A Transição Entre Carreiras

Obviamente que uma transição entre carreiras não pode originar perdas de remuneração, pelo que esta transição tinha de partir desse princípio.

A maior dificuldade que existe numa alteração de carreira prende-se com a existência de regras antigas de transição que fez com que as ultrapassagens existissem e esta minha proposta tenta dentro do possível atribuir regras específicas a quem já está dentro da carreira que não seriam possíveis atribuir de futuro a quem nela viesse a entrar, tal como a recuperação do tempo de serviço que ainda falta contabilizar.

Para a transição a uma nova estrutura da carreira os cerca de 6 anos em falta deveriam ser atribuídos aos docentes que estão na carreira, não o sendo para quem nela viesse a entrar pois as ultrapassagens iriam acontecer tal como no ECD de 2005, onde docentes com mais tempo de serviço foram ultrapassados por quem ingressou na carreira depois de 2011.

Esta nova estrutura elimina as barreiras para mudanças de escalão, pelo que esta nova estrutura de carreira permitiria ao docente ter exata noção da sua carreira profissional futura, assim como do momento que poderia aposentar-se.

Aos docentes que encontram-se a partir do 7.º escalão mantinham-se as regras progressão pelo atual modelo de carreira, podendo no entanto o docente optar pela nova estrutura de carreira se lhe for mais favorável ver considerado o tempo de serviço ainda não contabilizado para optar pelas regras de aposentação contidas na nova estrutura da carreira.

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19 comentários

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    • Sofia Marreiros on 20 de Julho de 2019 at 12:19
    • Responder

    Quando alguém entra numa carreira, sabe qual o desenvolvimento profissional futuro. O eterno problema são as alterações às “regras” a meio do “jogo”. Quem nos garante que elas não continuarão a ser alteradas a bel-prazer dos dirigentes políticos??? Ninguém! Desde que entrei na carreira docente as “regras” já foram alteradas tantas vezes que as perspetivas são negras e parece-me que ao poder político interessa que assim seja, ou não estariam sempre a inventar medidas avulsas e a causar o caos e a desestabilização a que se assiste. Queriam ser minimamente justos e coerentes? Tinham tratado o país todo por igual e tinham posto a revisão do ECD em cima da mesa. A situação atual é uma humilhação, uma tremenda injustiça e uma autêntica palhaçada!!! E o que é pior, vai continuar…

    • professor on 20 de Julho de 2019 at 12:50
    • Responder

    A lamentável indigência intelectual continua.

    • Pardal on 20 de Julho de 2019 at 13:20
    • Responder


    Não concordo com a grelha de Índices.

    Neste momento, temos em Portugal Licenciados, Mestres e, até Doutores no sector Privado a auferirem salários de 650, 700 e 800 Euros Mensais.

    Com a Tabela proposta pelo Arlindo as discrepâncias Salariais entre Sector Público e Sector Privado vão aumentar.

    Eu diria que a Carreira Docente se deveria iniciar com o Índice 100 correspondente a cerca de 900 Euros Mensais e no dito 5º Escalão deveria situar-se no Índice 235 cerca de 2100 Euros Mensais.

    E isto já é pagar muito bem aos professores.

    No Setor Privado existem Milhares de Licenciados, Mestres e Doutores a auferirem 650 a 700 Euros Mensais.


    1. Pardal, tás a brincar! certo?
      Em vez de nivelares por cima tentas nivelar por baixo! É a eterna inveja portuguesa!
      Mas quando afirmas essa idiotice não estás a dizer toda a verdade!
      Vai tirar o curso de professor, ou melhor, dentro de poucos anos vais poder vir para o nosso lugar. Não te preocupes, vai haver lugar para ti e muitos mais, é só uma questão de 4 ou 5 anos. Depois vais à escola dos teus filhos reclamar a razão de não haver professores.
      Quanto à revisão da carreira, deixem-se de tretas e paguem mas é o que nos devem!! Estou cansado de tanta conversa! Devolvam-me os anos que me estão a roubar, o resto é demagogia.
      Arlindo, o mais importante neste momento são os nossos horários pesadíssimos e cheios de trabalho administrativo, é o tempo que nos falta para olhar pela família, é o lazer, falta tempo livre para tratarmos de nós!

        • Pardal on 20 de Julho de 2019 at 14:35
        • Responder


        Não se trata de nivelar nem por cima, nem por baixo.

        A sociedade portuguesa está cheia de enormes disparidades. Uns ganham muitissimo e outros ganham miseravelmente.

        Quando se compara Sector Público e Sector Privado, as disparidades são enormes:

        – Para uns 35 Horas Semanais e Para outros 40 Horas Semanais;
        – Para uns Salários Mais Elevados e Para outros Salários Mais Baixos;
        – Para uns Pensões de Reforma Mais Altas e Para outros Pensões de Reforma Mais Baixas;
        – Para uns Cartões da ADSE (com consultas a 4 euros e Para outros que vão ao SNS

        É por estas e por outras que existem 30.000 professores contratados a ver se acedem á maminha da Função Pública.

        Enfim, Ide Enganar Meninos para outro lado porque o pessoal anda de olhos bem Abertos.

