5 de Outubro de 2019 archive

Aposentações de professores disparam este ano

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Notícia do Jornal de Notícias com alguns dados do blog.

 

Aposentações de professores disparam este ano

 

Desde 2010, reformaram-se 19.433 docentes. Este sábado, celebra-se o Dia Mundial do Professor com manifestação em Lisboa.

No primeiro semestre deste ano, aposentaram-se 747 professores. Mais do que os que se reformaram no ano passado (670). No total, desde o início da década, já saíram 19.433. Números ditados pelo envelhecimento que irão continuar a crescer – até 2023, mais 12 mil professores atingem os requisitos da aposentação, assegura o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof). O rejuvenescimento urgente da classe é, por isso, o lema da manifestação marcada para hoje, Dia Mundial do Professor, em Lisboa. Os dirigentes sindicais acreditam que o tema terá de marcar a próxima legislatura. A consequente falta de professores, provocada pelo envelhecimento, está a afetar o arranque das aulas.

Não é um fenómeno exclusivo de Portugal, mas temos dos corpos docentes mais envelhecidos da Europa, já avisou por diversas vezes a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

Desde 2016 que não se aposentavam tantos professores. Na anterior legislatura, com o acentuar dos cortes que agravaram o fator de sustentabilidade, os pedidos dispararam, explica Mário Nogueira. De acordo com dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação, em 2018, havia 1271 docentes com menos de 30 anos a dar aulas – no início do século eram quase 30 mil. Já com mais de 60 anos são quase 13 mil a dar aulas.

Para Mário Nogueira, as medidas em vigor, que permitem a aposentação antecipada e a reforma aos 60 anos com 40 de serviço, não passam de “faz de conta”. “Os milhares” de docentes que terão pedido a negociação da antecipação não receberam qualquer resposta e são muito poucos os que fazem 40 anos de serviço no ano em que completam 60 anos.

Horários por preencher

A reivindicação de um regime especial de aposentação para os professores é uma das principais batalhas dos sindicatos para a próxima legislatura. Os líderes da Fenprof, Federação Nacional da Educação (FNE) e Sindicato Independente dos Professores e Educadores (SIPE) consideram a medida essencial para provocar o rejuvenescimento da classe.

“Na maioria das salas de professores, os mais novos têm cerca de 45 anos”, frisa Júlia Azevedo, presidente do SIPE. João Dias da Silva, líder da FNE, considera o rejuvenescimento “essencial” e “incontornável” na próxima legislatura.

A falta de professores é a principal consequência do envelhecimento, já que também provocado pela desvalorização da classe e das condições de trabalho. Daqui a seis anos, garantem, vai começar a sentir-se de forma mais evidente mas, este ano, já há horários por preencher desde o arranque das aulas. Informática, Geografia e Inglês são os grupos de recrutamento mais carentes, sendo que dos 123 horários que continuam vagos a Informática, 50 são completos, segundo as contas de Arlindo Ferreira, do blogue De Ar Lindo, especialista em estatísticas da Educação.

Os três dirigentes concordam com a criação de um subsídio para apoiar as despesas com alojamento. “Ninguém se candidata quando sabe que irá ficar 15 ou mais anos no 1.º escalão”, frisa Júlia Azevedo. A valorização da carreira, a melhoria das condições de trabalho, a recuperação do tempo de serviço e o regresso de alguns dos 12 mil que desapareceram dos concursos, nos últimos anos, frisa Nogueira, são medidas essenciais para evitar a rutura.

Maior disparidade salarial entre países europeus

Na Europa, Portugal tem a maior diferença salarial (116%) entre um professor do 3.º Ciclo no início e no fim da carreira docente, revelou na sexta-feira um relatório da rede Eurydice, relativo a 2017-2018. A Lituânia apresenta a menor diferença entre salários (7%). No relatório é sublinhado o facto de o acesso ao topo da carreira ter sido descongelado em 2018, o que levou a um aumento de 9% nos salários de topo. A rede Eurydice salienta que o salário de um professor do 2.º Ciclo do Secundário que inicia a sua carreira é baixo, em Portugal, e a progressão é lenta – 35 anos até chegar ao topo -, sendo que a maior subida de salário é concedida após mais de 15 anos de ensino.

Portugal está ainda entre os 11 países da rede – ao lado da Bulgária, Grécia, França, Letónia, Polónia, Roménia, Eslovénia, Reino Unido, Montenegro e Turquia -onde o salário base dos professores do pré-escolar, do ensino básico e do secundário é igual e as qualificações para ingressar na carreira genericamente semelhantes.

