Algo Que me Apeteceu Estruturar – Ensaio Para Uma Nova Carreira Docente

… para quem sabe servir para alguma coisa para um próximo governo de geringonça, ou não.

Em breve darei algumas pistas daquilo que considero ser uma nova carreira docente que elimine a maioria dos contrangimentos atuais. Estou aberto a contibutos dos leitores do blogue que pretendam fazer parte deste ensaio.
Quem pretender colaborar neste ensaio pode enviar e-mail dando conta dessa vontade.

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35 comentários

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    • José Silva on 17 de Julho de 2019 at 21:53
    • Responder

    O importante para uma boa Carreira Docente seria uma boa Formação inicial, boa Formação em exercício feita em estabelecimentos de ensino superior, valorização da profissão por boas políticas educativas, rejuvenescimento da classe e responsabilização dos políticos das autarquias pela qualidade das escolas.

    • Ave Rara on 18 de Julho de 2019 at 0:47
    • Responder

    .
    1. O importante para um bom Estatuto da Carreira Docente é colocar um grande filtro à entrada na profissão através de uma Prova de Acesso. Isto é fundamental para filtrar quem deseja aceder ao Ensino.

    2. Depois, a Carreira não deve ser Horizontal, mas sim Vertical, isto é, só devem aceder a escalões superiores (a partir do 5º escalão) quem desempenha Cargos de direção intermédia – Coordenadores de Departamento, Coordenação de Directores de Turma, Coordenação de Cursos Profissionais….

    3. A progressão até ao topo para todos deve acabar rapidamente.

    Isto seria um bom começo. Só selecionando os melhores é que se dignifica a profissão.
    Tal como se encontra actualmente a Carreira é uma Anedota que a opinião pública conhece perfeitamente.
    .

      • Lelo on 18 de Julho de 2019 at 13:59
      • Responder

      cá para mim irias ficar no 1º escalão…

      • Camelão on 18 de Julho de 2019 at 15:45
      • Responder

      Ave Rara – nem entravas na carreira docente, estás mal muda de profissão.

      • Libelinha on 18 de Julho de 2019 at 16:34
      • Responder

      O papel do professor é ensinar e se reflete em toda a sociedade.
      Deves ser Coordenador, mas não és professor!
      Os Coordenadores são cargos temporários, podes cair e não aceder aos tais “escalões superiores”…
      Nunca deves ter ficado colocado longe de casa nem ter deixado a família durante a semana, tenho pena.
      A carreira docente não fica nada dignificada com estes testemunhos. Ganhe juizo!

      • Simon on 18 de Julho de 2019 at 19:51
      • Responder

      Vamos ver se adivinho… E a Ave Rara considera-se entre os melhores. Há muitos CDTs que nas aulas são muito fraquinhos… E esta hein? Há muitos avaliadores que sabem menos da poda do que os avaliados.


  1. Primeiro antes de colocar tantos filtros (grandes e pequenos) seria avaliar psicologicamente o candidato a professor, não através de provas e provinhas de acesso. Segundo não percebo como é que se dignifica a profissão promovendo apenas a escalões superiores aqueles que são coordenadores… então ser professor, leccionar , trabalhar diretamente com os alunos é merecedor dos escalões inferiores? Muito bom!! Assim é melhor nem ser professor…

    • Maria do Céu on 18 de Julho de 2019 at 5:34
    • Responder

    Bom dia

    Os diferentes cargos/funções (desde o diretor da escola ao diretor de turma) devem ser rotativos nunca mais de 2 ou 3 mandatos.

    Uma boa preparação profissional inicial e ao longo da carreira.

      • Ana Duarte on 18 de Julho de 2019 at 8:43
      • Responder

      Concordo plenamente. Diretores dois mandatos. Cada um cinco anos. No máximo 10 anos.
      Pontos a ter em conta:
      Formação inicial e contínua.
      Escalões e progressões. Funções iguais, salário igual. 5 escalões era o suficiente de duração idêntica , cinco anos, ficando ao fim de 25 anos no último. A progressão não era automática, dependia de uma avaliação a sério. A graduação profissional devia contemplar outros parâmetros. A atual só valoriza a antiguidade e não o mérito. Etc etc

        • Ana Duarte on 18 de Julho de 2019 at 8:45
        • Responder

        E mais uma vez, obrigada Arlindo, sempre na linha da frente… Pois, penso que um novo estatuto é urgente…
        Pode ser um bom instrumento de trabalho para os políticos.


      1. Acho que quanto aos escalões, estes devem ser menos, mesmo que com mais anos em cada um. Para além disso, o salário em início de carreira deveria ser maior. Para compensar a despesa com salários, poderia baixar-se um pouco no fim para haver mais justiça. Afinal de contas, o que um professor faz no início é quase o mesmo que no fim. A discrepância atual é demasiada.

