O Regime em Todo o seu Esplendor

NO Meu Quintal.

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Serão raríssimas estas situações? – O Ribatejo

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O voluntariado, nestas condições, não terá futuro. Primeiro porque será cada vez mais difícil que as boas vontades desinteressadas, se sujeitem a um estatuto de potencial arguido em função de atos de gestão, muitas vezes dependentes de terceiros não controláveis; segundo porque, também cada vez mais, haverá candidatos a certos lugares de responsabilidade nestas organizações, que nada terão a ver com puro voluntariado ou com filantropia, mas apenas como janelas de oportunidade para tratar das suas vidinhas.

Por tudo isto, não tenho dúvidas que, num futuro próximo, a gestão destas IPSS terá que ser profissionalizada e da total supervisão do Estado. Com gestores nomeados e com salário adequado às responsabilidades e dimensão de cada instituição, mas responsabilizados e, então sim, sujeitos à obrigatoriedade da boa gestão dos dinheiros públicos e às consequências legais do seu incumprimento.

O caso da Raríssimas é apenas um de entre outros possíveis num vasto universo de milhares de instituições pagas por todos os contribuintes, não só através dos impostos, mas também através de subsídios e peditórios regulares, aparentemente controlados e de boa índole filantrópica. O risco de gente como aquela presidente se colocar à frente de instituições prestigiadas e de interesse público inquestionável, é uma realidade cada vez mais provável.

A existência e manutenção deste tipo de IPSS é uma questão política que um dia terá que ser discutida e reformulada.

PS:

Secretário de Estado confrontado com caso amoroso com presidente da Raríssimas

12.12.2017 21:59 por Alexandra Pedro 240
TVI mostrou alegada fotografia comprometedora de Manuel Delgado com Paula Brito e Costa no Rio de Janeiro, Brasil.
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As contradições e os esquecimentos de Manuel Delgado no caso da Raríssimas

Em entrevista à TVI, secretário de Estado da Saúde demissionário, que foi consultor da instituição, é confrontado com documentos novos que o puseram em xeque e acabaram por levar a que se demitisse do Governo. Manuel Delgado vê desmentidas as afirmações de que nunca interferiu na gestão ou teve conhecimento das dificuldades da Raríssimas e diz mesmo que não acha imoral ter sido pago com subsídios do Estado, desviados dos apoios dados a crianças com doenças raras. O ex-governante foi ainda confrontado com uma relação pessoal com a presidente da Raríssimas, com quem viajou várias vezes

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2 comentários

    • Paulo Pereira on 12 de Dezembro de 2017 at 2:36
    • Responder

    E querem então que a Educação passe a ser gerida pelas Autarquias?

    Quando nós temos conhecimento de ilustres figurões da nossa praça, alguns com cadastro, que são levados a ombros pelo povinho para a cadeira autárquica, e viva a democrácia, não é verdade?…

    Pergunto-me qual é a premissa que muita gente considera mais sensata: a obrigação de tirar a carta de condução primeiro ou a liberdade de conduzir sem carta?
    Por outras palavras, o que é mais sensato? a necessidade de dar instrução e civismo primeiro, ou o exercício da cidadania sem quaisquer bases cívicas?

    Mas afinal o que é que tem o Regime?
    O Regime é o resultado de uma série de cedências absurdas!
    De cedências de quem tem instrução para quem pouca ou nenhuma instrução tem!
    Mas apesar das contradições em que cai o Regime, há quem o defenda, como as famílias que têm que lidar com o familiar esquizofrénico que recusa ser tratado.

      • Paulo Pereira on 12 de Dezembro de 2017 at 2:46
      • Responder

      Obviamente que num futuro próximo, previsivelmente, os senhores autarcas de ocasião, alguns sem estudos superiores, verão na gestão escolar uma porta para se imiscuir “futebolisticamente” nos assuntos da Educação.

      Sendo Portugal o reino dos “Achistas” auto-encartados, o futuro não será muito risonho para a Educação.
      Não achas?

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