Resposta do STOP – Mais Impostos Para os Profissionais da Educação?!

Mais impostos para os Profissionais de Educação?!

 

Numa recente entrevista, a Economista Susana Peralta defendeu algo que “mereceu” ser notícia principal da capa do jornal i: “Podia-se lançar um imposto extraordinário a quem não perdeu rendimentos”.
É “curioso” que a Economista não defenda qualquer imposto extra para as empresas que estão a lucrar ainda mais MILHÕES com a pandemia (EDP, hipermercados, laboratórios privados, etc). Só a EDP reconhece que o seu lucro aumentou em 56% durante 2020.
Não, por algum motivo, a entrevistada optou por defender um imposto extra para atingir nomeadamente a quem a própria se refere como: “E se há grupo profissional que tem sido verdadeiramente extraordinário e incansável nesta crise têm sido os professores, que fizeram das tripas coração, no ano passado, para que, com os meios que as escolas tinham, sem os meios que muitas vezes o ministério não deu, conseguissem chegar às crianças e às famílias na medida do possível.”
Os mesmos, que nas últimas crises foram os que mais contribuíram para tapar os buracos de responsabilidade alheia e os que normalmente, além de roubados no seu tempo de serviço, pagam mensalmente ao Estado cerca de 50% do seu vencimento. Ou seja, consciente ou inconscientemente, a Economista (empolado por alguns media) está a tentar criar uma ”cortina de fumo” onde quem verdadeiramente está a ganhar ainda mais milhões com a pandemia escapa ileso.
O S.TO.P. repudia veementemente este tipo de postura que, independentemente da sua intenção, na prática protege os verdadeiros “burgueses” que estão a ganhar muitos milhões (ainda mais durante esta pandemia) e ataca setores de TRABALHADORES (incluindo os profissionais de Educação) que apenas não perderam rendimentos neste momento (chegando a chamar a alguns de “burgueses”).
Saberá que um A. Operacional – mesmo após décadas de serviço – recebe cerca de 650 euros mensais e que um Assistente Técnico recebe pouco mais?
Saberá que há milhares de professores das AEC e, outros milhares CONTRATADOS, que recebem menos de 1000 euros mensais (estando os colegas das AEC privados de qualquer subsídio de férias chegando mesmo a ser privados de receber durante os longos meses de verão)?
Saberá que há milhares de professores do QUADRO com décadas de serviço que recebem cerca de 1300 euros mensais?
Todos estes Profissionais da Educação não perderem rendimentos durante a pandemia, mas têm perdido demais durante as últimas décadas com brutais ataques (roubo de salário e tempo de serviço, fim da gestão democrática nas escolas, quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões, avaliações artificias com quotas, campanhas difamatórias, etc).
O S.TO.P. solicitou ao jornal i um DIREITO A RESPOSTA a esta ideia defendida pela Economista. Se esta tem o direito de defender o que quiser, também temos o direito de repor a verdade sobre os supostos “burgueses” segundo a entrevistada.
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10 comentários

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    • Maria on 28 de Fevereiro de 2021 at 11:32
    • Responder

    Lamentavelmente, desde que estrou em E@D, a minha conta da luz aumentou quase para o dobro! Para já não falar em todos outros custos e desgaste dos meus meios informáticos… Quem paga?! Não é essa senhora, nem nenhum desses que só sabem falar do que não sabem! Que ficam toldados pela inveja! O que também lamento! Se é assim tão bom, vão para professores, formadores….

    • PROFET on 28 de Fevereiro de 2021 at 14:59
    • Responder

    Ainda não me chegou nenhum kit de material de informática… continuo à espera das vãs promessas / mentiras do ministro da educação. Não vou deixar aqui registado o quanto paguei para o arranjo do meu PC velhinho, mais o que vou ter de pagar no arranjo/manutenção do PC que me emprestaram enquanto o meu estava a arranjar. Estes mentirosos e criminosos do governo, que fizeram de Portugal um país do 4º mundo pela sua má gestão da pandemia, é que deviam ser penalizados com um imposto… a começar pelo ministro da educação, que “trabalhar, tá quieto”. Estes mentirosos e chulos do erário público é que deviam de ser penalizados nos seus ordenados e nas suas reformas chorudas.

    • Manuel on 28 de Fevereiro de 2021 at 15:07
    • Responder

    Parabéns ao STOP.
    Um sindicato com bom senso.
    Espero que lute pelo direito dos professores a não fazer testes e a não vacinar-se.
    Liberdade sempre!

