Sobre a Integração Externa Extraordinária

Davide Martins

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Após a publicação destas listas de colocação, e com base na Lista Colorida, há algumas considerações necessárias:

  • Excluídos – prova-se que muitos dos excluídos são também candidatos à vinculação extraordinária. Tenho a certeza que muitos dos excluídos verão a sua situação corrigida e serão justamente integrados nos quadros. Como já tinha referido aqui, esta situação obriga a colocações duplicadas e a despesa acrescida do Estado. Excluir professores sem lhes dar a possibilidade de defesa antes da saída das colocações é muito injusto quando se trata de um aspeto tão importante da sua vida. Os culpados não são os denunciantes e é URGENTE retirar a validação do âmbito das escolas e fazê-la através do e-bio;
  • Extinção de vagas – Esta foi uma dúvida presente ao longo de todo este processo, como o Alindo já foi referindo. O certo é que 199 vagas foram extintas, contrariando aquilo que a secretária de estado Alexandra Leitão tinha dito ao Público… a palavra vale muito pouco nos dias de hoje. Ter os mesmos candidatos opositores a vários concursos em simultâneo tem sido uma fonte de problemas para os candidatos, para os técnicos da plataforma e para as escolas.
  • Cálculo de vagas – Para mim este é o ponto mais obscuro de todo este processo. O ME refere que muitas vagas não foram abertas porque os contratos foram denunciados ou nem chegaram a ser aceites. Eu acreditaria nesta explicação se divulgassem a lista com todos os contratos denunciados ou não aceites. Alegar questões de privacidade num concurso público deita por terra qualquer confiança que exista no processo. Talvez nos próximos anos vejamos esta situação corrigida.

 

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27 comentários

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  1. retirar a validação do âmbito das escolas e fazê-la através do e-bio – muito urgente. Várias razões: transparência no procedimento; confiança na instituição; terminar com o ruído das más contas realizadas pela secretaria; terminar com a corrupção (onde existe) das secretarias e direcções em favorecer os seus.

      • Luis on 19 de Julho de 2017 at 16:23
      • Responder

      O ministério perdeu o interesse pelo e-bio por causa da lei protecção de dados, surgiram problemas legais.

    • anónimo on 19 de Julho de 2017 at 14:50
    • Responder

    Descobriu-se a pólvora! Afinal as escolas não devem contar, nem validar o tempo de serviço. Qual é então a solução? Centralizar o processo? Onde e em quem fará a contagem e a validação do tempo de serviço? Os mesmos que fazem as colocações? Os que elaboram os contratos e respetivos aditamentos ou outros? A DGAE? Ou outro departamento? E esses novos validadores serão escrutinados como? não há novos “riscos” nesse admirável mundo novo?
    A palavra “corrupção” e outras como “confiança” e “más contas” deveriam, acho eu, ser utilizadas com algum cuidado, sobretudo quando se adensam suspeitas mas não se demonstram factos. Há excluídos, mas quantos assim vão permanecer? E haverá assim tão grandes discrepãncias em relação ao inicialmente contado? Ou estamos a falar de divergências na interpretação da lei, despachos, portarias e notas informativas do que retroage num ano e não no outro, no que se adita ou não?
    E no fim haverá alguma correção a fazer? Ou teremos correções irrisórias de um ou dois dias? E uma entidade externa não poderá cometer os mesmos erros mas com maior dificuldade para os corrigir? Tudo isto é estranho e difícil de entender.

    • excluída do 520 on 19 de Julho de 2017 at 14:50
    • Responder

    O colega fez uma “campanha” neste blog a incentivar o pessoal a denunciar e agora vem falar dos excluídos??? Deveria era fazer um estudo com o número de excluídos por indicação sua!!! Viva a sua caça às bruxas!!!

      • Davide Martins on 19 de Julho de 2017 at 14:55
      • Responder

      E continuarei a incentivar as pessoas a estarem atentas às listas, escrutiná-las até à mais ínfima décima. Mais uma vez: não foram os denunciantes que falharam… pode ter sido a DGAE, as escolas e sim (em muitos casos) os candidatos.

        • Daniel on 19 de Julho de 2017 at 15:28
        • Responder

        Olá Davide. Necessito urgentemente de ajuda. No presnete ano letivo fiquei colocado no qzp 6 e foi aí que abriu uma vaga através da norma travão. Neste concurso possuía condições para vincular em ambos (CE+VE). Então decidi concorrer para o externo apenas para perto de casa (não inclui o qzp 6) e para a VE para perto dre casa qzp 3,4,6 …Qual o meu espanto quando verifico que fiquei colocado em CE num QZP (6) para o qual não concorri. É verdade que estou colocado este ano no qzp 6 mas não concorri para ele para vincular no CE. O verbete definitivo refere que fui excluida da VE porque já tinha sido colocada na CE. Porém, eu não coloquei essa opção (qzp 6). Tudo isto é mais grave pq tenho uma filha de ano e meio que necessita dos pais por perto. Necessito urgentemente de ajuda para compreender se o erro foi meu ou se existia alguma coisa na lei que me obrigava a ficar colocado no CE no qzp onde trabalhei este ano? Obrigado a quem ajudar.

