Faltam 2000 professores no sistema…

As profissões atrativas e bem pagas têm destas coisas…

 

Faltam professores em mais de duas mil turmas no país

Além de Informática, Geografia e Inglês são dos grupos mais deficitários. As contas são do professor Arlindo Ferreira, especialista em estatísticas da educação e autor do blogue De Ar Lindo. O problema é mais grave nas regiões de Lisboa e Vale do Tejo e Algarve, onde estão por preencher mais de metade dos horários ainda vagos (1213). O presidente da Associação Nacional de Diretores (ANDAEP), Filinto Lima, defende como urgente, esta legislatura, a aprovação de um subsídio para alojamento (já que as rendas altas são um dos principais fatores para a recusa de contratos) e a melhoria das condições de acesso e de trabalho para tornar a carreira mais atrativa.

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25 comentários

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    • Manuel on 14 de Outubro de 2019 at 9:30
    • Responder

    Um dos erros que muito caro custa aos contribuintes e aos professores que dão aulas é a enorme quantidade de professores que estão noutras funções a auferir como professores e a progredirem na Carreira como se dessem aulas. Todos esses professores poderiam aliviar os colegas da sobrecarga de trabalho e poderiam aliviar a pressão financeira que é necessário afectar à classe docente. Desde bibliotecas para onde vão sem sequer terem cursos de bibliotecários até, pasme-se, para centros de Formação. Esta dos Centros de Formação é gritante e irritante. Os sindicatos têm essa competência e recebem muito dinheiro para o fazer, as Escolas também lhes compete, mas a política partidária tem de dar uns bónus e decide gastar uma pipa de massa em tachos que só desqualificam o ensino, pois desmotivam quem dá aulas, Os sindicatos fazem falta, mas não na lógica de afastamento total da escola. A redução deveria ser parcial. Uma das razões porque a aposentação é tão tarde resulta do facto de quem está no bem-bom preferir sair de casa para socializar que estar aposentado. E para quê tanto sindicato?

      • Pardal on 14 de Outubro de 2019 at 12:58
      • Responder


      Como diz e bem o Sistema Público de Educação tem PROFESSORES EM EXCESSO.

      São professores bibliotecários, são professores nos Centros de Formação….uma panóplia de Professores que não dão aulas (sem componente letiva.

      Por outro lado, o problema coloca-se nas “rendas” da habitação em Lisboa, Porto e Região do Algarve. Os horários disponíveis (muitos deles Temporários e com 8, 10, 12, 14, 16, 18….. horas lectivas) oferecem salários relativamente baixos (600, 700, 800… euros/mensais) para o custo de vida daquelas áreas.

      O problema não está relacionado com uma suposta escassez de professores, mas sim com a distribuição dos professores pelo território nacional.

      Outro problema é permitirem a professores do quadro (nomeadamente QZPs) ocuparem horários incompletos e obterem um vencimento completo. Um fartar de Vilanagem! Um REGABOFE!…

      Questão não menos importante é termos gente a receber Subsidio de Desemprego e que negam muitas das ofertas nas Reservas de Recrutamento. E continuam a receber Subsidio de Desemprego. Maravilha…

      Aspecto interessante é constatar as 10.000 Baixas Médicas Anuais, ou seja 10% da mão-de-obra em efectividade de funções. É estranho…não conheço empresa nenhuma em que 10% da mão-de-obra esteja de baixa.

      Daqui facilmente se depreende que, neste momento, estamos com EXCESSO DE PROFESSORES no Sistema Público de Ensino, bem como fora dele (desempregados, a desenvolverem outras actividades…). Nesta nova legislatura importa realizar uma boa gestão dos recursos humanos para que o erário público deixe de ser delapidado.

        • maria on 14 de Outubro de 2019 at 14:21
        • Responder

        Factor que contribui grandemente para o problema é o crescente aumento de baixas médicas (seja qual for a “razão” – atenção às aspas ). Que , paulatinamente , poderão atingir o “mítico” 10.000 do ano lectivo anterior – número não arbitrário ou inventado : foi, discretamente , como convém, fornecido pelo Departamento de Estatística do ME à investigadora Raquel Varela .
        Conviria reflectir acerca das consequências desta desmesurada cifra : seja pelo inconveniente causado às escolas e aos alunos ; seja pelo brutal prejuízo ao nível do erário público. (aqui…é só fazer as conta. E tomar as devidas medidas …

        • Lili on 14 de Outubro de 2019 at 15:53
        • Responder

        Cá está o lorpa do Pardal a descascar nos professores.

