Oferta de Escola para a Rainha D. Leonor

Entrou hoje a concurso um horário de 6 horas para o grupo disciplinar 550 – Informática, para a escola secundária Rainha D. Leonor.
Não fosse o facto de este horário estar em concurso pelo motivo que é não faria este artigo, mas….

É importante saber o seguinte:

Um horário de 6 horas representa quase 1/4 de vencimento de um docente com horário completo:

Um docente contratado com horário completo recebe mensalmente 1.518,63€ ilíquido, sendo casado e sem dependentes recebe mensalmente 1.133,37€.

Um docente com 6 horas letivas recebe 414,17€ ilíquidos mensais e na mesma condição do docente anterior, cerca de 300€ por mês (Dificilmente terá direito a subsídio de alimentação porque não trabalhará dois períodos do dia, e dificilmente terá mais de 4 horas num único dia), para além de não ter direito a ver considerado o seu tempo de trabalho de 30 dias mensais para efeitos de segurança social.

Com uma miséria de ordenado, que pode ser prolongado em cinco dias na semana, faltam muitos motivos para algum docente com habilitação profissional ser candidato a um ordenado destes. Ainda por cima, num grupo de recrutamento, que a formação adquirida pode ser facilmente compensada noutra profissão.

Se nada for alterado, motivando os alunos para o ingresso na via ensino, muito em breve ficaremos sem docentes capazes de substituir os que vão sair do sistema.

E para que conste.

O anterior horário de 6 horas no grupo 550 – Informática nesta escola terminou o concurso no dia 7 de outubro de 2019 e a escola apenas conseguiu colocar um docente na passada quinta-feira, dia 17 de outubro.  Tendo em conta os motivos públicos desta substituição não estranhem que as turmas desta escola fiquem sem professor de informática o resto do ano.

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36 comentários

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    • Eli on 23 de Outubro de 2019 at 19:01
    • Responder

    Isto é se for profissionalizado. Se apenas tiver habilitação própria ganhará menos do que o valor de um quarto! Há situações que quando não se ganha, também não terá nada a perder… Ou quase!

    • Alexandra Almeida on 23 de Outubro de 2019 at 19:06
    • Responder

    E era bem feito! Para o ME aprender ! E a Escola também, em vez de chamar psicólogos, devia educar os alunos a respeitarem os professores. O 1º dever do aluno é esse: respeitar. Independentemente de terem estado a gozar com o docente, se o professor lhe pediu o TM, dava-lho. No final da aula tê-lo-ía de volta. Até porque tê-lo na aula já era estar a prevaricar.

      • manuel on 23 de Outubro de 2019 at 19:23
      • Responder

      Concordo plenamente. Para os meninos e meninos a escola é uma festa e o professor um empecilho. As regras não são para se cumprir. Não há deveres, só direitos. O colega (não me interessa se é profissionalizado, contratado, efetivo, etc – tudo tretas – se ocupava o lugar, tinha de ser respeitado como tal) vai ser sacrificado na praça pública e as pestes mal-educadas e mentirosas transformadas em vítimas.

      Qualquer pessoa com dois dedos de testa não vai concorrer a este horário. Quem está para aturar ISTO? Gente malcriada que tem as costas quentes da própria direção? Só se for masoquista.

      Os meninos e meninos não terão mais TIC até ao final do ano, mas também não há problema. De qualquer forma, é para passar tudo, de qualquer maneira. A Hermínia resolve. Passa tudo corrido a 3 e já está. Aliás, isto vai passar a ser a norma. Passagens administrativas em roda livre, com a benção do palhaço mor do regime.

        • cincocincozero on 24 de Outubro de 2019 at 0:29
        • Responder

        A Hermínia resolve: manda vir o ruizinho do IAVE, que nunca mais deu aulinhas desde que deixou de ser adjunto (e nessa altura dava uma ou duas). Pudera… numa escola onde os paizinhos de classe média/alta julgam que mandam nos professores. Aposto que o colega tinha 6 horas e 6 turmas, é a tradição nessa escolinha, porque andam lá uns artistas no 550 que não querem dar básico, dá muito trabalho.

