Janeiro 2018 archive

Entrevista a José E. Lemos: “Não há sinais que financiamento será mais adequado”

 

Depois da sua reeleição como Presidente do Conselho das Escolas, José Eduardo Lemos dá uma entrevista esclarecedora ao DN. Destaca-se o seguinte:

 

O presidente do Conselho de Escolas, José Eduardo Lemos, critica a falta de transparência na aprovação dos orçamentos das Escolas. E diz que a falta de informação e esclarecimentos sobre o descongelamento só pode gerar ceticismo nos docentes, que estão à espera para ver para crer.

 

Acreditar é ter fé e eu penso que o problema real do subfinanciamento não é uma questão de fé, mas sim uma questão de âmbito político e de gestão do sistema educativo. Não vejo sinais políticos que me levem a pensar que haverá alterações na gestão do sistema educativo que tornem o financiamento das Escolas mais transparente, mais criterioso, mais previsível e mais adequado às suas necessidades. Acresce que não me recordo de uma única proposta de orçamento que tivesse sido acolhida na totalidade, ou perto disso, pelo organismo que gere financeiramente o setor da Educação. Na verdade, o orçamento de cada escola é da responsabilidade do Instituto de Gestão Financeira o qual, que se saiba, nunca divulgou os critérios, nem os elementos concretos que justificam o orçamento atribuído às escolas em geral, muito menos junto de cada a cada Escola.

 

Penso que ainda será cedo para avaliar os efeitos concretos da implementação destes projetos, especialmente o da gestão flexível do currículo, uma vez que se trata de um projeto mais recente. Neste momento, penso que é possível dizer com alguma segurança que o plano nacional de promoção do sucesso escolar transferiu para muitas escolas alguns recursos humanos de que necessitavam e que permitiram reforçar o apoio aos alunos e, nessa medida, promover o sucesso. O Plano desafiou as Escolas a identificarem bem algumas causas do insucesso e a estabelecerem objetivos e medidas concretas para as combater. Embora não tanto como se propagandeou – a vertente da formação dos professores está atrasada e a parte de financiamento para equipamentos, via CIMs e Áreas Metropolitanas, ainda não se materializou – penso que o PNPSE foi vantajoso para as Escolas. Quanto à gestão flexível do currículo, ainda não existem dados firmes e fiáveis que permitam avaliar os impactos que esta terá no sucesso e nas aprendizagens dos alunos. Esta é uma das razões que, do meu ponto de vista, desaconselham vivamente a generalização pretendida pelo Ministério da Educação.

 

Neste momento, penso que o descongelamento das carreiras ainda não se refletiu nas Escolas, uma vez que ainda nenhum docente sentiu qualquer benefício na carreira daí decorrente. A falta de informação e esclarecimentos às Escolas sobre o descongelamento só pode gerar ceticismo nos docentes, que estão à espera para ver para crer. Nos últimos anos, os docentes têm assistido a uma marcante desvalorização da carreira e a um constante desrespeito pela dignidade do seu trabalho e profissão que já só acreditam nas “boas notícias” quando as veem materializadas.

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Notícias Soltas do Dia de Hoje

Monção: Alunos do 12º ensinam crianças do 4º ano a fazer experiências de Química e Física – O Banco Local de Voluntariado de Monção lançou o desafio e sete alunos do 12.º ano do Agrupamento de Escolas de Monção responderam afirmativamente ao repto. Desta forma, nasceu a Fábrica de Experiências, programa de voluntariado que tem como objetivo fazer crescer o bichinho da química e física junto das crianças monçanenses.

 

Não há ajuda para famílias com problemas? Guia para “fugir” à SuperNanny – Observador – Nas redes pública e privada há várias respostas para pais em apuros, desde consultas a acompanhamento familiar gratuito. De norte a sul do país, este é um guia para “fugir” à SuperNanny.

 

Educação. Já há guiões sobre questões de género nas aulas de todos os ciclos – CIG publica quinto Guião de Educação, dirigido ao ensino secundário, para ajudar os professores a ensinar com uma perspectiva de género. Aos docentes de oito disciplinas pede-se que sublinhem o contributo de mulheres para cada uma das áreas.

 

Educação. Escolas sem pessoal qualificado para aplicar novo plano contabilístico – Auditoria do Tribunal de Contas dá conta de erros na contabilização de receitas e despesas e diz que mais de 90% das escolas ainda optam pelo regime simplificado.

 

Tribunal de Contas quer contabilistas nas escolas

 

Educação. Governo afasta delegados do Alentejo e Algarve – Processos disciplinares por comportamento indevido e por uso indevido de viatura vão levar à saída do dirigente do Algarve. Atraso na contratação de auxiliares dita a exoneração do delegado do Alentejo

 

Eles hoje aprendem de maneira diferente… Ah é?! – Observador – Os estudos mostram que “a presença ubíqua da tecnologia entre os jovens não lhes traz como resultado uma melhoria na coleta de informação, na procura de informação nem nas capacidades de avaliação”.

 

TIC: mitos, desafios, passado e futuro » Educare – O Portal de Educação – António Dias de Figueiredo, professor catedrático, investigador na área das TIC na aprendizagem, avisa que as escolas estão a produzir mais seguidores do que líderes, mais imitadores do que criadores, mais ouvintes do que concretizadores. E que há ideias feitas e metodologias que chocam com o mundo de hoje.