        • Alexandra Almeida on 14 de Outubro de 2019 at 17:46
        • Responder

        Ó palerma, tu que te dizes professor, não sabes que os docentes que estão nas bibliotecas são, em muito boa parte, professores doentes que continuam a trabalhar ou velhos à espera da reforma?
        Ó parvalhão, tu não sabes que um professor de QZP é um professor do Quadro sem escola atribuída, e portanto, quer a escola onde está tenha 8, 10, 15 ou 20 horas para lhe dar, tem de lhe pagar o vencimento a que tem direito? Já para não falar na “componente não letiva” que está a ser usada como letiva…
        E também não sabes, ó imbecil, que já deste nas vistas e todos já percebemos que NÃO ÉS PROFESSOR?
        Gostas de fazer figura de urso?
        Chiça, que hoje passei-me contigo!

          • Paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 22:53

          Grande Alexandra!!!! 😉

        • Paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 22:50
        • Responder

        Pareces uma K7 pirata, fazes copy/paste do que que escreves e vai de colocar em todos os artigos que falam da falta de professores.

        O que ainda não conseguiste explicar é porque é que só agora a situação está a ficar tão grave e descontrolada. No ano passado e há dois anos os preços no Algarve e Lisboa já eram muito altos, não aumentaram tudo do ano passado para este, não vale a pena tentares fazer os outros de parvos. Além disso, o problema não é exclusivo dessas regiões, noutras também há falta de professores, só que nessas, é e continuará a ser muito mais problemática.

        No Porto e outras zonas do país os preços também subiram muito, mas no norte há mais professores, dai que o problema esteja mais controlado.

        És claramente um boy deste governo, falas do que não sabes, por acaso já foste verificar quantas pessoas estão de baixa em alguma empresa privada, uma que seja? E por acaso viste o fizeste algum estudo que compares as coisas de forma correta? Eu conheço um do ano passado em que diz que uma parte significativa dos professores sofre ou está em «burnout»… tu mandas coisas para o ar, baseado na tua vasta experência em foruns e redes sociais! És um triste, tenho pena de ti! 😉

    • Maria on 14 de Outubro de 2019 at 10:16
    • Responder

    O ano passado paguei para trabalhar!Jurei que nunca mais! Tenho 43 anos e não tenho suporte financeiro!
    Os alunos cada vez pior, os pais nem se fala! Burocracia imensa!Levantar-me às cinco e meia da manhã,tantos sacrificios para pagar para trabalhar!
    Rendas de casa muito altas, transportes….Cheguei à conclusão,Vale mais estar a dormir e ficar com alguns tostões no bolso|
    Fazer kms e kms,estar longe da família e não ganhar nada!Não vale mesmo a pena!Ir para Lisboa ou arredores,não compensa!

      • Teresa Correia on 14 de Outubro de 2019 at 10:47
      • Responder

      bom dia
      sou jornalista da anena 1. Acha que podemos conversar sobre a situação pessoal que relata?

        • professor quando calha on 14 de Outubro de 2019 at 13:09
        • Responder

        Bom dia.
        Há muitos professores que pagam para trabalhar.
        Nas escolas, diz-se que estão a comprar tempo de serviço.
        Pode ser que um dia entrem nos quadros do Ministério da Educação e lhes sirva de alguma coisa.
        O desgaste é muito grande para professores que andam há 15, 20 e mais anos de malas e bagagens a correr o país, de escola em escola.
        Também muito cansaço de ver que a opinião pública oscila entre o respeito pelos professores e a história dos coitadinhos e o profundo desrespeito quando dizem que temos 3 meses de férias e só trabalhamos 22 horas por semana… Muitas dessas pessoas não sabem o que é perder horas de sono a fazer testes, corrigir testes ou pior, fazer tarefas meramente burocráticas, pois tudo tem que ficar documentado em papel em relatórios, grelhas, etc.
        Há sempre a conversa dos bons professores, os abnegados, ou lhe dormem 2 horas de sono por noite a trabalhar para a escola… e os maus professores, todos os outros…
        Filhos de professores não querem ser professores… Porque será?
        A vida pessoal é sacrificada, a vida familiar é prejudicada, muitas vezes a saúde física e mental também… Centenas de km todas as semanas, pressões na escola de superiores e colegas, indisciplina dos alunos que as escolas tentam por todos os meios varrer para debaixo do tapete, burocracias inúteis, todos os anos muda qualquer coisa na lei, quando muda o governo, muda tudo…
        Acham normal partilhar casa com desconhecidos aos 40 e muitos anos como se fossemos universitários?
        Pois é assim que se vive como professor deslocado, sobretudo na grande Lisboa…
        As pessoas estão fartas…

        • Justo Docente on 15 de Outubro de 2019 at 16:57
        • Responder

        Gostaria de a abordar relativamente a este assunto. Se estiver interessada pode contactar-me para 1justodocente@gmail.com… Obrigado

    • Teresa Correia on 14 de Outubro de 2019 at 10:50
    • Responder

    bom dia
    sou jornalista da antena 1. Acha que podemos conversar sobre a situação pessoal que relata?

