12 de Novembro de 2017 archive

Lista Colorida – RR10

Davide Martins

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Lista Colorida com colocados e retirados da RR10.

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Comprometidos Ficaram os Alunos dos Vocacionais que não Completaram os Módulos

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E não têm forma de prosseguir os estudos no ensino regular, a não ser que regridam de novo ao 7.º ano ou encontrem um CEF à sua medida.

 

Redução do abandono escolar pode estar comprometida

 

 

O ex-ministro da Educação, Nuno Crato, que criou os cursos vocacionais, defende que estes permitiram reduzir o abandono escolar precoce e critica a sua substituição pelos antigos Cursos de Educação e Formação que, segundo ele, não fazem sentido quando a escolaridade obrigatória é agora até ao 12.º

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409 Contratados Colocados na Reserva de Recrutamento 10

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Foram colocados 409 docentes contratados na reserva de recrutamento 10 de acordo com a seguinte distribuição por grupo de recrutamento, duração do contrato e número de horas.

 

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Armanda Zenhas – Quem quer ser professor?

(…) Porquê, então, um tão baixo desejo dos jovens em optarem pela profissão de professor? Não será difícil encontrar resposta(s) para esta última questão. Difícil é abordar todos os motivos possíveis no espaço deste artigo.

A figura do professor sofreu uma desvalorização social enorme. Todos se lembrarão da imagem do professor preguiçoso, que trabalha pouco e falta muito, divulgada por uma ministra que, a reboque de tal imagem, retirou direitos aos docentes, aumentou-lhes o horário de trabalho e a carga burocrática.

Todos ouvem anualmente, nas notícias, o drama que vivem muitos professores, que chegam aos 50 anos de idade sem garantia de trabalho e sem estabilidade familiar, com a casa às costas de ano para ano ou de mês para mês. Atrás vem o drama dos filhos: a escola que vão frequentar, com quem ficam. Vem o drama da economia familiar: o baixo ordenado derretido nas viagens e, eventualmente, no aluguer de um alojamento.
E as diversas e indefinidas componentes do horário, cuja definição os professores têm vindo a exigir sem que a tutela lhes dê ouvidos? Falarei só da componente letiva e da não letiva. Esperar-se-ia que da não letiva estivessem excluídas as atividades com alunos, como, por exemplo, apoios individualizados, aulas de apoio ao estudo ou coadjuvação em sala de aula, mas tal não acontece. E assim, de forma mascarada, aumenta-se o horário de trabalho dos docentes e o seu consequente desgaste e diminui-se artificialmente a “necessidade” de contratação de novos professores.

Impensável é também o que se perspetiva no Orçamento de Estado em discussão: a função pública terá as suas carreiras descongeladas no próximo mês de janeiro, após mais de nove anos de congelamento, sendo o tempo de congelamento contado para progressão com mecanismos de faseamento. Deste processo estão excluídos os docentes, a quem está destinado o apagamento de nove anos da sua vida profissional, com a perda salarial que tal implica. Dizem os responsáveis governamentais que tal sucede por a sua progressão se fazer apenas por tempo de serviço. Contudo, os professores só podem mudar de escalão se, cumulativamente, obtiverem Bom, no mínimo, na avaliação a que são sujeitos obrigatoriamente, e se tiverem frequentado, com sucesso, um mínimo de 50 horas de formação.

Já vai longa a lista de “contras” na hora de tomar a decisão de ser professor. Perante este caldeirão fumegante, os pretendentes afastam-se assustados. De resto, já não conseguindo a profissão docente mostrar-se tão sedutora como a Carochinha da nossa história, revela-se, no entanto, igualmente inatingível, rejeitando aqueles que a ela querem aceder. O último relatório Perfil do Docente, do Ministério da Educação, mostrava que, num universo de 104 386 docentes da escola pública, em 2015/2016, apenas 383 tinham menos de 30 anos. No 2.º ciclo de escolaridade, por exemplo, 48% dos docentes tinham 50 anos de idade ou mais e 34,6% estavam na casa dos quarenta. Quantas histórias de emprego precário e mal pago e de vida pessoal e familiar instável se encontram nos docentes que vivem os seus “quarenta”! (…)

