempre para ele, o que, felizmente, para os restantes é verdade. Calhou-lhe um concentrado de problemas ambulantes, mas, que se dane, porque cada um de nós, DTs, já tem a sua dose cármica de chatices.

Quando chegou ao portão, porém, constatou que nova animação se avizinhava, agora do lado de fora do muro.

A mãe de um dos gaiatos aproximou-se do colega briguento e tratou de exigir explicações: quis logo saber quem é que ele julgava que era para pontapear o seu honrado descendente de forma tão vil, acrescentou, resignada, que os progenitores sofriam de incompetência educativa, mandou-o de volta para o útero da infame progenitora e concluiu o pedagógico discurso com algum vocabulário do velhinho vernáculo nacional que, como todos sabem, valida sempre qualquer argumento.

Nisto, está a dita senhora junto ao muro exterior da escola com o filho agarrado à saia a incitá-la, ela a espetar o dedinho eriçado junto às narinas do outro flausino, e eis que entra em cena o pai do ofendido. Confronta a senhora, esta riposta quando, inesperadamente, no auge da cena, uma inesperada reviravolta na intriga nos apanha desprevenidos. Subitamente, o progenitor de tão genial criatura, irrita-se com o próprio filho e zááástráspás, toma lá que já almoçaste.

Não obstante a estrondosa galheta que o educando recebeu, ocorre, agora, nova alteração no enredo que nos deixou, a todos os que aguardavam o desfecho para cruzar sem perigo o portão da escola, boquiabertos.

Num breve segundo, o rapaz devolve igual ao pai, enquanto profere uns grossos adjetivos devidamente articulados.

Afinal, sempre devemos estar a fazer alguma coisa bem na escola, já que este aluno deu claras provas de brilhantismo  na articulação fonética e na extraordinária projeção de voz. Bem haja, que não houve quem não percebesse com precisão o vocabulário profusamente projetado.

O Rodrigues encolheu os ombros, deu meia volta e 1pediu para se chamar a escola segura, porque destas famílias modernitas, pouco há a saber e ninguém nos prepara para tanto.

Lá fora, um amontoado de pais e alunos prosseguiu aplaudindo a briga, agora de progenitor e filho que, entre empurrões e chapadinhas de amor, retribuía em igualdade as nomenclaturas de ternura, designando um sem fim de familiares dos quais cada um era, certamente, herdeiro.

Rapidamente me veio à lembrança a recente revelação de uma colega, numa escola secundária aqui perto, que desabafou ter sido seguida até casa pela encarregada de educação de um aluno a quem marcara falta disciplinar.

Ao fazer queixa na polícia, foi informada que de pouco lhe valeria, uma vez que só a ofensa física originava algum tipo de desenvolvimento. Pois, nada como um professorzito pontapeteado.

Depois, lembrei-me, também, da reunião que eu própria tive com o pai de um aluno da minha direção de Turma que rematou o discurso febrilmente condoído e questionando-me sobre o que mais poderia ele fazer pelo filho que não lhe obedecia, nem queria saber das suas ordens para nada. Estava, naquela altura, disposto a ir à CPCJ para se livrar de tamanho problema…

Tempos hediondos estes, em que a escola já não é um lugar de aprendizagens, mas um repositório descontrolado de emoções.

Pouco a pouco, desconfio, ainda alguém há-de legislar mais um acréscimo nas inenarráveis competências do professor do século XXI, exigindo-lhe que, além dos filhos, també eduque os pais…

 

PS – Qualquer semelhança com a realidade é puramente factual.

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Dez 01 2016

Tanta prioridade? Porquê, Sr.ª Secretária?

 

As prioridades, nos concursos, também sofrem alteração. Há ali qualquer coisa que me causa “espécie”.

Porque é que nesta proposta passa a existir distinção entre QA e QZP nos concursos? Porque é que os QA, que já “têm escola,” concorrem à frente dos QZP, que não têm?

Porque é que na Mobilidade Interna acontece o mesmo, neste concurso não são todos iguais? Os QA estão numa prioridade acima dos QZP porque têm que ficar melhor colocados? As melhores vagas nem sempre são as Primeiras a aparecer. Isso, está mais do que provado.

Ontem, foi um “churrilho” de más noticias…

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Dez 01 2016

Sr.ª Secretária, porque é que…

 

Ainda não entendi o porquê de, na proposta do ME, se voltar a concorrer, unicamente, a dois grupos de docência. Porque não manter o modelo atual? Porque é que os docentes não podem concorrer a todos os grupos para os quais têm habilitações? Não seria melhor para todos, docentes e ME? Os docentes veriam as suas hipóteses de colocação aumentadas e o ME teria “mais pessoal disponível”.

