A banalização do mal (bullying)

Tornou-se normal o insulto, a cotovelada, o aperto a pescoços, a palmada na nuca… entre alunos. Bater num par é banal, quanto tempo para banalizar a violência a outros frequentadores das escolas?

 

Dois terços dos alunos admitem agredir colegas

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10 comentários

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    • Vanda Maria de Bragança Serrão on 19 de Outubro de 2019 at 11:20
    • Responder

    E o bullying contra os professores?
    Não será também bullying os alunos falarem alto, gritarem, assobiarem, levantarem – se sem ordem, baterem com as cadeiras no chão, estarem sempre a bater com as canetas nas mesas,não respeitarem os colegas e os professores dentro de uma sala ?

    • maria on 19 de Outubro de 2019 at 14:06
    • Responder

    Plenamente, Vanda Serrão!
    O absurdo Estatuto do Aluno – entre outros factores , -é responsável pelo quadro que descreve, pois:

    a) -ao aluno desordeiro – gozando da mais completa impunidade – permite que tudo seja permitido . Sem consequências, portanto.
    b) o professor é espoliado da legítima autoridade ( afectando a sua dignidade e a sua saúde).
    c) quem quiser aprender( e ensinar) fica desde logo impedido “graças” aos “direitos” concedidos ao energúmeno.

    Energúmeno (s) é quem permite que este quadro se eternize. Bandidos…
    Espero que “isto” seja brevemente revertido.

    • maria on 19 de Outubro de 2019 at 14:37
    • Responder

    A escola está transformada num execrável recreio : libertinagem a rodos , com a consequente dispensa de veicular conhecimento e civismo.

    • Pedro on 19 de Outubro de 2019 at 15:55
    • Responder

    Tudo tem horror ao vazio. Noutros tempos, nós professores enquanto alunos, apanhávamos na escola dos professores ou então íamos à mínima para a rua e, em qualquer dos casos, eram acertadas as contas em casa. Era uma vergonha familiar ter filhos mal-educados. Hoje é indiferente e o ónus está sempre contra o professor. Confunde-se liberdade com anarquia. Liberdade literal não existe. Vivemos em liberdade balizada por regras. Nas escolas isso não acontece. Basta passar pelas escolas para se ouvir palavrões, porrada entre alunos catalogada de “era a brincar” e as conversas entre estes sempre aos berros. Não se educa com violência mas o que há também não serve. Ter 30 numa sala de aula também não ajuda. No meu tempo éramos os mesmos ou mais mas ouviam-se as moscas ou rua. Chegava a ir metade da turma e não havia queixas de ninguém. A palavra do professor era sagrada.

    • Sun on 19 de Outubro de 2019 at 16:08
    • Responder

    É isso mesmo! tudo começou sorrateiro com o ” tu cá tu lá” ” porque outras formas de trato, traumatizam” e mais não sei o quê. O que traumatiza é o descalabro a que se chegou!!! Desatremados e azoratados!
    Esta é a prova, assim como as tais ideias românticas, demasiado românticas, no que à Educação e Instrução diz respeito, não funcionam de todo , ponto. Não sabem educar em casa para o “medo das consequências”. Não os sabem educar para que aprendam a lidar com os muitos “nãos” da vida e com os LIMITES.
    Dar amor aos filhos é ensiná-los que o Amor requer Distância, Respeito e Medo. Medo das consequências de todos os nossos actos.

    • Marta on 19 de Outubro de 2019 at 18:18
    • Responder

    ESta libertinagem e a falta de respeito a que todos os dias somos sujeitos, pura violência psicológica e tantas vezes física que está a desgastar e a levar a baixas médicas muitos colegas , – e h´de aumentar!- isso sim, deveria ser motivo para os sindicatos se preocuparem . Restaurar a autoridade do professor e a sua dignidade pessoal e profissional é um imperativo. Sem isso, a escola já é hoje apenas um depósito de alunos e a nós apenas nos compete tomar conta deles, para que os pais possam estar descansados em casa ou nos seus empregos. Ensinar é uma tarefa cada vez mais difícil e as turmas uma amálgama de seres, constituídas por alunos sem educação, sem valores, sem objetivos na vida, sem respeito por ninguém. Porque também não precisam de os ter! Tudo lhes é dado, de graça, oferecido com muito jeitinho, para fazerem o favor virem à escola. Ora, como sabemos, só damos valor àquilo que conseguimos com o nosso suor! Pequenos ditadores, é o que estamos a criar!

    • Mic on 19 de Outubro de 2019 at 19:08
    • Responder

    É simples (ou deveria ser….): um professor é um profissional que deve (ou deveria…) ter o direito e a autoridade de decidir quem pode ou não assistir às suas aulas, tendo em conta o comportamento de cada um dos que entram na sala para esse efeito. E mais: não deveria ter que justificar nada. Unicamente deveria marcar falta e o aluno em desrespeito deveria ser colocado imediatamente fora da escola nesse dia e estar sujeito a um regime de de reprovação com um acumular deste tipo de faltas. Considero que tudo o resto são filosofias danosas para quem tem o direito de aprender e para quem tem o direito de trabalhar num ambiente decente.

    • maria on 19 de Outubro de 2019 at 20:39
    • Responder

    A escola, ou a sala de aula, parece ser o único local “no mundo” onde qualquer energúmeno goza do “direito” de – impunemente – atentar contra o direito dos outros. Não conheço outro lugar onde isso lhe seja permitido – nem na rua, nem num parque de diversões, nem sequer no futebol . Só na escola.
    I-na -dmi-ssí- vel!

    • Ser prof. não é para qualquer um on 19 de Outubro de 2019 at 20:59
    • Responder

    É por todas estas razões que os prezados colegas identificaram que ser professor não é para qualquer cidadão, mas para gente invulgarmente virtuosa.

    • Ric on 21 de Outubro de 2019 at 12:16
    • Responder

    Este é o ponto fundamental do estado da nossa educação: a falta de respeito pelo professor, pelos auxiliares e até pelos diretores! Enquanto não houver medidas drásticas para a recuperação da autoridade dos adultos nas escolas isto vai continuar.
    E posso adiantar que começo seriamente a pensar em algo que nunca pensei até há bem pouco tempo: meter a minha filha num colégio privado!

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