    • Pardal on 23 de Outubro de 2019 at 19:18
    • Responder


    Não! O salário de 414,17€ ilíquidos mensais para trabalhar apenas 6 horas semanais não é nada baixo. Como diz e bem, isto corresponde a um salário mensal de 1.518,63€ ilíquido.

    Esta circunstância está muito longe de ser um salário baixo. Pelo contrário, no atual contexto de mercado de trabalho, este é um salário elevado.
    Já aqui o referi por diversas vezes os salários dos docentes das Escolas Públicas são elevados comparativamente com todos aqueles que, possuindo formação superior (Licenciaturas/Mestrados) exercem no setor privado. Já aqui dei exemplos de inúmeros quadros recém-formados a auferirem 600, 700, 800 euros por mês.

    Se o salário dos professores for comparado com outros quadros superiores da administração publica também se confirma o facto de serem bastante mais elevados. Basta olhar para um exemplo muito simples, o caso de um Engenheiro de 2ª numa qualquer Câmara Municipal.

    Mas olhemos para o caso em apreço que teve eco na comunicação social.

    O horário de 6 horas de TIC para substituição de um docente que se encontra suspenso é sempre difícil de preencher porque não sabemos por quanto tempo vai estar nessa situação. Não sabemos verdadeiramente o que se passou para o procedimento disciplinar sofrido pelo docente.
    Só o apuramento dos factos pode trazer alguma luz a este caso.

    Portanto, o facto de não aparecer alguém para preencher este lugar não significa UMA ENORME ESCASSEZ DE PROFESSORES.

    Repito o que aqui tenho dito: Neste momento, em Portugal, TEMOS EXCESSO DE MÃO-DE-OBRA DOCENTE, isto é, PROFESSORES A MAIS.

      • oenigma_ on 23 de Outubro de 2019 at 21:14
      • Responder

      Ohhhh pardalito mostra lá a tua folha de vencimento. Se os tens no sitio, não faltarás ao desafio.

      De Passarinha para um pardalito

        • Paulo on 23 de Outubro de 2019 at 21:37
        • Responder

        600€? Ordenado mínimo para os licenciados e profissionalizados?
        O ordenado mínimo da função pública é de 650 €. Havias de viver em Lisboa com 600€ e ter que pagar deslocações e habitação! Não passas de um imbecil!

      • Paulo Anjo Santos on 23 de Outubro de 2019 at 21:35
      • Responder

      És um inútil, estás a prestar uma mau serviço ao teu PS. A forma com participas aqui só torna pior o PS aos olhos de todos os que têm o desprazer de te ler.
      Só falas do que te dá jeito, se há realmente recém licenciados que ganham isso, há muitos outros que ganham muito mais. Aliás, um recém licenciado que ocupe esse lugar ganhará também menos de 300 euros.
      E o mais engraçado é que com salários tão elevados tu não exerces… o partido está a pagar-te ainda mais do que aos professores?! Com o dinheiro de todos nós certo?!

    • João Sousa on 23 de Outubro de 2019 at 19:39
    • Responder

    Pardal!
    Não vales um traque!
    Grande besta, sempre de faca afiada contra os professores! Seu grande filho!

    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 23 de Outubro de 2019 at 19:46
    • Responder

    Foi rápido, se fosse para uma substituição por doença, o horário andava aos rebolões meses a fio.

    • Rui Filipe on 23 de Outubro de 2019 at 19:56
    • Responder

    Poderia ter havido exagero da parte do docente, mas a primeira coisa que se fez, foi crucifica’-lo!
    Oxalá , encontre trabalho noutra área. Não podendo ser professor , nada tem a perder. Profissão hoje que só interessa para sobreviver, enquanto não se arranje melhor.