        • Somos todos tolos... on 19 de Julho de 2017 at 15:41
        • Responder

        “E continuarei a incentivar as pessoas a estarem atentas às listas” – a mim incentivou-me decisivamente e vou empenhar-me em provar, em próximos concursos, que, como já tenho dito por aqui, nalgum momento da vida, os outros somos nós.

          • Pois on 19 de Julho de 2017 at 17:30

          E faz bem! Quem tentou enganar o concurso deve ser punido. Se for ver os motivos de exclusão encontrará o tempo de serviço errado como justificação.

          Agora esses iluminados dizem que a culpa foi das escolas… claro….

      • Pois on 19 de Julho de 2017 at 17:28
      • Responder

      Os aldrabões devem ser denunciados! Então há colegas que mentem na graduação e devemos defendê-los????

    • Joana on 19 de Julho de 2017 at 14:53
    • Responder

    Vagas extintas? o Me vai fazer muito mais vinculações que essas nos rh depois das exclusões, ainda falam nisso!

    • Luis on 19 de Julho de 2017 at 15:24
    • Responder

    Nem todos os excluídos têm culpa da situação, conheço um caso incrível de um professor que andou vários anos com o tempo de serviço errado por defeito em 20 dias, este ano a escola apercebeu-se, informou-o e ele concorreu com o tempo corrigido, no entanto alguém detectou que ele tinha tido 365+20 dias e reclamou dele, o que fez com que fosse excluído indevidamente.

      • Travis Bickle on 19 de Julho de 2017 at 17:22
      • Responder

      isso aconteceu à maioria das candidaturas cujo “erro” indicado como fundamento de exclusão é “mencionar incorretamente o tempo de serviço após a profissionalização”. está tudo certo nessas candidaturas como exemplifica – a minha é exactamente uma dessas. em limite, não tenho paciência para andar a denunciar outros, mas considero que as denúncias foram aceitáveis, pois estranha-se alguém ter mais de 365/6 num ano, mas há uma grande falha administrativa ao excluir sem consultar os candidatos ou as escolas que validaram, para que obtivessem uma clarificação e se evitasse este desperdício de tempo, dinheiro e, acima de tudo, para que se evitasse esta inquietude sem prazo de acabar.

        • Pois on 19 de Julho de 2017 at 17:37
        • Responder

        Coitadinhos! Colocaram o tempo a mais e agora o problema é do sistema!!! Se calhar a culpa é da tecnologia, antigamente com os concursos à mão é que era bom, podíamos colocar uns dias a mais e ninguém dava conta…. Acabe-se já com estes denunciantes e com o sistema injusto para quem quer aldrabar os dias de serviço!

      • Pois on 19 de Julho de 2017 at 17:31
      • Responder

      Que chatisse… andou 20 anos com tempo a mais e a beneficiar disso!!!! Coitadinho…

      Tarde mas fez-se justiça!

        • Tanta justificação! on 19 de Julho de 2017 at 17:35
        • Responder

        Encontre-me um caso em que o erro é o professor concorrer com tempo a menos!!!

        Esse colocou 20 dias a mais, com isso ia beneficiar e ultrapassar outros colegas e agora quem detetou o erro é que é o mau da fita!!!

        Ainda por cima, a escola avisou-o uma primeira vez…

          • Anónimo on 19 de Julho de 2017 at 19:36

          Ler uma coisa e entender exatamente o seu contrário! Dá que pensar sobre que tipo de gente pensa que é professor e faz-nos temer pelos alunos que tenham a infelicidade de os encontrar.
          Sobre casos de concorrer com tempo a menos: eu. Só este ano inclui dias de um colégio de há dois anos. Mas como o ano passado tive 366, completo e anual, alguém achou que aqueles dias tinham caído do céu aos trambolhões. Só é lamentavel, não quem fez a denuncia porque nada sabe da minha vida, mas da DGAE que me validou esse tempo e se esqueceu, não se lembrou que era de outro ano numa época em que nem estava no oficial.. Se a DGAE procedeu desta forma leviana com os outros excluídos não me admirava pois foi como procedeu comigo. Já agora quem denuncia 366+x porque é que não denuncia casos de menos de-365/6? Porque já tive muitos anos com menos de 365 e nessa altura ninguém se incomodou. Como é possivel que se ache que numa profissão como a docente se pode consecutivamente trabalhar com horários e salários incompletos de part-time? E que isso é normal?

          • anonimo on 20 de Julho de 2017 at 9:00

          Até podia ter o tempo do colégio reconhecido pela DGAE, mas esse tempo NUNCA CONTARIA PARA A VE, ou seja, para os 5 contratos nos últimos 6. Percebeu?
          Não sei se sabe, mas um dos requisitos eram 5 contratos EM ESCOLAS DO ME. Houve xicos-espertos que, só porque tinham o tempo do privado reconhecido, utilizaram-no na VE para ver se colava. Ainda bem que a DGAE e muitos colegas estão atentos. Devia haver duras penalizações para esta gente.

