Quase Nenhum Professor com 50 Anos Está no 4.º Escalão ou Acima Dele

São raros os docentes que tendo 50 anos de idade encontram-se no 4.º Escalão. Só mesmo aqueles que beneficiaram antes de 2005 da bonificação por conclusão do mestrado ou aqueles que em 2010 subiram ao 4º Escalão. Conheço outros casos mais raros de quem transitou da carreira docente dos Açores para o Continente que estão no 4.º escalão.

Para ser mais fácil explicar como estes docentes nunca conseguirão chegar ao topo da carreira atual (10.º Escalão) deixo o meu exemplo.

Ainda me faltam 364 dias de serviço para a mudança ao 4.º escalão, que a correr dentro do previsto terá efeitos apenas no dia 1 de Janeiro de 2019. Nessa altura a caminho dos 50.

Os actuais escalões têm a duração de 4 anos (com excepção do 5.º que tem a duração de 2 anos).

Em 1 de Janeiro de 2023 poderei subir ao 5.º e em 1 de Janeiro de 2025 ao 6.º escalão. Ao 7.º em 1 de Janeiro de 2029 (aqui já com 60 anos). Em 1 de Janeiro de 2033 ao 8.º e em 1 de Janeiro 2037 ao 9.º (quase 68 anos).

Só para que não haja dúvidas sobre a impossibilidade que existe para a grande maioria dos professores chegar ao topo da carreira (10.º Escalão).

O Paulo Guinote faz aqui um esclarecimento histórico do que esteve por trás do primeiro congelamento de 2005.

 

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12 comentários

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    • Professor aldrabado on 15 de Outubro de 2017 at 17:06
    • Responder

    Durante vários anos os professores andaram a fazer ações de formação (algumas de graça, outras a pagar) e relatórios anuais para quê? Se cumpriram a lei, é uma vergonha que o tempo de serviço “desapareça” do registo biográfico (que não seja tido em conta para a progressão na carreira docente).

    • Nabiça on 15 de Outubro de 2017 at 17:46
    • Responder

    O esclarecimento histórico do Paulo Guinote não é relativo ao congelamento de 2005 mas sim ao que levou ao ECD de 2007.
    O congelamento de 2005 não afetou apenas os professores. Afetou toda a função publica.
    O estudo que o Paulo Guinote apresenta esteve na base das alterações introduzidas no ECD em 2007.

    • JPC on 15 de Outubro de 2017 at 18:47
    • Responder

    E quando se aperceberem que haverá docentes a transitar de acordo com o DL 75/2010 para ficarem mais uns anitos à espera … para além dos 9 anos e meio congelados (artigo 36.º da proposta do orçamento de estado)

    • antonio on 15 de Outubro de 2017 at 18:52
    • Responder

    Estou no 8º escalão e mudei em 1/09/2003. Será que alguém me indica quando mudarei, se descongelar em 1/01/20118.
    OBRIGADO.

    • Gouveia on 15 de Outubro de 2017 at 19:29
    • Responder

    Gouveia 2013 Boa tarde alguém me pode informar do seguinte tenho 16 anos de trabalho docente vinculei ao fim de 4 anos mais propriamente em 2005, estou no 1º escalão será que irei mudar em janeiro. Obrigado

      • M. Ferreira on 15 de Outubro de 2017 at 20:26
      • Responder

      Sim Gouveia. Porque 2009/10 deverias estar a subir para o 2 escalão. Logo em jan já sobes.

    • PrimaryTeacher on 16 de Outubro de 2017 at 2:52
    • Responder

    E os professores que estão à espera de vaga para passar ao 5º e ao 7º escalão?

      • Contribuinte on 16 de Outubro de 2017 at 9:57
      • Responder

      .
      És Professor Primário ou Regente Escolar e queres a mesma Carreira dos Professores do Ensino Secundário.

      Para as BABÁS (agora Educadoras da Infância) e para os Professor Primário ou Regente Escolar deviam existir Tabelas Salariais diferentes dos restantes docentes.
      .

    • Gomes Rita on 16 de Outubro de 2017 at 19:35
    • Responder

    Tenho 24 anos de serviço, 58 de idade, sou QA e não saio do 4° escalão… Não sei o que se passa!

      • Gomes Rita on 17 de Outubro de 2017 at 14:01
      • Responder

      Sou professora do 2° ciclo licenciada pela fac letras universidade do Porto

    • mario silva on 16 de Outubro de 2017 at 23:36
    • Responder

    isto já foi denunciado há 9 anos atrás…
    o objetivo foi impedir a geração dos 35-45 anos (a maioria da classe) chegar ao topo, terminando no máximo no 7º escalão…e conseguiram…

    • joao patricio on 17 de Outubro de 2017 at 23:25
    • Responder

    Caríssimos colegas professores,
    Não é meu hábito comentar, não por não gostar de opinar, mas porque a maioria dos comentários que de quando em quando leio com pouco ou nada me identifico. Mas enfim, desta vez apetece-me mesmo relatar o meu caso e opinar de forma impessoal: Tenho mais de 20 anos de serviço no grupo 550, efetivei em 2001 após profissionalização em serviço, estou no 2º escalão, com 57 anos de idade. Esforço-me por dar o melhor de mim em prol dos alunos, com graves repercussões para a educação dos meus 4 filhos. Há mais de dez anos seguramente que não tenho uma única falta e mais: nunca meti atestado médico, apesar de por mais de uma vez o meu médico me aconselhar a fazê-lo, fruto de uma doença crónica de que padeci ao longo dos últimos 17 anos e que entretanto, a muito custo, superei. Fiz uma única vez greve de um dia, na célebre greve que em Lisboa juntou mais de 100 mil professores há alguns anos atrás. A título de curiosidade refiro que a minha esposa é também professora, mas contratada e deslocada há 16 anos. Este ano ficou (apenas) a 150 Km de casa. Dadas as notícias recentes do OE para 2017 retirar 9,5 anos ao nosso esforço e dedicação, só posso expressar a minha indignação dizendo e apelando a todos os colegas: Isto só se resolve com uma greve de grande adesão e expressão, como nunca o corpo docente fez até hoje. Somos uma classe de costumes brandos, compreensivos, tolerantes por natureza, porque a profissão a isso nos obriga mas, apesar de nunca ter pertencido a nenhum sindicato, apelo ao bom senso dos mesmos para que convoquem uma greve de modo a reivindicar aquilo que, por direito nos pertence: a contabilização plena dos anos de trabalho cumpridos na íntegra. Estou a referir-me a uma greve sem termo, até que a população perceba que os professores são imprescindíveis ao país e que necessitam o mínimo de respeito e dignidade. Suponho que somos a única classe profissional que não tem uma ordem que nos represente dignamente, apenas sindicatos onde reinam interesses dúbios e politicamente instrumentalizados. Que me desculpem alguns… Pergunto para finalizar: Será que médicos, juízes, advogados, enfermeiros, farmacêuticos, engenheiros e outras classes profissionais afins se sujeitariam a tamanha discriminação e humilhação?
    É que a dos políticos são eles a própria ordem e por isso não precisam de constituir nenhuma.


  1. […] trabalhar até aos 74 anos para lá chegar. Isto aplica-se a mim, vocês façam as vossas contas. O Arlindo já fez as dele. No meu caso não são os nove anos e quatro meses, como à maioria de vós, são oito anos e cinco […]

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