22 de Novembro de 2017 archive

Ora Bem, 9.900 Milhões de Euros Dá Quantas Vezes 600 ou mesmo 650 Milhões?

NO Meu Quintal.

 

Deixo-vos também com um comentário do Mário Silva nO Meu Quintal:

 

O PR afirma que “é um ilusão pensar que se volta às condições antes da austeridade” e o PM reforça dizendo ”é impossível recuar na história”; se adicionarmos todos os ‘comentadeiros profissionais’ pagos em avença pela elite preocupada em ver o dinheiro do OE não ir para os seus bolsos, e apoiados por uma parte da população sempre avessa à profissão docente, isto significa que A CONTAGEM DO TEMPO DE SERVIÇO PARA EFEITOS DE COLOCAÇÃO NO ESCALÃO DEVIDO, NÃO SERÁ FEITA!
Explicando em linguagem que até os putos entendem, o que estava em causa não era receber o dinheiro perdido durante o congelamento mas colocar o docente no escalão correpondente ao tempo de serviço quando acabasse o descongelamento. Exemplificando com um exemplo de docentes colocados no 3º/4º escalões, com 20-25 anos de tempo de serviço, estes deviam estar colocados nos 6º/7ºescalões; o que se esperava da mais ELEMENTAR JUSTIÇA, era que quando ocorresse o descongelamento, esses professores que progredissem iriam para o 6º/7º escalão, bastando os milhares de euros que perderam por não terem progredido, corte salarial e sobretaxa fiscal. Mas o que é dito tanto pelo PR como pelo PM (um diz mata e o outro diz esfola) é que quando descongelarem subirão para o 4º/5º escalões!…
Portanto, a maioria dos docentes deve dizer adeus definitivo aos escalões acima do 7º (inclusivé) porque terminarão a carreira entre 4-6º escalão, algo que já foi planeado em 2010 com a reestruturação dos escalões da carreira (com a introdução das quotas de vagas nos 5º e 7º escalões). Por isso, também são incompreensíveis os comunicados dos sindicatos a ‘cantar vitória’ pelos resultados da negociação, porque o que vai acontecer, à semelhança do concurso extraordinário, são mais casos de injustiça, com uns a progredir e outros a estagnar, tendo o mesmo tempo de serviço…!
Além disso, este conflito trouxe o pretexto para proceder a nova alteração da carreira e do ECD, dificultando artificialmente (ainda mais) a progressão.
Não é por falta de dinheiro mas tão somente que esse dinheiro já tem destino para os sugadores milionários do OE: bancos, PPP, swaps, ajustes diretos, corrupção, contratos públicos…
Nitidamente, a indecência não incomoda quem decide mas também ‘há muita maneira de apanhar pulgas’ para quem vê a sua carreira destruída, apenas sendo necessário coragem e inflexibilidade, indepentemente de quem seja prejudicado…

 

PS:

Bancos faturam mais 90 milhões em comissões – Os bancos tiveram receitas de mais de 1,6 mil milhões de euros em comissões até setembro. Deco pede o fim de alguns custos que considera ilegítimos

 

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Nota Informativa dos Procedimentos do Período Probatório

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Já começaram a ser marcadas as reuniões da DGAE com os docentes e os acompanhantes internos para Sessões de Trabalho com vista a apoiar as práticas dos atores no terreno (docentes, acompanhantes internos e avaliadores externos) e a operacionalização do Período Probatório, promovendo uma reflexão sobre o processo e os instrumentos a utilizar de modo a garantir a coesão, a articulação e a coerência de procedimentos indispensáveis à simplificação, à eficácia e ao sucesso do trabalho, na perspetiva da partilha de saberes e práticas pedagógicas e de desenvolvimento profissional.

No norte esta Sessão de Trabalho está agendada para dia 28 de Novembro.

Pelo que verifico o descongelamento das carreira vai trazer novamente às escolas o frenesim das avaliações dos docentes. Começa agora com o período probatório e em breve vamos ter novamente o retomar de tudo aquilo que pior tem o sistema de ensino e que não tem resultados práticos nenhuns.

Agora alguns já o reconhecem.

 

Maria de Lurdes Rodrigues

Maria de Lurdes Rodrigues diz que sempre encarou como objectivo central do seu modelo de avaliação “a melhoria da qualidade das aprendizagens e o sucesso dos alunos”. Mas a verdade é esta: “Nos últimos 10 anos conseguimos melhorar as aprendizagens e os resultados dos alunos, como não tivemos êxito na consolidação da avaliação docente e isto aconteceu tal significa que esta [a avaliação dos professores] não foi decisiva para a melhoria registada”, frisou a ex-ministra, para adiantar que é necessária que seja feita “uma reflexão sobre isto”.

Nuno Crato

Também o antigo ministro da Educação, Nuno Crato, aponta no mesmo sentido. “Disse que a avaliação dos professores não era o problema central do sistema educativo, mas sim a dos alunos e esta melhorou”, refere em declarações ao PÚBLICO.

 

Download do documento (PDF, 133KB)

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Deputados aprovam uma das reivindicações dos professores

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Que alertei aqui, antes de alguém ter falado no assunto.

Deputados aprovam uma das reivindicações dos professores

 

 

O Parlamento aprovou na especialidade uma das reivindicações dos professores, eliminando uma norma que, de acordo com Mário Nogueira, da Fenprof, atrasava a progressão de alguns professores de quatro para seis anos.

 

 

O Parlamento aprovou na especialidade uma das principais reivindicações imediatas dos professores, eliminando uma norma que, de acordo com Mário Nogueira, da Fenprof, na prática atrasava a progressão de alguns professores de quatro para seis anos. A proposta, que poderá ter efeitos já a partir de 2018, foi apresentada pelo PCP e aprovada por PS e BE, com abstenção da direita.