      • Prof on 14 de Outubro de 2019 at 11:18
      • Responder

      Bom dia Teresa.
      Não sou a “Maria” ali de cima mas dou o meu retrato.
      Professor contratado, deslocado, ganho +-€1100 limpos agora com renda de casa…quarto em Lisboa, mais transportes, despesas e diga-me quanto é que sobra.

        • paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 13:01
        • Responder

        E o problema é que há milhares de «Marias» nesta profissão, gente que paga para trabalhar na espetativa de um amanhã melhor. Quem já está há muito tempo no sitema tem alguma dificuldade em mudar o chip e ir fazer outra coisa qualquer, mas quem está a começar não é difícil ver que a carreira já não é nada interessante, muitas regalias já eram, os vencimentos estagnaram há mais de uma década, subir de escalão é uma miragem, o trabalho aumenta, os alunos estão cada vez mais difíceis de aturar… e temos um problema sério no país, mas, por estranho que pareça poucos parecem importar-se com isso… os mais favorecidos colocam os filhos no privado, os mais pobres não se interessam, desde que a escola esteja a funcionar e os possam deixar lá de manhã e ir buscar ao fim da tarde… o que é que interessa se não têm professor de Inglês e Geografia?!… triste!

        • António Tobias on 14 de Outubro de 2019 at 15:31
        • Responder

        €1100 limpos …………………acha pouco????????????????????? Isto é um salário Muito Superior ao salário médio praticado em portugal….

        Os salários dos professores a tempo inteiro com 22 horas letivas está aqui:
        https://i2.wp.com/www.arlindovsky.net/wp-content/uploads/2016/10/vencimento.jpg

        Acham que os salários são baixos?????

          • Paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 15:41

          Esses valores são ilíquidos, e a grande maioria está nos primeiros escalões, pelo que líquidos a maioria dos professores com horário completo ganha entre 1100 e 1300 euros. Acha muito? Seria suposto alguém a quem é exigida formação superior e qualificada ganhar abaixo da média salarial do país? E convém não esquecer que essa média seria mais elevada se os privados declarassem como vencimento tudo o que pagam aos seus funcionários, o caso dos transportadores de matérias perigosas serve bem de exemplo, a maioria recebe perto de 2 mil euros mensais, mas o que está declarado como vencimento são 700 ou 800 euros…
          E depois há que considerar que a grande maioria dos professores passa décadas para entrar para os quadros, muitos anos com horários incompletos, muitas vezes longe de casa. Só como exemplo, dou aulas há 25 anos, continuo a ser contratado, e ainda há um ano estive mais de um mês desempregado, aliás, ao fim de 25 anos, este será o primeiro em que terei um horário completo o ano inteiro. Se acha bom porque não experimenta, vai ver que gosta… e agora até não tem muita gente à sua frente, basta ir dar aulas para a zona de Lisboa ou Algarve, o que não falta são vagas para lecionar!

          • Kiki on 14 de Outubro de 2019 at 15:59

          Tobias és mesmo invejoso!

    • Alexandra Almeida on 14 de Outubro de 2019 at 17:48
    • Responder

    ATENÇÃO: O comentário que enviei há minutos ficou deslocalizado. É para o Pardal:
    Ó palerma, tu que te dizes professor, não sabes que os docentes que estão nas bibliotecas são, em muito boa parte, professores doentes que continuam a trabalhar ou velhos à espera da reforma?
    Ó parvalhão, tu não sabes que um professor de QZP é um professor do Quadro sem escola atribuída, e portanto, quer a escola onde está tenha 8, 10, 15 ou 20 horas para lhe dar, tem de lhe pagar o vencimento a que tem direito? Já para não falar na “componente não letiva” que está a ser usada como letiva…
    E também não sabes, ó imbecil, que já deste nas vistas e todos já percebemos que NÃO ÉS PROFESSOR?
    Gostas de fazer figura de urso?
    Chiça, que hoje passei-me contigo!

    • Professora on 14 de Outubro de 2019 at 18:54
    • Responder

    O problema não é a falta de professores! Nas listas de graduação ao concurso de professores há centenas ou milhares de candidatos ainda não colocados, na maioria dos grupos.