    • Carla on 28 de Fevereiro de 2021 at 16:24
    • Responder

    Já assinei um documento na escola não autorizando testes.

    • Falcão on 28 de Fevereiro de 2021 at 17:20
    • Responder

    Aqui está um VERDADEIRO sindicato de professores! Muito teria sido diferente se a FENPROF tivesse tido esta postura ao longo dos anos. O único erro do André Pestana (coordenador do S.TO.P) foi o de ter andado anos a fio atrás dessa corja, pensando que podia melhorar as coisas por dentro! Foi um erro crasso, acabou por perceber que não valia a pena. Acabou por criar, em conjunto com outros colegas, e em boa hora, o S.TO.P. Parabéns por isso e pelo incansável trabalho que tem feito! O único erro que continua a cometer é ser DEMASIADO BRANDO com as grandes centrais sindicais, é preciso denunciar o que está mal, o que correu mal, o que tem de ser mudado, nomeadamente a desblindagem dos Estatutos e a acumulação eterna de mandatos sindicais. Até porque ainda há muitos professores de olhos vendados que, pela sua inércia e comodismo, nada fazem para dizer NÃO aos sindicalistas que têm desrespeitado a classe ao longo dos anos.

      • Nogueirinha on 28 de Fevereiro de 2021 at 18:05
      • Responder

      Muito simples… desvinculem-se dos sindicatos (como eu fiz) e acaba-se a mama. Ninguém nos representa e não, é só sindicalistas anos a fio sem pousar um pé na escola ou dar uma aula! Chega de artistas, formemos uma ordem. Juntemos os esforços de todos num só, são 50.000 sindicatos para chegarmos ao fim e, o que fazem, dá zero ounmenos

    • Joaquim on 28 de Fevereiro de 2021 at 19:39
    • Responder

    Verdade, o SToP tem sido o único sindicato lúcido no meio desta pandemia.
    É preciso também lutar contra este sistema de gestão que criminosamente pactua com os graúdos que nos conduziram à situação de 4º mundo que se seguiu ao Natal. A lei da rolha foi imposta nas escolas no que respeita à divulgação dos casos der Covid, os representantes dos diretores apareciam nas televisões em janeiro a dizendo que estava tudo bem! E não estava: havia contágio, não havia testagem…não denunciaram atempadamente a falta de meios para o ensino *a distância que tem sido feito à custa dos computadores pessoais dos professores … até disseram que estavam mais preparados a informaticamente que em março!
    Não podem a este propósito perder um texto de Matilde publicado hoje neste blog e os respetivos comentários.
    O compadrio das direções com o poder local são também gritantes. Nos comentários desse texto fiquei a saber que um diretor de Odemira até é casado com vereadora da educação, que os coordenadores dos assistentes operacionais, que também participam na escolha do diretor , têm um belo exemplar pelas bandas de Viseu visto que até é também traficante.
    E qual o professor que não viu as suas aulas interrompidas por diretores para, à pressa, levarem alunos para fazerem de cenário a uma ida de presidente da câmara à escola com a respetiva corte de jornalistas? Ou até alunos serem arrancados de testes de avaliação para irem coreografar atividade camarária não integrada no plano anual de atividades da escola?
    Há uma simbiose perigosa entre presidentes da câmara e diretores.

    • Fernando, el peligroso de kas verdades. on 28 de Fevereiro de 2021 at 20:54
    • Responder

    Essa Peralta deve ser uma triste. Como é feia demais, ninguém lhe dá com o mangalho nas nalgas. Então, frustrada por ver as outras receber o sardo devido a tempo e horas e ela fica a chupar pelo dedo, vai daí anda a disparar as frustrações próprias. Ninguém lhe oferece um sardito para se calar?

    • Profe. on 1 de Março de 2021 at 2:06
    • Responder

    “…colegas professores de AEC a ganharem menos de 1000 euros mensais…!!! Isto é não ter noção da realidade dos dias de hoje! Eu diria menos de 500 euros mensais…e já é preciso procurar as melhores ofertas por determinadas zonas do país para obter horários que correspondem a esta quantia! Há 12,13,14 anos atrás ganhava-se bem nas AECs, com remunerações entre os 800 e os 1000 euros, mas era quando as AECs tinham o reconhecimento que devia. Agora até pessoal sem qualificação as dá…..!

    • Duma on 2 de Março de 2021 at 13:35
    • Responder

    A melhor resposta que o S.T.O.P. pode dar é apresentar o valor dos gastos que os professores estão a suportar neste momento de ensino @distância, nomeadamente, equipamentos informáticos, eletricidade, internet. Não é imposto que chegue?

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