      • Simon on 18 de Julho de 2019 at 19:56
      • Responder

      Muito bem! Mais justo e equitativo.


  2. Concordo.
    Ser diretor mais de 2 mandatos é promover o autoritarismo e a sensação de que é “dono do pedaço”!
    Quanto a diretor de turma, acho que deve passar por todos, pois quem é baldas é “recompensado” sem direção de turma.
    Mas quem não é DT por razões alheias à sua vontade ou valor não deve ser prejudicado, claro, como sugere a Ave Rara. Então, alguém que é ótimo profissional, dá excelentes aulas e é disso que gosta, não há cargos para distribuir e não pode prosseguir na carreira porquê? Um cargo mesmo mal cumprido é mais importante que dar boas aulas? Não me parece.

    • Ana Duarte on 18 de Julho de 2019 at 9:01
    • Responder

    E ser diretor de turma hoje em dia com todas as competências atribuídas e com todas as exigências da sociedade atual deveria dar redução letiva de seis horas. Antigamente, os delegados de grupo, hoje coordenadores, tinham seis horas e não tinham metade do trabalho de um diretor de turma atual. Fazer um trabalho excelente como dt é quase uma missão a tempo inteiro. Não é só a burocracia, muitas vezes para serem bem sucedidos, os alunos, precisam de um tutor…esse é o papel do dt
    e é fundamental…


  3. Um novo modelo de avaliação de desempenho. Eleições democráticas nos diversos cargos de supervisão. Todos os professores deviam poder votar na eleição do seu diretor. Cargos de direção de acordo com a formação eetuada.

    • Beatriz Soares on 18 de Julho de 2019 at 11:27
    • Responder

    Continua-se a ver só um lado mas um estatuto tem de se amplo e contemplar todos os docentes da mesma forma não é por exercer um cargo que é melhor doque o outro, porque quem os exerce já usufrui de uma compensação… É essa compensação suficiente?

    Quanto às provas para serem professores isso é ridiculo nem todos os que passavavam eram os mais eficientes… Então o que vão fazer para as universidades? … Cada um deve ter a plena consciencia daquilo que segue e escolhe…

    Quanto aos diretores esses deviam ser eleitos pelos pares mas ficarem num plano de igualdade com todos visto que já beneficiam de uma ajuda pelo cargo que ocupam… É pouco?

    Vou dar algumas dicas:
    Propinas gratuitas para quem quisesse continuar os estudos;
    Respeito pelo trabalho dos docentes a começar pelo Ministério da Educação;
    Um dia por semana sem aulas;
    Pausas, sem ir à escola, de cinco em cinco semanas;
    Criação de uma bolsa de docentes que queiram fazer substituições;
    Reforma aos 58 anos para todos;
    Aumento do salário no início da carreira;

    • Maria Flor on 18 de Julho de 2019 at 11:41
    • Responder

    A entrada na carreira deve ser bem filtrada, com provas, com entrevistas….só os melhores, os mais competentes e que realmente tenham conhecimentos científicos, pedagógicos e de relacionamento, porque há professores que nunca deveriam ter ingressado na carreira. Lamento dizer isto, mas é uma constatação. Todos sabemos!
    Depois, não concordo com a redução da idade da reforma, só porque a demografia não o permitirá. Mas, a partir dos 55 anos de idade, a redução de horário deveria ser efetiva e não de faz e conta, como agora. Tenho 59 ano, trabalho sempre com 6 turmas, duas disciplinas, sou sempre DT, e tenho, ainda, a meu cargo a responsabilidade de 2 projetos, ao abrigo do 79º. A creditem que gosto de dar aulas, fui professora por opção e paixão mas, neste momento, tanto cargo, tanta reunião,tanta burocracia… esgota-me cada vez mais, ao ponto de entrar em stresse (e o vencer só com a ajuda de fármacos) porque os prazos apertam e eu tenho que cumprir…Isto era o que os sindicatos deviam realmente negociar: a redução efetiva do horário de trabalho e não uma redução de faz de conta pois os Diretores vão buscar ao 79º tudo o que representa o peso e desgaste por vezes, maior que as aulas.

    • Maria Campos on 18 de Julho de 2019 at 12:33
    • Responder

    Já ficava contente se ME e Diretores respeitassem este ECD.