        • Travis Bickle on 19 de Julho de 2017 at 17:48
        • Responder

        saber ler e escrever é uma virtude cada vez mais rara.

        • Luis on 19 de Julho de 2017 at 21:03
        • Responder

        Leia com atenção, não esteja tão nervoso/a, “andou vários anos” e não vinte.

    • António Meireles on 19 de Julho de 2017 at 16:53
    • Responder

    .
    “….esta situação obriga a colocações duplicadas e a despesa acrescida do Estado.”

    ISTO É ALGO DE MARAVILHOSO OU SEJA VÃO EXISTIR PROFESSORES SEM HORÁRIO LECTIVO PORQUE NÃO SÃO NECESSÁRIOS.

    Os CONTRIBUINTES PAGAM. Não há crise.

    Vejam estes indicadores (a fonte é a PORDATA)

    Divida Pública Portuguesa (em valor absoluto)

    2009 = 146,7 Mil Milhões de Euros
    2010 = 173,1 Mil Milhões de Euros
    2011 = 196,2 Mil Milhões de Euros
    2012 = 212,6 Mil Milhões de Euros
    2013 = 219,7 Mil Milhões de Euros
    2014 = 226,0 Mil Milhões de Euros
    2015 = 231,6 Mil Milhões de Euros
    2016 = 241,1 Mil Milhões de Euros

    Produto Interno Bruto (PIB) Português ( em valor absoluto) – Riqueza gerada pelo país durante um ano

    2009 = 175,4 Mil Milhões de Euros
    2010 = 179,9 Mil Milhões de Euros
    2011 = 176,2 Mil Milhões de Euros
    2012 = 168,4 Mil Milhões de Euros
    2013 = 170,3 Mil Milhões de Euros
    2014 = 173,0 Mil Milhões de Euros
    2015 = 179,5 Mil Milhões de Euros
    2016 = 184.9 Mil Milhões de Euros

    QUE TAL???????? Porreiro Pá…………….
    .

      • Pois on 19 de Julho de 2017 at 17:32
      • Responder

      Tanta treta para justificar que os aldrabões devem ser perdoados!

      Concorram com uma máquina de calcular melhor e com maior cuidado!

      • Filipe on 19 de Julho de 2017 at 18:35
      • Responder

      Fantástico !!! A raiz do mal estão nos professores !!! Toda está dívida é culpa dos professores.

      Sr. António que acha da minha ideia de privatizar 100% todo o ensino (básico, secundário e superior). Eu concordo, tenho capacidade para pagar 1000 €/mês de propinas, mais os livros, mais as refeições, mais os transportes. Já agora, também acabar com o SNS, privatizar 100% a saúde, os médicos também estão a contribuir para dívida. Acabar igualmente com a policia, quero forças de segurança privadas, e acabar com as reformas.
      Quero um governo que acabe de uma vez por toda com todos os serviços públicos ! Quem alinha ?

        • António Meireles on 19 de Julho de 2017 at 19:11
        • Responder

        .
        o que eu acho é que existirem Professores nas Escolas sem horário lectivo atribuído é esbanjar dinheiro público. Eu conheço professores de Quadro de Zona Pedagógica sem trabalho LECTIVO nas Escolas.

        Sabe quem paga o esbanjamento de dinheiro público?????

        Os CONTRIBUINTES.

        Possivelmente esse dinheiro seria mais util para apoiar aqueles que mais necessitam e não para DUPLICAR ARTIFICIALMENTE DESPESA PÚBLICA.
        .

    • zaratrustaf on 19 de Julho de 2017 at 16:58
    • Responder

    Também tenho muitas dúvidas no cálculo das vagas. Por acaso já alguém apurou quantas foram abertas sem as escolas as pedirem por se tratarem de horários que eram, e continuarão a ser, incompletos?

    • Dalia on 19 de Julho de 2017 at 17:19
    • Responder

    Relativamente à mobilidade interna, os colegas que agora obtiveram vinculação extraordinária concorrem em que prioridade? Na b) como os demais QZP?
    Outra questão, um QZP pode ficar colocado num horário incompleto na sua 1a escolha, independentemente de existirem horários completos nesse QZP?


  2. “Como já tinha referido aqui, esta situação obriga a colocações duplicadas e a despesa acrescida do Estado.”

    Despesa acrescida??? Não entendo! Esses colegas não são necessários?

    No final de cada contrato, os contratados não recebem a caducidade?

    Não estou “ver” a despesa acrescida!

    • SapinhoVerde on 21 de Julho de 2017 at 8:54
    • Responder

    A “obscuridade” no cálculo de vagas e a extinção indevida … . e depois existem casos …
    Bom bom, mas mesmo bom era no tempo do já falecido Mariano Gago, explicito:
    Alguém me pode explicar como é que se consegue uma nomeação para QZP deste tipo?

    https://dre.tretas.org/dre/1491856/aviso-6130-2006-de-24-de-maio

    Parece que foram NOMEADOS (sim nomeados) para QZP definitivamente (que tinham nomeação provisória) os professores …

    Se alguém souber o contacto avise …

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