    • Paulo on 23 de Outubro de 2019 at 20:28
    • Responder

    Pardal ó grande filho da puta vou dizer ao Arlindo para te banir.
    E ainda há quem lhe responda?!
    Tou farto de ver merdas desse gajo e pessoal a dar-lhe letra.
    Desculpem a linguagem…

    • Maria on 23 de Outubro de 2019 at 20:40
    • Responder

    Pardal anormal!Vai aquele sitio….Nao vales nada!

    • Ze on 23 de Outubro de 2019 at 21:09
    • Responder

    O professor em causa estava em acumulação e tinha 28 horas.

      • Maria on 23 de Outubro de 2019 at 21:23
      • Responder

      Burnout? A situação é muito grave . A atitude do professor é condenável , sem dúvida . Antes de crucificar em praça pública , não seria melhor averiguar eventuais causas ?
      A Educação está pelas ruas da amargura . Quando ruir de vez salve -se quem puder .

        • Ze on 23 de Outubro de 2019 at 21:31
        • Responder

        Não me parece que seja burnout, visto que é alguém que acabou de começar a dar aulas agora. Tem 0 dias de serviço. É sim alguém que deve ter andado numa empresa e agora veio dar aulas e não se adaptou ao ensino, à forma como os alunos dos tempos de hoje são. Alguém que nunca esteve no ensino público, tem mais de 40 anos e vai dar aulas de TIC tem que saber o que fazer nestas situações. A atitude, a ser verdade, é reprovável mas todos nós sabemos que os alunos de hoje também esticam muito a corda.

          • Ilda Lopes on 23 de Outubro de 2019 at 22:02

          Pelo que já li tem 20 anos de ensino e 45 de idade.

    • Santos on 23 de Outubro de 2019 at 21:15
    • Responder

    Espero sinceramente que haja algum juízo por parte dos candidatos do 510, profissionalizados ou não, e que deixem este concurso às moscas.

      • Santos on 23 de Outubro de 2019 at 21:18
      • Responder

      550 – não 510, claro!

      • Ze on 23 de Outubro de 2019 at 21:20
      • Responder

      Porque deveriam os candidatos do 550 deixar o concurso às moscas? É um concurso normal para uma substituição. Devem os alunos das duas escolas sofrer atrasos na sua formação devido ao processo disciplinar? O professor ficará a receber enquanto está suspenso e é necessário não atrasar as aulas, não?

        • Manual on 23 de Outubro de 2019 at 21:59
        • Responder

        Quem está interessado nas aulas? Ninguém, a começar pelos alunos que estavam ao telemóvel… ah, esqueci-me, estavam a ver as horas porque (?) … porque tinham compromissos urgentíssimos, que requeriam a sua atenção imediata.

    • Alexandra Almeida on 23 de Outubro de 2019 at 22:55
    • Responder

    O Pardal é mesmo UMA BESTA QUADRADA!
    Já há algum tempo que ando a dizer que este ESTÚPIDO não pode ser docente!
    Como hoje alguém disse aqui (e bem!) este PALHAÇO só está a prejudicar o partido dele, o tal PS.
    Mais uma vez sugiro que este TRASTE seja filtrado de um blog onde não pertence e onde só vai para dizer merdas.

    • Lelo on 24 de Outubro de 2019 at 0:56
    • Responder

    Bloqueiem o mac address do pardal.
    Arlindo tás à espera do quê?

    • Junqueira78 on 24 de Outubro de 2019 at 1:16
    • Responder

    Liberdade de expressão pessoal.
    Mas basta terem bem presente que o tipo não tem credibilidade, não pertence a este mundo, parece ressabiado (porque queria ser professor) e é solitário, precisa de atenção.
    Portanto, por mais que irrite – e deve ser essa a verdadeira intenção do cidadão – não comentem, ignorem e no limite não leiam.

    • Manu on 24 de Outubro de 2019 at 4:47
    • Responder

    Há um mínimo de decência e respeito que a tutela (i.e. Direções de Escolas e Ministério da Educação) deverá ter para com qualquer professor/a, sob pena do respeito pelo conhecimento que é difundido nas Escolas Publicas ser colocado em causa, e de forma mais gravosa inclusivamente a ordem social.