Quer-me parecer que esta mudança tem o dedo do pessoal ” informático, especialista em plataformas de concursos”, que não quer andar a cruzar dados, pois deve ser muito difícil e “eles” devem ter mais o que fazer. Andarão a fazer-lhes o jeito?

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Nov 30 2016

FEPECI – Comunicado sobre a Revisão do regime de recrutamento e mobilidade do pessoal docente

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Nov 30 2016

Quem tem pelo menos 20 anos de serviço?

 Segundo a proposta do ME, divulgada hoje, poderá vincular extraordinariamente quem complete até 31 de Agosto de 2016, 7300 dias de tempo de serviço com qualificação profissional.

Ora, considerando a lista de ordenação definitiva (com tempo de serviço até Agosto de 2015), verificamos que existem 298 candidaturas que corresponde a 266 candidatos (eliminando os que concorrem a vários grupos).

Como a proposta contempla o tempo de serviço a 31 de Agosto de 2016, acresci 366 dias de tempo de serviço, de forma a ter uma ideia mais realista (salvaguardando o facto de que se tratar de uma previsão).

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No quadro seguinte foi feita a distribuição de todos os candidatos que até à data se encontram colocados, por QZP e grupo de recrutamento… provavelmente este quadro dá-nos uma ideia mais aproximada dos números desta proposta e dos locais onde serão abertas as vagas.

Claramente a montanha pariu um rato e se estas propostas não sofrerem alterações significativas prevê-se um futuro complicado para este ministro e a perpetuação e agravamento de inúmeras injustiças para os professores.

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Nov 30 2016

7300 dias?… e que mais?

São as primeiras impressões…

A proposta de portaria para a vinculação extraordinária de docentes prevê a integração na carreira, mediante concurso, dos professores contratados que obedeçam, cumulativamente, aos seguintes requisitos: 7300 dias de tempo letivo, 20 anos, e ter cinco contratos no mesmo grupo de recrutamentos nos últimos seis anos antes do concurso.

Os docentes do quadro passam a ser obrigados a concorrer por ausência de componente letiva (DACL) se para eles não existir um horário mínimo de oito horas letivas no seu agrupamento, em vez das seis horas atuais.

Os Docentes passam a só poder concorrer a dois grupos de docência e não a todos para os quais possuem habilitações, como acontecia, pelos vistos, até ao concurso anterior.

A Norma-travão, do Nuno, não morre. O ME propõe que a entrada obrigatória no quadro destes docentes seja feita ao fim de quatro anos de contratos sucessivos, e não de cinco, como atualmente.

Os docentes de QA passam a concorrer numa prioridade acima dos docentes QZP, independentemente da graduação. OS docentes dos quadros passam a ser ordenados em 5 prioridades no concurso interno e 4 na mobilidade interna.

Os docentes contratados  passam a concorrer em 3ª prioridade até completarem 730 dias, nos últimos 5 anos, e poderem concorrer na 2ª prioridade.

As reconduções continuam a ser possíveis…

 

Ou seja…  Isto foi o melhor possível do ministério?

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Nov 30 2016

Propostas do ME para a revisão do D.L. 132/2012 e Vinculação Extraordinária

Os Sindicatos de docentes estão a ser informados das propostas do ME, nas reuniões de negociação com o Ministério da Educação,  das duas propostas para a Revisão do Decreto-Lei que regulamenta os Concursos de Docentes.

Os documentos ficam nos links abaixo para consulta…

 

Revisão do DL 132/2012

Proposta de Portaria – Vinculação Extraordinária

 

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Nov 30 2016

SIPE – CONCLUSÕES DOS CONCURSOS COM A SECRETÁRIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO

 

O SIPE reuniu hoje, dia 30 de novembro às 11h00 com a Secretária de Estado da Educação para a negociação da alteração ao diploma dos concursos.

 

O ministério apresentou as seguintes propostas:

Vinculação extraordinária com 20 anos de serviço (achamos o tempo absolutamente excessivo);

 

Redução de um ano da norma travão:  4 contratos ou três renovações sucessivas (Somos completamente contra as renovações de contrato e defendemos a vinculação por graduação profissional)

Reduzir a possibilidade de concorrer a vários grupos de recrutamento (reduz a possibilidade de emprego)

Consolidação da mobilidade dos docentes portadores de deficiência

O número de horas para concorrer a DACL vai aumentar de 6 para 8 (vai implicar o aumento de docentes a DACL)

A alteração das prioridades não vem de encontro à proposta do Sipe, aprovada por unanimidade na Assembleia da república que pretende a colocação por graduação profissional

O sipe vai apresentar contrapropostas assim como a inclusão de outras alterações tais como: alterações à lei das permutas, anualidade do concurso , etc

 

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