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Professores em protesto contra modelo de descongelamento de carreiras – 11/Novembro/2017


 

 

Perto de duas centenas de professores do norte do país concentraram-se esta manhã no Porto, em protesto. Em causa está o modelo de descongelamento das carreiras na função pública, previsto no Orçamento do Estado e que deixa de fora, no caso dos docentes, vários anos de serviço.
A Federação Nacional de Educação admite novas formas de luta, para além da greve já marcada para o dia 15, se o Governo não retomar as negociações.

 

(…) Músicas de Jorge Palma, James, Deolinda e mesmo o Hino de Portugal animaram a concentração de várias centenas de docentes de todos os distritos do Norte de Portugal, que se deslocaram até à Praça dos Leões, na Baixa do Porto, em protesto contra o “Orçamento de Estado 2018 não contemplar, no quadro do descongelamento das carreiras da Administração Pública, todo o tempo de serviço docente que esteve congelado de 30 agosto de 2005 a 31 dezembro de 2007 e de 1 de janeiro de 2011 a 31 de dezembro de 2017”.

 

Ao som de ensurdecedores apitos vermelhos e rodeada de bandeiras do Sindicato dos Professores da Zona Norte e faixas onde se podia ler “Basta! Já é tempo de corrigir injustiças”, Maria Manuela Oliveira, 41 anos, professora de Físico-Química, e há 15 anos contratada, veio de Monção, percorrendo com os filhos de 6 e 13 anos duas horas de carro, mas não lhe faltou energia para explicar o que a trouxe ao Porto.

 

“Venho aqui hoje para lutar pelos meus direitos e contra as injustiças levadas a cabo a nível dos concursos que têm sido injustos”, declarou a docente de Física e Química à agência Lusa, revoltada por chegar a agosto e nunca saber onde vai ficar colocada e com o facto de o Ministério da Educação “manter a lei norma travão”, que faz com que “professores com quatro contratos sucessivos fiquem à frente de colegas com mais tempo de serviço”.

 

Em declarações à Lusa, o secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE), João Dias da Silva, classificou de “incorreto” e “desconsideração pelos parceiros sociais” o que o Ministério da Educação está a fazer aos professores e sindicatos, negando-se a reunir por duas vezes com aquela associação sindical.

 

“O que é incorreto é que de duas reuniões que já pedimos ao ministro da Educação desde o dia 14 de outubro, a uma delas tenhamos recebido a recusa formal de marcação de reunião e, desta última vez não há nenhuma resposta do Governo”, disse João Dias da Silva, classificando que é uma “desconsideração para com os parceiros sociais” não querer reunir e “empurrar o problema para o Ministério das Finanças”.

 

“Quando nós tivemos negociações com o Ministério das Finanças, relativamente à generalidade dos trabalhadores da Administração Pública, ficou claro que aquilo que era específico da área da Educação seria tratado no Ministério da Educação, como sempre aconteceu”, recordou aquele responsável, apelando a todos os decentes para aderirem à greve do dia 15.

 

João Dias da Silva apelou aos docentes, no discurso que fez em cima de um autocarro preto estacionado na Praça dos Leões, para uma forte “mobilização para a greve para o dia 15”.

 

“Esta voz tem de ser continuada no dia 15, numa grande adesão à greve para que o Governo respeite aquilo que é nosso. Estamos a lutar por aquilo que é nosso”.

 

À Lusa, Ana Isabel Santos, 43 anos, professora de Artes Visuais há 20 anos, também trouxe os três filhos – de 8, 12 e 17 anos de idade -, para a concentração no Porto.

 

“Há 20 anos que estou sempre na expectativa de saber onde vou dar aulas”, desabafou, com o marido ao lado, também professor, que explicou ter 22 anos de carreira, está no 2.º escalão, quando deveria estar no 6.º.

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