    TUDO O QUE SEJAM HORÁRIOS REDUZIDOS/INCOMPLETOS QUE TENTEM COLOCAR PROFESSORES EM SITUAÇÃO DE SUBSISTÊNCIA INCOMPORTÁVEL, DEVERÁ MERECER O VIVO REPÚDIO DA CLASSE DOCENTE.

    • ze ninguem on 24 de Outubro de 2019 at 11:42
    • Responder

    Santos…. imagino que não saibas porque não dever dar ao 550…. mas… há horários completos do 550 sem candidatos… porque simplesmente não há.
    Estes horários são ocupados com técnicos com habilitação própria… remunerados pelo 126 como à 15 anos atrás.
    6 h pouco mais dá do que 231 euros limpos/mês.

    Já agora, 6 horas docentes não são 6 horas de trabalho é 25% da carga semanal… portanto… aulas, reuniões formais e informais, realização de participações dos alunos insurretos , correção de testes, realização de testes, preparação de aulas…

      • Santos on 24 de Outubro de 2019 at 19:51
      • Responder

      Claro que sei! Ando lá todos os dias (foi a força do hábito que me fez escrever 510). Mas a falta de candidatos é mais uma razão para ninguém pegar num horário em que a falta de educação dos alunos provoca até dar no que deu!

    • Frankie on 24 de Outubro de 2019 at 15:35
    • Responder

    Portanto, a solução seria não abrir este horário de 6 horas ou aumentar o valor a pagar a quem aceite estas horas?

    Fiquei confuso com o post e a consequente indignação

      • ze ninguem on 25 de Outubro de 2019 at 10:25
      • Responder

      vivo a mais de 200km de lisboa… tenho renda de casa para pagar, filhos… achas que concorro?

      • Paulo Anjo Santos on 25 de Outubro de 2019 at 11:24
      • Responder

      Soluções pode haver muitas, obviamente que não acho que se tenha de pagar mais, a não ser que seja uma pessoa deslocada e ai concordo que se pague a todos um subsídio de deslocação… outra alternativa seria eles terem mais professores nos quadros e um professor que não tivesse o horário completo num raio de 20km seria obrigado a aceitar essas 6 horas… obviamente quase todas as soluções implicariam mais gastos, se este governo não está sequer interessado em gastar no imprescindível, não será fácil resolver estas situações.

    • Caça Pardais on 24 de Outubro de 2019 at 17:48
    • Responder

    Não estejam preocupados. O problema deste horário vai ser resolvido. Fiquei a saber que o Pardal vai dar o corpo às balas e vai concorrer a este horário e, assim, finalmente cumprir um sonho de menino!
    Vai dar aulas e ser chamado de Sr professor.

    • VarandasOut on 25 de Outubro de 2019 at 9:22
    • Responder

    400€ por 6 horas semanais é pouco? 400€ por menos horas que qualquer trabalhador faz por dia? Tomara eu receber por semana o que este professor ganhará por dia!

      • Paulo Anjo Santos on 25 de Outubro de 2019 at 10:16
      • Responder

      Varandas não são 6 horas semanais, são 6 tempos letivos semanais, e não são 400 euros, çíquidos são no máximo 300, se for professor profissionalizado com mais de 5 anos de tempo de serviço. As 6 horas são de aulas, não contam com nada do resto, reuniões, preparação de aulas, correção avaliação de trabalhos/testes, elaboração de relatórios e atas, etc… Se achas bom e tens um curso superior, concorre. Se não tens vai tirar um para concorrer… a mim o teu trabalho também não me custa nada!