    • Fernando on 18 de Julho de 2019 at 13:07
    • Responder

    Tanta gente a insistir na avaliação a ver quais é que são melhores que os outros. Isso é mesmo para quê? Quem é que vai tratar disso? É para continuarmos a ser avaliados por colegas que nunca ninguém verificou se sabiam dar aulas? Será que, afinal, há tanta gente a gostar do faz-de-conta da avaliação, dos circos das aulas obervadas, das quotas para quem não faz parte dos amigos, etc., etc.? A única coisa que a avaliação deveria fazer é descobrir as maçãs podres e tirá-las do sistema. E não é à entrada da carreira, porque aí bem se sabe que tudo se pode fingir. O que interessa é o que cada um faz com o passar dos anos, ao exercer a profissão, e não uma prova / entrevista à entrada. Distinguir um professor Bom de um professor Muito Bom é exatamente o quê? Um professor do secundário só com turmas de científicos claro que ficará muito melhor na fotografia do que um colega que se desunha todos os dias com turmas CEF, em especial se quem vai observar nunca tiver ligado com este tipo de turmas. Quanto à carreira em si, e caso ainda não tenham percebido, ela é a maior fonte da falta de união da nossa classe, porque assim se consegue que haja uma uma diversidade enorme de situações – isto é, como cada um está no seu barco, em vez de todos no mesmo barco, nunca estamos todos na mesma onda e quase não temos força para o que quer que seja. Bastaria um sistema de diturnidades com 200 ou 300 euros de amplitude, em que o começo fosse aí uns 1700 euros brutos.

    • Lelo on 18 de Julho de 2019 at 14:00
    • Responder

    Vocês são uns liricos….

    Quando se mexer outra vez no ECD, até se vão arrepiar.

    Esperem e logo veem.

    • Rick on 18 de Julho de 2019 at 14:44
    • Responder

    Todos os cargos escolares deveriam ter uma remuneração extra.

    • Alecrim Dourado on 18 de Julho de 2019 at 15:05
    • Responder

    Paguem bem, pois não é por 1500 ou 2000 euros de salário inicial que pessoas inteligentes e bem formadas estão dispostas a aturar os filhos dos outros. Esse valor (2000 Euros) é quanto estão a pedir os camionistas para conduzir um camião.

    Deem autoridade aos professores para que eles possam manter a ordem e o respeito nas salas de aulas, sem ter os paizinhos a pedir explicações pelas regras de comportamento aplicadas na salas de aula .

    Não ponham os professores uns contra os outros.

    Coloquem directores financeiros ( licenciados em GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA é para isso que eles são formados ) e não professores na direção e na gestão das escolas.

    A progressão na carreira deve ser igual para todos, todavia, esta deve ter por base o mérito científico : pós – graduações, mestrados, doutoramentos, pós-doutoramentos, publicação de trabalhos de investigação e não por tempo de serviço na escola , seja lá esse trabalho interno de que forma for.

    Tudo o resto virá por acréscimo.

      • Maria on 19 de Julho de 2019 at 12:05
      • Responder

      1.º educar os pais.
      2.º devolver a autoridade aos professores .
      3.º subida de escalão por tempo de serviço, não por cargos, cuidado com ultrapassagens.
      4.º o mérito cientifico em muitos casos é treta( tantas compras são feitas e falo com conhecimento de causa)
      5.º concordo com diretores financeiros.
      6.º acompanhamento psicológico dos professores (A maioria anda a pilhas)
      6.º aposentação aos 60 anos de idade independentemente dos anos de serviço.

    • Cassilda Coimbra on 18 de Julho de 2019 at 16:38
    • Responder

    Boa sorte ! Ao ler os comentários de outros colegas constata-se que dificilmente se chegará a um consenso. Cada um acha que as alterações devem ser feitas de acordo com a sua situação, não existindo uma visão alargada e objectiva para aplicação a toda a classe. A título de exemplo, muitos recusam a meritocracia, outros acham que desempenhar um cargo ou ter um mestrado é sinónimo de mérito.

    • Ave Rara on 18 de Julho de 2019 at 18:28
    • Responder

    .
    Uma Carreira, seja em que organização for deve ser definida por uma pirâmide em que a maior densidade do conteúdo funcional de cada um define os patamares superiores.

    As carreiras Horizontais como a dos professores é a maior das bagunças e isso serve o interesse dos incapazes, dos negligentes, dos medíocres…..

    Claro que para os formados por ESEs, PIAGETs e tascas privadas afins adoram a actual carreira….

    Este Estatuto da Carreira (IN)Dodente deve acabar o mais rapidamente possivel. Basta!…
    .

      • Tótó on 18 de Julho de 2019 at 18:52
      • Responder

      Relevas ser insignificante, autoritário, ….
      O teu quintal é melhor que o meu.

