“Definição de Tarefas Moderadas no Ensino” PROVEDORIA DE JUSTIÇA

RESPOSTA À EXPOSIÇÃO/QUEIXA
“Definição de Tarefas Moderadas no Ensino” PROVEDORIA DE JUSTIÇA


Apesar da resposta ainda não contemplar uma solução, a Senhora Provedora de Justiça não deixou de informar qual a evolução da procura de aplicação do Decreto Regulamentar 41/90 e de orientar em que sentido deverão os Diretores interpretar as orientações legais para transformar as “Tarefas Moderadas” em “Componente Não Letiva.”
Desde sempre, como demonstra a menção de vários Diplomas pela Provedoria, aos docentes com dificuldades de saúde era convertida a Componente Letiva em Não Letiva. Eliminou-se o suporte legal que permitia tal Requerimento e deixaram-se as pessoas à mercê da vontade de quem não entende de doença/saúde, porque não faz parte da sua formação, nem da sua função, entender. Logo, as injustiças inevitavelmente foram surgindo. Conflitos desnecessários entre colegas, como tantos outros que surgem nas Escolas, nas autonomias que se concedem, sem preparar aqueles que as vão exercer para os cargos a desempenhar.
Ninguém nasce ensinado, diz o povo, na sua sabedoria. Mas quem se propõe, quem se candidata a governar, a dirigir, deveria ter a noção da responsabilidade que coloca no exercício da função, nas vidas que passa a influenciar e que dependem da forma positiva ou negativa como realizará o seu trabalho.
Solicito aqui aos Senhores Diretores que leiam cuidadosamente a explicação do Senhor Provedor Adjunto e que a apliquem nas Escolas para o bem daqueles que estão impossibilitados de cumprir as funções na sua plenitude.
A vida não poupará nenhum de nós.
Fátima Ventura Brás – Professora do 1.º Ciclo

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5 comentários

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    • joe on 16 de Janeiro de 2020 at 16:27
    • Responder

    Informam-se os Ex Srs Professores que está aberto concurso para leccionar 1h de TIC do grupo 550-Informática no Agrupamento de Escolas José Cardoso Pires, Amadora, até ao final do ano lectivo.

    • Maria Dulce Barrela Contente on 16 de Janeiro de 2020 at 16:54
    • Responder

    Assim andei eu… até ser considerada incapaz permanentemente pela CGA. Quem quer saber de doenças incapacitantes? A malta não quer é trabalhar!!!

    • Fátima Brás on 16 de Janeiro de 2020 at 20:41
    • Responder

    Pela resposta, estava decerto incapaz, Maria Dulce.
    Quem vem de uma cirurgia, de quimioterapia, de sofrimentos hormonais ou psiquiátricos graves…. não se inclui na “sua malta.”
    Há gente que precisa de trabalhar, mas que se vê limitado temporariamente pela doença.
    Mas que lhe interessa isso???

    • Fátima Brás on 19 de Janeiro de 2020 at 14:49
    • Responder

    Maria Dulce, numa segunda leitura, pareceu-me o seu comentário uma ironia.
    Se assim é, perdoe a conversa anterior.
    Fátima.

      • Maria Dulce Barrela Contente on 20 de Janeiro de 2020 at 11:58
      • Responder

      Sim, colega. Efetivamente foi com ironia.
      E está perdoada, claro.
      O sistema não perdoa a quem se encontra doente, seja no início ou quase no fim da carreira.
      Por vezes vacilamos pois a doença desespera-nos ao ver tanta incompreensão de toda a parte, mas nunca podemos perder o sentido de humor, nem desistir de lutar pelo que consideramos justo.
      Dulce

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