Sucesso escolar com aumento significativo nas estatísticas da Educação em 2017/2018

 

Sucesso escolar com aumento significativo nas estatísticas da Educação em 2017/2018

Está disponível, na página da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, o relatório Estatísticas da Educação 2017/18, com os resultados já consolidados relativamente aos diferentes níveis e ciclos de ensino, modalidades, regiões e natureza das instituições.
Como tendências mais vincadas, além de uma quebra do número de alunos plenamente em linha com a curva demográfica, destaca-se a subida significativa das taxas de transição e de conclusão, em todos os níveis e ciclos de ensino – ou seja, a taxa de alunos que passam de ano (transição) e a taxa de alunos que concluem cada um dos ciclos (conclusão).
Entre 2015 e 2018, as taxas de transição evoluíram positivamente, de 92,1% para 94,9% no ensino básico e de 83,4% para 86,1% no ensino secundário. No mesmo período, as taxas de conclusão progrediram de forma continuada, de 89,3% para 93,5% no ensino básico e de 70,1% para 75,5% no ensino secundário, aproximando-se assim dos padrões europeus.
De referir que, em 2017/2018, o progresso foi acentuado no 2.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade (anos em que o insucesso tem sido tradicionalmente mais alto), em consonância com a abordagem preventiva e de articulação entre ciclos e níveis de ensino que tem vindo a ser instituído.
O Ministro da Educação congratula os docentes e os demais profissionais da educação, os alunos e as suas famílias, por este resultado que permite reduzir o lastro histórico de um insucesso escolar massivo, cumulativo e socialmente seletivo, muito associado à reprodução de ciclos de pobreza, que tem marcado negativamente a sociedade portuguesa (e que, no caso do ensino básico, até se havia acentuado no quadriénio anterior).
Estes resultados espelham a prioridade que o XXI Governo conferiu à melhoria das condições de aprendizagem de todas as crianças e jovens, ao longo da legislatura, e que se consubstanciou num conjunto de medidas concertadas e graduais, tais como o Programa Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, o Apoio Tutorial Específico, a Redução do Número de Alunos por Turma, o reforço da Ação Social Escolar e do Desporto Escolar, a Autonomia e Flexibilidade curricular, a Educação Inclusiva (esta última só com efeitos em 2018/19), entre outras.
Apesar desta redução, o número de alunos sem aproveitamento escolar é ainda expressivo em todos os ciclos de ensino, o que implica que este esforço conjunto da administração e das comunidades educativas seja prosseguido nos próximos anos, no sentido de garantir a todas as crianças e jovens as competências e qualificações fundamentais para enfrentar os desafios do século XXI.

 

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8 comentários

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    • Alexandra Almeida on 28 de Junho de 2019 at 13:40
    • Responder

    Pois… passam todos, mesmo com 10 negativas…


  1. Ah ah ah….. sucesso escolar….. oh oh eh eh eh ah…. vou rebentar !

    • Maria on 28 de Junho de 2019 at 17:23
    • Responder

    Sucesso escolar? Eu também sei promover o sucesso escolar como a tutela anda a fazer – se é para passar toda a gente, arranja-se sempre sempre um sistema para branquear a coisa. Deixa-me rir…


  2. Ai que o rei vai nu…


  3. os comentários anteriores já disseram tudo os alunos passam mesmo com 10 negativas e se não votamos a favor da passagem ficam a olhar- nos de lado.
    vamos pagar isto mais tarde estamos a assassinar a escola pública.

    • Pamalore on 29 de Junho de 2019 at 12:57
    • Responder

    O sucesso escolar é uma decisão política…

    • Ana Duarte on 29 de Junho de 2019 at 17:00
    • Responder

    Por ser tão grave não dá para rir…a escola pública está a criar um país medíocre. Sem exigência condenam_se os pobres a serem pobres…e vamos pagar isto muito caro daqui a duas décadas…mas é isto que o poder político quer…a geringonça quer sucesso sem competências, sucesso virtual é o que interessa…admiram_se depois com os resultados do estudo da fundação Belmiro Azevedo…os ricos irão para as universidades …os pobres ficaram com o 12 segundo, etc etc
    E a maioria dos professores compactuar com tudo isto….a revolta é tanta, que apetecia dizer tanta coisa, mas vale mais ficar calada…

      • Ana Duarte on 29 de Junho de 2019 at 17:58
      • Responder

      Ficarão, claro e já ficaram, também é verdade.

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