12 de Maio de 2019 archive

Temos Pena #eunaovotops

Foram várias as vezes que António Costa se referiu aos professores como “temos pena”.

No dia 5 de outubro de 2018, vídeo do livresco após a manifestação de professores em Lisboa e mais recentemente no dia 6 de maio de 2019 na entrevista que deu à TVI.

Se for esta a resposta de todos os professores, no fim veremos quem tem pena.

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Cortoon do Dia – Conversas… de 800 milhões – Margarida Guerra

 

 

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942, a culpa morrerá solteira…

De quem é a culpa dos professores terem visto negada a recuperação de todo o tempo de carreira congelado?

Todos têm culpa no cartório, todos.

Não vamos andar com rodeios nem a sacudir a poeira do capote de ninguém. As culpas têm de ser repartidas por todos os intervenientes, uns têm mais culpa que outros, mas todos têm uma cota.

Podemos começar pelo governo “socratino” que nos congelou a 30 de agosto de 2005. Foram 2 anos 4 meses e 2 dias. Durante esse tempo houve tempo para negociar um novo ECD e impor uma nova carreira, sem que nunca se discutisse a recuperação desse tempo de serviço congelado. Afinal eram só 2,4,2, pouca coisa, não influenciava em grande coisa a carreira e os professores estavam dispostos a sacrificar-se por um bem comum, a economia do país. Entretanto, os professores a lecionar nos Açores, já recuperaram esse tempo de serviço.

Veio o segundo congelamento, em 2011, ano em que vimos a última alteração ao ECD ser realizada com o Decreto-lei n.º 41/2012, de 21 de fevereiro. Ninguém esperava que fosse tão longo, 7 anos de congelamento. Agora, já fazia mossa. Mas a mossa só foi feita nas carreiras especiais, porque na carreira geral da Função Pública tudo continuou a contar e esses funcionários foram acumulando pontos para usar aquando do descongelamento.

Durante todo este tempo ninguém se lembrou de reivindicar, ou sequer informar os professores do que aí vinha. Primeiro erro.

Só quando o atual governo começou a falar de descongelamento e veio a público a recuperação do tempo de serviço pelas carreiras gerais é que se começou a perceber que os professores iriam ficar prejudicados e nunca conseguiriam recuperar esse tempo de carreira. Consequentemente, a maioria não conseguiria, nunca, chegar ao topo da carreira.

Pela forma que tudo isto começou, tiraram-se logo ilações que não seria de fácil resolução, o compromisso foi discutido até às virgulas, um mau agoiro. Com a Resolução n.º 1/2018 veio a esperança e a ilusão de que tudo se resolveria pelo melhor. As negociações e a forma como decorreram vieram deitar tudo água abaixo, o fincar de pés, a intransigência a interpretação de conveniência, tanto do compromisso como da dita Resolução por parte do governo demonstrou que palavra dada não seria honrada.

Os episódios do veto do Presidente da República e da inscrição da obrigatoriedade de novas negociações no Orçamento de Estado de 2019, foram mais teatrais e de conveniência dos personagens do que qualquer intenção de resolver toda esta situação.

As negociações de 2019 foram uma repetição brutal das de 2018, mas em “fast mode”. Negociações que levaram à aprovação de um Decreto Lei anteriormente vetado, mas que este ano o Presidente da República promulgou.

Vêm então o circo na Assembleia da República. Houve acordo, não houve acordo, o que é que eles estiveram a fazer na Comissão de Educação e Ciência se não a chegar a um acordo?

Vêm o drama nos meios de comunicação social nos dias seguintes, um a fazer birra e a dizer que se demitia, outros a dizer que iam para a frente, outros para trás, que não era bem isso que se tinha acordado… e acima de tudo o achincalhamento de uma classe na praça pública. Qual bicho papão das finanças portuguesas. A defesa das contas dos 800 milhões que já tinham sido 635 milhões depois de serem 600. Tudo números mal explicados, aliás, nunca explicados. Ao contrário dos que os professores apresentaram, muito bem explicados e com base nos números disponibilizados pelo Ministério da Educação. Números confirmados pela própria UTAO.

De quem é a culpa?

1.º Dos professores (sindicatos incluídos), por terem acordado tarde e terem sido responsáveis por nunca ter exigido esta recuperação durante todo o tempo de “crise”.

2.º Do governo, por ter andado a iludir os professores para depois intransigentemente impor unilateralmente a sua vontade. Por, mais uma vez se servir do achincalhamento dos professores para fins eleitorais.

3.º Dos partidos com assento na Assembleia da República, por terem defendido as suas ideologias em vez de defender os professores como todos afirmavam estar a fazer, sem exceção.

O que nos resta? Ir com a questão para tribunal e esperar que se faça justiça.

Num país onde há multimilionários que só são proprietários de uma pequena garagem e se riem na cara dos representantes do povo, não sei o que mais esperar.

 

 

 

 

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Calunias… os eurodeputados não levam 20 mil euros para casa.

 

Não passam de calunias. É tudo contas mal feitas. Os 20 mil euros de que se fala são brutos, temos que lhes descontar o IRS, a CGA… Este valor não é o que os eurodeputados levam para casa. Isto são contas à Costa e  Centeno, tal como as contas da recuperação dos Professores.

(Já há um movimento de eurodeputados portugueses a pensar contratar a equipa do Maurício Brito para esclarecer esta cabala)

 

Rendimentos dos eurodeputados incluem muito mais do que o salário base, e podem chegar aos 20 mil euros por mês. Eleitos portugueses concordam que os valores são desajustados e “muito elevados”, sobretudo quando comparados com os salários nacionais.

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Branquear os “meus” atos e doutrinar a opinião pública…

É um ato comum entre os políticos, tentar branquear os atos através de opiniões de membros “secundários” nas polémicas. A desinformação escondida atrás de uma certa simpatia pela causa e direcionando a opinião do público (povo) é comum. Mais uma vez acontece. Não temos políticos que defendam o Povo e que sejam justos, ao invés disso temos doutrinadores que tentam construir opiniões desinformadas e manipular a opinião pública. (para falar em nome dos professores e tentar desinformar já temos um que chega por muitos)

 

Em nome dos professores e de todos

Quem é professor ou professora, quem tem professores na família, quem pura e simplesmente não estranha a empatia, sabe que a vida de quem pertence a esta classe profissional não é fácil. O sucesso da escola pública deve-se, em enorme medida, à dedicação extraordinária de homens e mulheres que se excedem em trabalho e aos quais devemos estar gratos todos os dias. A carreira dos professores tem de ser respeitada.

A primeira forma de desrespeitar os professores, após mais de um ano de negociações que terminaram na transigência do Governo e na intransigência sindical, é iludi-los e instrumentaliza-los para uma luta mais profunda e mais antiga: o ataque à escola pública.

 

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