Aluno de 12 anos espanca um professor de 63 anos? Um dia como outro qualquer…

Somos “espancados” todos os dias desde o tempo da Maria Lurdes Rodrigues…

E depois é sempre um caso isolado…

Ministério Público investiga aluno suspeito de espancar professor no Porto – Renascença

“Já lhe parti o focinho!”, disse o aluno, após agredir o professor de 63 anos com murros e um pontapé nos testículos.

O Ministério Público no juízo de Família e Menores do Porto está a investigar o caso de um aluno de 12 anos de uma escola local indiciado por espancar um professor de 63 anos, informou, esta sexta-feira, a PGR.

“A matéria em referência deu origem a um inquérito tutelar educativo no Ministério Público do juízo de Família e Menores do Porto”, referiu a Procuradoria-Geral da República (PGR), em resposta a um pedido de esclarecimento da agência Lusa.

O caso objeto deste inquérito tutelar educativo, revelado pelo Jornal de Notícias, ocorreu em 29 de março na Escola Básica Francisco Torrinha, no Porto.

O inquérito tutelar educativo, o equivalente para menores dos inquéritos-crime para adultos, encontra-se previsto na Lei Tutelar Educativa, quando estão em causa factos qualificados pela lei como crime, praticados por menor entre os 12 e os 16 anos.

“A matéria foi igualmente participada à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens com competência na área de residência do jovem”, acrescentou a PGR.

Segundo o relato do Jornal de Notícias, o aluno ficou desagradado com a admoestação que lhe foi feita pelo professor por ter partido a lâmpada do teto da sala com uma bola, reagindo violentamente.

O docente de 63 anos, que leciona Educação Visual e Educação Cívica, “acabou por ser brutalmente agredido com murros e um pontapé nos testículos”, conta o jornal.

Após as agressões, o estudante saiu da sala e, ao passar por um dos funcionários, terá afirmado: “Já lhe parti o focinho!”.

O Agrupamento Garcia de Orta, a que pertence a Escola Básica Francisco Torrinha, assinalou ao JN que se tratou de “um caso isolado num estabelecimento escolar tranquilo”. Um dos docentes, Ernesto Pereira, disse ao JN que o agressor é “um aluno que é uma criança que está doente, com grande perturbação e que precisa do apoio das entidades responsáveis”.

 

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7 comentários

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    • Ana Luísa Veiga de Oliveira on 5 de Abril de 2019 at 18:23
    • Responder

    Se fosse algum jogador de um clube de futebol…

      • Ricas on 6 de Abril de 2019 at 10:35
      • Responder

      Exatamente!
      Na minha escola foi ontem um aluno expulso pq ameaçava e batia em tudo o que lhe aparecia à frente! Um chapadão naquela boca como no meu tempo já tinha resolvido há muito tempo o assunto!

    • manuel on 5 de Abril de 2019 at 19:49
    • Responder

    O aluno está “doente”…
    Se fosse só o aluno…

    Se fosse ele a levar, a conversa já seria outra.

    Já não há maldade neste mundo, é só doenças.
    Os carrascos dos campos de concentração nazis também eram “doentes”…

    • Maria Manuela Richter on 6 de Abril de 2019 at 14:00
    • Responder

    Quando ia abrir a porta de ferro da sala a dois alunos que estavam atrasados para uma aula, um ex aluno que ia a passar, deu um pontapé de forma violentíssima nessa dita porta de ferro que se abriu de imediato e arremessando-me contra a parede da sala de aula, caí no chão, com lesões na mão e ombro direito e na boca, sendo de imediato transportada de ambulância para o hospital, aonde paguei todas os custos, fazendo mais tarde tratamentos dentários e medicação. Acidente em serviço, ou agressão, foi chamada a escola segura. Fui a tribunal com cerca de 12 testemunhas (incluindo a Diretora da escola e Adjunto dessa época). Após idas minhas à médica do tribunal (por várias vezes) o processo decorreu durante 3 anos…O arguido já contava 19 anos e tinha 3 processos de acusação quando se apresentou em tribunal. Com este cadastro e com esta minha história verídica, resumida, no computo final, é que tive de pagar 102 euros. O “tadinho” do rapaz ficou ilibado, pois de acordo com a decisão judicial “temos de dar hipótese de arrependimento aos marginais”. Nem trabalho comunitário! Até hoje nunca recebi quaisquer indemnizações nem de seguro escolar, nem sequer dos pagamentos que fiz e dos quais fiz prova.
    Continuo nessa escola ( e como adjunta de direção e professora de turmas e coordenadora, entre outros cargos) comprovo que o grau de indisciplina dos alunos aumentou, sobretudo a negligencia educativa dos seus encarregados de educação.

      • alecrim dourado on 6 de Abril de 2019 at 17:35
      • Responder

      O que é que andam os marginais a fazer na escola ? Têm de passar e ir tratar da vida deles. Passem-nos a todos, quanto mais depressa melhor . Se não passam a bem passam a mal. Reprovar é que não. Se os pais não os educam de pequeninos têm de os educar de grandes. Nos dias de hoje, a partir dos 17 anos nenhum aluno deve continuar no secundário.

    • Maria Manuela Richter on 6 de Abril de 2019 at 19:35
    • Responder

    O ex aluno estava no ensino básico (escola TEIP em curso CEF)
    e na altura tinha 16 anos. No julgamento já tinha 19 anos (3 anos após).
    Ninguém merece a injustiça da “Justiça”.
    Obrigada pela sua apreciação.

    • Anónimo on 8 de Abril de 2019 at 9:54
    • Responder

    Começa logo no 1º ciclo. Quando um aluno de 6 anos responde com murros e pontapés ao colega do lado e ao professor, após repreensão por agredir um outro colega, e na prática não há medidas nenhumas palpáveis que possam ser tomadas o que se pode esperar? A direção diz para falar com os pais. A mãe diz que a culpa é do pai que o deixa fazer tudo o que quer e não a deixa impor regras ao menino. O pai não aparece na escola. A psicóloga diz que a sua especialidade é educacional e o menino tem de ir é para psicologia clínica no Centro de Saúde. O Centro de Saúde tem uma lista de espera de quase 3 anos. Inicia-se o processo, o menino é transferido, muda de concelho. O pedido no Centro de Saúde já não tem efeito e o problema vai-se agravar com toda a certeza.

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