        • VarandasOut on 25 de Outubro de 2019 at 15:48
        • Responder

        Amigo, não estás a responder a um analfabeto. Eu sei muito bem o que escrevo: São 6 horas porque aos 6 tempos lectivos semanais adicionas TE e vai dar ao mesmo, uma vez que, até, és pago por horas. E são 354,12€ ( se tiver ADSE) líquidos por esses 6 tempos lectivos. Por menos horas que uma diária do funcionário “normal”. Não me venhas dizer que é pouco porque não é, meu caro.

        Querem incluir ai os mais de 30 dias de “férias” que tens anualmente? Queres incluir também as inúmeras semanas sem reuniões, preparação de aulas, correcções de avaliações, etc etc?

        Para finalizar, só aceita o horário quem quer e normalmente, quem o faz não vive só com base nesse vencimento. Seguramente.

        Gosto especialmente o puxar dos galões do ser senhor doutor professor. Rio-me disso diariamente com a ignorância que me passa pelas mãos. Ah sou assistente técnico numa escola secundária centenária. Ah ainda, também tenho um curso superior

          • Paulo Anjo Santos on 25 de Outubro de 2019 at 16:36

          TE São tempos de escola, esses não são para preparar aulas, reuniões, corrigir e avaliar testes, fazer relatórios. Um horário de 6 horas letivas corresponde mais ou menos a 0,27 de um horário completo. Num horário completo eu ganho cerca de 1100 euros, pelo que 6 tempos darão cerca de 300 euros, por um lado desconta menos irs, mas tb só recebe subsidio de refeição no dia em que tiver 4 tempos letivos o que é pouco provável que tenha um sequer.
          Mas eu tenho uma licenciatura de 5 anos em arquitetura mais uma especialização de 2, e já tenho mais de 5 anos de tempo de serviço, por isso recebo pelo primeiro escalão (já sou contratado há 25 anos, ainda fico desempregado às vezes, é bom não é?). Quem for profissionalizado mas tiver menos de 5 anos de tempo de serviço ganha menos, se não for profissionalizado, mesmo que licenciado ainda menos ganha. Se tiver só um bacharelato ou licenciatura pós Bolonha, ganha ainda muito menos.
          Não precisas de me dizer se és um não analfabeto, eu não falo para as pessoas presumindo que ou são ou não, isso é-me indiferente, eu debato assuntos, opiniões, o resto poupa-me. O puxar dos galões tem a ver com o quê? Sinceramente não percebi.

          Como lhe disse, se acha assim tão bom concorra, aparentemente há por ai muitos lugares por preencher. Vai poder usufruir dessas regalias todas que enumera.

          • Paulo Anjo Santos on 25 de Outubro de 2019 at 16:48

          Esqueci-me de referir que os 0,27 correspondem a 10 horas de trabalho, tendo em conta que um horário completo são 22 letivas (mais as não letivas) e corresponde a 35 horas de trabalho. Quem tem um horário de 6 tempos letivos, normalmente tem mais um tempo não letivo (apois, biblioteca, clubes, depende da escola)… dificilmente só trabalhar 10 horas por semana… mas sim, é verdade, os professores têm mais «férias» do que muitos outros funcionários, nunca o neguei, todas as profissões têm vantagens e desvantagens, ser professor é muito exigente e desgastante e só as interrupções letivas nos mantêm minimamente equilibrados mentalmente (nem todos). E qual seria a solução para isto? Obrigar os professores a picar o ponto todos os dias? para fazer o quê? As escolas nem condições têm para ter lá os professores todos, aliás é impossível um professor trabalhar sem ter um computador pessoal, nas escolas há 5 ou 6 disponíveis… enfim, a profissão tornou-se tão atrativa que cada vez mais faltam professores, porque será?!

          E já agora, achas normal o estado contratar-me desde há 25 anos sem me passar aos quadros? Achas normal ao fim destes anos todos não ter um único ano em que acumulei 365 dias de tempo de serviço? Achas normal que eu e mais uns milhares que estão na minha situação continuemos a ficar desempregados todos os anos no final do ano letivo? Não achas que o estado nos tem estado a explorar?

          Convém conhecer a realidade toda e não aquela que vos dá jeito!

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