          • Raju on 20 de Julho de 2019 at 15:54

          Pardal, relativamente à ADSE deixei de a ter por opção. Com o dinheiro da ADSE tenho um seguro de saúde. A cobertura é ótima, pago todos os meses (independentemente de estar desenpregada ou não) e assim está sempre ativo. Eu não sei qual é a dor em relação à ADSE. Paga-se para ter o cartão, não é oferta como os cartões do continente, pingo doce…

      • Maria on 20 de Julho de 2019 at 14:05
      • Responder

      Sr. Pardal:
      Já trabalhei no público e no privado e posso-lhe garantir que ganhava mais no privado. O salário era igual ao do público, tinha direito a lanche e almoço, estava perto de casa… e os alunos eram selecionados e de nível sócio económico elevado logo não tinha as confusões com pais e/ou EE, nem tinha que ouvir as asneiras nem assistir a cenas degradantes. Respeitavamos é-o éramos respeitados. Agora há de tudo! respeitDos

        • Pardal on 20 de Julho de 2019 at 14:24
        • Responder


        Ó Maria…tu é que és inteligente….ganhavas mais no privado (tinhas direito a lanche e almoço, estavas perto de casa), mas vieste para a Escola Pública….tu és duma inteligência fora de série

        Queres fazer dos outros parvos ou é mesmo a tua inteligência que não dá para mais ?????’

        Vai enganar meninos para a tua escolinha…

          • Dionisio on 20 de Julho de 2019 at 14:27

          Pardal com enfeites!!!

          • Maria on 20 de Julho de 2019 at 14:53

          A sua inteligência é que é muito reduzida tal como a sua educação.
          Na altura mudei para o público apenas porque a reforma era aos 55 anos.
          Não sou sádica e não tenho culpa de terem mudado as regras a meio da “carreira”. No entanto, não sou invejosa nem é por uns estarem mal que eu também quero estar mal, apenas luto pelo meu bem estar e pelo dos colegas.
          Tenho pena é de pessoas com uma mentalidade tão tacanha que não consigam ver para além do seu umbigo e se achem os únicos detentores da sabedoria e da verdade.
          Fique bem e não destile tanto ódio que só lhe faz mal à saúde.

          • manuel on 20 de Julho de 2019 at 15:19

          Ó Pardaleco,

          Em vez de acicatares a hipotéticas diferenças entre publico e privado, por que não comparas dentro do público?

          Explica as diferenças entre os salários dos professores e dos juízes (não será pela produtividade, certamente, porque os processos ficam 10 e mais anos na gaveta);

          Explica as diferenças entre os salários dos professores e dos magistrados do MP (não será pela produtividade, certamente);

          Explica as diferenças entre os salários dos professores e dos militares, gnrs e polícias que se reformam com vencimento por inteiro aos 55 anos de idade. Sim, porque ir para a “reserva” é uma reforma encapotada.

          Vejo-te preocupado com os velhos professores. E não te preocupas com um portugaleco que tem mais generais do que soldados rasos? Porquê tantos generais, diz-me?

      • Maria R. on 20 de Julho de 2019 at 18:40
      • Responder

      O seu cérebro mentecapto nivela por baixo. É uma pena… os licenciados que recebem essas quantias no privado é que deviam receber mais.
      Que cromo!

      • Duma on 20 de Julho de 2019 at 21:53
      • Responder

      Está a comparar exatamente o quê?


  1. Deixem de responder aos (so)cretinos que andam por aí.
    Agora, provavelmente deveriam chamar-se a brigada do Costa, mas como ele era o número 2 do quase engenheiro…

    • dionisio on 20 de Julho de 2019 at 14:29
    • Responder

    Arlindo: o que é ser professor?

    • Lídia on 20 de Julho de 2019 at 15:39
    • Responder

    Arlindo,
    Seria melhor 6 escalões de 6 anos cada. 8 anos é muito! E nada de separação de castas. A nobre tarefa de ser docente não pode ficar atrás de diretor/ presidente ou como quer que se chame o chefe.
    Há que parar de dividir a classe. Ser diretor é passageiro, como qualquer cargo. As tarefas acrescidas podem ser compensadas com redução letiva ou outras ideias, mas não com remuneração. Isso não é atrair os mais capazes, se é que me faço entender…
    E como seria a avaliação de desempenho?
    Mas, primeiro que tudo, é melhor começar pelo modelo de gestão: como está é nada democrático e muito autocrático…

    • Lita on 20 de Julho de 2019 at 18:08
    • Responder

    Sabem que mais !
    Tudo se resume nesta frase tão conhecida
    “Vozes de burro não chegam ao céu”

    • Maria Lourenço on 20 de Julho de 2019 at 18:40
    • Responder

    Arlindo,
    Como seria a transição no meu caso?
    – atualmente com 24 anos de serviço, no 3.° escalão. Como ficaria?

    • Ana Rita on 21 de Julho de 2019 at 11:36
    • Responder

    Francamente andamos para trás antes chegávamos ao índice 370 e quer alterar para só se chegar ao índice 300. Grande amigo se já achamos que ganhamos mal ainda querem baixar mais que bom. Ninguém quer saber dos professores enfim do que se irão lembrar mais. Tratem é de tirar a cotas para o 5 e o 7 como a Madeira já está a tentar e dêem o tempo que nos pertence por direito.

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