Ora Bem, 9.900 Milhões de Euros Dá Quantas Vezes 600 ou mesmo 650 Milhões?

NO Meu Quintal.

 

Deixo-vos também com um comentário do Mário Silva nO Meu Quintal:

 

O PR afirma que “é um ilusão pensar que se volta às condições antes da austeridade” e o PM reforça dizendo ”é impossível recuar na história”; se adicionarmos todos os ‘comentadeiros profissionais’ pagos em avença pela elite preocupada em ver o dinheiro do OE não ir para os seus bolsos, e apoiados por uma parte da população sempre avessa à profissão docente, isto significa que A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PARA EFEITOS DE COLOCAÇÃO NO ESCALÃO DEVIDO, NÃO SERÁ FEITA!
Explicando em linguagem que até os putos entendem, o que estava em causa não era receber o dinheiro perdido durante o congelamento mas colocar o docente no escalão correpondente ao tempo de serviço quando acabasse o descongelamento. Exemplificando com um exemplo de docentes colocados no 3º/4º escalões, com 20-25 anos de tempo de serviço, estes deviam estar colocados nos 6º/7ºescalões; o que se esperava da mais ELEMENTAR JUSTIÇA, era que quando ocorresse o descongelamento, esses professores que progredissem iriam para o 6º/7º escalão, bastando os milhares de euros que perderam por não terem progredido, corte salarial e sobretaxa fiscal. Mas o que é dito tanto pelo PR como pelo PM (um diz mata e o outro diz esfola) é que quando descongelarem subirão para o 4º/5º escalões!…
Portanto, a maioria dos docentes deve dizer adeus definitivo aos escalões acima do 7º (inclusivé) porque terminarão a carreira entre 4-6º escalão, algo que já foi planeado em 2010 com a reestruturação dos escalões da carreira (com a introdução das quotas de vagas nos 5º e 7º escalões). Por isso, também são incompreensíveis os comunicados dos sindicatos a ‘cantar vitória’ pelos resultados da negociação, porque o que vai acontecer, à semelhança do concurso extraordinário, são mais casos de injustiça, com uns a progredir e outros a estagnar, tendo o mesmo tempo de serviço…!
Além disso, este conflito trouxe o pretexto para proceder a nova alteração da carreira e do ECD, dificultando artificialmente (ainda mais) a progressão.
Não é por falta de dinheiro mas tão somente que esse dinheiro já tem destino para os sugadores milionários do OE: bancos, PPP, swaps, ajustes diretos, corrupção, contratos públicos…
Nitidamente, a indecência não incomoda quem decide mas também ‘há muita maneira de apanhar pulgas’ para quem vê a sua carreira destruída, apenas sendo necessário coragem e inflexibilidade, indepentemente de quem seja prejudicado…

 

PS:

Bancos faturam mais 90 milhões em comissões – Os bancos tiveram receitas de mais de 1,6 mil milhões de euros em comissões até setembro. Deco pede o fim de alguns custos que considera ilegítimos

 

Link permanente para este artigo: http://www.arlindovsky.net/2017/11/ora-bem-9-900-milhoes-de-euros-da-quantas-vezes-600-ou-mesmo-650-milhoes/

5 comentários

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    • Lope on 22 de Novembro de 2017 at 23:01
    • Responder

    Os problemas financeiros existem e são graves, fizeram de conta que não existiam para fins exclusivamente eleitorais. De que serve receber 200 se depois teremos de devolver 400. O nosso problema é muito mais grave e ninguém lhe quer pegar. Não podemos ter 130 mil docentes como se fossem todos iguais. Isso convém aos sindicatos, mas é o drama dos professores. Ou há Carreiras distintas para quem dá aulas e para quem faz outra coisa qualquer ou não sairemos do marasmo. No final do 1.º semestre do próximo ano o BCE deixará de comprar a nossa dívida e será o mercado quem ditará quanto pede pelo juro. O valor do juro depende sempre da sustentabilidade do sistema. Devemos ao exterior 200 mil milhões. Por cada ponto percentual lá vão 7% do PIB. Estamos metidos num enorme sarilho e só quem é financeiramente iletrado acredita na canção do bandido. A Carreira Docente precisa de ser completamente reestruturada e temos de tirar uma boa parte dos 130 mil para termos melhor futuro. Não acreditem em conversa fiada.

      • sempre@tento on 23 de Novembro de 2017 at 16:23
      • Responder

      Como o compreendo…
      Começava-se pelos sindicalistas (bastava pôr os sindicatos responsáveis pelo pagamento do vencimento e fechavam quase todos), passava-se para os destacamentos por doença (mais de 100 professores em algumas escolas sem fazer nada!!! e mais de 5000 a nível nacional), ia-se às direções dos Agrupamentos (para quê tantos???, bastava o Diretor/a e dois ou três secretários/as e ficava mais baratinho) e controlavam-se os falsos doentes psiquiátricos (alguns até editam e apresentam livros durante a baixa, coitados, para ganharem mais algum!!!).
      Já havia dinheiro para contar todo o tempo de serviço e ainda sobrava algum para amortizar a dívida…
      Mas é melhor viver no faz de conta…

        • Cj on 23 de Novembro de 2017 at 16:55
        • Responder

        Pelo que escreve fica claro que conhece ZERO da profissão docente.
        O dinheiro do OE deve continuar a ser encaminhado para os gatunos dos bancos PRIVADOS. Assim é que está bem!

          • sempre@tento on 23 de Novembro de 2017 at 17:01

          Olhe que não!!! Olhe que não!!!
          Parece que toquei em alguém…
          Mas não deixa de ter razão quanto aos Bancos, PPP e afins.
          Mas estamos nas mãos de agiotas…

          • Contribuinte Indignado on 30 de Novembro de 2017 at 13:50

          .
          Não!…Não e Não!……

          O DINHEIRO PÚBLICO (Dinheiro dos Contribuintes) deve SER SIM encaminhado para os SETÔRES da ESPELUNCA (digo ESCOLA) PÚBLICA…

          Ide CATAR PIOLHOS….
          .

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