    Estes horários que não conseguem professores são horários temporários (grande parte) e INCOMPLETOS. Porquê? Porque são quase todos motivados por baixas de docentes mais velhos que estão esgotados e que têm redução da componente letiva, a única que vai a concurso.

    Enquanto não resolverem o problema da APOSENTAÇÂO para docentes com mais de 60 anos isto vai continuar a acontecer. Poucos são aqueles com esta idade que têm saúde mental e física para desempenhar devidamente um trabalho tâo desgastante. Daí os milhares de baixas que raramente são anuais, pois os atestados são de 30 dias e quase nunca de horários completos, devido à redução.

    Portanto, o problema de fundo é esse. Se estes docentes saíssem aposentados condignamente, poderiam abrir vagas de quadro e aqueles que estão nas listas (como já disse, são muitos) aceitariam o horário, pois o futuro era de alguma estabilidade. Horário completo, integração na carreira. Quem vai aceitar um horário de 10 ou 12 horas por um mês e pagar o que recebe de renda de casa?

    Há muito tempo que previ que tal iria acontecer. É uma tristeza para onde conduziram a educação. Com 42 anos de serviço, não me lembro de uma fase tão negra na escola pública.

      • Paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 23:02
      • Responder

      Tens razão, mas infelizmente para o país o problema é mais profundo que isso, na realidade, em muitas zonas do país já faltam professores. Horários incompletos haverá sempre, mas até para horários completos começam a faltar professores, não há volta a dar, deram cabo disto e já devem estar a estudar a forma de passar as culpas uns para os outros… e se a «leitona» for mesmo a nova ministra da educação acho que isto vai piorar ainda muito mais, nem tanto pelo conteúdo que será mais do mesmo, mas a forma, valha-me Deus, ao pé dessa tipa o Passos Coelho parece um tipo muito simpático e nada arrogante!

      • xuxu on 15 de Outubro de 2019 at 9:26
      • Responder

      A memória é curta. Os anos da BCE, e os cortes nos horários nesse período, pelos vistos não afetaram ninguém.

      Entraram milhares de professores para os quadros. Onde estão?

      É preciso mudar as regras da aposentação (para todos os cidadãos).

      É preciso vincular mais professores, mas isso não vai acontecer, nem pode, enquanto as regras da mobilidade não mudarem. Caso contrário não vai resolver nada.

    • Ser prof. não é para qualquer um on 14 de Outubro de 2019 at 19:14
    • Responder

    Leio estes testemunhos e fico comovido porque me revejo inteiramente neles.

    Ninguém imagina a resistência que um professor tem de ter para suportar o cansaço, a falta de respeito sistemática a que está sujeito diariamente, a injustiça, a incompreensão e a crítica.

    Acredito que há histórias que ficam aqui por narrar devido ao seu surrealismo, mas o que se pode ler, e que devia ser matéria para uma obra de carácter “autobiográfico coletivo”, já é suficiente para mostrar que ser professor não é para qualquer ser humano, é para gente invulgarmente dotada.

    • Very light on 14 de Outubro de 2019 at 20:17
    • Responder

    Continuar com este discurso da falta de professores não nos leva a nada. Ninguém quer saber das queixas lamechas dos professores… nem mesmo os Pardais que esvoaçam por aqui se interessam por este assunto. Este problema não será resolvido porque não é do interesse dos governos… o interesse é mesmo que o ensino público apodreça e caia de maduro (ou velho…mesmo velho, assim nem gozaram a pensão). Privatizar será a palavra de ordem. Espero é que devido à excelente “atractividade da profissão” não haja candidatos a professor … e assim seriamos todos felizes e ignorantes. Um pais com visão miserável do que se deve pagar ou não a um docente (por mera mesquinhice ou falta de reconhecimento) é um pais a pedir um retrocesso civilizacional.

    • Paulo Anjo Santos on 14 de Outubro de 2019 at 23:09
    • Responder

    Exacto, quando há aqui gente que acha um vencimento líquido de 1100 euros um exagero para um professor, está tudo dito.

    • P.da Silva on 15 de Outubro de 2019 at 9:05
    • Responder

    Não! Não há excesso de professores. Em Portugal, há, isso sim, excesso de idiotas, aves e outros quejandos a comentarem aquilo que não conhecem. Infelizmente, no nosso país todos se consideram aptos a darem o seu comentariozinho sobre Educação como se fosse futebol televisivo mas muitos deles nem sabem como educar os próprios filhos…

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