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Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno

Cinco anos para publicar um relatório. Há um “apagão” no gabinete de Centeno – Renascença

04 out, 2019 – 17:45 • Sandra Afonso

Começa a ganhar altura a pilha de estudos, relatórios e números que o Ministério das Finanças ainda não divulgou.

São vários os relatórios guardados ou com publicação muito adiada pelo Ministério das Finanças, que chega a demorar cinco anos para publicar um documento.

O caso mais recente foi divulgado pelo jornal “Público” e confirmado pelo gabinete do ministro, que já recebeu há um mês o relatório interno do fisco sobre a “operação stop” destinada a cobrar dívidas e penhorar carros à beira da estrada. No entanto, decidiram não divulgar para já as conclusões, por ainda estarem a “avaliar o documento”.

Outro estudo ainda por conhecer é a análise à fiscalidade sobre a energia, autorizado pelos ministros das Finanças, da Economia e do Ambiente. O grupo de trabalho foi criado em março de 2018, com a tarefa de identificar em quatro meses os incentivos fiscais prejudiciais ao ambiente, propor a sua eliminação progressiva e a revitalização da taxa de carbono.

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Reflexões por Lisboa

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Valorizar e rejuvenescer a profissão
Por uma Educação com Futuro

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E os Sub-40 São Uma Espécie em Vias de Extinção em Breve

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Estes professores sub-30 são uma raridade. O que os move?

 

Em dia de manifestação de professores, três jovens docentes com menos de 30 anos partilham o que os motiva, preocupa e o que esperam do futuro. Reconhecem que a entrada na profissão é um desafio, mas há esperança.

Ainda não são 10h30 quando Manuel Pereira, representante da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE) e director do Agrupamento de Escolas de Cinfães, atende o telefone. É hora do intervalo e, por isso, está na sala de professores. Perguntamos se conhece docentes com menos de 30 anos. A resposta é taxativa: não. Mas mesmo assim lança a pergunta ao grupo de docentes que está na sala. Do outro lado, percebe-se que ninguém se acusa. “Só vejo cabelos brancos e pintados”, brinca.

Este não é um caso isolado. O que todas as entidades contactadas pelo PÚBLICO referem é que estes jovens que estão a entrar na profissão são uma raridade. Encontrá-los, dizem, é como achar uma agulha no palheiro. E as estatísticas confirmam-no: na mais recente edição do relatório Education at a Glance, de 2019, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) estimava que só 1% dos professores portugueses tem menos de 30 anos. Por cá, o Perfil do Docente 2017/2018 também sinaliza o fenómeno e mostra que é no 3.º ciclo e ensino secundário que há menos docentes com menos de 30 anos.

A tendência não é recente, mas tem vindo a agravar-se nos últimos anos — em 2005, 16% dos docentes tinham menos de 30 anos. E não é apenas Portugal que se vê a braços com o problema. Prova disso é que o rejuvenescimento da classe e a valorização da profissão foi o tema escolhido pela Internacional da Educação — estrutura que reúne as organizações sindicais de professores de todo o mundo — para marcar o Dia Mundial do Professor, que se assinala este sábado.

Em Lisboa, a manifestação dos professores, marcada para as 14h30, também vai estar subordinada a esse tema. O protesto realiza-se anualmente e sempre na mesma data, mas este ano assume contornos distintos por coincidir com o dia de reflexão para as eleições legislativas. Por isso mesmo, a Comissão Nacional de Eleições já avisou que vai estar atenta ao protesto onde a propaganda eleitoral é estritamente proibida.

Joana Cabral, de 24 anos, é professora de Geografia no Agrupamento de Escolas Afonso de Albuquerque, na Guarda. Confessa que, por estar no início da carreira, a maioria das preocupações dos colegas não a afectam directamente, mas mesmo assim vai à manifestação. “Daqui a uns anos posso ser eu.” Mas por enquanto os sinais até são positivos. As condições da profissão “estão a melhorar”. E o envelhecimento da classe e consequente falta de professores até pode ser uma oportunidade para os mais novos. “Há mais trabalho”, garante. “Antes, era impensável haver lugares para novos professores.”

