O Mário Nogueira Se Estivesse Calado Fazia Melhor Figura

Já estás outra vez incomodado com o STOP?

Isso passa com trabalhinho…e a reforma nunca mais chega, não é?

Fenprof rejeita novos fundos para financiar greves de professores – Educação – Jornal de Negócios

A criação de fundos que possam financiar greves prolongadas dos professores está a ser reclamada na blogosfera e não é rejeitada por sindicatos mais pequenos, como o S.T.O.P. Mas a Fenprof demarca-se de novas iniciativas de financiamento.

A Fenprof rejeita a criação de novos fundos que possam financiar uma greve prolongada dos docentes, seja por recurso a financiamento externo, como o ‘crowdfunding’, seja através do desvio dos descontos dos associados, o que não está previsto nos estatutos dos sindicatos que esta federação representa.

A necessidade da criação de novas formas de financiamento está a ser defendida na blogosfera por autores como Alexandre Henriques e não é afastada por sindicatos mais pequenos como o S.T.O.P, que admite apoiar a constituição de fundos, assumindo contudo que não há decisões tomadas.

A questão foi abordada esta quinta-feira pelo DN, que noticiou que os professores querem constituir fundos, o que levantou dúvidas sobre a intenção dos sindicatos.

“Os professores não propõem nenhum financiamento”, disse Mário Nogueira, aos jornalistas, no Parlamento. Falando em nome das dez organizações sindicais que têm reclamado, juntas, a recuperação do tempo de serviço para efeitos das progressões, o dirigente sindical recusou em particular o recurso ao ‘crowdfunding’.

“Financiamentos externos de uma greve é uma coisa que não faz parte do nosso vocabulário ou da nossa intenção”, disse.

O que a Fenprof não critica são os mecanismos informais através dos quais os docentes se organizam para anular o impacto financeiro da greve sobre os seus salários. O que aconteceu no caso da greve às avaliações é semelhante ao que acontece no caso dos enfermeiros na medida em que bastava que um professor faltasse para que a reunião de avaliação não se pudesse realizar: com pouca adesão obtém-se um grande impacto.

“A única coisa que acontecerá nas escolas é o que sempre aconteceu”, afirmou Mário Nogueira. “Numa greve a avaliações não é preciso todos fazerem. Basta que um faça para que não haja a reunião. Então o que fazem alguns professores? Os cinco que não fazem juntam-se” e cobrem o salário perdido pelo trabalhador que faltou. Noutros casos, os docentes vão-se revezando.

Os sindicatos que a Fenprof representa também não têm a intenção de dedicar parte dos descontos que recebem dos seus associados à criação de um fundo de greve, como os que existem noutros sindicatos em Portugal, por exemplo no setor dos transportes (maquinistas da CP ou dos pilotos da TAP).

Fonte oficial da Fenprof explica ao Negócios que os estatutos dos sindicatos de professores que esta federação representa não prevêem a existência de fundos de greve. A mesma fonte garante que não está em cima da mesa qualquer alteração, que em todo o caso teria de ser decidida pelos associados em assembleia-geral.

Não há fundos… mas podem surgir

A avaliar pelo que contam os enfermeiros, a eventual constituição de um fundo não depende apenas da posição oficial dos sindicatos. E há outras vozes a defender que sejam criados fundos que permitam financiar uma greve sustentada dos professores, nomeadamente na blogosfera.

Alexandre Henriques, do blogue “Com regras”, que também é mencionado no artigo do DN, propôs em novembro a criação de um fundo que seja capaz de financiar uma greve prolongada no início do próximo ano letivo.

“Todos os meses os professores pagam uma quota aos sindicatos. A percentagem dessa quota pode ser canalizada para o fundo”, afirmou ao Negócios Alexandre Henriques, que não é sindicalizado. “Também se pode constituir um fundo independentemente dos sindicatos, com ou sem crowdfunding, mas com a identificação dos financiadores”, sustentou.