Em causa está a eliminação de uma norma da  proposta original do Orçamento do Estado que, segundo o Governo, teria como finalidade “evitar ultrapassagens de posicionamento nos escalões”.

Na semana passada, quando a proposta de eliminação foi apresentada, Mário Nogueira afirmou aos jornalistas que o verdadeiro efeito desta norma era o de atrasar em dois anos algumas progressões. Isto porque a questão das “ultrapassagens” já não se coloca, sustentou.

“Já não há ultrapassagens. Eu percebo que o Governo queira recuperar aquele regime transitório porque se o fizer não evita ultrapassagens, porque elas já não existem. O que [o artigo original] faz é com que os professores que estão em escalões de quatro anos, nomeadamente o 8º e 9º, que já têm tempo de serviço completo, avaliação feita, formação concluída, tudo pronto para poderem mudar de escalão, apanhem com mais de dois anos de congelamento”, afirmou, em resposta aos jornalistas.

A eliminação deste artigo – que consta do compromisso assinado na madrugada de sábado – foi proposta pelo PCP e aprovada com os votos favoráveis de PCP e Bloco de Esquerda e abstenção do CDS e do PSD.

Chumbada foi a intenção do PCP de ver as portarias que desbloqueiam progressões de alguns escalões publicadas até ao final de Janeiro, apesar de o Governo ter dito que agilizará este procedimento.

Como já se esperava, teve maioria a proposta que enquadra a vinculação de mais 3.500 professores no próximo ano lectivo.

Ainda por votar estão as normas relativas à recuperação do tempo de trabalho prestado durante o período de congelamento, que depois de alguma discussão os deputados decidiram remeter para o final do dia. O PSD afirmou que pode mesmo precisar de mais tempo para analisar as novas propostas que deram entrada à última hora.

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Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação

Rui Cardoso

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Manifestação de Interesse para Agente da Cooperação para exercer funções de Coordenador-Geral da Unidade Conjunta de Implementação; Programa da UE “Revitalização do Ensino Técnico e da Formação Profissional de Angola”.

Candidaturas até 24 de novembro de 2017. Candidaturas até 24 de novembro de 2017. Aqui

 

 

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Nas negociações, os professores dos Açores não se “comprometem”…

Rui Cardoso

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Nos Açores, os sindicatos saíram do gabinete do Secretário Regional sem acordo ou compromisso. A uma mão cheia de nada responde-se coma possibilidade de greve na região.

 

Professores insatisfeitos com posição do Governo dos Açores e não afastam greve

Apesar do compromisso do Governo dos Açores de que os professores beneficiarão da solução que for consagrada a nível nacional, relativamente às questões do descongelamento das carreiras e da contagem do tempo de serviço que esteve congelado, os dois sindicatos de professores da Região mostram-se insatisfeitos, mantendo a possibilidade de greve.

Vasco Cordeiro garantiu hoje, após audiência com o Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA) e o Sindicato Democrático dos Professores dos Açores (SDPA), que “em relação à questão dos descongelamentos, o Governo dos Açores assume, totalmente e sem reservas, a solução que for consagrada a nível nacional. Também assume, totalmente e sem reservas, o compromisso de praticar na Região a contagem de tempo de serviço que for definida a nível nacional”.

Esta posição do Governo dos Açores foi transmitida, de forma clara, aos representantes dos sindicatos, assegurou Vasco Cordeiro, ao precisar que a, “nível nacional, há nove anos para recuperar, enquanto, na Região, há sete anos para recuperar”.

“Nós entendemos que esta diferença de tempo não é motivo para atrasarmos o que quer que seja na Região, ou seja, o facto de termos menos tempo para recuperar nos Açores, não é razão para que se siga um processo mais demorado aqui na nossa Região”, afirmou.

Nesse sentido, a aplicação do modelo que vier a ser consagrado a nível nacional para a recuperação deste tempo, tendo em conta esta diferença, reverterá em benefício, também, para os docentes dos Açores, disse o Presidente do Governo.

Vasco Cordeiro salientou também que, dos encontros de hoje, ficou ainda o compromisso do Executivo de que qualquer questão nova que surja nos Açores, fruto da aplicação das soluções nacionais e tendo em conta as especificidades da Região, o “Governo dos Açores cá estará para analisar, para dialogar e decidir”.

Ora, para as duas estruturas sindicais, o que ficou da audiência foi “a negação de todas as reivindicações que viemos colocar junto do Governo Regional”.

O presidente do Sindicato Democrático dos Professores dos Açores, José Gaspar, sustentou que as garantias do executivo açoriano ficam “muito aquém” das reivindicações dos docentes e educadores de infância, considerando que o Governo Regional coloca-se “numa posição de não querer legislar” e de nem querer “tomar decisões numa matéria que tem autoridade e condições para o fazer”.

“O Governo, com esta resposta de total nulidade relativamente as nossas exigências, não cria estabilidade no emprego, não garante condições de exercício condigno e valorizado da profissão docente e não dá nenhum passo no sentido de virar a página da austeridade”, frisou.

O sindicalista admitiu, “num futuro muito próximo, um processo de greve que se manterá por um período relativamente espaçado”, decisão que fez depender de plenários de professores e educadores de infância.

Por seu turno, o presidente do Sindicato dos Professores da Região Açores (SPRA), António Lucas, sublinhou que a estrutura sindical tinha outras expectativas, mas não saiu da reunião de “mãos vazias”.

“Tínhamos a perspetiva de ter um percurso negocial próprio, mas o Governo não se manifestou disponível”, referiu António Lucas, realçando que o recurso à greve dependerá, também, de uma decisão em plenário de professores.

 

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