Da inutilidade das provas de aferição…

Levantam-se vozes de todo o lado sobre a inutilidade das provas de aferição, mas o erro persiste.

Além de servirem de pouco ao nível de aferir, prever e combater dificuldades de aprendizagem (nada que os professores, dentro da sala de aula, não façam no dia a dia), são um desperdício de verbas e de pessoal docente.

Deixo-vos mais uma opinião, para não começar a falar do desastre que foi a aplicação das Provas de Aferição de Expressões. (como pode alguém aferir em equidade quando os meios e os materiais diferem de escola para escola e até dentro de um agrupamento? Valha-nos a “santa”…)

 

A pior decisão do Governo na Educação

Pense-se o que se quiser sobre o papel dos exames na educação. Mas é indiscutível que a ausência de escrutínio (com estas provas de aferição inúteis) prejudica o desenvolvimento do sistema educativo.

O maior erro do governo PS na Educação confirmou-se agora, mas começou a desenhar-se logo na sua primeira manhã de vida. Ainda o ministro não teria experimentado a secretária, já a maioria parlamentar de esquerda (por iniciativa do BE) aprovava a eliminação das provas finais do 1.º ciclo, aplicadas aos alunos do 4.º ano. O pior nem foi isso – apesar de ser lamentável esta forma de legislar por impulso, por preconceito ideológico, sem debate público e sem qualquer indicador comparado para justificar a decisão. O pior veio a seguir: um vazio de avaliação que converteu as extintas provas finais dos 1.º e 2.º ciclos em provas de aferição que, percebeu-se logo e agora confirmou-se, são uma completa inutilidade.

 

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5 comentários

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  1. Mil vezes os exames (a todas as disciplinas pois não podem ser sempre os mesmos sacrificados) que esta inutilidade das Provas de Aferição.


  2. Boas, quem anda por aqui e por aqui não anda…

    As provas em causa tem uma filosofia subjacente que não é negativa. Pretender-se-ia com elas, nas mesmas circunstâncias e com os mesmos alunos, aferir do desempenho dos alunos e, nalguns casos, em etapas diferentes do seu percurso. Vejamos que, ao contrário dos exames nacionais, há um feedback detalhado, que, claro, deveria ser analisado e refletido para ulterior intervenção… Contudo, nada disto se faz…
    Não sou um adepto da pedagogia romântica, por isso, estou à vontade…
    O que se passa é o vagueza, o desnorte, a equivocidade das ideias para a educação!

    • jose sousa on 14 de Junho de 2019 at 6:20
    • Responder

    Outro aspeto de relevância para além dos já referidos, foi sentarem os alunos lado a lado na mesma carteira,sendo que em cada sala estavam 26 alunos e um.professor vigilante … (superherói a controlar 26 pares de olhos!!).Bela aferição. E sim,são sempre os mesmos sacrificados.Proponho até que passem a ganhar um suplemento…lol

    • josé Rocjaa on 14 de Junho de 2019 at 8:06
    • Responder

    Quero acreditar que a finalidade das provas de aferição no 2ºano de escolaridade tem como objetivo avaliar a qualidade das expressões que os nossos alunos têm em sala de aula, pois a meu ver é necessária acabar de uma vez por todas com a monodocência e colocar profissionais da área a lecionar, para no futuro termos maior qualidade no ensino e qua as crianças valorizem mais o mesmo.

    • Orquídea neves on 14 de Junho de 2019 at 10:04
    • Responder

    Concordo com a inutilidade destas provas de aferição, sobretudo, no 1 ciclo. Não estão em consonância com o perfil do aluno….
    Acabar com a monodocencia tb não será a alternativa mais eficaz. Haverá duas alternativas possíveis que simtaneamente quebrem, por um lado, o impacto da mudança do 1 para o 2 ciclo, nos alunos, e por outro lado, evita alguma burocracia assim como evita custos. É só refletir.

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