    • Xoxo on 18 de Julho de 2019 at 19:46
    • Responder

    A carreira docente deveria ser como em certos países europeus. Todos os professores ganham o mesmo quer entrem na carreira, quer estejam no meio, quer no final da carreira. Se todos fazemos o mesmo não vejo em que medida a antiguidade tem que ser um posto. Deveria encontrar-se um valor justo e equilibrado de acordo e em comparação com profissões similares e com as mesmas habilitações. Por exemplo na Bélgica o valor do vencimento é o mesmo para todos os docentes e ronda cerca de 3400 euros iliquidos. Este valor tem um aumento anual consoante a inflação.
    Não existe a avaliação de desempenho. A nossa também deveria acabar, pois nada acrescenta a coisa nenhuma. Uma falácia completa!
    Os professores têm formação anualmente de acordo com as propostas da escola onde lecionam.
    Os cargos não são remunerados a não ser as direções das escolas.
    Tem redução de horário ao nivel letivo a partir dos 50 anos mas as horas que restam são ocupadas em serviços internos da escola: de organização, projetos, coordenação, voluntariado…
    Não há bonificações para quem tem mestrados e doutoramentos.
    Deste modo, penso que se acabaria com esta tendência de comparação constante por antiguidade. Até porque a antiguidade não é sinónimo de qualidade e sabedoria. E muita da inovação e novos modelos pedagógicos que os jovens professores aprenderam são desperdiçados.
    Alguns colegas comentaram aqui que deve existir melhor formação de professores. Pois a formação existe, mas os professores formados é que não chegam às escolas públicas, sendo alguns absorvidos pelos privados e outros no desemprego. E para que não pensem que estou no inicio da carreira, conto já com 30 anos no ensino e tenho mestrado e doutoramento.

      • Ana Duarte on 18 de Julho de 2019 at 22:41
      • Responder

      Também concordo

    • Ave Rara on 18 de Julho de 2019 at 20:13
    • Responder

    .
    “Se todos fazemos o mesmo não vejo em que medida a antiguidade tem que ser um posto. ”

    Esta dá uma vontade enorme de rir.

    Com que então “todos fazemos o mesmo”, “somos todos iguais”, “todos sabemos o mesmo”, “todos temos a mesma competência”, “somos todos excelentes”…..?

    Este deve querer um regime tipo Coreia do Norte. Hehehehehe….
    .

      • Libelinha on 18 de Julho de 2019 at 21:51
      • Responder

      Deves ser um profissional tão fraquinho e consideraste o maior.
      Provavelmente começaste a leccionar apenas com habilitação suficiente. Obtiveste um grau acadêmico de ensino superior muitos anos depois. Maa já te esqueceste e vens colocar em causa os cursos das instituições ESEs e outras, como aferiste tal conclusão?

      Como Coordenador crias inúmeros documentos e para aferires sistematicamente o mesmo. Pensas que estás num escalão superior. Já te questionaste se realmente pertences a uma estrutura intermédia.
      Chegas de manhã à escola sempre cabisbaixo, triste e mal humorado.
      É como te revemos nestes comentários.

    • Lelo on 18 de Julho de 2019 at 21:13
    • Responder

    ave rara és um triste…
    mata-te

      • Ave Rara on 18 de Julho de 2019 at 21:34
      • Responder

      .
      Ohhh Lelinho!…meu querido, não me digas que és um stôriiiiiiiiiii ???????

      Sim!… um stôriiii, daqueles TóTós que fazem figurinhas não aconselháveis perante gente normal….
      .

        • Tótó on 18 de Julho de 2019 at 22:16
        • Responder

        Ave Rara tu não és normal.
        Atira-te ao mar e diz que te ’emprerraem’

    • Nuno Couto on 20 de Julho de 2019 at 11:30
    • Responder

    Extinga-se o termo “carreira”
    – Que eu saiba aqui não há hierarquias.
    – Quando muito criem três escalões (regime probatório, professores do ensino básico e secundário e professores universitários)
    – Eventualmente um extra para quem exerce funções Administrativas ou de Direção.
    – A meu ver o benefício lógico para quem tem mais tempo de serviço, deveria ser unica e exclusivamente a redução dos tempos lectivos, para poder deixar renovar de forma sistemática o quadro docente com recursos humanos mais jovens.

    – Ou corremos todos o risco de passar a vida à espera que o motorista nos impessa de entrar no autocarro….
    Há dez anos que a carreira passa ao lado de centenas de técnicos especializados de mecanotecnia que exercem as mesmas funções e têm as mesmas responsabilidades dessa malta que tem direito a passe gratuito para andar no autocarro do MEC.

    Estou farto !

    • Nuno Couto on 20 de Julho de 2019 at 11:32
    • Responder

    impeça

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