STOP admite tudo mas ainda não decidiu nada

Para o Sindicato de Todos os Professores (S.T.O.P.) “nada está fechado”, segundo afirmou ao Negócios André Pestana, um dos porta-vozes da estrutura que foi criada há um ano e que se assumiu posições mais radicais do que a Fenprof por exemplo no caso do prolongamento da greve às avaliações.

Sublinhando que a questão ainda não foi discutida internamente, o porta-voz da estrutura que tem 500 associados não afasta a possibilidade de apoiar a formalização de um fundo. “Se houver uma vaga de fundo não será de estranhar que mais uma vez o STOP faça o que ainda não foi feito”.

“Somos a favor de um fundo de greve que poderá ir além do que se verificou nas greves às avaliações do Verão passado”, ou seja, uma troca informal de dinheiro, refere André Pestana.

“Agora, a forma de como materializar esse fundo de greve é que ainda não está nem discutida na direção nem com os sócios: se é por crowdfunding, se é através de um parte dos descontos dos sócios, ou se deve envolver os [professores] não sócios”.

 

Crowdfunding para professores? Nogueira diz que nem pensar – Portugal – SÁBADO

Mário Nogueira assegura que os professores não vão seguir o exemplo dos enfermeiros.

“Não vamos usar crowdfunding. Isso está fora de questão”, diz à SÁBADO o líder da Fenprof, Mário Nogueira, assegurando que os professores não tencionam financiar assim as suas greves.

Nogueira afirma que seguir o exemplo dos enfermeiros, que já angariaram quase 800 mil euros através de plataformas de crowdfunding, nunca foi equacionado pelos sindicatos de docentes.

“Aquilo que foi feito na greve das avaliações foi garantir que ninguém saía prejudicado numa greve em que bastava faltar um para garantir a paralisação”, explica o sindicalista.

Como bastava que um professor faltasse para que não fosse possível fazer as reuniões de avaliação, os docentes organizaram-se para que aquele a quem cabia fazer greve não saía prejudicado financeiramente.

“Diziam por exemplo ao que morava mais longe para ficar em casa ou ao que era mais novo e ganhava menos”, conta à SÁBADO Mário Nogueira, admitindo que nesses casos os professores se organizavam entre si para pagar ao colega que perdia o dia de trabalho.

“Isso fazia-se nas escolas. Na minha, cada um avançou dinheiro para isso. Eu cheguei a dar 100 euros. Mas, como se chegou à conclusão de que todos tinham feito greve, não fazia sentido distribuir o dinheiro. Por isso, usámo-lo para irmos todos jantar”, revela o líder da Fenprof.

De resto, Nogueira diz que na Educação “nunca houve sequer fundos de greve”. Mas não descarta que os docentes continuem a organizar-se como até aqui nas greves que já estão prometidas para o terceiro período deste ano letivo pelo descongelamento dos anos de carreira que os professores reclamam mas que o Governo não tem intenção de repor.

PS:

Se chamam a isto ironia…tens cá uma piadinha que até estala…

Novas formas de luta mais “radicais” podem deixar alunos do 12.º sem aulas no terceiro período, numa greve financiada por quotizações de professores. “Assim não temos de andar a explicar de onde vem o dinheiro”, ironiza Mário Nogueira, referindo a greve dos enfermeiros.

 

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2 comentários

    • Augusto Ribeiro on 15 de Fevereiro de 2019 at 9:20
    • Responder

    …SE TIVESSE CALADO…. Quem? Aquele que foi jogador do Benfica?

    • ze on 15 de Fevereiro de 2019 at 14:22
    • Responder

    Ao contrário do que diz no texto, julgo que uma greve deste tipo faria mossa não no 12º ano mas sim no 1º ciclo e pré-escolar. É nestes anos que a greve faz realmente mossa. É ver os pais todos alarmados sem saberem o que fazer com os filhos. Os docentes do pré e do 1º ciclo são em menor número, logo seria mais barato para todos. É apenas uma ideia, mas penso que causará muito mais problemas do que a outo ano qualquer.

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