A opinião de Joana é partilhada pelos outros jovens professores ouvidos pelo PÚBLICO. Por exemplo, João Terroso, 28 anos, docente de Matemática na Escola Básica Luís de Camões, em Lisboa, acredita que o envelhecimento da classe traz “a possibilidade de alcançar estabilidade”. Mas avisa: “A carreira está a ficar cada vez mais desinteressante. É preciso investir muito.”

“O Ministério na Educação, nos próximos anos, tem de abrir mais vagas para os quadros ficarem mais estáveis”, aponta Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas. “Por isso é que esses professores podem ser ‘beneficiados’. É uma esperança que podem ter.”

Faltam docentes?

Apesar das possibilidades de evolução que se afiguram no futuro, os jovens que hoje entram na profissão ainda têm alguns desafios pela frente. “Os professores mais novos que começam agora a trabalhar estão sujeitos a uma mobilidade enorme”, resume João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE). “Os primeiros anos são feitos fora de casa, sem nenhum apoio” e é por isso que a estrutura sindical defende uma “compensação em sede fiscal pelas deslocações”.

Filinto Lima também concorda que os professores devem beneficiar de apoios à sua deslocação. “Neste momento a falta de professores tem a ver com uma circunstância conjuntural”, explica o dirigente. É nas zonas onde as rendas são mais caras, como em Lisboa e no Algarve, que se sente mais dificuldades na contratação de docentes.

E “este não é o primeiro ano em que isso acontece”, diz o responsável da FNE.  “No ano passado, durante o primeiro período houve extremas dificuldades em várias situações para conseguir professores, este ano estamos a repetir a mesma situação. Isto porque os horários são pequenos e a remuneração é diminuta” e, por isso, aceitá-los não compensa.

Ana Ferreira, 28 anos, é professora de História e Geografia no Agrupamento de Escolas Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia. E apesar de considerar que ainda não passou por muitos estabelecimentos de ensino, já conta com cinco escolas no currículo. A dada altura ficou colocada em Loulé, no Algarve — apesar de morar em Espinho, em Aveiro —, mas não aceitou a oferta porque não conseguir encontrar casas cuja renda conseguisse suportar.

“Os professores contratados de hoje rejeitam as colocações porque não têm estabilidade financeira para suportar os custos. Isso é uma desmotivação”, nota Ana Ferreira.

A professora Joana Cabral passou o ano lectivo anterior com um horário parcial, em Almada. “Não foi muito fácil. É um meio muito diferente e estava a pagar para trabalhar.” Este ano, teve sorte — ensina a “dez minutos de casa”, na Guarda. Mas para o próximo não se sabe. “É incerto. Sou professora contratada”, nota resignada. Mesmo assim, não se assusta com a possibilidade de sair. “Eu sou muito jovem para me prender a um lugar e deixar de fazer a minha vida.”

“Ser professor é um desafio enorme”

Ana Ferreira assume que “ser professor é um desafio enorme”. Além da instabilidade associada à incerteza das deslocações há outros factores que contribuem para esse desafio. Por exemplo, “a falta de reconhecimento”, a necessidade de cativar os alunos e a imposição da presença e autoridade na sala de aula.

Mas a “vocação” acaba por sobrepor-se a tudo isso. João Terroso, o professor de Matemática que deixou o emprego estável num colégio privado para tentar a sorte no ensino público diz que “sempre quis ser professor”. “Já me imaginei a fazer outra coisa, mas foi sempre o bichinho do ensino que ficou.”

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A Minha Posição na Lista com a RR5

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Encontra-se atualizada a página “A Minha Posição na Lista” com as colocações da Reserva de Recrutamento 5.

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Ser professor é… construir castelos.

 

Ser professor é…
Construir castelos.
Não só castelos mágicos, belos e grandiosos.
Mas castelos fortes, com bases firmes.
Capazes de resistir ao tempo, às tempestades…
Às guerras e aos conflitos.

É ser capaz de enxergar longe.
Ver além do que se possa imaginar.
É sentir e esperar sempre…
Que tudo embora não seja perfeito.
Transforma-se em coisas belas,
Significantes e edificantes.

Ser professor é acalentar sonhos.
Realizar desejos, mostrar caminhos.
Partilhar alegrias…
Conviver com as tristezas.
Transformar planos em realidade.

É ver nas entrelinhas.
Buscar o que está lá no fundo guardado…
Trancado, acanhado e transformá-lo…
Em grandes conquistas e realizações.

O professor semeia e constrói um mundo…
De magia, beleza, sonhos e conhecimento.

Conceição Chaves

 

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