 

Ministro da Educação diz que foram lançados os alicerces para um espaço europeu de educação » Educare – O Portal de Educação

 

Município promove a prática de minigolfe na educação pré-escolar

 

Município de Penacova faz Gala de Mérito Escolar – Notícias de Coimbra

 

CDS pede explicações sobre falta de professor de Inglês na Secundária Manuel Cargaleiro, no Seixal

 

Lisboa: Escola fechada devido a praga de ratos reavaliada segunda-feira – Atualidade – SAPO 24 – A situação da Escola Secundária do Restelo, fechada desde quinta-feira devido a uma praga de ratos, vai ser reavaliada na segunda-feira, depois de uma desratização que ainda decorre hoje, disse o vereador da Educação da Câmara de Lisboa.

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Quem Progride em 2018 e Não Foi Avaliado Tem Bom Administrativo

Quem ao longo do ano civil 2018 vai progredir de escalão e ainda não teve uma avaliação ao abrigo do Decreto-Regulamentar 26/2012, de 21 de Fevereiro fica com um BOM administrativo na avaliação entre 2011 e 2017, por força do Orçamento de Estado para 2018.

No entanto esta avaliação de BOM não permite recuperar qualquer avaliação dos ciclos 2007/2009 ou 2009/2011.

Assim, se algum docente pretende beneficiar de uma das avaliações para bonificar no escalão seguinte (Muito bom, meio ano e Excelente 1 ano) tem necessariamente de ser avaliado ao abrigo do Decreto-Regulamentar 26/2012.

Praticamente só os docentes que progridem entre 1/09/2018 e 31/12/2018 é que terão de fazer a opção por serem avaliados até final deste ano letivo ao abrigo do Decreto-Regulamentar 26/2012, pois ainda não devem ter a avaliação no ano letivo imediatamente anterior à progressão. Os que progridem entre 1/1/2019 e 31/08/2019 tem necessariamente que ser avaliados este ano letivo, pois o Bom administrativo aplica-se apenas a quem progride em 2018.

Posto isto, façam as vossas opções.

 

 

 

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Lista Colorida RR18

Lista Colorida com colocados e retirados da RR18. E nesta altura do campeonato já há quem vá no seu 4º contrato…

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Porque a Memória é Curta para Muitos

Opinião. A Memoshoá, um projecto pioneiro

(…) É pois sobre Portugal que irei falar nesta crónica: não sobre os refugiados do nazismo, nem sobre a política de Salazar, mas mais simplesmente a propósito um projecto português que tem hoje dez anos de vida. O seu nome é Associação Memória e Ensino do Holocausto – Memoshoá e foi fundado no seguimento de um seminário de formação em 2008 de perto de 30 professores portugueses na Escola Internacional do Yad Vashem, Instituto Nacional para a Memória e Educação do Holocausto em Jerusalém. Desde então esta formação tem lugar regularmente todos os anos, tendo abrangido até hoje uma média de 200 professores do ensino básico e secundário, de todo o território nacional e de todas as áreas de ensino, com especial incidência na disciplina de História.(…)

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José Morgado – Opinião – Supernanny: Educação Familiar, Comportamento e Escola

Opinião. Supernanny: Educação familiar, comportamento e escola

(…) Alguma investigação sobre o que se designa por “estilos parentais”, o padrão de acção educativa dos pais, demonstra resultados no mesmo sentido, um estilo excessivamente autoritário parece estar associado a comportamentos desajustados dos filhos, mas é importante sublinhar que também demonstra que pais muito permissivos, mesmo quando procuram estabelecer laços afectivos fortes, podem ter nos comportamentos dos filhos um efeito da mesma natureza que a acção de pais muito autoritários ou, para usar a expressão do estudo, que exercem uma “parentalidade severa”. Dito de outra forma, a permissividade excessiva é tão problemática como o autoritarismo, não confundir com autoridade.

Neste cenário, o que se procura criar na acção junto dos pais é um exercício de parentalidade com afecto, evidentemente, mas com regras e limites que são um bem de primeira necessidade para o desenvolvimento saudável de crianças e adolescentes. Esta forma de funcionar é referida também por “estilo autoritativo”

A questão do meu ponto de vista que se pode colocar é: por que razões se verificam em tantas famílias fragilidades na mobilização desta parentalidade “autoritativa” em que se combina de forma adequada o afecto e a definição de regras e limites que conferem segurança e autonomia às crianças e adolescentes?

É ainda importante referir que esta fragilidade não afecta só famílias “problemáticas”, “disfuncionais” ou outra qualquer “condição” de risco. Muitas famílias com pais interessados, motivados, sentem dificuldade neste exercício. A experiência mostra-me que algumas das razões podem estar associadas aos estilos de vida e ao tempo disponível para os miúdos, a alteração de valores em que estamos envolvidos e todo o universo de estímulos e experiências em que as crianças e adultos estão envolvidos.

Não é, pois, estranho que algumas crianças, logo desde novas, cheguem à escola “desreguladas”, com baixa percepção de regras e limites e de formas adequadas de relação social. (…)

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428 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 18

Na reserva de Recrutamento 18 foram colocados 438 docentes contratados de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, número de horas e duração do contrato.

 

 

 

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Cinema Sem Conflitos: Família (parte 4/4)

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Cinema Sem Conflitos

Prevenção e mediação de conflitos em contexto educativo
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Com a última sexta-feira de janeiro chega também o último filme do tema Família.  Hoje apresentamos “Tuurngait” realizado por Paul-émile Boucher, Benjamin Remy Dupont, Mickaël Riciotti, Benjamin Flouw e Alexandre Toufaili. Um jovem rapaz Inuit (nação indígena esquimó que habita  nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Gronelândia) está a brincar fora da sua cabana quando uma gaivota lhe chama a atenção, levando-o até um lugar perigoso. O pai, aflito com o desaparecimento do filho, parte em sua busca. Como terminará a história?

 

 

Até à próxima semana ou todos os dias em facebook.com/cinemasemconflitos

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