Ingleses chocados com proibição de aulas online em Portugal

Proibição de aulas online em Portugal chegou ao The Times. Pais de alunos ingleses indignados: “É absolutamente chocante”

A alegada proibição de ensino à distância em escolas internacionais e privadas em Portugal durante este período de interrupção letiva — que o Governo veio agora clarificar vários dias depois da polémica, garantindo que não tivera a intenção de a fazer — começa a ter eco na imprensa britânica.

Esta quarta-feira, o jornal britânico The Times publicou um texto intitulado “Portugal impede aulas remotas em escolas privadas para ajudar os alunos do público”. No artigo é dado destaque à indignação de pais de alunos ingleses que estudam em Portugal e que supostamente poderiam ser impedidos de continuar a ter aulas — agora online — pelo Governo. “É absolutamente chocante”, terá afirmado a mãe de uma aluna da escola St Dominic’s International School, Maja Jotzmuth-Clarke, citada pelo The Times.

Esse será o caso da filha de Maja Jotzmuth-Clarke e Gary Clarke, dois dos pais ouvidos pelo The Times. O casal garante que a filha está a estudar para os exames GCSE — uma ferramenta de avaliação do sistema curricular britânico prevista para alunos do ensino secundário, habitualmente com 16 anos — e temiam que ficasse impedida de aprender durante duas semanas, devido à alegada proibição do ensino à distância. “Dizem que não podem aprender nada de novo. Isto é simplesmente brincar por completo com a educação das crianças”, queixava-se a mãe, notando que a escola tinha capacidade para continuar a dar aulas em regime online mas não lhe fora permitido.

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6 comentários

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    • Alecrom on 28 de Janeiro de 2021 at 8:26
    • Responder

    Fecharam porque quiseram.

      • Alecrom on 28 de Janeiro de 2021 at 8:29
      • Responder

      “Ninguém proibiu ninguém de ter ensino online”,

      https://www.jn.pt/nacional/amp/escolas-passam-a-ensino-remoto-a-partir-de-dia-8-13286079.html

    • Negócios on 28 de Janeiro de 2021 at 10:28
    • Responder

    Chocante seria se os alunos do ensino público e privado tivessem condições de trabalho diferentes e opostas para a realização dos exames de acesso ao ES.
    A solução poderia passar por eliminar estes exames e alterar a forma de acesso ao ES, mas esta alteração não seria bem vista pelo ensino privado ,pois perderiam a sua vantagem competitiva. Se é que me faço entender… 😉

      • Manuel on 28 de Janeiro de 2021 at 10:51
      • Responder

      Entendi!!

    • João on 28 de Janeiro de 2021 at 12:11
    • Responder

    Esses imperialistas julgam que somos colónia deles ou que isto é o Quénia ou a Índia em 1940. Ainda não perceberam que o império já lá vai e a Rainha Vitória também. Não gostam da medida, paciência. O despenteado não é PM aqui.

    • To on 28 de Janeiro de 2021 at 12:20
    • Responder

    O artigo 43.º da Constituição determina que “é garantida a liberdade de aprender e ensinar” e que “o Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer directrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas”. Ao proibir o ensino à distância nas escolas que estão preparadas para adotar essa solução está-se claramente a violar o direito de escolha nesta matéria e a liberdade de os estabelecimentos escolares fazerem o melhor que podem e que sabem.

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